Retimbrar – Do Mesmo Cordão – Entrevista Com Sara Yasmine (09 – 05 – 24)

Retimbrar – Do Mesmo Cordão – Entrevista Com Sara Yasmine (09 – 05 – 24)

Sara Yasmine, membro do grupo Retimbrar, apresenta na Radio Olisipo o single e o videoclipe da música “Do Mesmo Cordão”

O ano de 2024 traz aos Retimbrar, formação renovada e a promessa de agarrar novas criações. Apuram-se as palavras, os timbres, os arranjos e desvendam-se pistas para o que há de ser um novo disco, mais de um ano após o lançamento do seu segundo álbum, Levantar do Chão.

Os 8 músicos voltam à estrada, estão à escuta e dão o salto, a bordo daquilo que são os sonhos, desafios e inquietações de uma humanidade veloz e voraz.

E é de inquietações que nasce uma primeira canção, “Do Mesmo Cordão”, composta e escrita por mulheres, numa colaboração desenvolvida com as Suspiro – coro jovem do Orfeão de Ovar composto por 19 mulheres entre os 14 e os 20 anos. O coro das Suspiro surge de uma vontade colectiva de não perder o contacto com a música. Todas ex-alunas da Academia de música do Orfeão de Ovar, fundem as suas vozes em projetos seus e em parcerias com artistas e músicos portugueses. Com o seu curto percurso (surge em Maio de 2023), o coro já partilhou o palco com Rodrigo Leão, Retimbrar e Jimmy P e encontra-se actualmente a criar o seu concerto a solo com releituras e originais.

Sara Yasmine Portuguesa. Nascida no Cairo, 1988

É formadora, autora e intérprete na área da música.

Frequentou o Conservatório de Música de Macau, o Círculo Portuense de Ópera, os cursos de Formação de Animadores Musicais da Casa da Música e da Associação Portuguesa de Música nos Hospitais, entre o Porto e Lisboa. Dirige projetos musicais criativos, como a Real Confraria do Canto Arouquense – uma orquestra comunitária co-fundada em 2018 – com quem trabalha competências de voz, de ritmo e de escrita. Colaborou com plataformas culturais de intervenção como a Olho Vivo, o Projecto Escolhas, a Ondamarela, o Colectivo Girassol Azul, a Anilupa, o Frenesim e a Revolução d’Alegria. Entre elas assumiu a co-direcção ou assistência de direcção em projectos como a Orquestra Fervença, Sons no Património, Orquestra da Bida Airada, Dias do Património a Norte, Europeade – Festival Internacional do Folclore de Viseu, o Circuito – gnration de Braga, Cor(p)o Metropolitano e Esta Máquina Cerca o Ódio e força-o a render-se. Compôs a banda sonora para Fim de Tarde, criação de Leonor Barata com as Comédias do Minho – companhia de teatro. Ainda na área do teatro e da dança colaborou com A Turma, a Pele, a Companhia Amálgama e a Companhia Instável. Tem como projetos musicais centrais no seu percurso, os colectivos Retimbrar e Sopa de Pedra. Atuou, gravou e/ou compôs para/com grupos como Caixa de Pandora, Ensemble de Gamelão Casa da Música, Tranglomango, Sarrabulho, Gambuzinos, Collectif Medz Bazar, Clã e artistas como João Grilo, Miguel Ramos, Turquesa, Manel Cruz, Catarina Carvalho Gomes e Homem em Catarse.

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque – entrevista 09/05/2024

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque apresenta o seu disco de estreia na Rádio Olisipo: A Few Dates Of Love (2024) (álbum)

Autor da entrevista: Francesco Valente

Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.

Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.

Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.

Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.

Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.

Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”

E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”

Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”

O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.

Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.

Festival Jazz Manouche De Almada- Gonçalo Mendonça Entrevista (15 – 05 – 2024)

Festival Jazz Manouche De Almada- Gonçalo Mendonça Entrevista (15 – 05 – 2024)

Gonçalo Mendonça apresenta na Radio Olisipo o Festival Jazz Manouche De Almada.

Autor:
Francesco valente

A terceira edição do Festival Jazz Manouche de Almada, organizado pela Alma Danada Associação Criativa, está de volta depois do sucesso das últimas edições. Este ano acontece de 17 a 19 de Maio e conta com a presença de alguns dos nomes mais emblemáticos do jazz manouche. São 3 concertos imperdíveis e um workshop de dança blues e swing, que excecionalmente este ano terá lugar no Salão de Festas da SFIA. 

O Jazz Manouche surge como expressão musical com o guitarrista cigano de etnia Manouche Django Reinhardt e do Quinteto do Hot Clube de França. Este quinteto manteve a sua actividade entre os anos 30 e 50 na Europa tendo como estética formal o Swing mas com a apropriação cigana sobre a influência de Django. Em Portugal esta história é ainda pouco contada e escrita, mas tem vindo a ser maturada ganhando mais músicos e entusiastas.

No dia 17 de Maio o público poderá assistir ao concerto de Adrien Marco Trio: Adrien Marco é atualmente um dos principais nomes do estilo Jazz Manouche. É um guitarrista autodidata que começou a tocar aos 17 anos pela influência da música de Django Reinhardt. O seu estilo é enérgico, elegante, espontâneo e muito virtuoso. Em onze anos de actividade gravou quatro discos. Adrien Marco é acompanhado por uma excelente e sólida secção rítmica, Mathieu Chatelain na guitarra ritmo e Claudius Dupont no contrabaixo. Cada vez mais aclamado por um público de conhecedores, o guitarrista actuou em locais como o Festival Django Reinhardt (Fontainbleu) Django In June (Boston), Django at Dewslake (Reino Unido), Festival Jay (Itália), Festival de Worms (Alemanha), actua no lendário Clube de Jazz Etoile em Paris, onde Thomas Dutronc é um convidado regular e também no Cabaret de L’Escale onde já passaram artistas lendários como Jacques Brel ou Edith Piaf. Assim, passados cerca de onze anos, Adrien Marco Trio vem pela primeira vez a Almada para deleite do público e dos fãs do jazz cigano em Portugal.

No dia 18 é a vez de Aurore Voilqué Trio feat. Angelo Debarre. Aurore Voilqué começou a tocar violino aos 4 anos de idade e nunca mais parou. Criou o seu primeiro quarteto em 2003. Actuou em alguns dos maiores festivais de jazz de França (Jazz à Vienne, Marciac, Vauvert, La baule, Jazz en Baie, Jazz Nimes métropole, 24h du swing), bem como em alguns dos principais clubes de jazz do país (Duc des Lombards, Sunset, Petit Journal Montparnasse, Meridien Jazz Café Montparnasse). Aurore é acompanhada pela guitarra ritmo de Mathieu Chatelain e pelo contrabaixo de Claudius Dupont, delegando solos para o incontornável Angelo Debarre, um dos maiores solistas de jazz manouche que o mundo já conheceu. Angelo Debarre dispensa apresentações. É esta a verdadeira sonoridade tradicional cigana que a violinista foi procurar ao reunir estes 3 músicos, entre os mais requisitados do género. Uma magnífica viagem ao mundo da música cigana, com standards de Django Reinhardt, canções francesas e magníficas composições do maestro Angelo Debarre.

No dia 19 de Maio haverá uma aula de dança a cargo da Escola Blues & Swing Lisboa, especializada em danças vintage. 

Ainda no mesmo dia atuam os Rouge Manouche, um quarteto de Gypsy Jazz residente no Algarve que apresenta um swing altamente enérgico e ritmado e inspirado em ritmos e melodias Manouche com influências do Jazz Americano imergindo na aura da Paris dos anos 30. Interpretam compositores como os míticos Django Reinhardt, Charles Trenet ou Cole Porter, assim como em repertório de tradição Gypsy Jazz mais moderno. É formado por Betty Martins na voz e violeta, João Campos Palma no acordeão, Luis Fialho na guitarra e Rick Steffens no contrabaixo.

Os bilhetes estão disponíveis em https://www.seetickets.com/

Reservas: festivaljazzmanouchealmada@gmail.com

17 Maio, 21h – Adrien Marco Trio

18 Maio, 21h – Aurore Voilqué Trio ft Angelo Debarre

19 Maio, 16h – Aula de dança Blues&Swing Lisboa

19 Maio, 17h – Rouge Manouche

Entrevista Com Francisco Rodrigues (.cruzamemte) 09-05-24

.cruzamente – Um Bicho Como Nós (2024) (álbum)

Entrevista com: Francisco Rodrigues

Autor: Francesco Valente

Francisco Rodrigues apresenta na Rádio Olisipo o novo álbum dos .cruzamente, band do Porto, que edita “Um Bicho Como Nós” (2024.

O seu primeiro álbum um bicho como nós, a editar no dia 10 de Maio, foi produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

O concerto de apresentação do disco um bicho como nós acontecerá a 18 de Maio no CCOP, no Porto, pelas 21h30m. Será apresentado o disco, bem como alguns temas de trabalhos anteriores, com algumas surpresas pelo meio. Os bilhetes já estão à venda. 

Instagram: https://www.instagram.com/cruzamente?igsh=cG1manh1djQ1NGdl 

Facebook: https://www.facebook.com/CruzaMente 

Youtube: https://www.youtube.com/@crzmnt 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/2wNIgexv8fXZq6x8gbAf6A?si=jcXiQ4xLRUSHg3Jz3E60iw

Festival Do Cinema Italiano 2024 – Adriano Smaldone (entrevista 06/04/24)

Festival Do Cinema Italiano 2024 – Adriano Smaldone (entrevista 06/04/24)

Esta entrevista foi realizada no dia 06/04/2024 no restaurante A Paranza (Lisboa). Adriano Smaldone, organizador e curador do Festival Do Cinema Italiano 2024, apresenta a programação e os eventos organizados pelo festival. Destacamos os eventos com Napoli Segreta, Irmãos Makossa, a Minha Vida Dava Uma Banda Sonora, entre outros. Boa escuta!

Autor: Francesco Valente

Miss Suzie – Suzie & The Boys (entrevista 19/03/24)

Miss Suzie – Suzie & The Boys (entrevista 19/03/24)

Miss Suzie, cantora, apresenta nesta entrevista o disco de estreia da banda lisboeta Suzie & The Boys. Comenta as músicas do disco e anuncia os espetáculos de lançamentos, entre os quais o concerto de lançamento no dia 23 de Março 2024 no Tokyo, em Lisboa.

Autor da entrevista:

Francesco Valente

Bunna (Africa Unite) – Entrevista 18/03/24

Bunna (Africa Unite) – Entrevista 18/03/24

Bunna, cantor, guitarrista, baixista e compositor, fundador de Africa Unite, banda de referência do panorama reggae, rocksteady, ska italiana. Bunna nos visitou para comentar e celebrar os seus 40 anos de carreira musical. A entrevista foi realizada na Livraria Piena, em Arroios no dia 18/03/2024.

Autor entrevista:

Francesco Valente

Agradecimentos:

Ivone Amaral, Tiago, Elisa e Sara (da Livraria Piena)

Saad Okeeffe – Poema (Daniel Portugal entrevista)

Saad Okeeffe – Poema (Daniel Portugal entrevista)

King John visitou a Radio Olisipo para comentar o lançamento do seu disco “Good Son” no dia 24/11/23.

Autor entrevista:
Francesco Valente

O meu nome é Daniel Portugal sendo o meu nome artistico Saad Okeeffe que junta a minha descendência arabe sendo Saad o nome da minha Bisavó e 
o meu amor pelas artes fazendo uma referência a Georgia Okeeffe uma pintura do século 20 com lindas formas de ver o mundo.

Este projecto começou com uma ideia de trazer algo novo e inovador para a música portuguesa o que contou com vários artistas no processo criativo  
inicialmente a história é contada por uma personagem que escreve um poema para uma pessoa mas que no fim terá que fazer um grande decisão.

O nome do projecto é Saad Okeeffe que conta com a participação do Rapper Vallo, Voz, Letra e mixagem, Inês Rebelo, bateria e master Marcos Encarnação e Saxo André Castman.
 
Depois na parte visual que transcrever a história para algo visual de uma forma muito bonita realizada por Daniel Saeta e Felipe Pisano

A rede Social do artista é @Saad Okeeffe 

Afeganistão – Entrevista Ustad Fazel Sapand #5 – Sitar (13/07/23)

Afeganistão – Entrevista Ustad Fazel Sapand #5 – Sitar (13/07/23)

Fazel veio para o estúdio da Rádio Olisipo para contar um pouco sobre a sua história e sobre a sua cultura. Oriundo de Herat (Afeganistão), estudou em Kabul e hoje reside em Lisboa, onde atua como músico e professor.

Durante a entrevista Fazel, mostra o sitar (instrumento indiano), explica as características do instrumento e toca algumas peças.

Fazel está disponível para dar aulas de vários instrumentos ligados à música clássica indiana: sitar, rubab, tablas, harmonium entre outros.

Esta entrevista foi realizada no estudio da Radio Olisipo no Largo Residências, Lisboa 11/07/23.

Boa escuta!

King John – Good Son (2023) (álbum) (Entrevista)

King John – Good Son (2023) (álbum) (Entrevista)

King John visitou a Radio Olisipo para comentar o lançamento do seu disco “Good Son” no dia 24/11/23.

Autor entrevista:
Francesco Valente

DISCO GOOD SON

Por vezes na música e na vida, o “silêncio” não significa inércia e, neste caso, isto não poderia ser mais verdade.

O silêncio destes últimos 3 anos, traduziu-se no segundo LP a ser editado por King John, projecto musical de António Aves, nascido na ilha de S. Miguel (Açores) e sediado desde há 7 anos em Lisboa.

O músico que conta com passagens por palcos como o Festival Tremor, Mare de Agosto, Festival Monte Verde, Musicbox, A Porta e The Shacklewell Arms (Londres), redescobriu-se e foi ao encontro de uma sonoridade mais próxima do que sempre pretendeu para o projecto.

GOOD SON é o título do disco, traz consigo 9 originais e na sua génese estiveram duas perguntas: Fui/ Sou um bom filho? Serei um bom pai?

Foi gravado entre Ponta Delgada (S. Miguel, Açores) e Lisboa no estúdio HAUS, coproduzido e misturado por Makoto Yagyu dos PAUS e masterizado nos estúdios Abbey Road por Frank Arkwright (Arcade Fire, The Smiths, New Order, Joy Division).

Será editado no dia 24 de Novembro pela Echo Rock, com edição especial em vinil coeditada pela Black Sand (Music).

Monte Branco – Cura (2023) (EP) (entrevista Mário Moreira)

Monte Branco – Cura (2023) (EP) (entrevista Mário Moreira)

Mário Moreira comenta numa entrevista na Rádio Olisipo sobre o lançamento do EP “Cura” dos Monte Branco.

Autor entrevista:
Francesco Valente

EP CURA

Os Monte Branco nasceram no Porto no início de 2023, resultado da convergência de músicos habituados a outros ambientes sonoros e que encontraram no indie pop o lugar comum!

O primeiro avanço da banda é o Ep CURA que será editado dia 24 de Novembro de forma independente. A sua matriz constrói-se à volta do dream pop e soft rock pincelados com o revivalismo dos synths dos anos 70 e 80.

O EP foi gravado em 2023 entre o Porto e Lisboa e contou com a produção de Miguel Nicolau, produtor que já colaborou com J.P Simões, Memória de peixe, Golden Slumbers, Monday, entre outros.

O ambiente sonoro revivalista, mas ao mesmo tempo moderno e urbano, foi pensado com detalhe fazendo de cada escuta uma descoberta de novas dimensões das canções.

Os temas dos Monte Branco falam-nos essencialmente da vida, de amor e de sonhos, numa linguagem metafórica urgente e intensa que permitirá ao publico identificar-se com as situações no seu próprio quotidiano e criar relações de proximidade com as canções.

O EP será apresentado ao vivo no dia 29 de Novembro, pelas 21h30m, na Casa da Música no Porto e custam 15€.

Os Monte Branco são João M Pinto, Mário M Moreira, Rui Miguel, Luis Zandré e Gonçalo Palmas.

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Beatriz Nunes, cantora, nos visitou no estúdio da Rádio Olisipo, para apresentar o Festival Theia e o ciclo de conferências integradas no mesmo festival.

Autor:
Francesco Valente

FESTIVAL THEIA
curadoria RITA MARIA
Link: https://malaposta.pt/festival-theia-2023/

“É com grande entusiasmo que apresentamos o Festival Theia, um evento pioneiro em Portugal que celebra e reconhece a liderança das artistas, compositoras e intérpretes contemporâneas. Inspirado na titânide grega Theia, associada à Visão e à Luz, o festival destaca a incrível criatividade feminina e o impacto significativo das mulheres na cena musical contemporânea.

Na tão aguardada segunda edição deste festival, o Theia tem o prazer de apresentar uma programação emocionante, composta por cinco concertos que valorizam a diversidade de propostas sonoras. Este evento oferece uma experiência musical única e enriquecedora.

Como parte fundamental do conceito, o Festival Theia promove um ciclo de conferências sobre as questões de Género e o Jazz, sob a liderança da respeitada cantora e investigadora Beatriz Nunes. Este ciclo é acompanhado por um painel diversificado de convidados e a sua missão é promover a divulgação e o debate saudável de ideias junto do público, explorando o papel fundamental das mulheres na música contemporânea.

A abertura do Festival será marcada, no final dos concertos, por uma jam session de celebração, criando um espaço de encontro e convívio entre artistas e público, fomentando a troca de experiências e paixão pela música.

A grande novidade deste ano é a residência artística para Ensemble, onde compositoras renomadas trabalharão em obras exclusivas para o festival. Essas composições inéditas serão estreadas no Theia e posteriormente disponibilizadas em formato fonográfico, contribuindo para o enriquecimento do legado da música contemporânea e experimental.

Para coroar esta edição, teremos também a honra de receber a artista internacional Fuensanta Méndez, uma renomada contrabaixista, cantora, compositora e poetisa, que ministrará uma masterclass.

O Festival Theia vai para além do conceito de festival; é um marco na promoção da excelência artística das mulheres e uma oportunidade para todos ampliarem os seus horizontes musicais. Convidamos todos a descobrir a programação completa e a juntarem-se a nós nesta celebração da música e da criatividade feminina.”
[Rita Maria]

17 Novembro 18h

Mulheres e Crítica Musical

Ângela Portela (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Nuno Catarino (editor da revista jazz.pt)

A produção de narrativas escritas sobre mulheres em contextos culturais é particularmente útil para

compreender processos de validação e canonização de artistas femininas: que qualidades e

características são utilizadas para valorizar o trabalho artístico produzido por mulheres nas artes do

espetáculo, em particular na música?

Nesta conversa iremos abordar de um ponto de vista histórico de que forma a imprensa escrita

antecipa a dimensão “mulher” na representação da figura artística feminina, avaliando-a primeiro

através dos modelos de género esperados nessa sociedade, e só depois aplicando as expectativas

transversais à proficiência artística. Num meio onde as mulheres ainda representam uma minoria,

iremos também refletir sobre o papel da crítica na desconstrução de expectativas normativas em

relação ao papel das mulheres na música.

18 Novembro 18h

Mulheres e Ensino da Música

Gonçalo Marques (coordenador pedagógico da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas)

Patrícia Pascal (Production manager da organização de educação Tomorrow’s Warriors)

É habitual considerar-se que a baixa participação de alunas em estudos de jazz é um fenómeno que

antecipa a falta de representação de mulheres em contextos profissionais.

Apesar da taxa de feminização no ensino especializado da música em Conservatórios em Portugal ser

de 60%, os contextos de ensino do jazz continuam a revelar uma profunda desigualdade de género.

Vários autores apontam o ensino do jazz ainda como um contexto dominantemente masculino e com

uma forte distinção de papéis musicais entre alunos e alunas. A tendência de alunos de jazz serem

instrumentistas e alunas de jazz serem vocalistas tem um forte impacto nas suas futuras opções

profissionais assim como no ecossistema artístico como um todo.

Nesta conversa iremos abordar estratégias educativas que têm incentivado contextos de ensino mais

equitativos, tentando também compreender que construções sociais sobre género poderão estar

subjacentes às escolhas artísticas de alunas e alunos de música.

19 Novembro 16h30

Novas publicações sobre Música e Género

Joana Freitas (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Monika Herzig (Professora na Universidade de Indiana, pianista jazz)

Desde os anos 70 que a implementação do pensamento feminista na Academia tem sido marcado

por resistências por parte das ciências sociais mais convencionais. Acabando muitas vezes por ocupar

um lugar marginal, um apontamento exótico em relação ao saber dominante, é de assinalar que

apenas em 2021 se tenha publicado o primeiro livro português inteiramente dedicado ao

cruzamento de estudos sobre Música e Género. Por sua vez, em 2022 é publicado o primeiro livro a

estudar de forma sistemática as relações entre género e jazz pela prestigiada editora Routledge,

marcando um momento histórico de reconhecimento sobre a importância deste assunto na

investigação musicológica.

Nesta conversa, os livros Musical Trouble…After Butler (2021) e The Routledge Companion to Jazz

and Gender (2022) serão apresentados pelas pessoas envolvidas na coordenação e edição destas

publicações, proporcionando uma oportunidade única para conhecer os processos de publicação e a

importância destas publicações no contexto do estudo musicológico sobre género.