Ilana Volcov e Cristovão Bastos lançaram, em março, o single da canção ODALISCA, de Guinga e Aldir Blanc, acompanhada de um videoclipe de animação de Marcio H Mota. A música foi criada para concorrer à trilha sonora de uma novela como tema de uma personagem inspirada em “La Gioconda”, de Leonardo da Vinci. Por esta razão, Guinga desenvolveu a valsa a partir da primeira frase melódica de “Mona Lisa” (Ray Evans / Jay Livingston). A melodia sinuosa do violonista inspirou a letra de Aldir Blanc, centrada numa dançarina. Entretanto, a musa da canção é descrita de forma poética, metafórica, com espaço para cada ouvinte imaginar sua própria odalisca, de acordo com seu ideal feminino.
A tarefa do animador Marcio H Mota era ilustrar a tal musa, sem apelar para padrões de beleza. Assim, o videoclipe retrata a odalisca de forma imprecisa, em tons de rouge e manchas de aquarela, para diluir biotipos corporais e convidar o espectador a completar a figura na sua imaginação.
Animação :: Marcio H Mota
Voz, Direção Artística e Produção Executiva :: Ilana Volcov
Piano e Direção Musical :: Cristovão Bastos
Gravação, Mixagem e Masterização :: Carlos Fuchs
Assistentes de gravação :: Bárbara Santos e Rui Velho Rebelo
Estúdios :: Arda Recorders e Tenda da Raposa
Editora :: Universal Music Publishing
Distribuição :: Biscoito Fino
Logo :: Estúdio m-cau
Gravada, mixada e masterizada no Porto, Portugal, e animada em São Paulo, Brasil.
Prazeres Interrompidos #374: João Tordo – Hotel Memória (2007)
Prazeres Interrompidos #374: João Tordo – Hotel Memória (2007)
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Onde termina a culpa e começa a expiação? Em Nova Iorque, um estudante apaixona-se por uma rapariga enigmática com quem vive uma intensa relação. Mas a morte desta, inesperada e violenta, enche o protagonista de culpa e remorso, lançando-o numa espiral descendente até o transformar num vagabundo, sem dinheiro e sem posses. Prisioneiro do Memory Hotel, um pardieiro da baixa de Manhattan que parece destinado a albergar criaturas perdidas como ele próprio, é contratado por Samuel, um milionário excêntrico, para procurar um fadista português emigrado para os estados Unidos quarenta anos antes.
Tendo Nova Iorque como pano de fundo, dos anos sessenta até ao presente, e criando a figura inesquecível de Daniel da Silva, o fadista que conquista Manhattan com o seu talento, Hotel Memória é, ao mesmo tempo, um romance de mistério e aventura nos meandros da condição humana – uma história simultaneamente intrigante e comovente, que lida com os fantasmas da memória, da culpa e da redenção.
aBAND’onados – Baixar os Braços (Não) (2025) (single)
aBAND’onados – Baixar os Braços (Não) (2025) (single)
aBAND’onados lançam novo single “Baixar os Braços (Não)” Um grito de resistência contra a rotina
Os aBAND’onados, banda de rock de Coimbra, lançam o single “Baixar os Braços (Não)”, o primeiro avanço do seu álbum de estreia com o mesmo nome, que será editado no dia 11 de julho.
Esta música é um manifesto de resiliência pessoal, nascido do confronto com a rotina sufocante e da vontade de mudar. Com este tema, os aBAND’onados traduzem em música o que muitos vivem em silêncio: a luta interior por sentido, movimento e identidade.
“O tempo não espera, os braços não vou baixar” é o verso que resume a essência do single – um convite direto à ação, ao despertar e à quebra da apatia.
A letra descreve a vida de alguém preso ao ciclo casa-trabalho, isolado no próprio quarto, mas que recusa continuar estático.
“Baixar os Braços (Não)” é, assim, um hino à persistência e à autonomia, com energia contagiante e uma mensagem atual.
Este é o primeiro de três singles que antecedem o lançamento do álbum.
Esteves sem Metafísica – Sóbria (2025) (single)
Esteves sem Metafísica – Sóbria (2025) (single)
“sóbria” marca a estreia de Esteves sem Metafísica
Esteves sem Metafísica, projeto musical da escritora Teresa Esteves da Fonseca, acaba de lançar “sóbria”, o primeiro single de avanço para o seu álbum de estreia, “de.bu.te.”, com edição prevista para junho.
Composto em plena pandemia, “sóbria” nasceu como um primeiro gesto de criação musical. “Esta música é sobre curtir de estar a viver à tona sabendo que, quando der, mais cedo ou mais tarde, hei de voltar à inevitável interioridade”, partilha Teresa. Trabalhado em conjunto com o produtor Sebastião Macedo (Príncipe), o tema é descrito como uma composição de quadras simples, quase infantis, mas carregadas de uma intensidade emocional que lhe confere um carácter de hino à juventude inconsequente — um território que todos, de alguma forma, atravessamos.
Musicalmente, “sóbria” procura reproduzir “algum éter” na sua atmosfera, com um “rasgar” que ganha particular força nos refrões. É, segundo a própria artista, a faixa “estilisticamente mais consensual” de “de.bu.te.” e aquela que, pela sua simplicidade, revela o princípio de todo o percurso que agora se abre: “Foi a primeira música que compus, e que mais tarde me levou a querer compor mais.”
O projeto Esteves sem Metafísica nasceu da inevitabilidade artística de Teresa Esteves da Fonseca — lisboeta de nascimento, arrudense de coração — que encontrou na música uma extensão natural da sua escrita. Autora do livro de poesia “A morte não tem pátria” (2023) e colaboradora da revista Brotéria, Teresa traz para este novo trabalho a mesma paixão pela palavra e pela experimentação lírica que sempre marcaram o seu percurso.
Sobre o álbum “de.bu.te.”, a artista revela que é o resultado de cinco anos de composição, experimentação e maturação artística. Produzido por Sebastião Macedo (Príncipe), o disco transita entre o indie pop e o pop alternativo, com referências que vão de Beatles a Andrew Lloyd Webber, de Isaac Albéniz a Samuel Úria, passando pelo fado e pelo cancioneiro tradicional português. Trata-se de um trabalho que privilegia a essência sobre a superfície, onde a liberdade criativa e a verdade interior são assumidas sem filtros nem concessões.
“A lírica deste disco revela a minha experiência como ser humano, como mulher, e a minha espiritualidade em todas as suas dimensões: do corpo à alma, da glória ao vício, do desejo à promessa”, sublinha Teresa Esteves da Fonseca.
“de.bu.te.” será editado em junho e conta com o apoio da Fundação GDA. O single “sóbria” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Coffee Breakz #118 — Instant Holograms on Metal Film
Coffee Breakz #118 — Instant Holograms on Metal Film
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Sly & The Family Stone — Everyday People
2. Julian Jay Savarin — Worlds of the Outer Rim
3. Natalie Bergman — Dance
4. Stereolab
4.1 Immortal Hands
4.2 Transmuted Matter
5. The New Eves — Rivers Run Red
6. Will Varley & Billy Bragg — End Times
7. Peter Baumann — No One Knows
8. Standing On the Corner — Baby
9. Billy Woods — A Doll Fulla Pins (ft. Yolanda Watson)
Eskilograma é uma banda de rock alternativo cantado em português. Começou como um projeto virtual e cómico entre amigos, mas ao longo dos anos transformou-se numa banda com uma voz real, mais consciente e mais incisiva.
O projeto atual culmina num álbum homónimo, lançado em Maio de 2025. Um disco que revela a maturação do grupo, tanto nas letras como na sonoridade. Momento também onde baixam as máscaras e revelam finalmente a sua identidade.
Eskilograma quer provocar, abanar e deixar marca.
Riffs proféticos. Palavras inquietas. Ouve. E sente.
Nayr Faquirá – Tradução (2025) (single)
Nayr Faquirá – Tradução (2025) (single) id
Nayr Faquirá lança álbum de estreia “Entrelinhas” e apresenta novo single com Deezy
Nayr Faquirá, cantora, produtora e compositora luso-moçambicana, acaba de lançar o seu aguardado álbum de estreia, “Entrelinhas”, um manifesto íntimo e contundente sobre identidade, resiliência e liberdade. A acompanhar este lançamento, chega também o novo single “Tradução”, com a participação especial do artista Deezy.
Composto por 13 faixas, “Entrelinhas” é o resultado de anos de maturação artística e pessoal. Nas palavras da própria artista: “‘Entrelinhas’ não é apenas um álbum — é um manifesto. Um espaço onde a minha voz encontra a sua liberdade, onde as histórias não contadas finalmente ganham vida”. Ao longo do disco, Nayr explora temas como o amor próprio, os traços tóxicos que carregamos, o abuso sexual, o empoderamento feminino e o empoderamento negro.
O novo single “Tradução” é um mergulho no r&b em português, género que a artista tem vindo a consolidar no panorama lusófono. “É um tema de puro r&b, no qual quisemos honrar as raízes daquilo que crescemos a ouvir”, partilha Nayr. Com um compasso de valsa 3/4, influenciado pela soul e pelo hip-hop, a canção reflete cumplicidade e entrega — uma verdadeira tradução emocional em forma de música. O videoclipe que acompanha o single já se encontra disponível.
O disco é o culminar de um percurso que tem vindo a ganhar força nos últimos anos, marcado por colaborações com artistas como Selma Uamusse, Valete, Ivandro, Garry e o próprio Deezy, bem como pelos temas lançados em antecipação ao álbum:
“On & On” (28 de fevereiro), um grito de resistência e afirmação num meio ainda marcado por estruturas de exclusão;
“Tua” (28 de março), um retrato íntimo da nostalgia e da saudade de um amor passado;
“Brinde” (25 de abril), lançado como homenagem à liberdade conquistada — e à que ainda falta alcançar —, sobretudo para as mulheres cuja voz continua silenciada.
“Entrelinhas” é mais do que um conjunto de canções: é uma tomada de posição. Um espaço onde Nayr Faquirá se afirma artisticamente e emocionalmente, cruzando r&b, soul, hip-hop e afrobeat com uma escrita lírica confessional, sem filtros nem concessões.
O disco já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Trovador Urbano #53
Trovador Urbano #53
Autor:
David Calderon
(episódio de 10 de junho)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Caetana Aguiar – Só Mais Um Minuto (2025) (single)
Caetana Aguiar – Só Mais Um Minuto (2025) (single)
Caetana Aguiar estreia-se com ‘Só Mais Um Minuto” ‘Só Mais Um Minuto’ é o primeiro single da artista do Porto que começou por ser apenas guitarrista mas depressa percebeu que na composição estava o seu caminho também, e na junção da voz e da guitarra criou este tema. Foi junto do produtor João André que deu passos onde se destacou, colaborando com artistas como Rita Rocha, Carolina de Deus, Nena, Miguel Araújo e os Quatro e Meia. Também esta experiência a levou a elevar a sua capacidade de criar as suas composições e nasce da co-produção de João André e João Só, ‘Só Mais Um Minuto’, um single bastante despido, num Pop português envolvente, escrito na totalidade pela artista.
Esta canção é, nas palavras de Caetana, “uma tentativa de parar o tempo”, onde explora a sonoridade da guitarra acústica, a simplicidade da sua voz e a envolvente, frágil e ténue linha entre a amizade e o amor. É uma canção que fala sobre uma relação que nunca chegou a começar. Com uma letra simples, mas impactante, “fala sobre pedir mais tempo à tal pessoa, por quem nos apaixonamos, antes de nos apercebermos de que não iria resultar. Enfrenta a dor de um amor correspondido, mas demasiado racional”, acrescenta a artista. ‘Só Mais Um Minuto’ é um convite para refletir sobre a coragem de saber deixar ir, mesmo que presa a um passado no qual imaginou um futuro. Com um tom nostálgico e melancólico, Caetana apresenta uma sonoridade que vive entre o Pop português e arranjos contemporâneos. “Só Mais Um Minuto” é o primeiro single daquele que será um projeto refletor da caminhada da artista ao longo dos últimos anos. A artista admite ver a guitarra como uma extensão dela própria, sendo este o instrumento que sempre a acompanhará, tal como a vontade de explorar diferentes sonoridades. Caetana inicia agora o seu caminho, com ‘Só Mais Um Minuto’, a sua primeira marca no panorama musical atual. O primeiro single da artista encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Tiago Chaves – A Culpa Viveu Solteira (2025) (single)
Tiago Chaves – A Culpa Viveu Solteira (2025) (single)
“A Culpa Viveu Solteira” é a canção que desvenda e dá o nome ao próximo disco de Tiago Chaves, assinalando um novo marco na sua música, tanto por abordar temas e reflexões urgentes dos nossos dias, como pelo seu registo na língua portuguesa.
O tom sarcástico da canção introduz-nos a uma figura narcisista e manipuladora, cujo modo de vida passa pela recusa de qualquer sinal de vulnerabilidade. É na letra que se expõe a forma como este sujeito se ilude a si próprio e a quem o rodeia, mantendo uma fachada de impunidade e escondendo-se atrás da ilusão do triunfo. Aliada a esta crítica mordaz, surge ainda a ideia de que “ser feliz é ser capaz de aceitar as ironias”, o que sugere a conformação de que tudo é um inevitável castigo ao qual é impossível escapar.
Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre a hipocrisia social, o autoengano e o mal- estar emocional de quem escolhe viver a ignorar tudo o que ameaça a sua falsa estabilidade.
Com música, letra e co-produção de Tiago Chaves, “A Culpa Viveu Solteira” contou com a produção, gravação, mistura e masterização de Rafael Fernandes, bateria tocada por André Macedo e gravada no estúdio de Cláudio Tavares e a fotografia, vídeo e design por Tó Nascimento.
Memória de Elefante (09/06/25)
Memória de Elefante (09/06/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 09/06/25 a 15/06/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
01. Junho – Alceu Valença (1992)
02. Anoushka Shankar – Boat To Nowhere (2016)
03. 07.- O Grande Amor – Getz-Gilberto – Stan Getz & Joao Gilberto (1964)
04. Vitorino – Menina estás à janela (1993)
05. King Crimson – Exiles (1973)
06. Earl Van Dyke – Runaway Child, Running Wild (2002)
07. Marcus Miller – Hylife (2015)
08. Sala Keba (1995)
09. Glykeria – Apopse Kerna Me Na Pio (2016)
1 Álbum 100 Palavras #97: Marcus Miller – Afrodeezia (2015)
1 Álbum 100 Palavras #97: Marcus Miller – Afrodeezia (2015)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Afrodeezia” (2015) é um álbum do multi-instrumentista e produtor Marcus Miller, inspirado pelas rotas do tráfico transatlântico de escravos e pela herança musical africana na diáspora. Combinando jazz, funk, soul e ritmos africanos, o disco traça uma viagem sonora que liga o continente africano às Américas e Caraíbas. Participam músicos de diversos países, como Mali, Senegal, Marrocos, Brasil e Haiti. Faixas como “Hylife”, “B’s River” e “Son of Macbeth” mostram o virtuosismo de Marcus Miller no baixo elétrico e seu talento como compositor e arranjador. “Afrodeezia” é ao mesmo tempo uma celebração cultural e um manifesto de memória e resistência.