Fumaça #4: Palestina, Histórias de Um País Ocupado Ep. 1: Ramallah, a cidade artificial (Série)
Fumaça #4: Palestina, Histórias de Um País Ocupado Ep. 1: Ramallah, a cidade artificial (Série)
DESCRIÇÃO
De Ramallah vê-se Telavive, é perto. Não fosse o muro, os postos de controlo, o exército, o trânsito caótico, que separam as capitais da Palestina e de Israel. Uma viagem de 4 horas, com tempo para perceber como há décadas um povo coloniza outro. Lê mais em apenasfumaca.pt/palestina-ramallah-cidade-artificial
André Murraças – Dança Dos Perdidos (2023) (single)
André Murraças – Dança Dos Perdidos (2023) (single)
Este é o single que antecipa o primeiro álbum em nome próprio de André Murraças, que sairá em Março do próximo ano. No meio de um universo Jazz com diversas influências, como o Rock ou o Drum and Bass, surge esta balada intimista que, de uma forma natural, viria a merecer algum destaque.
Dança dos Perdidos cria um paralelo entre a música e a vida, onde todos, em algum ponto, nos encontramos “perdidos”. A dança torna-se uma metáfora para a jornada humana, destacando a experiência compartilhada de enfrentar desafios e incertezas. Na vida, a música une-nos na compreensão de que, ao nos perdermos, descobrimos uma conexão profunda uns com os outros, transformando a vulnerabilidade em uma dança coletiva de resiliência e compreensão mútua.
O tema conta com a participação de João Carreiro (guitarra), Francisco Brito (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). A gravação ficou a cargo de Hugo Valverde, mistura e masterização de Luís Candeias.
Apresenta-se também com um videoclipe, realizado por John Wolf e com a produção da Underworld Productions. Participação de Maribel Márquez, Bruno Schiappa e André Murraças.
André Murraças é licenciado em Saxofone Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, passou pelo Conservatório de Caldas da Rainha, Escola de Jazz do Hot Club de Portugal e Conservatorium Van Amsterdam.
É professor de saxofone nas escolas United International School Of Lisbon, Musicentro – Salesianos do Estoril e New Music School.
No seu percurso, tem feito parte de diferentes projetos, participando em concertos nos principais festivais, clubes nacionais e internacionais, com alguns dos músicos mais relevantes do panorama musical.
Colaborações com, Nelson Cascais, Gonçalo Marques, Jeffrey Davis, Pedro Moreira, João Cabrita, Pedro Abrunhosa, Aurea, Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal, Brainstorming, Churky, Cacique 97, Gume, Sérgio Carolino, Benny Golson, André Fernandes, António Loureiro, Ricardo Pinto, Victor Zamora, Isabel Rato, Guillermo Klein, Desidério Lázaro, Zé Eduardo, entre outros.
Cultoras #25 (3ª Temporada) – Talulah Neira
Cultoras #25 (3ª Temporada) – Talulah Neira
Yo quiero verte libre y que tengas tu corazón tranquilo… Viene desde el norte nuestros sentidos se juntan a imaginar, salgo a caminar a la ciudad por esa dignidad estival. “Verte libre”, Fragmento. Cantante, compositora, productora y docente, Talulah Neira es una de las voces femeninas más destacadas del ska y el reggae hecho en Chile. Sus inicios en la escena nacional están marcados por la banda de su hermano, Quique Neira, con quien giró por Chile y el mundo siendo corista y percusionista de Gondwana, desde el año 2001. En 2013, debuta como compositora y voz principal de la banda Manifiesto Skajazz, y unos años más tarde, lanza el disco propio “Mujer” (de 2017), al que le anteceden y seguirán una serie de singles en que explora repertorios folklóricos, de la Nueva Ola e incluso de la música urbana. Integrante además de la Cantoría Popular de Mujeres que dirige Érika Ramos Oróstica, como activista y gestora cultural es también productora en las disqueras familiares independientes “Cosas Buenas” y “Ghetto Estudio”, e integrante de la directiva de la Asociación Gremial Industria Musical Independiente de Chile (IMICHILE), para el trabajo musical cooperativo. Contactos: Facebook https://www.facebook.com/talulahneira
1 Álbum 100 Palavras #19: Led Zeppelin – Led Zeppelin (1969)
1 Álbum 100 Palavras #19: Led Zeppelin – Led Zeppelin (1969)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“A banda Led Zeppelin foi fundada em 1968 por Jimmy Page (guitarra), Robert Plant (voz e harmónica), John Bonham (bateria) e John Paul Jones (baixo e orgão). O grupo obtém um sucesso instantâneo com a publicação do primeiro álbum e com os primeiros concertos. A música inspira-se no blues, na balada acústica e no hard rock. Em pouco tempo a dupla Bonham-Jones torna-se uma das secções rítmicas mais populares do mundo. Jimmy Page dispensa apresentações, pois já vinha da experiência com os Yardbirds e Robert Plant torna-se uma figura irónica do rock de todos os tempos. Boa escuta!”
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Uma geração marcada por uma educação austera e paternalista vê-se impelida a gerir o obscurantismo do passado com uma nova visão do mundo e a nova liberdade oferecida.
Afonso é um homem atormentado, exemplo da incapacidade de encontrar o equilíbrio entre os dois opostos. Silvana enfrenta um relacionamento cruciante fruto desse desajuste e regenera-se, delineando um plano dinâmico, com o qual terá reveses e glórias. A história sem sentido de Bruneida, personagem ambígua, mensageira de um destino incauto ou perverso, apenas a distrai e retarda o seu intento. O encontro com Bártolo remete-nos para o leitmotiv do seu futuro. Silvana é o fio condutor da narrativa que concentra a essência da sua temática − o desafio em transpor o que se proclama impossível.
Um olhar sobre a natureza humana, os sobressaltos da vida, o sofrimento, a vontade de ser ator do seu próprio destino. E o amor, nas suas várias facetas. E o futuro, capaz de descolar-se do passado. Ou conceder-lhe uma nova leitura.
De acordo com o júri do Prémio Literário Agustina Bessa-Luís, este é «um romance que articula, com desenvoltura, o jogo de prudências e astúcias das relações humanas».
Mito Urbano – Fora De Horas (2023) (single)
Mito Urbano – Fora De Horas (2023) (single)
“Fora de Horas”, obra registada na SPA e associada ao seguinte código ISRC: PT-7UJ-23-00004.
Mito Urbano – Rockeiro Vendido (2023) (single)
Mito Urbano – Rockeiro Vendido (2023) (single)
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Rafa – A Gente Canta (2023) (single)
Rafa – A Gente Canta (2023) (single)
“a gente canta.”, single de estreia de rafa., escrita pelo próprio e composta em conjunto com o produtor Tom Oakley, responsável pela mistura e masterização do tema. Com uma sonoridade Dance-Pop e toques de ritmo funky, “a gente canta.” apela a que a gente vá, cante, dance e grite dando confiança ao ouvinte: “no meio do ruído, acredita, tu vais ser ouvido”!
“É com esta música que nos vão ouvir” são as palavras cantadas que tencionam sublinhar várias questões que muitas vezes são silenciadas, mas que segundo rafa. “com a música, o cantar e o dançar qualquer mensagem pode ser transmitida de forma divertida, tranquila e ser ouvida”.
“Esta canção foi escrita quando, numa das minhas notas perdidas no telemóvel, encontrei a frase “os meus dias andam cinzentos”. Um sentimento muito díspar do que sentia no momento em que a reli. Comecei a escrever o que diria ao meu “eu” antigo, o que mudou na minha vida, o que conquistei, e a música foi a grande diferença, também deixei de dar ouvidos ao “que é suposto fazer”, às vozes que diziam para eu não inventar muito… tinha uma rotina que já não me saciava, fiz uma pausa na profissão de Médico Veterinário e dei, então, ouvidos ao Rafa de 6 anos que sempre quis partilhar arte em Portugal. Olhei para mim e comecei a ser mais feliz.” revela o cantautor.
Traz Os Monstros – Manifesto II (2023) (single)
Traz Os Monstros – Manifesto II (2023) (single)
Durante a primeira maratona de concertos, continuou a necessidade de evoluir, a necessidade se encontrarem como projeto e o seu objetivo. Com isso continuaram a procurar novas formas de expressão, quer liricamente quer instrumentalmente, voltarem algumas das sonoridades dos primeiros EP’s com uma nova fome de ser mais cru com a letras e com a composição instrumental, e dai surgiu a proposta de fazer o segundo álbum do projeto, novamente com a Pé em Triste. “Diferente, mas necessário…” é o que descrevem deste segundo álbum denominado de “UNTO”, mais visceral na sonoridade, voltam ao sintetizadores dos primeiros EP’s mas desta vez com uma camada de overdrive “eletrificante”, dar um novo papel a desempenhar aos teclados neste álbum, enquanto a guitarra desempenha outras funções em contrapartida, para procurar as texturas mais “excêntricas” e outras formas de expressão. A percussão é criada de raiz, à base de samples gravados pela banda, de vários objetos, metais, vidro entre outros elementos sobre superfícies com diferentes tipos de atrito. “UNTO” é,…será na sua coletividade é uma procura enorme de sobrevivência na nossa atualidade e até de uma certa maneira, profética aos tempos que virão. Liberdade social e pessoal, paradoxos políticos e injustiças, a demolição da “cultura demasiado séria” e os seus falsos pretextos para aproveitamento próprio e económico, em defesa dos incompreendidos pervertidos, estes e outros temas são alvos abstratos da lírica presente do álbum. O single “Manifesto II” é um excelente resumo dessa nova sonoridade que irá predominar no álbum, uso dos instrumentos, como a guitarra elétrica, de forma pouco convencional e tradicional para criar texturas e padrões de ruídos que remontam para influências industriais, “dance noise” e post punk”. A percussão do álbum foi samplada pela banda com objetos do quotidiano à procura de sons revigorantes e diferentes, e tem um caracter eletrónico, mecânico e “repetitivo” como a música eletrónica contudo imprevisível devido as suas camadas e variedade sonora, incentivando o “pézinho de dança” ao ouvinte enquanto a forte lírica acerta no “nervo”, provocante, pesada, abstrata e entregue a obscuridade da realidade da sociedade.
BIOGRAFIA DA BANDA Em 2021, Traz os Monstros surgem como “filhos da quarentena”, na mesma altura do surto que passamos nesse ano, por Fábio Matos e Xavier Sousa, que com os anos de amizade e de noites de jams insensatas e irresponsáveis por Coimbra, enquanto lá estudavam, nascem os Traz os Monstros numa altura em que havia mais necessidade de expressar e talvez a melhor altura para apresentar ao mundo o que queriam e querem fazer,”(…)resultado de uma esquizofrenia coletiva, entre mais condimentos existenciais(…)”,. Lançam ao mundo o seu primeiro trabalho, o EP “Demos para o Papá e a Mamã Vol. I”. Um ano depois sai o segundo EP “Demos para o Papá e a Mamã Vol.II”, desta vez já só com Xavier a continuar o projeto. Mal após o lançamento do segundo EP foram convidados a gravar o seu primeiro álbum com a Pé Em Triste (@pe.em.triste), a ser produzido, masterizado e promovido pelos mesmos. Surge então, em Novembro de 2022, o primeiro álbum “Porcelana Boa da Avó”, do qual participaram Rui Bastos nos teclados e backvocals e Saulo Oliveira no baixo. 2023 foi o ano de estreia dos Traz dos Monstros nos concertos por Portugal, vestidos de velhas a promover o seu primeiro álbum em vários palcos como, Maus Hábitos (Vila Real), Espaço Compasso (Porto), Em Direita (Viseu), Fabrica de Alternativas ( Algés), Cave Avenida (Viana do Castelo), Tokyo (Lisboa), Bota Anjos (Lisboa), etc… Atualmente a banda é formada por três membros: Xavier de Sousa na guitarra, piano e voz, Rui Bastos nos teclados e vozes e Rafael Borges no baixo.
Manifesto Sonoro #34
Manifesto Sonoro #34
Autor: Carlos Cleto
Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, de divulgação de música nacional ou em língua portuguesa, com a realização de Carlos Cleto e a produção de Nuno Selvagem Duarte. Dando especial atenção às palavras que cada canção transporta e abrindo as páginas a alguns delírios. Esta semana os convidados foram:
Can Cun – Backyard Papisa – Melhor Assim ena b. – Headspace Apeles e Colombre – Puro (Leviticus 13_1) Duques do Precariado – Lacerda Cara de Espelho – Político Antropófago Três tristes tigres – Animália Ana Deus – Lengalonga Marinho – I Give Up and It’s Ok Bárbara Eugénia e Benjamin (DJANE Fonda) – Ana Maria Cláudia Pascoal, Manuela Azevedo – Precaução Valu – Canção do Falhado Guy Proenza – Comportamento Humano Vatsun — Surdina Balla – Contramão Mira, un Lobo! – Serotonin
Carlos Cavallini – Sempre Mar (2023) (single)
Carlos Cavallini – Sempre Mar (2023) (single)
SINGLE “SEMPRE MAR”
A morar há 15 anos em Lisboa, o cantor e compositor capixaba Carlos Cavallini apresenta “Sempre Mar”, single de seu primeiro álbum O Tamanho do Tempo, produzido por Ricardo Dias Gomes e Domenico Lancellotti, que será lançado em janeiro de 2024.
“Sempre Mar” é uma composição que nasceu da necessidade de celebrar a ligação profunda que tenho com o mar. Estou sempre perto do mar porque o levo em mim. A frase presente no livro ´Desato´, de Viviane Mosé, foi uma das inspirações para esta música: ´Queria me mudar para bem perto do mar. Pensei. Mas o mar é aqui. Queria me mudar para bem perto daqui´”, conta Carlos.
DISCO O TAMANHO DO TEMPO
Atento ao que nos faz bem
Em seu disco de estreia “O Tamanho do Tempo”, Carlos Cavallini contempla a imensidão do tempo e do mar com minimalismo do eu, enaltece os horizontes dos infinitos amores e nos oferece amizade por todo o percurso da obra.
Imenso céu e sempre mar.
Infinitos desertos, ondas e caminhos em que estaremos de alguma forma no tempo. A primeira viagem de Carlos Cavallini em disco é muito do mundo, do eu; condensa bastante de experiências dos sons e sentimentos que viveu, afinal o primeiro disco é sempre um apanhado de composições e experiências de épocas diversas que levaram o artista até uni-las em estúdio. Há beleza de muitos momentos e sabores a cada faixa, numa obra que se abre com o mar e sua imensidão. O mar para Carlos começou em Vitória, onde nasceu no Brasil e virou cais em Lisboa, onde resolveu aportar há 15 anos.
Ao longo da obra que nos cria, recria e nos mergulha em mares tranquilos, o tempo é protagonista em um cenário para audição de um disco que nos conecta com tantos abraços. No ar, no espaço, nas pessoas e na natureza. As 12 faixas são 12 elos entre si e entre quem as ouve.
Agradecimento e contemplação à beira de águas intermináveis abrem “O Tamanho do Tempo”. Apresentar-se como chuva, obediente ao vento, e se reconhecer como muito do que parece ao ouvinte, é começar o percurso do disco já a dizer um pouco sobre sua alma. Em “Sempre Mar”, Carlos não esconde o ‘eu’, ao contrário, nos oferece a face mais interior do seu sentimento e criatividade. A doçura de apreço nas palavras namora com os sons enquanto sintetizadores e as guitarras de João Erbetta nos transportam de Lisboa às paisagens sonoras e tranquilas do Ceará.
Referências com sopros suaves nos lindos arranjos de trompete e flugelhorn do talentoso Aquiles Moraes enlaçam “Natureza” (segunda faixa do disco). A sequência sonora doce entre influências do Cidadão Instigado às baladas Soul de Cassiano traz reconexões poéticas entre parte de um todo humano à sua mistura com a natureza. ‘Ser capaz de estocar amor pra depois distribuir’ é promessa da segunda faixa que se cumpre na audição e nas canções subsequentes.
A produção musical e os arranjos de Ricardo Dias Gomes e Domenico Lancellotti são delicados, criativos e multiplicam os significados das canções para seguir o seu enlace. Essa linguagem não-verbal sensível da dupla é fundamental para a compreensão da narrativa de ‘O Tamanho do Tempo’.
Se em muitos momentos a obra se enlaçará com o contemplar da natureza, em outros se mostrará cosmopolita com a doçura poética de estar atento, mesmo nas grandes cidades e suas dinâmicas mais complexas, aos detalhes mais delicados sobre as relações e sentimentos humanos. Isso se reflete em violões das referências interioranas do Brasil até as baterias e arranjos a la Strokes e Weezer.
José Rego – Cidade dos Lobos (2023) (single)
José Rego – Cidade dos Lobos (2023) (single)
Da introspeção negra à descoberta fora de si, e no contraste entre a cidade e a natureza, é assim que José Rego, compositor e guitarrista Alentejano baseado em Lisboa, se estreia a solo com a “Cidade dos Lobos”. Na sua génese um EP que tem como base a sua guitarra acústica, apresenta-se como muito mais que isso. Um diálogo entre o instrumento de nylon que produz som por si e a máquina que manipula a forma do som, na busca da harmonia entre o sintético e o natural, a máquina e a natureza, o limite do instrumento que cria som e infinidade de cores que a máquina consegue criar.
Neste caos disciplinado inspirado entre o Alentejo e a cidade bem como pela troca de vivências no mundo da música Portuguesa, Rego apresenta 6 faixas que fustigam o ouvinte a perpetrar memórias ou a sonhar acordado, no ritmo do pensamento e usando da nostalgia produzida pelo dedilhar acústico de uma guitarra que ora soa amiga ora desafiante e a entrar por lugares escuros.Na essência está a certeza da humanização e a fronteira entre o que a música faz sentir e o real.
“São composições feitas pelas pessoas com quem me cruzei e cruzo no dia a dia, entre as viagens de autocarro e as luzes dos candeeiros durante as noites longas Lisboetas e Alentejanas. Vai desde o estridente som do elétrico no Largo do Camões ao agressivo, tremendo e natural das quedas de água do Pulo do Lobo. Do cante alentejano às manifestações aos sábados. Da urgência de querer explodir enquanto olho para as pontes romanas que me aparam a inquietação”
Produzido por João Galvão (sonoplasta que também acompanha José Rego em palco) e José Assunção (que dedicou horas extra a gravar as guitarras), este é um projeto que se vê interdesciplinar e explorador do encontro das artes. Com um primeiro passo nesse sentido com a apresentação na Galeria Zé dos Bois no passado dia 4 de Fevereiro, onde se testemunhou de um cruzamento largo com a sonoplastia de João Galvão, Rego procura partilhar palcos com todo e qualquer artista que se identifique como um humano que procura acrescentar algo ao projeto, artistas plasticos, poetas, bailarinos, sonoplastas, técnicos de luz. “É um instrumento de trabalho, de expressão, de vivência. Uma experiência extrasensorial, onde a música se transforma a cada interpretação, nunca sendo igual mas um instrumento de fomento para outras artes”.
Sobre José Rego: Um astronauta alentejano que deambula no cosmos das sensações. Na procura eterna de quem é e quer ser, muitas vezes perdendo o caminho mas sempre a arranjar novos meios para que qualquer descoberta tenha um propósito contributivo para o si e para todos os que o rodeiam. Formado no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, José Rego é um vivente do contraste entre o Alentejo e Lisboa onde no meio nocturno alternativo tem também actuado como técnico de som em múltiplas casas e membro integrante de projetos em que contracena com muitos outros músicos.