Prazeres Interrompidos #373: Javier Marías – Os Enamoramentos (2015)
Prazeres Interrompidos #373: Javier Marías – Os Enamoramentos (2015)
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
O novo romance de um dos mais importantes e respeitados escritores espanhóis. Com obra publicada em mais de 50 países, e mais de 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e distinguido com o Prémio Literário Europeu 2011.
Os Enamoramentos foi considerado o melhor romance do ano 2011 (eleito por um painel de 57 críticos literários espanhóis).
O autor aborda o mistério em torno de uma morte acidental para reflectir sobre o estado do “enamoramento”, considerado quase universalmente como algo positivo, quase redentor, que tanto justifica as acções nobres e desinteressadas, como as maiores tragédias e catástrofes.
Asa Cobra – Asa a Cobra (2025) (single)
Asa Cobra – Asa a Cobra (2025) (single) id
Asa Cobra é um novo projeto nascido do encontro entre a cantora e letrista Carollyne Barreira e os músicos/produtores Marco Castro e Igor Domingues.
O trio apresenta-se com uma identidade sonora híbrida, onde o groove brasileiro se funde com batidas eletrónicas e texturas orgânicas. O single de estreia, ‘Asa à Cobra’, lançado na última sexta-feira, é um manifesto visceral e questionador, onde revolta e amor coexistem.
Victor Torpedo and The Pop Kids – Friends (2025) (single)
Victor Torpedo and The Pop Kids – Friends (2025) (single) id
Numa altura em que o mundo está literalmente ao contrário, com guerras, crises e catástrofes, as pessoas revelam o quão difícil é aprender alguma coisa com o passado. O mundo, ao invés de se ir tornando num local melhor com pessoas empáticas e humanas, está a tornar-se em algo monstruoso onde assusta viver.
As pessoas estão cada vez mais robóticas, desumanas e egoístas e as relações cada vez mais impessoais e descartáveis. Quem está certo ou errado? Nunca saberemos, mas continuaremos a remar contra o que nos parece errado e a lutar para defender os nossos ideais.
Fuck The World é mais um manifesto de Victor Torpedo, desta vez acompanhado em estúdio pelos seus Pop Kids. São 9 faixas que descrevem o nosso estado e o nosso estado em relação ao mundo alienado em que vivemos. Mostram, ainda, a revolta de nos encontrarmos assim, aqui.
Victor mantém as raízes dos anos 80 bem vincadas tanto na vertente rock, synth, new wave, pop e punk, num regresso ao passado com bom gosto e coberto de contornos modernos. Mantém um equilíbrio entre a dança e o salto, entre a elegância e o caos, entre a poesia e a revolta numa unidade sonora que tão bem caracteriza este conimbricense.
É um disco que emana calor e vontade de dançar, com sonoridades vibrantes e electrizantes que, certamente, não deixará o ouvinte imóvel.
Conta com a delicadeza forte e astuta do saxofone de Filipe Fidalgo em algumas músicas e com a belíssima voz de Bonnie Blossom em “Eisbar”.
Fuck The World é o primeiro disco gravado com os Pop Kids e vai sair em todas as plataformas no próximo dia 16 de Maio, podendo ser já adquirido fisicamente na Lucky Lux, em Coimbra. Teve como single de antecipação “Society” que saiu no dia de aniversário de Victor, dia 7 de Abril, e vai ter um segundo single, “Friends” a sair, igualmente, no dia 16 de Maio acompanhado de um vídeo.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #219
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #219
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Hayes Greenfield → While Bud and / Chi chi’s / Honeysuckle rose / Scrappled with the apple
Sun-Mi Hong → A Never-Wilting Petal II: Loneliness
Alessandro Fongaro’s Pietre → Palermo
Irreversible Entanglements → Enough
Sidney Bechet → Summertime
Milestones All Stars → Don’t stop the Carnival
Joe Henderson → Visa
Al Foster → Kierra
Karin Krog & Steve Kuhn → Time After Time
Anthony Braxton → The Girl from Ipanema
Catman Plays The Blues #177
Catman Plays The Blues #177
Apresentamos esta semana um concerto gravado em plena pandemia (2020) de um dos músicos preferidos cá de casa, o cantor e guitarrista de New Orleans Mem Shannon acompanhado pela sua banda The Membership.
Os Tua – Fuga da Alegria (2025) (single)
Os Tua – Fuga da Alegria (2025) (single)
Os Tua lançam segundo single!
O novo tema da banda poveira mergulha na derrota do amor, transformando o fim de uma relação numa reflexão poética e nostálgica sobre a felicidade. “Fuga da Alegria” destaca-se pela sonoridade pop envolvente e reflete a versatilidade sonora d’Os Tua.
No mês passado, a banda estreou-se com o single “Outra Vez”, um pop-rock vibrante que marcou o início de um novo ciclo.
Muito em breve, será lançado o seu primeiro EP, “Partida.”, que promete ser uma viagem de emoções fortes e melodias marcantes.
Os Tua são Laura Costa (voz), André Regufe (guitarra), Luís Coentrão (bateria), Inês Ferreira (teclados) e Eduardo Teixeira (baixo).
Rick Montalvor – Psychotic Carousel (2025) (single)
Rick Montalvor – Psychotic Carousel (2025) (single)
O ser humano constrói-se de vivências, histórias, pessoas e fantasmas. Em vários estágios da vida, há que estabelecer rituais de libertação onde ficamos com o que aprendemos e deixamos para trás o que não precisamos.
Inspirado na ecdise — o processo vital através do qual as serpentes se libertam da pele antiga, marcada por traumas e parasitas — o novo disco de Rick Montalvor ergue-se como uma metáfora poderosa sobre renascimento e cura, onde cada faixa revela uma nova camada, onde memórias, cicatrizes e desejos esquecidos ganham forma e voz.
Com uma sonoridade mais sombria e enigmática, Skinless afasta-se da energia do registo anterior, propondo-nos uma experiência imersiva e hipnótica de som, silêncio e texturas que se entrelaçam num misto de vivências sensoriais e emotivas. Trata-se de um disco bastante orgânico, como se, aquando da sua escuta, conseguíssemos tocar nas notas, nos sons, nas palavras…
Skinless revela a falta de pele mas ao mesmo tempo retrata uma certa sensibilidade à flor da pele. É uma metáfora poderosa sobre renascimento e cura!
Rick Montalvor celebra uma década de estrada com a edição do seu segundo disco. Skinless foi gravado no Bandido Sessions Studio, produzido por Rick Montalvor e Fred Garcias que também esteve a cargo da mistura e masterização, sai no próximo dia 19 de Maio com o selo da Raging Planet e da Band-it. Sai no próximo dia 19 de Maio com o selo da Raging Planet e da Band-it. Tem como single de apresentação “Psychotic Carousel” e vai ser apresentado no dia 22 de Maio no Tokyo, em Lisboa, e no dia 24 no Bafo de Baco, em Loulé.
Mais do que um disco, é um rito de passagem. Um sussurro que arde.
Uma pele deixada para trás.
African Roots #77
African Roots #77
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Celestine Ukwu – Mmefie Adioo Mgbayalu Mma Di
2 – Akira Ishikawa & Count Buffaloes – Jumbo
3 – Ipi Ntombi – Imyeneni
4 – Mahotella Queens – Nomhloshazana
5 – Songhoy Blues – Toukambela
6 – Ferro Gaita – Bejo Bafatada
7 – Terrero – Xubenga
8 – Ildo Lobo – Ask Xanana
9 – Jorge Humberto – Dum Banda Sô
10 – Cordas Do Sol – Czemente de Riba Ribera
11 – Rajery – Sofera
12 – Kali Kali Boys – Mchezo Wa Panya
13 – Jivaro – Saturday Fever
14 – Pat Thomas – Enye Woa
Mão Cabeça – Mão Quente (2025) (single)
Mão Cabeça – Mão Quente (2025) (single)
“Mão Quente” é uma expressão que pode significar sorte ao jogo, e neste mais recente single de Mão Cabeça é exatamente sobre o fator sorte que se propõem a refletir e a fazer pensar. Esta é também a faixa que encerra o ciclo de lançamentos do segundo EP da banda e que lhe dá nome.
Sid Saint – Tá Tudo Bem (2025) (single)
Sid Saint – Tá Tudo Bem (2025) (single)
“Tá tudo bem?” É talvez a pergunta que mais fazemos e ouvimos diariamente, contudo, é provavelmente a pergunta à qual mais mentimos ao responder “tá, tá tudo bem”. Se formos a ser honestos, pelo menos 50% do tempo não está tudo bem. Esta música surgiu de uma situação real, onde estava no meu estúdio a fazer o instrumental para esta música e, de repente, um “amigo” (atenção às aspas), invadiu-me o meu espaço, essa pessoa, por ter pouca auto-estima, para se sentir bem consigo mesma, precisa que os outros não estejam propriamente bem. Então, o “Tá tudo bem?” dele, naquela tarde, era mais um “sei que estás a passar um mau bocado, espero que te estejas a sentir mal, para eu sentir-me bem comigo mesmo”, eu respondi “tá, tá tudo bem” e ele abandonou o meu espaço, aborrecido e desapontando, quase como quando alguém que te vem pedir lume com a desculpa de se meter contigo, percebe que não fumas. Mal ele saiu do estúdio, fechei a porta e escrevi esta música, sobre esta situação, sobre o facto de nem sempre estarmos bem, mas continuarmos a dizer: “Tá , tá tudo bem”.
Para mim, acaba por ser uma forma de mostrar que vamos estar melhor, pois como digo na letra, “venha o que vier eu continuo por cá”. Essa é a mensagem principal desta música. Mesmo que não estejas bem aguenta, tem calma, vai tudo passar.
Prazeres Interrompidos #372: Patrick Modiano – Tinta simpática (2019)
Prazeres Interrompidos #372: Patrick Modiano – Tinta simpática (2019)
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
“In Invisible Ink, Patrick Modiano speaks magnificently about the relationship between writing and forgetting, the strata of memory that constitute a being.”—Raphaëlle Leyris, Le Monde des Livres
Bed Legs – Sixteen (2025) (single)
Bed Legs 2025. Photography by Andre Alves
Bed Legs – Sixteen (2025) (single)
Os Bed Legs quebram o silêncio com o lançamento de “DECADANCE”, um álbum que não se limita a marcar o regresso da banda — afirma uma nova etapa. São nove faixas carregadas de eletricidade, suor e alma, onde o rock’n’roll serve de condutor para uma viagem emocional intensa, fruto de sete anos de crescimento artístico, pessoal e coletivo.
Com um som que não perdeu o nervo rebelde, mas que ganhou peso, maturidade e complexidade, os Bed Legs apresentam-se agora como uma banda em plena metamorfose. “DECADANCE” é um espelho de tudo o que viveram: da solidão à redenção, da raiva à esperança, da nostalgia ao amor tóxico — tudo sem rede, tudo a arder. Este é um
disco onde a emoção manda e a música responde com murros no estômago e abraços inesperados.
O primeiro single, “Sixteen”, lançado a 28 de março, abriu as portas desta narrativa intensa e introspectiva. Agora é a vez de “Red River” que acompanha o lançamento do álbum — uma dupla dose de energia para quem espera há demasiado tempo.
E a espera termina também em palco: no dia 17 de maio, os Bed Legs apresentam “DECADANCE” ao vivo no Lustre, em Braga, num concerto integrado nas celebrações dos 10 anos da Bazuuca. O regresso não se fica por aqui: a banda já tem presença confirmada no Festival Vodafone Paredes de Coura, no Suave Fest, em Guimarães, entre outros.
Formados em Braga em 2011, os Bed Legs nasceram para incendiar a cena musical com um som cru e vibrante, onde o rock and roll e o garage contemporâneo colidem numa tempestade sonora inconfundível. DECADANCE não é só um disco. É um manifesto. Uma dança com a decadência, sim — mas de punho erguido e amplificadores no máximo.
Apresentações ao Vivo
17 maio – Lustre – Braga
12 julho – Aldeia de Lobos – Fafião 26 julho – TBA
9 agosto – TBA
14 agosto – Festival Paredes de Coura 5 setembro – Suave Fest – Guimarães