Aveirenses Maria Café lançam primeiro single “Entardecer”
No dia 11 de novembro, 11ª mês do ano, quando o relógio assinalar as 11:11, os Maria Café lançam o seu primeiro single: “Entardecer”. Este é o primeiro avanço da banda de Aveiro, composta por André Morais (piano), João Areias (baixo), João Carvalho (percussão), Ricardo Neto (voz e guitarra acústica) e Tomás Lacerda (guitarra elétrica).
“Entardecer”, canção pop descomprometida e luminosa sobre o final de um amor que abre a porta para o futuro (os Maria Café cantam “acabou, tenho muito pra viver”), foi a primeira música que criaram em conjunto. O single conta com a gravação, mistura, produção e masterização de Rúben Teixeira (Perpétua), da Wakai Studios. Com a primeira música, surge também o primeiro videoclipe, em que a banda surge em vários pontos da região: Pateira de Espinhel, Óis da Ribeira, Praça do Peixe de Aveiro, Vista Alegre e praia da Costa Nova. Realizado por Ricardo Neto, a captação de imagem é de Pedro Santos e conta com a assistência na produção de Pedro Simões.
Apesar dos seus membros se terem reunido e afirmado enquanto banda no dia 31 de outubro de 2021, há cerca de dois anos, a banda atuou pela primeira vez em junho de 2022, no Festival CRUA, em Aveiro. Maria Café é o nome surgido da reunião da banda em torno de uma garrafa de hidromel, a partir do nome que a avó de um dos membros, natural de Amiais-de-Baixo, em Santarém, dá às plantas conhecidas como “azedas”. A música da banda tem a influência de nomes como Tiago Bettencourt, Os Quatro e Meia e Os Azeitonas.
Em outubro de 2023, venceram o Prémio Carlos Paião, no 22º Festival Canção Vida organizado pelo Grupo de Jovens “A Tulha”, em Ílhavo. Atuaram nas lojas Fnac de Aveiro, Leiria e Viseu e alguns festivais portugueses, como o Agit’Águeda, o Festival de Bacalhau ou a Feira de S.Mateus.
O single “Entardecer” fica disponível, com videoclip incluído, a partir do dia 11 de novembro nas plataformas habituais.
1 Álbum 100 Palavras #16: Brian Eno – Disrceet Music (1975)
1 Álbum 100 Palavras #16: Brian Eno – Disrceet Music (1975)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Brian Eno, compositor e produtor, ao longo da sua carreira e das inúmeras colaborações, soube transferir em vinil uma série de projetos únicos e uma experimentação musical caracterizada pela abundância de elementos eletrónicos e por uma construção musical distante de esquemas pre-constituídos. Este álbum que sai em 1975 pela sua label pessoal, dá início a uma série de trabalhos sobre a música ambiental, ou “ambient”. Menciono “Music For Films” (1978) e “Ambient One: Music for Airports” (1978). Trata-se de uma música impalpável e iluminada, um sonho, onde existe uma procura quase obsessiva de um ambiente limpo e poético. Boa escuta!”
Prazeres Interrompidos #210: O Estrangeiro – Albert Camus (Editora Livros do Brasil) (1942)
Prazeres Interrompidos #210: O Estrangeiro – Albert Camus (Editora Livros do Brasil) (1942)
Autor: Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
O Estrangeiro é uma obra-prima da literatura existencialista escrita por Albert Camus. Publicado em 1942, o livro oferece uma visão provocativa da alienação e da falta de sentido na vida. A história gira em torno de Meursault, o protagonista, um homem indiferente e apático que parece flutuar passivamente pela vida, alheio às convenções sociais e às expectativas dos outros. Quando comete um ato aparentemente sem sentido, o assassinato de um árabe em uma praia argelina, ele é levado a julgamento, não apenas por seu crime, mas também por sua apatia perante a vida. A narrativa se desenrola de maneira minimalista, refletindo a perspectiva existencial de Meursault. Camus explora temas profundos, como a alienação, a absurdez da vida, a busca por significado e a luta do indivíduo contra as expectativas sociais. O livro desafia o leitor a questionar as normas da sociedade e a examinar a própria existência. A prosa de Camus é nua e direta, destacando a falta de conexão emocional de Meursault com o mundo ao seu redor. O Estrangeiro é uma leitura provocativa que continua a cativar leitores com sua exploração da condição humana e sua reflexão sobre o absurdo da vida. A obra de Camus permanece relevante e influente, convidando os leitores a contemplar as complexidades da existência e a busca por sentido em um mundo indiferente.
Duques Do Precariado – Lacerda (2023) (single)
Duques Do Precariado – Lacerda (2023) (single)
LACERDA é o single de avanço do disco de estreia “Antropocenas”
Pouco mais sabemos dos duques à parte de serem precários. Preparam-se para editar o disco de estreia mas é um disco que já foi feito há muito tempo. É difícil de explicar. Por isso, perguntámos ao ChatGPT se os conhecia e ele respondeu: “Sim, conheço os “Duces do Precariedade”! Porque ficámos um bocado na mesma, arriscamos a afirmar que são uma banda portuguesa de rock alternativo e punk rock formada em Lisboa. Foram dois, foram cinco, agora talvez sejam mais, talvez sejam menos. São o Pedro Mendonça e o João Fragoso de certeza. Dão-se a conhecer com o single Lacerda, entrada directa para o universo peculiar de letras acutilantes, ainda que engraçadas, sobre questões sociais e políticas, incluindo a precariedade no trabalho, os traumas históricos e a vida na cidade. Parece que este Lacerda foi feito para tentar vender a uma fadista. A fadista não quis. Resolveram dar-lhe música. Arriscaram um primeiro videoclip mas resolveram não riscar os ares do tempo deixando que seja apenas a linha de baixo e os riffs da guitarra do Gonçalo Mendonça a passar a mensagem. E essa ainda agora começou a ser revelada. O resultado, está aqui abaixo. Têm pouco a dizer, muito a esconder e ainda mais a tocar. Para saber mais sobre eles, não procurem na internet ou nas redes sociais. Sigam o youtube da Lux Records, editora por quem se preparam para editar o disco de estreia “Antropocenas”, em Outubro.
José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)
José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)
Memória de Elefante 19/11/23 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido por José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 – Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico, cantautor, compositor/arranjador e produtor musical português. É descrito como “um dos nomes maiores da canção portuguesa” e apresenta uma extensa actividade musical nas mais variadas áreas, contando com uma carreira de cinco décadas.
Em 1963 e com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir ao serviço militar na guerra colonial, à qual era expressamente contra. Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos.
Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!
HelenaH Reis E Miguel Orama – Valsa Do Tear (2023) (single)
HelenaH Reis E Miguel Orama – Valsa Do Tear (2023) (single)
HelenaH Reis e Miguel Orama são uma dupla de compositores / produtores radicados em Lisboa, que se distinguem pela união entre o piano clássico e a música eletrónica. Lançam em 2023 o disco de estreia Contra-valsa, com canções originais em português e instrumentais que desafiam os géneros convencionais. HelenaH Reis revela a melancolia das suas letras no ambiente imersivo dos sintetizadores de Miguel Orama, onde entrelaçam a composição clássica com técnicas atípicas como o live-sampling ou o uso de gravações de campo recolhidas pelo mundo fora, em países como Timor-Leste, Madagascar ou Sri Lanka. Ao vivo, prometem uma atmosfera íntima mas dinâmica, de notas delicadas a paisagens sonoras inexploradas. Sobre o processo criativo, Miguel Orama salienta que “sempre preferimos tecnologia que descontrola a harmonia clássica da HelenaH” e que preferem percorrer “caminhos desconhecidos que unem a erudição do piano à euforia espiritual da eletrónica”. A superação das estéticas cristalizadas foi uma das forças condutoras dos músicos, que iniciaram este projeto em 2021. HelenaH Reis é pianista, cantora, compositora e investigadora de raízes alentejanas. De formação clássica e entusiasta da música tradicional portuguesa, é fundadora do grupo Fio à Meada, um colectivo de vozes tradicionais femininas. Miguel Orama é um artista com uma inclinação especial para instrumentos pouco convencionais, passando agora estas sonoridades para os palcos portugueses.
Mais info em www.helenahreis.com
Recordat Palestine #0031 – Checkoint303
Recordat Palestine #0031 – Checkoint303
A one hour story made especially for recordat #0031 by @checkpoint303, aired first on May 15th, 2021 as part of the Sonic Liberation Front on @radioalhara, an initiative for Palestine by a group of audio platforms and sound artists who came together to unify their sound for Palestine and protest against the ethnic cleansing of the Palestinian people. Using site recordings predominantly from Palestine and the Arab world, Checkpoint 303 constructs soundscapes that weave cinematic audio with experimental sound processing and complex rhythms. Through its compositions, collected sounds and noise, Checkpoint 303 spreads a message of peace and a call for the respect of human rights. Contrasting with the mainstream media’s exclusive depiction of violence and suffering in the middle-east, CP-303’s sound collages also report on the heroic hope that subsists in the region as well as the seemingly banal but ever so meaningful little things that embody a daily search for normality in a state of emergency. This is the 31st session of a series of sessions Recordat is hosting on Radio Alhara every other Sunday.
Marcelo Dos Reis – Flora (2023) (single)
Marcelo Dos Reis – Flora (2023) (single)
Disco de Marcelo dos Reis disponível em formato físico
O disco de Marcelo dos Reis chega agora ao formato físico, distribuído no site da JACC Records e nas habituais lojas, depois de ter sido lançado no dia 17 de Setembro na plataforma Bandcamp.
FLORA é a estreia em trio do guitarrista e compositor Marcelo dos Reis. Este projecto que já estava idealizado e que o guitarrista e compositor pretendia desenvolver diversas ideias de uma forma natural e não esteticamente estanque. Desenvolver uma “working band” permitiu a Marcelo agregar as ideias num grupo inteiramente dedicado a composições originais suas que cruzam géneros e que questionam formas. Com uma grande componente da improvisação típica do jazz mais livre com raízes no Bebop, uma forte marca do rock mais Psicadélico, Krautrock e até do Progressivo, o trio assenta a sua linguagem criativa numa música universal, e artisticamente ampla, música essa, que pode ser comprovada no disco de estreia. Para Marcelo Dos Reis, ” “Flora” é uma expansão natural do meu trabalho, uma outra visão das muitas coisas que já fiz, mas na verdade, apenas mais uma das muitas que ainda quero criar e fazer. Mas este grupo marca ainda mais a minha vontade de cada vez mais focar a minha atividade e energia em grupos de longa duração e mais definidos.” Ao lado de Marcelo dos Reis estão : Miguel Falcão (contrabaixo) e Luís Filipe Silva (bateria), dois músicos com um sólida formação e criatividade, ambos com trajetos distintos e relevantes, nas mais diversas linguagens musicais.
_ TRACKLIST
Big Tree 05:08
Amanita 06:58
Tampanensis 06:28
Cornelia 08:54
Sky Blue Petunia 06:11
Full Sun 06:40
Notas sobre cada peça de “Flora” por Marcelo dos Reis Big Tree – Inicialmente um tema para guitarra solo, ou guitarra e trompete, mas que quando a comecei a pensar para o trio, ganhou outra forma, dimensão, outras melodias e estrutura. Amanita & Tampanensis – Uma não se separa da outra, são dois temas em um, a Amanita serve de Intro para a Tampanensis, compus a primeira para ser algo bastante visual, mais profundo e até espacial, para ligar com a segunda(Tampanensis), que tem um baixo que infecta, e agora que oiço, a coisa até lembra um pouco King Crimson, o que até me agrada, pois adoro a banda, mas não foi de todo propositado. Cornelia – Um tema que compus há mais tempo, mas que quis trazer para o grupo e dar-lhe uma grande secção de improvisação mais étnica, gosto da energia mais dark com que ficou. Era essa a Intenção. Sky Blue Petunia – Queria uma faixa com um drive mais Latin a 5/4, escrevi o baixo e as melodias. Pensar em toda a estrutura deste tema foi um desafio muito fixe, e julgo que também pode ser para quem o ouve. Full Sun – queria um tema final que fosse mais belo e de certa forma com o feeling de despedida, mas que essa despedida fosse em altas, e assim foi, ficou com essa influência que tenho do Afro Beat, e do rock psicadélico africano dos anos 70, julgo que fecha muito bem o disco.
_ FICHA TÉCNICA MARCELO DOS REIS Guitarra e composição MIGUEL FALCÃO CContrabaixo LUÍS FILIPE SILVA Bateria Gravado ao vivo em Estúdio por Henrique Toscano 14 de Maio de 2023 no Blue House Studio MIX e MASTER por Guilherme Correia Todas as composições por Marcelo dos Reis Design Gráfico por Joana Monteiro Fotografia por José Cruzio Ilustração Ernst Haeckel “Kunstformen der Natur (1904) Plate 72 — The Muscinae” Produção Executiva JACC Records JACC Records 2023
Mad Nomad – Common Ground (2023) (single)
Mad Nomad – Common Ground (2023) (single)
“Common Ground” é o segundo single e tema homónimo do futuro disco dos MAD NOMAD com data de lançamento agendada para o primeiro trimestre de 2024.
Depois da edição de “Wounded Pieces”, tema que marcou um novo passo na afirmação da banda como uma das maiores promessas do panorama musical português, “Common Ground”, surge com uma estética sónica e compositiva em afirmação, de disrupção estrutural e simultânea fluidez melódica.
Com a temática da polarização social e da discriminação bem presentes, assim como a necessária e urgente procura de um lugar de comunicação que una muito mais que separe, “Common Ground” é um manifesto para: “Levantar as camadas de manipulação social para olhar o outro para além do status quo, levantar o chão que esconde a Natureza, o chão comum entre todos os seres, e apoiar processos de empatia e abertura ao outro”, como sublinha Catarina dos Santos, mentora do projeto.
Os MAD NOMAD continuam assim, na sua expansão exploratória da forma “canção” num híbrido de géneros que funde o sampling, o jazz, e a eletrónica.
“Common Ground” e o videoclipe que acompanha a faixa, realizado por Mário J. Negrão e com pintura de Cristina Rosa, estão disponíveis, digitalmente, a partir deste dia, 6 de novembro.
Sontato #5 – Radio Sucupira
DISCO VOADOR: Sontato – Radio Sucupira #5
No episódio #5 , a Sontato leva-nos a seis ilhas de Cabo Verde, com gravações feitas entre 2021 e 2023.
Bio:
André Xina é compositor e produtor português. Descendente de cabo-verdianos, viveu em Macau na sua infância, onde iniciou a sua pesquisa musical através de aulas de guitarra, piano e nas viagens principalmente pela Ásia e África.
Com o mestrado em Antropologia e Cultura Visual, a sua investigação académica gira em torno de casos de ruído de vizinhança recolhidos na cidade de Lisboa, ao mesmo tempo que problematiza aspectos relacionados com a lei de redução de ruído em Portugal. A partir dessa pesquisa criou o projeto Sontato, uma plataforma de estudo das diferentes paisagens sonoras que documentou até ao momento.
Em 2012 Xina imigrou para o Brasil, sendo fundador dos projetos Imidiwan, XAFU, Rickshaw e o coletivo Radio Tamashek, lançando vários álbuns e colaborando principalmente com artistas portugueses, brasileiros e moçambicanos. Em 2018 criou o projeto a solo Ha Kwai, e em 2021 surge Nzungu, produzido entre Itália e Portugal, com o álbum de estreia Dark Night of the Soul.
www.linktr.ee/xina www.linktr.ee/sontato
Prazeres Interrompidos #209: Sermão de Santo António – Padre António Vieira (2014)
Prazeres Interrompidos #209: Sermão de Santo António – Padre António Vieira (2014)
Autor: Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Proferido no século XVII no Brasil, o ainda atual e acutilante sermão do Padre António Vieira dispensa qualquer apresentação. Não encontrando público entre os homens, o Padre vira-se, alegoricamente, para os peixes do mar, para lhes mostrar os seus vícios e virtudes. Mas o que terão peixes como os pegadores, os roncadores, os voadores ou o polvo em comum com os homens?
Moongatha – Quando (2023) (single)
Moongatha – Quando (2023) (single)
Uma viagem dramático-sexy em sete canções, com guitarra e voz, cantadas em língua portuguesa explorando os seus diferentes ritmos e sonoridades. Este é um bom resumo do que se trata o EP faz mossas (Palmtown Records), das moongatha, duo português formado por Sara Leite e mandybubandy (Margarida Negalha) que se apresenta dia 08 de Novembro no MusicBox, com abertura de portas às 21h30, com concerto de abertura da inglesa Charlotte Algar. Bilhetes disponíveis aqui. Para promover o EP, fizeram um vídeo promocional em formato live set a tocar as canções quando, faz chorar e mia alto – assista aqui.
Segundo as compositoras, o álbum surgiu de uma forma muito natural, a partir da ideia de uma femme fatale que surfa as suas vulnerabilidades, a sua confusão, mas também a sua sensualidade para se encontrar e afirmar. E será essa atmosfera que Sara e Margarida vão levar para o palco do MusicBox. “O disco nasceu com a composição da primeira canção no formato de guitarra e voz em Junho do ano passado, foi uma canção que foi composta de forma muito instintiva e espontânea. Depois o nosso impulso foi criar a nossa página de instagram e partilhar um vídeo nosso a tocá-la. Mais para a frente, com o surgimento de outras canções, achámos que fazia sentido essa primeira composição dar o nome ao EP ´faz mossas´. Depois desta primeira composição, as seguintes continuaram a surgir de um processo muito natural até acharmos que seria o final do processo com a composição da faixa que fecha o EP, ´bola´”, conta Sara.
As canções foram gravadas em um único take durante aproximadamente dois dias, em Fevereiro, no estúdio da Palmtown, label responsável pelo lançamento. “Depressa percebemos que a nossa música teria de respeitar as dinâmicas e que isso funciona muito através de contacto e comunicação de uma com a outra, e por isso a gravação da voz e da guitarra foi feita em simultâneo num único take”, explica Sara.
Além das sete músicas do EP, no concerto também vão apresentar pela primeira vez a canção baseado em factos verídicos, composta depois do EP ser editado. E também farão uma adaptação de uma música tradicional açoriana, Bravos: “Somamos a ela a um instrumental produzido por nós digitalmente que evoca de certa forma a nossa visão das raízes da música tradicional portuguesa”, comenta Margarida filha de mãe açoriana. fumando uma na lua é outra canção inédita e também com produção digital, que tem como referência a música brasileira, uma vertente que as inspira muito.