Alceu Valença – Molhado De Suor (1974)

Alceu Valença – Molhado De Suor (1974)

Memória de Elefante 01/07/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Too Many Suns – 1974 Feat. Surma (2024) (single)

Too Many Suns – 1974 Feat. Surma (2024) (single)

Os Too Many Suns acabam de editar o seu segundo longa duração, “Reverie”, acompanhado pelo single e respetivo videoclipe, “1974”, em colaboração com Surma. O disco surge com o selo da novíssima Reverie Records e assume o “pop” como papel mais central, não impedindo a simplicidade deste registo de abordá-lo com mais maturidade, explorando diferentes registos sonoros. São nota disso as diferentes parcerias com as vozes femininas de Surma (‘1974’), Beatriz Nunes (‘Take Me Home’) e a estreante So (‘Gold’), bem como o Bansuri Nepalês de Sunil Pariyar (‘C’mon’).

Em “Reverie” – produto da imaginação ou do sonho; fantasia; quimera – a banda divaga, como é seu hábito, por entre canções e explorações sónicas, mas os temas apresentam um cunho onírico que os agrega, contemplando o significado do disco, seja na lírica, seja na atmosfera criada por Hugo Hugon (guitarra e voz), João Cardoso (bateria), Vasco Rato (baixo) e Simão Reis (guitarra e teclas).

Depois dos dois EPs ‘Garden’ (2019), ‘Quiet’ (2022) e do álbum ‘Meaning of Light’ (2020), os Lisboetas Too Many Suns sublinham ainda que, com este novo trabalho, não fugiram à sua identidade feita de contrastes, em que o “pop” e o “rock” são desenhados de forma imprevisível (oiça-se ‘Parallels’), e em que canções (‘Gold’) se misturam sem medo com temas mais conceptuais (‘Kim Gordon’).

“Reverie” está disponível a partir deste dia, 24 de maio, em formato CD, com uma primeira edição de 200 exemplares, e na loja online storeindiemusic.pt. A acompanhar o lançamento do disco, a banda foca as atenções no single “1974”, em colaboração com Surma, um dos nomes mais impactantes da música alternativa portuguesa, e que conta a história de dois potenciais amantes que se deparam com a nossa Revolução dos Cravos e com tudo o que isso poderá representar no seu futuro. Uma alegoria necessária em tempos de intolerância e de futuro incerto, mas também de esperança e luta por valores de liberdade.

O disco será apresentado ao vivo no dia 22 de maio no Musicbox em Lisboa, no dia 21 de junho no Maus Hábitos no Porto e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. “Reverie” conta com gravação de Ulpiano Cabalbo nos Waahs Studios e produção de André Isidro na Ducktape Melodies, com edição a cargo da Reverie Records e gestão, distribuição e suporte da Indie Music PT.

Robert Moog: Tangerine Dream – Phaedra (1974)

Robert Moog: Tangerine Dream – Phaedra (1974)

Memória de Elefante 23/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Toots Hibbert: Toots And The Maytals – In The Dark (1974)

Toots Hibbert: Toots And The Maytals – In The Dark (1974)

Memória de Elefante 08/12/23
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Toots Hibbert, cujo nome de nascimento era Frederick Nathaniel Hibbert, nasceu em 1942 e faleceu em 2020. Ele foi um dos pioneiros e ícones do reggae jamaicano, sendo o líder e vocalista do grupo Toots & the Maytals. Hibbert foi uma figura central na popularização do reggae ao redor do mundo. Sua voz poderosa e cativante, combinada com letras profundas e vibrantes, ajudaram a definir o som autêntico do reggae. A banda Toots & the Maytals foi responsável por sucessos atemporais como “Pressure Drop” e “54-46 That’s My Number”, que se tornaram hinos do gênero. Hibbert deixou uma marca duradoura na música, sendo reverenciado não apenas como um talentoso cantor e compositor, mas também como um dos arquitetos do som distintivo e inspirador do reggae jamaicano. Sua contribuição para o mundo da música é imensurável.

Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum Toots And The Maytals – In The Dark (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!

Gato Barbieri – Chapter One Latin America (1974)

Gato Barbieri – Chapter One Latin America (1974)

Memória de Elefante 28/11/23
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Leandro “Gato” Barbieri, nascido em 28 de novembro de 1932 e falecido em 2 de abril de 2016, foi um renomado saxofonista tenor argentino de jazz. Ganhou fama durante o movimento free jazz na década de 1960 e, a seguir, na década de 1970 destacou-se pela sua capacidade de fundir ritmos latinos com o jazz, criando um som distintivo e apaixonado. Barbieri ganhou destaque nos anos 60 e 70, especialmente por sua colaboração com o diretor italiano Bernardo Bertolucci na trilha sonora do filme “Último Tango em Paris”. Seu álbum “Caliente!” lhe rendeu um Grammy em 1973. Sua música era marcada pela intensidade emocional e pelo uso expressivo do saxofone, o que o tornou uma figura proeminente no cenário do jazz latino e do fusion, deixando um legado duradouro na música.

Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum Gato Barbieri – Chapter One Latin America (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!

José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)

José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)

Memória de Elefante 19/11/23
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido por José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 – Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico, cantautor, compositor/arranjador e produtor musical português. É descrito como “um dos nomes maiores da canção portuguesa” e apresenta uma extensa actividade musical nas mais variadas áreas, contando com uma carreira de cinco décadas.

Em 1963 e com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir ao serviço militar na guerra colonial, à qual era expressamente contra. Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos.

Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!