Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #9 – Lala Tamar (entrevista 21-05-24)

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #9 – Lala Tamar (entrevista 21/05/24)

Lala Tamar apresenta-se na Radio Olisipo. Vai tocar no Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024), no dia 01/06/24.

Autor:

Francesco Valente

Reclaiming her North-African heritage with an attitude, LALA Tamar is pop music’s new Eastern muse.Touring international stages from Morocco to Portugal, India to Holland and many more, LALA has successfully completed her debut performances at LINCOLN CENTER NYC. With a powerful voice and striking feminine presence,Lala brings for the first time the undiscovered songs of the Jewish women of Spanish Morocco, the Sahara and the Atlantic Ocean.Transforming these ancient hymns into punchy pop songs with dance and hip hop beats, Lala’s performance is sure to move even the most stubborn listeners to their feet, hands clapping.

In the Moroccan tradition “Lala” is the respectful lady of the house

Born to Brazilian-Moroccan parents, LALA Tamar is a unique artist taking her deep roots to the front of the stage.  discovered the mystery of the ancient hymns of her heritage when she was in her early twenties. Hymns sang in Moroccan Jewish Arabic and Ladino, more specifically “Haqetiya” , a unique dialect spoken among the jews of Spanish Morocco, perfectly fit Tamar’s hybrid identity; a woman rooted deeply in the cultural seam between Latin and Arab, jewish and muslim, between East and West. 

Tamar took to studying Moroccan and invested long hours uncovering old ethnographic recordings of Jewish Moroccan women singing in “Haqetiya” from the National Archive in Jerusalem. Painstakingly transcribing the lyrics, Tamar’s journey to reclaim her heritage began. She delved deeper and deeper into these ancient melodies, becoming the first artist to start compiling an artistic album in this unique dialect. Tamar had to smuggle the recordings out of the Hebrew University by recording them on her cellphone, and was soon picked up by the Jerusalem band Z’aaluk. The ancient hymns from the archives started to claim new life in a modern live show, and the band toured all over the country.

In parallel to her work with Zaaluk, Tamar joined forces with the Mediterranean flamenco maestro Ofer Ronen to complete the trio Ancient Groove, and performed with them all over Europe.

Tamar is also active in the Jerusalem collective Andelucious, noted for their rendition of Algerian classic “Hesbani” that has made digital waves, facilitating communication with Moroccan and Algerian fans every day.  Tamar and Andelucious flew to Morocco in 2018 for a historical tour, performing in Essaouira, the capital of classical Moroccan music.  Since then enthusiasm for Tamar’s voice and presence in her mother’s birthplace continues to grow every day.

In 2018 Tamar approached Ori Winokur, one of Israel’s most established producers (Asaf Avidan and the Mojo’s, Lola Marsh etc) to create a new album in Hakhetiya. An explosive creative connection was established, Tamar bringing her powerful voice and feminine presence, with her unique foothold in the lost language of Hakhetiya, and Ori bringing cutting edge Pop music production and dance floor groove. Eventually Zaaluk band parted ways, and from this encounter the new identity of LALA was born. 

As she dove deeper into the intense studio work, LALA’s striking presence started getting noticed by the film industry. She was casted for acclaimed director Amos Gitay’s film “A Tramway in Jerusalem” alongside Israel’s top tier of actors (Yael Abeksis, Yuval Scharf, Achinoam Noa Nini), where she sings in Hebrew and Arabic with her traditional Qrakeb castanets in the film’s closing scene. This year she will perform in another role in Gitay’s upcoming fitur. 

An intense year in the studio alongside concerts and tours in Morocco (performing next to Karim ziad and Omri Mor) performing with the choreographer Orly Portal and on stages around the world has brought about the debut album – LALA TAMAR, set to be released on may 29th 2020. A new hybrid creation that draws from the well of ancient women’s tradition with an unapologetic attitude that brings about a new genre on the seam of world music, pop and dance music. Moroccan glam,Ladino Pop, Hakhetiya world fusion, call it what you may –  LALA transcends genres to meet the listeners directly through their hearts and hips.

Embodying a cultural mission to not only preserve but reinvent a language and tradition that was nearly buried.

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #6 – Toupeira – João Berhan (entrevista 24/05/24)

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #6 – Toupeira – João Berhan (entrevista 24/05/24)

João Berhan apresenta na Radio Olisipo o projeto Toupeira que vai se apresentar no do Arraial Renovar a Mouraria de 2024, no dia 06/06/24 às 19h.

A Toupeira trata-se de um projecto que, tratando-se de um projecto, Zé Mário nunca aprovaria. Conjunto sem membros, sem pés nem cabeça, a Toupeira tem corpo, taninos arreganhados e final de boca polifónico, ideal para marinar carnes fracas.

Parida na Gare de Austerlitz, é criada por uma família de tamagochis latifundiários e aprende tudo o que sabe sobre amor e criptomoeda numa sessão de ayahuasca no parque de campismo de Sines. É avistada pela primeira vez em Abril de 1974, no vagão-bar do Sud-Express, a googlar “coisas p fazer no dia da revolução”.

Que caminho tão longo: 50 anos depois da madrugada inicial, inteira e limpa, a Toupeira fura-fura, sai da toca e canta as alvoradas que ficaram por raiar. Ou seja, canções de José Mário Branco e Zeca Afonso, com arranjos de Teresa Campos, Olmo Marín, Inês Melo, Diogo Picão, Ricardo Ribeiro e João Berhan.

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #4 – Spencer Zachary (entrevista 21/05/24)

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #4 – Spencer Zachary (entrevista 21/05/24)

Spencer Zachary apresenta na Radio Olisipo o seu álbum “Open Water”, que vai apresentar no do Arraial Renovar a Mouraria de 2024, no dia 01/06/24.

Autor:

Francesco Valente

O rapper/cantor/compositor Spencer Zachary, nascido em Califórnia, estabelece raízes em Lisboa antes do lançamento do seu primeiro álbum de estúdio “OPEN WATER”, a 3 de janeiro de 2024. Influenciado pelos elementos poéticos do rap, hip-hop e spoken word misturados com rock alternativo, americana, RnB e neo-soul, a sua música é verdadeiramente uma mistura única de estilos e sons como base a lírica.

Festival A Porta – Mariana Lois (entrevista 15 – 05 – 24)

Festival A Porta – Mariana Lois (entrevista 15 – 05 – 24)

Mariana Lois apresenta a programação do Festival A Porta na Radio Olisipo.

Autor:

Francesco Valente

Festival A Porta anuncia cartaz para 2024

Com entrada gratuita e nova localização nas ruínas de um convento do séc XVII, a edição deste ano dá destaque a artistas da região Centro, como iolanda e King Kami.

O Festival A Porta 2024, que decorre de 9 a 16 de junho em Leiria, vai contar com concertos de iolanda, que este ano venceu o Festival da Canção, B Fachada, compositor, multi-instrumentista e produtor, figura única na música popular portuguesa, e La Furia, o projeto da rapper espanhola Nerea Lorón Diaz. Destaque ainda para os nomes de King Kami, 800 Gondomar, Maria Reis e Hause Plants. As escolhas vão da Pop ao Spoken Word, do Indie ao Rap, passando ainda por sonoridades inspiradas no Fado e na Música Tradicional Portuguesa.

Segundo Mariana Lois, Diretora de Programação do Festival A Porta 2024, “o cartaz deste ano reflete uma preocupação de sempre, mostrar ao nosso público artistas que, muito provavelmente, se não atuassem n’A Porta, dificilmente iam a Leiria. Procuramos programar artistas emergentes, como é o caso de Hause Plants, MALVA ou MEIA/FÉ, que certamente muitos irão ver n’A Porta pela primeira vez. Demos também uma atenção especial à programação de bandas e artistas da região, como é o caso de King Kami, de Fátima, iolanda, de Pombal, margô e Diadorim, que vivem em Leiria, ou ainda bandas nativas da cidade, como Wheels e Dispirited Spirits.”

Concertos nas Ruínas

A maioria dos concertos decorre no novo recinto do festival, nas ruínas do Convento de Santo António dos Capuchos, estando alguns já confirmados para o Stereogun, clube de som que nos últimos anos tem acolhido algumas das atuações mais memoráveis do Festival A Porta e finais de noite épicos, com DJ sets após os concertos. 

A programação musical distribui-se entre o domingo, dia 9 de junho, que será marcado pelas atuações de 800 Gondomar e margô, e o fim de semana seguinte, com La Furia, King Kami, Hause Plants, Hetta e Sónia Trópicos a marcar a programação de sexta-feira, dia 14, e B Fachada, iolanda, Lua de Santana, Diadorim e Casal Maravilha a animarem a noite de sábado, dia 15.

O Festival continua para domingo, dia 16 de junho, com diferentes rubricas destinadas a toda a família, nomeadamente A Portinha, que oferece espetáculos e workshops para bebés, crianças, jovens e suas famílias.

1001 Rubricas de Programação

Durante todo o Festival, de 9 a 16 de junho, para além das centenas de atividades da Portinha dedicadas a um público infanto-juvenil, decorre também a Feira Bandida, que funde os conceitos de mercado, feira de autores e venda de garagem de cariz comercial, artístico ou social.

Nos dias de semana, haverá Jantares Temáticos, que juntam públicos que não se conhecem em casa de pessoas que se voluntariam para serem anfitriãs, em torno de uma refeição cozinhada por um chef convidado, com direito a uma “sobremesa cultural”, que pode ou não ser um concerto.

Outra rubrica em destaque são as 1001 Portas, com atividades mais direcionadas para adultos, como workshops de cocktails, provas de vinho, ateliers de escrita de música, ou debates sobre sexualidade. 

Na secção transPORTA-te, os participantes no festival podem inscrever-se para atividades misteriosas, num formato mais intimista. Ao comparecerem num ponto de referência, são transportados para locais a descobrir, na cidade ou no meio natural.

Destaque ainda para o Serviço Educativo, que reúne um conjunto de atividades ao longo da semana que abrem o recinto do festival à comunidade, oferecendo atividades e experiências pedagógicas a grupos de escolas e instituições de solidariedade social.

A programação pode ser consultada em detalhe em https://2024.festivalaporta.pt/.

https://www.facebook.com/festivalaporta

https://www.instagram.com/festivalaporta

Retimbrar – Do Mesmo Cordão – Entrevista Com Sara Yasmine (09 – 05 – 24)

Retimbrar – Do Mesmo Cordão – Entrevista Com Sara Yasmine (09 – 05 – 24)

Sara Yasmine, membro do grupo Retimbrar, apresenta na Radio Olisipo o single e o videoclipe da música “Do Mesmo Cordão”

O ano de 2024 traz aos Retimbrar, formação renovada e a promessa de agarrar novas criações. Apuram-se as palavras, os timbres, os arranjos e desvendam-se pistas para o que há de ser um novo disco, mais de um ano após o lançamento do seu segundo álbum, Levantar do Chão.

Os 8 músicos voltam à estrada, estão à escuta e dão o salto, a bordo daquilo que são os sonhos, desafios e inquietações de uma humanidade veloz e voraz.

E é de inquietações que nasce uma primeira canção, “Do Mesmo Cordão”, composta e escrita por mulheres, numa colaboração desenvolvida com as Suspiro – coro jovem do Orfeão de Ovar composto por 19 mulheres entre os 14 e os 20 anos. O coro das Suspiro surge de uma vontade colectiva de não perder o contacto com a música. Todas ex-alunas da Academia de música do Orfeão de Ovar, fundem as suas vozes em projetos seus e em parcerias com artistas e músicos portugueses. Com o seu curto percurso (surge em Maio de 2023), o coro já partilhou o palco com Rodrigo Leão, Retimbrar e Jimmy P e encontra-se actualmente a criar o seu concerto a solo com releituras e originais.

Sara Yasmine Portuguesa. Nascida no Cairo, 1988

É formadora, autora e intérprete na área da música.

Frequentou o Conservatório de Música de Macau, o Círculo Portuense de Ópera, os cursos de Formação de Animadores Musicais da Casa da Música e da Associação Portuguesa de Música nos Hospitais, entre o Porto e Lisboa. Dirige projetos musicais criativos, como a Real Confraria do Canto Arouquense – uma orquestra comunitária co-fundada em 2018 – com quem trabalha competências de voz, de ritmo e de escrita. Colaborou com plataformas culturais de intervenção como a Olho Vivo, o Projecto Escolhas, a Ondamarela, o Colectivo Girassol Azul, a Anilupa, o Frenesim e a Revolução d’Alegria. Entre elas assumiu a co-direcção ou assistência de direcção em projectos como a Orquestra Fervença, Sons no Património, Orquestra da Bida Airada, Dias do Património a Norte, Europeade – Festival Internacional do Folclore de Viseu, o Circuito – gnration de Braga, Cor(p)o Metropolitano e Esta Máquina Cerca o Ódio e força-o a render-se. Compôs a banda sonora para Fim de Tarde, criação de Leonor Barata com as Comédias do Minho – companhia de teatro. Ainda na área do teatro e da dança colaborou com A Turma, a Pele, a Companhia Amálgama e a Companhia Instável. Tem como projetos musicais centrais no seu percurso, os colectivos Retimbrar e Sopa de Pedra. Atuou, gravou e/ou compôs para/com grupos como Caixa de Pandora, Ensemble de Gamelão Casa da Música, Tranglomango, Sarrabulho, Gambuzinos, Collectif Medz Bazar, Clã e artistas como João Grilo, Miguel Ramos, Turquesa, Manel Cruz, Catarina Carvalho Gomes e Homem em Catarse.

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque – entrevista 09/05/2024

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque apresenta o seu disco de estreia na Rádio Olisipo: A Few Dates Of Love (2024) (álbum)

Autor da entrevista: Francesco Valente

Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.

Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.

Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.

Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.

Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.

Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”

E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”

Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”

O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.

Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.

Bunna (Africa Unite) – Entrevista 18/03/24

Bunna (Africa Unite) – Entrevista 18/03/24

Bunna, cantor, guitarrista, baixista e compositor, fundador de Africa Unite, banda de referência do panorama reggae, rocksteady, ska italiana. Bunna nos visitou para comentar e celebrar os seus 40 anos de carreira musical. A entrevista foi realizada na Livraria Piena, em Arroios no dia 18/03/2024.

Autor entrevista:

Francesco Valente

Agradecimentos:

Ivone Amaral, Tiago, Elisa e Sara (da Livraria Piena)

Saad Okeeffe – Poema (Daniel Portugal entrevista)

Saad Okeeffe – Poema (Daniel Portugal entrevista)

King John visitou a Radio Olisipo para comentar o lançamento do seu disco “Good Son” no dia 24/11/23.

Autor entrevista:
Francesco Valente

O meu nome é Daniel Portugal sendo o meu nome artistico Saad Okeeffe que junta a minha descendência arabe sendo Saad o nome da minha Bisavó e 
o meu amor pelas artes fazendo uma referência a Georgia Okeeffe uma pintura do século 20 com lindas formas de ver o mundo.

Este projecto começou com uma ideia de trazer algo novo e inovador para a música portuguesa o que contou com vários artistas no processo criativo  
inicialmente a história é contada por uma personagem que escreve um poema para uma pessoa mas que no fim terá que fazer um grande decisão.

O nome do projecto é Saad Okeeffe que conta com a participação do Rapper Vallo, Voz, Letra e mixagem, Inês Rebelo, bateria e master Marcos Encarnação e Saxo André Castman.
 
Depois na parte visual que transcrever a história para algo visual de uma forma muito bonita realizada por Daniel Saeta e Felipe Pisano

A rede Social do artista é @Saad Okeeffe 

Afeganistão – Entrevista Ustad Fazel Sapand #5 – Sitar (13/07/23)

Afeganistão – Entrevista Ustad Fazel Sapand #5 – Sitar (13/07/23)

Fazel veio para o estúdio da Rádio Olisipo para contar um pouco sobre a sua história e sobre a sua cultura. Oriundo de Herat (Afeganistão), estudou em Kabul e hoje reside em Lisboa, onde atua como músico e professor.

Durante a entrevista Fazel, mostra o sitar (instrumento indiano), explica as características do instrumento e toca algumas peças.

Fazel está disponível para dar aulas de vários instrumentos ligados à música clássica indiana: sitar, rubab, tablas, harmonium entre outros.

Esta entrevista foi realizada no estudio da Radio Olisipo no Largo Residências, Lisboa 11/07/23.

Boa escuta!

King John – Good Son (2023) (álbum) (Entrevista)

King John – Good Son (2023) (álbum) (Entrevista)

King John visitou a Radio Olisipo para comentar o lançamento do seu disco “Good Son” no dia 24/11/23.

Autor entrevista:
Francesco Valente

DISCO GOOD SON

Por vezes na música e na vida, o “silêncio” não significa inércia e, neste caso, isto não poderia ser mais verdade.

O silêncio destes últimos 3 anos, traduziu-se no segundo LP a ser editado por King John, projecto musical de António Aves, nascido na ilha de S. Miguel (Açores) e sediado desde há 7 anos em Lisboa.

O músico que conta com passagens por palcos como o Festival Tremor, Mare de Agosto, Festival Monte Verde, Musicbox, A Porta e The Shacklewell Arms (Londres), redescobriu-se e foi ao encontro de uma sonoridade mais próxima do que sempre pretendeu para o projecto.

GOOD SON é o título do disco, traz consigo 9 originais e na sua génese estiveram duas perguntas: Fui/ Sou um bom filho? Serei um bom pai?

Foi gravado entre Ponta Delgada (S. Miguel, Açores) e Lisboa no estúdio HAUS, coproduzido e misturado por Makoto Yagyu dos PAUS e masterizado nos estúdios Abbey Road por Frank Arkwright (Arcade Fire, The Smiths, New Order, Joy Division).

Será editado no dia 24 de Novembro pela Echo Rock, com edição especial em vinil coeditada pela Black Sand (Music).

Monte Branco – Cura (2023) (EP) (entrevista Mário Moreira)

Monte Branco – Cura (2023) (EP) (entrevista Mário Moreira)

Mário Moreira comenta numa entrevista na Rádio Olisipo sobre o lançamento do EP “Cura” dos Monte Branco.

Autor entrevista:
Francesco Valente

EP CURA

Os Monte Branco nasceram no Porto no início de 2023, resultado da convergência de músicos habituados a outros ambientes sonoros e que encontraram no indie pop o lugar comum!

O primeiro avanço da banda é o Ep CURA que será editado dia 24 de Novembro de forma independente. A sua matriz constrói-se à volta do dream pop e soft rock pincelados com o revivalismo dos synths dos anos 70 e 80.

O EP foi gravado em 2023 entre o Porto e Lisboa e contou com a produção de Miguel Nicolau, produtor que já colaborou com J.P Simões, Memória de peixe, Golden Slumbers, Monday, entre outros.

O ambiente sonoro revivalista, mas ao mesmo tempo moderno e urbano, foi pensado com detalhe fazendo de cada escuta uma descoberta de novas dimensões das canções.

Os temas dos Monte Branco falam-nos essencialmente da vida, de amor e de sonhos, numa linguagem metafórica urgente e intensa que permitirá ao publico identificar-se com as situações no seu próprio quotidiano e criar relações de proximidade com as canções.

O EP será apresentado ao vivo no dia 29 de Novembro, pelas 21h30m, na Casa da Música no Porto e custam 15€.

Os Monte Branco são João M Pinto, Mário M Moreira, Rui Miguel, Luis Zandré e Gonçalo Palmas.

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Beatriz Nunes, cantora, nos visitou no estúdio da Rádio Olisipo, para apresentar o Festival Theia e o ciclo de conferências integradas no mesmo festival.

Autor:
Francesco Valente

FESTIVAL THEIA
curadoria RITA MARIA
Link: https://malaposta.pt/festival-theia-2023/

“É com grande entusiasmo que apresentamos o Festival Theia, um evento pioneiro em Portugal que celebra e reconhece a liderança das artistas, compositoras e intérpretes contemporâneas. Inspirado na titânide grega Theia, associada à Visão e à Luz, o festival destaca a incrível criatividade feminina e o impacto significativo das mulheres na cena musical contemporânea.

Na tão aguardada segunda edição deste festival, o Theia tem o prazer de apresentar uma programação emocionante, composta por cinco concertos que valorizam a diversidade de propostas sonoras. Este evento oferece uma experiência musical única e enriquecedora.

Como parte fundamental do conceito, o Festival Theia promove um ciclo de conferências sobre as questões de Género e o Jazz, sob a liderança da respeitada cantora e investigadora Beatriz Nunes. Este ciclo é acompanhado por um painel diversificado de convidados e a sua missão é promover a divulgação e o debate saudável de ideias junto do público, explorando o papel fundamental das mulheres na música contemporânea.

A abertura do Festival será marcada, no final dos concertos, por uma jam session de celebração, criando um espaço de encontro e convívio entre artistas e público, fomentando a troca de experiências e paixão pela música.

A grande novidade deste ano é a residência artística para Ensemble, onde compositoras renomadas trabalharão em obras exclusivas para o festival. Essas composições inéditas serão estreadas no Theia e posteriormente disponibilizadas em formato fonográfico, contribuindo para o enriquecimento do legado da música contemporânea e experimental.

Para coroar esta edição, teremos também a honra de receber a artista internacional Fuensanta Méndez, uma renomada contrabaixista, cantora, compositora e poetisa, que ministrará uma masterclass.

O Festival Theia vai para além do conceito de festival; é um marco na promoção da excelência artística das mulheres e uma oportunidade para todos ampliarem os seus horizontes musicais. Convidamos todos a descobrir a programação completa e a juntarem-se a nós nesta celebração da música e da criatividade feminina.”
[Rita Maria]

17 Novembro 18h

Mulheres e Crítica Musical

Ângela Portela (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Nuno Catarino (editor da revista jazz.pt)

A produção de narrativas escritas sobre mulheres em contextos culturais é particularmente útil para

compreender processos de validação e canonização de artistas femininas: que qualidades e

características são utilizadas para valorizar o trabalho artístico produzido por mulheres nas artes do

espetáculo, em particular na música?

Nesta conversa iremos abordar de um ponto de vista histórico de que forma a imprensa escrita

antecipa a dimensão “mulher” na representação da figura artística feminina, avaliando-a primeiro

através dos modelos de género esperados nessa sociedade, e só depois aplicando as expectativas

transversais à proficiência artística. Num meio onde as mulheres ainda representam uma minoria,

iremos também refletir sobre o papel da crítica na desconstrução de expectativas normativas em

relação ao papel das mulheres na música.

18 Novembro 18h

Mulheres e Ensino da Música

Gonçalo Marques (coordenador pedagógico da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas)

Patrícia Pascal (Production manager da organização de educação Tomorrow’s Warriors)

É habitual considerar-se que a baixa participação de alunas em estudos de jazz é um fenómeno que

antecipa a falta de representação de mulheres em contextos profissionais.

Apesar da taxa de feminização no ensino especializado da música em Conservatórios em Portugal ser

de 60%, os contextos de ensino do jazz continuam a revelar uma profunda desigualdade de género.

Vários autores apontam o ensino do jazz ainda como um contexto dominantemente masculino e com

uma forte distinção de papéis musicais entre alunos e alunas. A tendência de alunos de jazz serem

instrumentistas e alunas de jazz serem vocalistas tem um forte impacto nas suas futuras opções

profissionais assim como no ecossistema artístico como um todo.

Nesta conversa iremos abordar estratégias educativas que têm incentivado contextos de ensino mais

equitativos, tentando também compreender que construções sociais sobre género poderão estar

subjacentes às escolhas artísticas de alunas e alunos de música.

19 Novembro 16h30

Novas publicações sobre Música e Género

Joana Freitas (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Monika Herzig (Professora na Universidade de Indiana, pianista jazz)

Desde os anos 70 que a implementação do pensamento feminista na Academia tem sido marcado

por resistências por parte das ciências sociais mais convencionais. Acabando muitas vezes por ocupar

um lugar marginal, um apontamento exótico em relação ao saber dominante, é de assinalar que

apenas em 2021 se tenha publicado o primeiro livro português inteiramente dedicado ao

cruzamento de estudos sobre Música e Género. Por sua vez, em 2022 é publicado o primeiro livro a

estudar de forma sistemática as relações entre género e jazz pela prestigiada editora Routledge,

marcando um momento histórico de reconhecimento sobre a importância deste assunto na

investigação musicológica.

Nesta conversa, os livros Musical Trouble…After Butler (2021) e The Routledge Companion to Jazz

and Gender (2022) serão apresentados pelas pessoas envolvidas na coordenação e edição destas

publicações, proporcionando uma oportunidade única para conhecer os processos de publicação e a

importância destas publicações no contexto do estudo musicológico sobre género.