«Sempre fiquei impressionada com a naturalidade com que o meu filho voltava a tentar andar logo a seguir a cair e com a rapidez com que o choro e a frustração se transformavam em força para tentar outra vez de uma maneira leve, simples e descomplexada. Para mim, esta canção é sobre essa leveza, esse prazer de encarar um desafio mesmo sabendo que se vai perder muitas vezes. Sobre essa coragem infantil que precisamos de reaprender se não queremos desistir de sonhar, nem de ser quem somos a caminho dos nossos sonhos» – Elisa Rodrigues
Elisa Rodrigues regressa às canções com a edição do single “Sonhar”, um dueto onde se faz acompanhar por Rita Onofre, uma cantautora promissora da mais nova geração da música nacional.
A doçura e a tranquilidade presentes nas vozes embalam e hipnotizam-nos, com uma melodia leve e quase infantil. A letra remete para a coragem de continuar a tentar, mesmo sabendo que se vai cair muitas vezes a caminho dos sonhos.
Ambas as artistas vêm do universo do jazz e a escolha de Luís Figueiredo para assinar a produção vinca ainda mais a marca desse género musical neste novo registo. Elisa destaca-se como uma artista completa que define cada vez mais a sua identidade estética, sem se limitar ao exercício de estilo das suas referências.
Sonhar é assinado por Elisa Rodrigues, Rita Onofre e Clara Dualibi. O single está disponível em todas as plataformas digitais.
Elisa Rodrigues encontra-se a trabalhar no novo EP que deverá ser lançado em breve. Entretanto vai atuar no Festival Soul de Inverno, no dia 18 de Novembro, na Casa das Artes de Famalicão. No dia 25 de Novembro sobe ao palco do Teatro Micaelense, nos Açores.
BIOGRAFIA
Elisa Rodrigues surge em 2011 com o seu álbum de estreia, “Heart Mouth Dialogues”, após vários anos de estudos musicais e participações em projetos ligados ao jazz. Com o disco de estreia apresenta uma linguagem personalizada que traduzia o gosto de múltiplas referências e uma aprendizagem com influências distintas, em especial aquela que lhe valeu, sobretudo no meio musical, passar a ser identificada como uma voz do jazz. Foi pouco tempo depois recrutada para gravar com a banda britânica These New Puritans no álbum “Field Of Reeds”, de 2013, acabando por integrar depois a digressão intercontinental do grupo.
Deixou a sua impressão digital em palcos internacionais de grande visibilidade como o do Barbican (em Londres) ou no mítico Hollywood Bowl, em Los Angeles. Por cá marcou presença em diversos festivais como o Vodafone Mexefest, Cool Jazz, MED, Douro Jazz.
Em 2018, Elisa Rodrigues lançou “As Blue As Red” o seu segundo disco de longa-duração, no qual colaboraram nomes que já passaram pelo Festival da Canção nas edições dos últimos anos como Luísa Sobral, Joana Espadinha ou Pedro da Silva Martins.
Em breve Elisa Rodrigues prepara-se para lançar o seu novo trabalho, do qual faz parte o single “Sonhar”.
Horoya – Grigribá (2022) (álbum)
Höröyá’s fourth album is called Grigri Ba – “the great spell” or “the great sorcerer” in Malinke, one of the languages of the Mandeng culture, a key influence of the band. In this album, Höröyá presents complex rhythms in a harmonious and fluid way through a mixture of afrobeat and afrojazz. This mix consolides the group’s avant-garde style: AfroBrazilian Beat, uniting Brazil and Africa in an unprecedented way, with depth and cultural affirmation. With a unique artistic proposal, bringing the traditional and the modern together, Grigri Ba appeals to a wide audience ranging from Pop to Funk/Jazz.
The group performs both on large party stages or festivals, as well as in theaters. The show’s format favors the participation of guest artists, musicians and dancers, making the performances even more vibrant. With their fourth album, Horoya has fully emerged as a powerhouse in Brazil’s music scene, bringing again to the fore the cultural and historic identity connecting the two sides of the Atlantic.
Bio:
Höröyá is from São Paulo and formed by Brazilian and West African musicians, connecting different cultures and establishing a dialogue between Brazil and the African continent. André “Piruka”, multi instrumentalist, is the creator of the group and the conception of the musicality. Behind Höröyá’s musical force is a powerful mix of percussion instruments from different cultures, such as sabar, atabaque, djembe, cuica and dunduns. They share space with instruments of African Griots, including balafon and ngoni, along with guitars, bass, trumpet and saxophones. Höröyá’s music creates a permanent contact between different traditions, while keeping their essence. Through music, Höröyá reinterprets in a new format the origins and influences of the African and Afro-Brazilian cultures.
Aixa Figini – Trama (2022) (álbum)
Cantantautora, musicóloga, productora, educadora. Aixa es una artista versátil y multifacética, apasionada por la multiculturalidad y el diálogo entre la diversidad de lenguajes musicales.
Hoy, desde la multicultural Lisboa que elige su hogar, Aixa desenvuelve distintos proyectos artísticos: su grupo de música autoral y latinoamericana, el ensamble femenino de improvisación vocal CIRCULAR del que es creadora y directora, el proyecto À Beira do Cais – fado & tango -un espectáculo que co-creó y busca construir puentes entre ambas tradiciones urbanas, y el trabajo con improvisación y canto comunitarios con el que da workshops regularmente, entre otros.
En octubre de 2022 Aixa lanzó Trama, su primer disco solista, donde presenta composiciones propias, colaboraciones y reversiones de clásicos del folklore latinoamericano, a través de ritmos y sonidos que van desde la zamba argentina, el folklore venezolano o la guitarra portuguesa, hasta la musicalización de un poema de Octavio Paz.
Valerio Giovannini “O Poder Revolucionário da Verdade” (entrevista 17/11/2022)
Valerio Giovannini, artista visual, plástico e pintor, nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências, em que vai realizar uma exposição com um título inspirado por Gramsci: “O Poder Revolucionário da Verdade”, a partir do dia 18/11/2022, às 18h.
Valerio contextualiza as suas obras em relação ao seu percurso na arte e às suas viagens. Com referência no passado etrusco, na profecia, a sua pintura é também entendida como um processo que se desenvolve em múltiplos layers, que se acumulam com o passar do tempo: transformações, elementos, materiais, vivência, passado, presente e futuro.
Estão convidados a visitar a sua exposição no Hangar – Largo das Residências a partir de dia 18/11/2022 às 18h.
Valerio sugeriu ainda duas músicas para integrar na sua entrevista:
Chico Buarque “Brejo da Cruz” Jimmy Fontana “Il Mondo”
Boa escuta!
The Voice Project – “Imprisoned For Art” #1
The Voice Project – “Imprisoned For Art”
“Freedom of Expression—it’s easy to take it for granted until it’s gone. We speak up for those who speak out, for those imprisoned around the globe for having raised their voice in dissent. We have to stand up for each other, no matter the distance, no matter the borders. You never know when you’ll need the same in return” (Peter Gabriel, 2016) (link: https://petergabriel.com/news/imprisoned-for-art/).
No dia 17/11/2016, Peter Gabriel lançou a campanha “Imprisoned For Art”, para defender artistas de todo o mundo que foram presos por se oporem aos seus governos através de sua arte.
Esta campanha parte da iniciativa chamada The Voice Project. O objetivo é defender a liberdade de expressão, aumentar a conscientização e angariar fundos para apoiar e libertar dissidentes e presos políticos. Para apoiar esta campanha, podem visitar o seguinte link: http://voiceproject.org
Hoje vamos ouvir uma seleção de artistas que estão atualmente presos em prisões de vários países do mundo. Segue a tracklist:
Raquel Castro nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências em que se instalou com a Associação Sonora com um projeto residente.
Raquel contextualiza o festival “Lisboa Soa”, alguns conceitos relativos à ecologia acústica e introduz também a sua programação prevista para o Largo das Residências que vai se chamar “Matiné Sonora”: trata-se de um ciclo de atividades/performances, entendidas como uma extensão do Festival Lisboa Soa ao longo do ano.
A programação começa no dia 19/11/22 a partir das 17h, com a projeção de um filme/concerto (18h) que junta dois artistas do Porto: o Miguel Tavares (vídeo) e José Alberto Gomes (música e sonoplastia. Os dois artistas convidados apresentam uma viagem entre as ilhas açorianas numa espécie de performance audiovisual ou filme/concerto.
Sala Estúdio – Largo das Residências a partir das 17h.
Boa escuta!
Gustavito ft. Pererê – Flor de Justica (2022) (single)
“Flor de Justiça” é o quarto single do álbum do Pena de Pavão de Krishna, bloco de carnaval que faz em Belo Horizonte uma abordagem crítica e espiritualista da festa. A canção foi escrita por Gustavito Amaral em 2015, quando aconteceu em Mariana o maior crime ambiental da história de Minas Gerais, com o rompimento de uma enorme barragem de rejeitos de mineração, afetando dezenas de municípios e localidades, poluindo rios e contaminando animais. A faixa conta com o convidado especial Sérgio Pererê, que é uma grande referência musical para o grupo. O lançamento aponta para o carnaval 2023 quando o Pavão irá abordar a temática “tira o pé da minha serra”, saindo em defesa deum tombamento da Serra do Curral, que possa impedir que os projetos de mineração avancem na região que circunda a capital mineira.
A letra da canção retrata toda a indignação perante a destruição da natureza pelo ser humano, em busca do lucro sem escrúpulos. O rompimento da barragem é visto também como uma rebelião da natureza, quando o homem tenta esconder a quantidade gigante de lixo que produz e chama atenção como um alerta para a urgência de preservação da natureza no Brasil, em especial no estado de Minas Gerais. Em Minas está a maior quantidade de nascentes de água mineral pura do país, e essas reservas vem sendo ameaçadas pela mineração historicamente na região que desde os tempos coloniais ficou conhecida como fonte de minérios e pedras preciosas. O fato é que a água é que deve ser vista como a grande riqueza e a preservação das montanhas é fundamental para a permanência das nascentes.
Em especial na região da capital Belo Horizonte, existe um conjunto de serras conhecidas como “quadrilátero ferrífero”, que consiste em 4 serras abundantes em minério de ferro. O minério de ferro armazenado na estrutura dessas montanhas funciona na verdade como filtros que purificam a água, e é por isso que nessa região se encontram tantas nascentes puríssimas. A campanha para a preservação da Serra do Curral será o tema do cortejo de carnaval do Bloco em 2023 e busca trazer visibilidade para a urgência em pautar a preservação e o tombamento que pode proteger o que resta dessas fontes naturais de água pura.
O primeiro álbum do Pena de Pavão de Krishna será lançado no pré-carnaval em 2023, quando o bloco comemora 10 anos de existência. Será também um momento marcante pois será a volta do carnaval após 2 anos sem a festa ocorrer por causa da pandemia. O disco conta com a participação dos músicos da banda do bloco: Túlio Ribeiro, Manuel Andrade, Raphael Sales, Leopoldina Azevedo, Maíra Leonel, Kripalu Das e Gustavito Amaral, sendo este último responsável pela direção musical do trabalho. A produção e comunicação fica a cargo de Andrezza Coutinho e Irene do Carmo. O projeto foi viabilizado pela Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte e tem patrocínio da Diefra Engenharia.
Blurry Lines – Connected Dots (2022) (single)
Connecting Dots é o primeiro single dos Blurry Lines, um prelúdio singelo e breve, um pequeno chamado aos ouvidos mais atentos, para estarem atentos à obra que virá deste talentoso Duo.
Blurry Lines nasce de uma forte cumplicidade musical entre Eilidh Saunière e Vincent D’Elia. A dupla instalada em Paris cruza fronteiras e vibra uma suave melodia de inspiração celta que se entrelaça com ritmos brasileiros – sem perder uma pitada de sons eletrônicos. Blurry Lines nos contempla com uma experiência musical muito intimista e original.
Uma curiosidade é que, além do projeto Blurry lines, os dois são excelentes contra-baixistas da Orquestra Filarmônica de Paris.
Blurry Lines propõe trazer sua multiplicidade de estilos como uma bela mensagem de inclusão em um mundo que precisa de mais amor e compaixão.
O primeiro álbum do Blurry Lines está a caminho, assinado pela Stone Milk Records, Paris. Fiquem de olho, que vem muita coisa boa.
Jacaranda – “Wolves & Gasoline” (2022) (single)
Jacarandá – “Wolves & Gasoline” (2022)(single)
Jacaranda- lançamento do nosso novo single e videoclipe “Wolves & Gasoline” Concerto e presentaçao do vídeo clip 12 de novembro as 18.30, no espaço da PENHA SCO. Wolves & Gasoline – Escrito e gravado por Jacarandá Mixado e Masterizado por Mathieu Morin (BEMO Studio) O videoclipe resulta da segunda colaboração da banda com o realizador Sebastian Bolenius, cujas dinâmicas narrativas e criatividade visual sobressaem uma vez mais. A canção é uma celebração do poder e da mística do feminino. Para encarnar a “mulher de espírito livre” da letra tivemos o prazer de trabalhar com a coreógrafa e performer Andresa Soares, destemida e misteriosa no meio do assombroso cenário de um cemitério de automóveis. Sediada em Lisboa Jacaranda e formada por Alban Hall (voz, harmónica, flauta, percussões), Gonçalo Zagalo(baixo, percussões) e Philippe Lenzini (guitarra, percussões). Lançando a sua primeiro EP em 2019 “Jacaranda”, 2022 o Primeiro video single\video clip “Home” e agora “Wolves e Gazoline” como single e video clip. As suas performances ao vivo são experiências cruas e imersivas, onde a música e as palavras, cantadas ou declamadas, celebram a alegria de viver e as lutas dos nossos tempos.
“Muy poco se sabe de este power trio proveniente de Lisboa, más que su pasión por Hendrix, por el blues del Delta actualizado y por el hill country blues, se ha plasmado en un EP debut formidable, cuatro temas producidos por Philippe Lenzini y publicados en 2019 en formato digital. Alban Hall, Gonçalo Zagalo y Philippe Lenzini forman Jacarandá, un proyecto realmente entusiasta y digno de seguimiento. El boogie de John Lee Hooker y la intensidad de Junior Kimbrough se abren caso a través de riffs psicodélicos de alto voltaje. Absolutamente recomendable, nos encantaría tener más noticias suyas pronto en forma de un LP. “ Extremasound blog Espania
Ser feliz de novo é o novo single do Sereno Manifesto, eis um bolero brasileiro, que flerta com um tango mariachi , experimentando as fronteiras e as perspectivas do cancioneiro popular mais genuíno. “
Jaco abre caminho para Sereno Manifesto, seu primeiro álbum solo previsto para abril de 2023.
Fundador da Stone Milk Records, Thiago de Almeida, aka Jaco, é uma personagem única; artisticamente complexa, cheia de mitos e tangentes, artista-epifania a nos mostrar a coragem da arte.
Depois de surgir com La Macchina Volante e Coruja Project, traços de uma jornada musical marcada por aparições imprevisíveis, ditadas talvez por sua alternativa vocações de filósofo e cineasta.
Com composições encontradas no repertório da premiada cantora Lívia Nestrovski, onde aparece ao lado de compositores como Tom Jobim, Milton Nascimento, Kurt Weill, Lô Borges, Djavan, entre outros;
Entre a produção e realização de diversos curtas e videoclips, Jaco figura também em participações como no excitante Piedra Solar , de Francesco Valente, ao lado de Marco Susano e Aline Frazão.
Jaco compõe atualmente para séries e curtas francesas, e tem músicas em filmes de José Oliveira (Os conselhos da noite), Gal Oppido (Cross), e para uma dezena de curtas-metragens premiados.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=QvqcfN9zF4E
Cantodiscanto – “Pandemusica” (2022) (álbum)
Cantodiscanto – “Pandemusica” (2022) (álbum)
Guido Sodo e Marcello Sacco visitaram a Radio Olisipo durante os dias da Womex em Lisboa. Durant esta interessante conversa, Guido Sodo apresenta o último álbum da banda italiana Cantodiscanto, com título “Pandemusica”.
Esta conversa é interessante para saber mais sobre a produção do álbum durante a pandemia, sobre as colaborações e os músicos que participaram neste trabalho discográfico que revela também uma interessante conexão entre Nápoles, a música do sul de Itália e a música portuguesa.
Marcello Sacco, escritor, participa neste disco na parte das letras e comenta ao longo da entrevista sobre a sua participação nesta obra discográfica.
As conexões com a literatura, com a música e a cultura italiana e portuguesa são várias e interessantes nesta entrevista, ao longo da qual poderemos também ouvir o disco na integra. Boa escuta!
Stone Milk
Stone Milk Records é uma Label multimídia sediada em Paris, com a proposta de ampliar o diálogo entre música e cinema, estendendo-se às intersecções entre dança e poesia. Editora oficial de fonogramas originais, a Label é uma produtora transdisciplinar que, junto aos seus artistas, atua na composição e produção de trilhas sonoras, curtas-metragens e videoclipes. Além da criação de um repertório em Vinyl.
Agradecemos a Stone Milk, que a partir de agora entra nas nossas parcerias internacionais para a divulgação de trabalhos discográficos independentes.