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09.07.2025

Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single)

Lituo – Estrondoso fim (2025) (single) 

‘Estrondoso Fim’ é o novo single de Lituo 

Depois do envolvente single de estreia ‘Sulfuraste’, Lituo regressa com ‘Estrondoso Fim’, um seguimento linear e musical daquela que foi a primeira canção que nos deu a conhecer. 

O ‘Estrondoso Fim’ é, para o artista, o fim de um martírio. De um estado indesejado, quase que impingido forçosamente e o qual, finalmente, acaba. 

“A manipulação que aparentemente pressupõe a aniquilação do outro, de mim, sem se perceber nada do que está a acontecer. Um estado de hipnose involuntário que te tira o brilho, a paz e afasta-te de ti. Estive numa prisão mexicana de alta insegurança. Perdi-me de mim. Mais uma vez entra a música que sustenta a sobrevivência e nos faz vislumbrar a luz que afinal ainda não desistiu de nós, só parecia que sim. Já não te quero mal, só já não te quero.” afirma o artista sobre este fim, que é também a sua nova canção – a conclusão do sofrimento. 

Ao ouvirmos este tema, somos quase levados para um universo paralelo, onde ressoam ecos de uma canção de intervenção. O início sugere, com igual força, uma tempestade repentina ou o estático confuso de uma televisão sem sinal. A voz de Lituo embala a dor com uma doçura crua, e, em conjunto com os coros, harmonias, violino e piano, transporta-nos até esse Estrondoso Fim — belo, sim, mas implacável, a corroer-nos dia após dia. Cada nota soa como uma carta de despedida, selando o fim de uma história inevitável.

“Quando um “outro não existe”, não é verdadeiro, é mentira de si mesmo, entrega na relação aquilo que é. Mentira. Enxofre. Quando um é a intenção da Oração e no outro habita o imundo, o sujo, o falso, alimenta-se e bebem-se, num espaço que deveria ser Sagrado, águas sulfuradas, lamacentas e “chocas”. Quando um “não sabe que é filho de deus desenhado à medida” da oração que se quer construir, “enganos e enganados” caminham numa rede armadilha sem chão. Dói de um horror tamanho e um mergulho profundo aos infernos da nossa essência é um chamado. Estes espaços narrados na mentira precisam da coragem de almas que sabem mergulhar o caminho do luto e ser desmascarados e transformados à Luz do Amor. Da dor gerada ressurgir o Dom, a Arte, a Música que estava escondida dentro de nós, a gritar por nós. Nenhum encontro é frívolo. Do amargo e cáustico brotam, porque fazemos essa escolha, pétalas de rosas, com espinhos. Do lodo e do lamacento o “deus” que nos habita floresce, quando o conseguimos ouvir e dar-lhe espaço para Criar através de nós e do nosso sofrimento. Do abismo nasce o fecundo. Renascemos e ajudamos outros a renascer. Do estrondoso fim somos o princípio.” Ana Catarina S. Infante

Lituo, nome artístico de Carlos Martins, artista de vários ofícios, fez parte de vários projetos musicais como Zedisaneonlight, em 2002, Umpletrue em 2007 e Caruma, entre 2010 e 2017. 

Atualmente é um dos músicos intervenientes na Associação Portuguesa de Música nos Hospitais desde outubro de 2017, até ao presente. “Foi nesta associação que entendi o real poder transformativo da música, de como uma música com intenção pode resgatar momentos, memórias, pessoas, colocando-as em contacto com elas próprias e com os outros. A música será a plataforma onde todos se encontram num lugar comum, uma base que sustenta a experiência, a identificação, a compaixão capacitada pela vibração sonora que nos aproxima e proporciona a verdadeira conexão.” afirma o artista.

Este novo tema conta com letra de Lituo, coros de Nuno Ramos, Maria Inês Rebelo e Inês Correia, vários instrumentos peculiares que nos levam exatamente para esse universo único: violino por Maria Inês Rebelo, Violoncelo e Teclados por Hugo Correia, Braguesa e Contrabaixo por Adelino Oliveira, Da Ruan por Rui Costa e Percussões por Iuri Oliveira. Já a produção conta, tal como em Sulfuraste, com Paulo Bernardino. 

‘Estrondoso Fim’ continua a dar início à história musical de Lituo, e encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

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