1 Álbum 100 Palavras #35: Captain Beefheart and The Magic Band – Trout Mask Replica (1969)

1 Álbum 100 Palavras #35: Captain Beefheart and The Magic Band – Trout Mask Replica (1969)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Don Van Vliet, conhecido como Captain Beefheart é pintor, poeta, cantor, escritor e performer. Trata-se de uma figura entre as mais singulares e características do rock. Além das suas colaborações tem uma produção solista que merece destaque. A sua voz poderosa lembra a de outros cantores importantes do universo do blues, mas o contexto em que aplica o seu timbre é totalmente original e pessoal. O ambiente elétrico, distorcido e anticonvencional suporta os seus jogos verbais e seus delírios vocais. Este álbum de 1969, produzido e gravado na casa de Frank Zappa é a obra-prima deste artista peculiar. Boa escuta!”

Prazeres Interrompidos #248: Um milhão de rebuçados – Inês Fonseca Santos, Marta Monteiro (2019)

Prazeres Interrompidos #248: Um milhão de rebuçados – Inês Fonseca Santos, Marta Monteiro (2019)

Autor:
Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Quando desenrolamos um rebuçado, desvendamos a história de uma amizade inseparável. Álvaro nunca tinha pensado ser recompensado por ajudar um amigo, até que recebeu, numa pequena lata, a lista de ingredientes para os rebuçados peitorais que se tornariam um projecto de vida.

Álvaro Matias veio de uma aldeia do concelho de Almeida para trabalhar em Lisboa, onde, durante a Segunda Guerra Mundial, conheceu Dr. Bayard, o farmacêutico francês com quem partilhou amizade e sonhos.

Um Milhão de Rebuçados, com texto de Inês Fonseca Santos e ilustração de Marta Monteiro, publicado em parceria com a Dr. Bayard, celebra o 70.º aniversário da marca que adoça o paladar de gerações, rebuçado a rebuçado.

Best Of March 2024 B&W HSPCorner

Etta Baker With Taj Mahal – Etta Baker With Taj Mahal (2004)

Etta Baker With Taj Mahal – Etta Baker With Taj Mahal (2004)

Memória de Elefante 31/02/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Catman Plays The Blues #115

Catman Plays The Blues #115

Autor:

Manuel Pais

Continuamos esta semana na senda dos Blues Music Awards de 2024 com mais duas categorias e respectivos nomeados. Apresentamos também uma pequena entrevista com o líder da banda que representará Portugal no European Blues Challange a decorrer no próximo fim de semana na cidade de Braga.

Espaço ainda para comemorarmos o aniversário do guitarrista e cantor Lowell Fulson.

Norah Jones – Visions (2024)

Norah Jones – Visions (2024)

Memória de Elefante 30/02/24
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jau Mur – O Carmo E A Trindade (ft. Yara Mara) (2024) (single)

Jau Mur – O Carmo E A Trindade (ft. Yara Mara) (2024) (single) 

O músico, cantor e compositor Jau Mur lança hoje o álbum de estreia “Mundano”. Marcado por uma sonoridade indie-rock, o disco foi inteiramente composto, escrito e produzido pelo artista natural de Santa Maria da Feira. “Mundano” é descrito pelo próprio como um conjunto de canções que exploram temáticas ligadas a situações do quotidiano, às quais dá um toque dramatizado. 

Nas palavras de Jau Mur, este é “um álbum que fala não só de peripécias e acontecimentos da minha vida que senti que davam uma boa história mas, também, de situações do dia-a-dia de outras pessoas que chamaram a minha atenção. Assim surgiu o nome do álbum, nessa ironia de encontrar relevância no que é mundano”. O artista acrescenta que “gosto de pensar que o álbum convida o ouvinte a desfrutar de um outro ângulo sobre o que é vulgarizado, seja este um ângulo mais leve, mais atento, mais contemplativo, ou mais nostálgico”.

Nesta estreia discográfica, o músico conta com várias colaborações, que dão voz a algumas das músicas, como Yara Mara, letrista e vocalista da banda Calamar, e Filipa Pinto. 

“Este é um trabalho de parcerias, contando com a participação de diversos intérpretes e instrumentistas que enriquecem a palete de timbres a cada nova faixa”, refere Jau Mur. “Tal como cada música pede os instrumentos que a deverão constituir, o mesmo acontece com as vozes. Não tenho interesse em cantar todas as minhas músicas, por isso, desde o timbre até à proximidade com o tema, são várias as razões que me levam a escolher quem deverá cantar o quê. Felizmente, tenho a sorte de estar rodeado de excelentes artistas que aceitaram dar voz a este álbum, como Yara Mara, Maria Moura, Filipa Pinto e Zé Moreira”, conta ainda.

“Mundano” foi antecipado pelos singles ‘O Carmo e a Trindade’, interpretado por Yara Mara, ‘Crias e Progenitores’ e ‘−£10,000’. Formado em cinema, o cantor e compositor realizou os visuais que acompanham cada um dos três temas, disponíveis no YouTube. O álbum de estreia de Jau Mur já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Alinhamento de “Mundano”:

1. O Carmo e a Trindade (com Yara Mara)
2. Crias e Progenitores
3. Em Contratempo
4. Dar-te Música (com Yara Mara)
5. Sinestesias (com Yara Mara e Zé Moreira)
6. Tempo para um Grito (com Filipa Pinto e Maria Moura)
7. −£10,000
8. Anfitriã

Jau Mur é músico, cantor, compositor e realizador. Ligado à música desde cedo, é natural de Santa Maria da Feira, onde reside atualmente. Formado em cinema, uma das suas grandes paixões a par da música, e com particular interesse por escrita e realização, já compôs, também, bandas sonoras para curtas metragens. 

A sua experiência no universo cinematográfico leva-o a realizar os videoclipes das própias músicas e também para canções de outros artistas. Dessas colaborações visuais surgiu a possibilidade de contribuir com arranjos para outros músicos, nomeadamente para Mauro Ramos (Amor Electro, Tiago Bettencourt, Expensive Soul, entre outros). 

O ano de 2024 marca a estreia discográfica de Jau Mur com o álbum “Mundano”, que inclui os singles ‘O Carmo e a Trindade’, ‘Crias e Progenitores’ e ‘−£10,000’.

Sérgio Onze – Canto Ainda Por Alguém (2024) (single)

Sérgio Onze – Canto Ainda Por Alguém (2024) (single) 

á está disponível em todas as plataformas digitais ‘Canto Ainda Por Alguém’, o novo single de Sérgio Onze. O tema foi produzido pelo fadista Ricardo Ribeiro e tem por base o poema com o mesmo título, da autoria de Manuel de Andrade.

“Este poema de Manuel de Andrade não é nostálgico e muito menos triste: é duro e aberto como a vontade que temos de ter, tanto para o cantar, como para continuar, sempre. E materializá-lo no Fado Menor, o pai e superior de todos os fados, tornou-se na única forma possível de começar”, afirma Sérgio Onze. O fadista acrescenta que “não há muito espaço para racionalidade numa crença. Acreditar nos nossos mundos – passados, presentes e futuros – tem sempre uma disponibilidade superior. Esse alguém que sabemos que existe, que sabemos que somos nós, mas que às vezes parece mais distante e menos definido que Plutão”. 

‘Canto Ainda Por Alguém’ conta com a participação dos músicos Bernardo Romão (guitarra portuguesa), Bernardo Saldanha (viola) e Daniel Pinto (viola baixo). A canção é acompanhada por um videoclipe realizado por Cláudia Barros e Tiago Ribeiro.

O novo tema de Sérgio Onze antecipa o álbum de estreia, “NÓS”, com lançamento previsto para o próximo mês de abril. Editado pelo Museu do Fado | EGEAC, o disco foi produzido por Ricardo Ribeiro e AGIR e inclui várias participações, a anunciar brevemente.

“Cada faixa é um nó fortalecido pelo laço e o seu desenlace – tanto desafio como processo, tanto pergunta como resposta. São “NÓS” que ligam produções tão antagónicas como Ricardo Ribeiro e AGIR, é no seu centro que coexistem composições tradicionais e poemas clássicos ao lado das visões estelares de compositores contemporâneos”, afirma o artista. “”NÓS” existe em mim há muito tempo e tem sido cantado e desatado, de alguma forma, em todos os lugares. Mas agora é real. É final. Um final que é mais um ponto e vírgula do que uma coisa definitiva”, conta ainda.

“NÓS” marca a estreia discográfica do fadista Sérgio Onze. O álbum é uma edição Museu do Fado Discos e é apresentado, em antemão, esta quinta-feira, dia 7 de março, no Centro Cultural de Belém, pelas 21h00. O concerto integra o ciclo Há Fado no Cais, coproduzido pelo Museu do Fado | EGEAC e pelo CCB desde 2012. Com o apoio da Antena 1, o concerto terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa e os bilhetes estão à venda nos locais habituais e na Ticketline.

Bad Vibes Only #12

Bad Vibes Only #12

Autor:

Adam Denis

An hour of ambient, electronica , punk, dub and all time bizarre favourites: deep, dark and strange.  But always with heart and emotion.

Bio : Adam (satoshi) Denis, a young motivated man with strong believe in the power and responsibility of the individual to create his own success and fortune in life. He is a warrior for freedom, from ones spirit to the free markets, since we are all one. 

Adam has a true passion for the exciting world of cryptocurrencies, particularly Bitcoin and is about to launch his own NFT documenting highlights from his life, like daily outfits, fine dining and inspiring moments.

In short, Adam  will take you on a journey mixing capitalism, spiritualism and off course music! Let’s dive in!”

Tracklist:

Handel_ Serse, HWV 40, Act I – Ombra mai fu

The normal – T.V.O.D.

Casino Music – Viol af 015

Chris & Cosey  This Is Me

Duotronic Synterror – Sei Still!

Trisomie 21   The Last Song

Inhalt – Occupations

Chris and cosey – driving blind 

Depeche Mode – Ghosts Again (Bergsonist’s Shadow Mix)

Mory Kante – N’Diarabi (1993)

Mory Kante – N’Diarabi (1993)

Memória de Elefante 29/02/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Cruzamente – Bichos (censurada) (2024) (single)

Cruzamente – Bichos (censurada) (2024) (single)

Alicerçado no rock, o espírito dos .cruzamente não é saudosista, mesmo que venerem os antepassados e confiem na fraca memória que possuem como prova da intemporalidade de algo. De igual modo, também não procuram o futuro. Volta e meia, apercebem-se dele, vêem-se nele envolvidos, quando erguem o olhar até então preso aos seus instrumentos. Nem tampouco se procuram a eles mesmos, pelo menos enquanto grupo. Talvez seja isso, quando juntos, são. Sem buscas, sem querer. O que faz com que, a quem passa, pareçam crianças, numa bolha a esvoaçar sem nunca tocar no tempo. Afinal, têm uma pretensão, que essa bolha possa carregar o máximo de gente e de lugares com eles, e flutuar sem tempo e sem rumo.

Os .cruzamente são uma banda de Vila do Conde, composta por Francisco Rodrigues (voz) Pedro Cardoso (saxofone e harmónica) Carlos Loureiro (guitarra) Rodrigo Aroso (baixo) e Guilherme Magalhães (bateria). Os temas são originais e em português com uma base pop/rock, incluindo vários elementos funk, sem restrições.

Dão os seus primeiros passos na música em 2012, quando atuaram pela primeira vez ao vivo em Mindelo – Vila do Conde. Desde então, tocaram em vários espaços de música ao vivo de Norte a Sul do país, queima das fitas do Porto, Festa do Avante, Festivais de Verão e espetáculos comunitários. Durante este percurso lançaram três EPs: CruzaMente (2015); agitado (2019) e doninha (2020)

O seu primeiro álbum um bicho como nós irá ser editado no dia 10 de Maio e será apresentado ao vivo no próximo dia 18 de Maio no CCOP no Porto.

Produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

Poucos de nós terão vivido tempos tão polarizados como estes. A amplitude torna-se tão reduzida, que é difícil percepcionar quem está do outro lado e é fácil, por isso, reduzi-lo à grandeza da nossa imaginação. Sim, porque cada bicho é um bicho e não sabemos se é possível imaginar um, uno e inteiro, sem que ele seja uma parte de nós. Até um bicho como nós mesmos é difícil de imaginar de forma plena, teríamos de nos conhecer muito bem. Possível ou não, é um bom exercício, o do auto-conhecimento. Sobretudo quando nos leva a partes que nunca antes tínhamos encontrado. Ficamos mais fortes, também porque nos apercebemos da falibilidade dos nossos sistemas de avaliação. Se falhamos connosco, também falhamos com os outros e isso obriga a que a nossa constante redescoberta passe pela reavaliação do outro, cada vez mais, até que a amplitude aumente e nos apercebamos que do outro lado está um bicho como nós. Tão feio quanto bonito, tão forte quanto fraco. Vivo, falível.

“bichos” é o single de estreia do primeiro LP dos .cruzamente, um bicho como nós, e promete trazer intensidade às playlists atuais.

Bichos há muitos. De várias formas e em vários lugares. E nós, que somos um, também os temos por dentro, do intestino à cabeça. Imaginários ou não, os sintomas são claros: visão toldada, forças enfraquecidas, vontades distorcidas… Queremos que os bichos saiam de nós e sair com eles!

O vídeo que acompanha o single foi escrito e realizado por Alberto Almeida e tem como inspiração “Mago”, conto escrito por Miguel Torga, pertencente à colectânea Bichos. Sentimos que este conto tem uma grande relação com a canção e que sobressairia entre um dos inúmeros cenários possíveis para a descrever. O Mago é um gato que se sente aprisionado no conforto do lar que o adoptou, mas não é fácil libertar-se. Será que consegue? Será que conseguimos?

Retimbrar – Do Mesmo Cordão (2024) (single)

Retimbrar – Do Mesmo Cordão (2024) (single)

O ano de 2024 traz aos Retimbrar, formação renovada e a promessa de agarrar novas criações. Apuram-se as palavras, os timbres, os arranjos e desvendam-se pistas para o que há de ser um novo disco, mais de um ano após o lançamento do seu segundo álbum, Levantar do Chão.

Os 8 músicos voltam à estrada, estão à escuta e dão o salto, a bordo daquilo que são os sonhos, desafios e inquietações de uma humanidade veloz e voraz.

E é de inquietações que nasce uma primeira canção, “Do Mesmo Cordão”, composta e escrita por mulheres, numa colaboração desenvolvida com as Suspiro – coro jovem do Orfeão de Ovar composto por 19 mulheres entre os 14 e os 20 anos. O coro das Suspiro surge de uma vontade colectiva de não perder o contacto com a música. Todas ex-alunas da Academia de música do Orfeão de Ovar, fundem as suas vozes em projetos seus e em parcerias com artistas e músicos portugueses. Com o seu curto percurso (surge em Maio de 2023), o coro já partilhou o palco com Rodrigo Leão, Retimbrar e Jimmy P e encontra-se actualmente a criar o seu concerto a solo com releituras e originais.

“Do Mesmo Cordão” é um desabafo feito canção, com letra e música de Sara Yasmine (Retimbrar) e Suspiro, que, a 8 de Março, irrompe a várias vozes com o desejo de soltar amarras e exprimir o interior de uma mulher em chamas que assiste à expansão de um universo feminino que é seu, debaixo de constantes adaptações: com ideias por concretizar e lutas para apaziguar. Lutas que são de todes, que dependem de um compromisso e que não se esgotam num dia. Assim o dirão aqueles que puderem, no dia 8 de Março, juntar-se às marchas e manifestações que vão percorrer as ruas do país de norte a sul, muitas delas sob orientação da Rede 8 de Março.

O videoclipe é realizado por Adriana Romero e traz para a luz do dia, a atmosfera noturna da música, entre caniçais e pântanos do Lugar da Moita, em Ovar, que vai do Rio Cáster à Laguna de Aveiro. Assiste-se ao debate de mulheres consigo mesmas que se repercutem em acções coletivas e vice-versa. Mulheres que entre a intimidade de uma confidência e a urgência de libertar, arrastam consigo a comunidade de que, juntas, são capazes.

De uma natureza que se impõe, emergem figuras escultóricas que lembram a contraditória relação com representações antigas que o tempo se encarrega de desconstruir. E da relação entre a imaterialidade e o concreto, nasce o que a própria natureza humana trata de descodificar, projetando sonhos que encerram a “trama” com um encontro.