Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Billy Hart → Naaj
John Patitucci → Think Fast
Renè Rosnes → Frevo
Artemis → Footprints
Sullivan Fortner → Tres Palabras
Duduca de Fonseca → Navegar
Fats Waller → Jitterbug Waltz
Fats Waller → Ain’t Misbehavin’
Bria Skonberg → Petite Fleur
Buster Poindexter → Bad Boy
Catman Plays The Blues #165
Catman Plays The Blues #165
Apresentamos esta semana uma obra de um obscuro músico americano que vale a pena descobrir.Espaço ainda para conhecermos os nomeados para melhor disco de Blues acústico do ano passado na opinião da Blues Foundation em mais uma categoria dos Blues Music Awards.
Nayr Faquirá – On & On (2025) (single)
Nayr Faquirá – On & On (2025) (single)
Nayr Faquirá apresenta “On & On”, o primeiro single de avanço para o seu aguardado álbum de estreia, “Entrelinhas”. A cantora, produtora e compositora luso-moçambicana de 26 anos dá assim o primeiro passo para um trabalho que considera ser o mais pessoal e autêntico da sua carreira, onde explora a sua identidade artística e as vivências que a moldaram.
Com uma sonoridade que cruza influências do rnb/hip-hop e soul, “On & On” reflete um ciclo contínuo de desafios e obstáculos que Nayr, tal como muitas mulheres na indústria da música, enfrenta. A letra expõe a luta pela afirmação num meio onde a voz feminina nem sempre tem espaço para ser ouvida sem julgamentos ou conotações externas. “Com este tema de apresentação do meu projeto mais vulnerável até à data, falo do proveito que tiram de mim e da coragem que tenho e terei de ter em, finalmente, independentemente do que vier, não me calar mais nem fugir de mim e da minha essência”, afirma a artista.
“Entrelinhas”, que será editado nos próximos meses, é descrito por Nayr Faquirá como um manifesto, um espaço onde pode expressar-se com total liberdade. Ao longo de 14 faixas, a artista mergulha nas suas experiências enquanto mulher na indústria da música, dando voz a histórias que tantas vezes ficam por contar. “Finalmente sinto que estou pronta para me afirmar enquanto artista a solo”, revela, sublinhando a importância deste momento de transformação na sua trajetória.
Nayr Faquirá tem vindo a consolidar um percurso sólido na música ao longo da última década. Com dois EPs editados e colaborações com nomes como Selma Uamusse, Valete, Ivandro, Deezy e Garry, tem explorado diversas sonoridades e cimentado o seu espaço na cena musical lusófona. Um dos momentos marcantes da sua carreira foi a criação do genérico da série Morangos com Açúcar, com o tema “Quem Tu És”, que a projetou para o reconhecimento do grande público.
Com “On & On”, Nayr Faquirá dá início a um novo capítulo, antecipando um álbum que promete trazer uma narrativa íntima e real sobre a sua experiência na indústria da música e na sociedade. O single e o videoclipe que o acompanha já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.
African Roots #70
African Roots #70
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Séga Sidibé – Fin Sang
2 – Miriam Makeba – Xica Da Silva
3 – Kwi Bamba & L’orchestre de Gama Berema – Pele Ka Noua
4 – Mpharanyana and The Peddlers – Freak Out with Botsotso
5 – Papa Yankson – Yaa Yaa Nkoba
6 – Ondeno Rebieno – Mayolye
7 – Zanzibara – Cuban Marimba Naumiya
8 – Max Rambhojan – Tou’t jou pa min’m
9 – Lucky Strike Sisters – Mr J.S. Mpanza
10 – Aichata Sidibe – La Vie Est Si Belle
11 – Sekou Kouyaté – Badiya
12 – Susso – Bani
13 – Kondi Band – Shake Your Tumba
14 – The Four Brothers – Mukadzi Wepiri
15 – Attarazat Addahabia – Al Hadaoui
Filipe Keil – Ser Ruim (2025) (single)
Filipe Keil – Ser Ruim (2025) (single)
Filipe Keil acaba de lançar o seu mais recente single ‘Ser Ruim’. Desde 2019 já lançou 3 EPs e vários singles, sendo este o novo avanço do artista. Ainda nesse ano participou no Festival da Canção da RTP com o tema ‘Hoje’.
O artista escreve, compõe e produz as suas canções, pelo que se destaca explorando tanto elementos eletrónicos como acústicos nas suas produções, integrando diferentes abordagens dentro do género Pop.
Este novo tema ‘Ser Ruim’ reflete uma nova fase no seu percurso artístico, caracterizada por um retorno a uma expressão musical mais simples, com uma orquestração minimalista focada na letra e na melodia.
É sobre confrontos internos entre frustração e beleza, explorando a complexidade das emoções humanas perante a realidade que o seu mais recente single nos fala. Esta ambiguidade sugere uma crítica a esse conflito e à dificuldade de interpretar o mundo sem recorrer a dicotomias simplistas.
A falta de diálogo e a indignação perante um cenário de desinformação, ou falta de comunicação são também pontos importantes explorados metaforicamente em ‘Ser Ruim’. A repetição do verso “A apontar p’ró que é tão belo neste duelo de ser ruim” sugere um contraste entre a capacidade de admirar o belo e, ao mesmo tempo, sentir-se parte de um conflito interno e externo.
Em “Não me queiram já carimbar, com ódio à diferença”, Filipe Keil apresenta um cenário onde pessoas que fogem à norma são alvo de rótulos e censura, fazendo ainda referência à cultura do cancelamento que se sente hoje em dia.
‘Ser Ruim’ transmite uma atmosfera de realidade que nos leva a refletir sobre a atualidade e as interações humanas – o single encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Roxanne – Passado (2025) (single)
Roxanne – Passado (2025) (single)
Roxanne Bea é o nome artístico da cantora e bailarina profissional conimbricense Ana Beatriz Capitão, que gosta de brincar com as suas muitas inflências musicais, misturando a música mais moderna com as raízes tradicionais da música portuguesa e também da música africana.
Depois da sua participação no projeto Revenge of the 2000’s, no qual atuou perante milhares de pessoas e impressionou o público com as suas energéticas e carismáticas performances ao vivo, Roxanne apostou num percurso a solo, conquistando, com as suas intepretações, uma audiência de alguns milhares de visualizações no Tik Tok e no Instagram.
“Passado” é o título do seu segundo single a solo, recém chegado às plataformas digitais.
Composição: Roxanne Bea e André Mousinho Produção: André Mousinho | F22Records
“Passado” é uma balada intimista que explora a dor, a saudade e as memórias deixadas pelo final de uma relação. A melodia combina influências modernas e toques tradicionais da música portuguesa. Roxanne entrega uma interpretação crua, autêntica e cheia de sentimento, intimidde e perda.
A produção de André Mousinho pretendeu trazer alguma sofisticação a um conteúdo evocativo de estados de alma habitualmente carregados.
Disponível em todas as plataformas digitais a partir de 31 de janeiro de 2025.
MENSAGEM DA ARTISTA
“Passado foi escrita num momento de introspeção, refletindo sobre memórias que, de alguma forma, continuam a fazer parte de nós. Espero que esta música toque o coração de quem a ouvir e que cada pessoa a sinta como sua.”
Prazeres Interrompidos #348: Jean Chamblin – Lady Bobs, o seu irmão e eu (1905)
Prazeres Interrompidos #348: Jean Chamblin – Lady Bobs, o seu irmão e eu (1905)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
«Minha querida, encontrei-as!
Estão aqui todas, as nove ilhas dos Açores. Pequenas ilhas cheias de orações e santuários e sinos vespertinos, enfiadas num fio de água, como as dezenas nas voltas de um Rosário do Mar.»
«Lady Bobs equilibra-se com leveza feminina, muito humor e virtuo- sa elegância no cruzamento entre a literatura de viagem e o roman- ce epistolar. Escrito após uma digressão de Jean Chamblin pelo ar- quipélago açoriano, o livro oferece um interessante retrato da socie- dade micaelense em inícios do século XX. Por entre descrições de paisagens rurais que se iluminam ou fantasmagorizam consoante os caprichos do clima, o olhar sensível da viajante americana capta as pessoas, lugares e costumes ilhéus, tecendo uma narrativa anco- rada no casamento fértil entre a estranheza, o equívoco, a ironia e o fascínio. Um livro imprescindível, finalmente publicado nos Açores.» – PAULO RAMALHO
«Romance epistolar publicado em 1905, agora traduzido para portu- guês, Lady Bobs, o seu irmão e eu vem juntar-se à literatura dos Açores ou que tem o arquipélago como tema, e muito deve ao zelo do tradutor e editor Manuel Menezes de Sequeira, que o apresenta e a par e passo anota com máxima atenção aos contextos biográfico, literário e açórico, em favor de uma melhor compreensão e deleite dos leitores contemporâneos. Uma edição verdadeiramente exem- plar, portanto, que cumpre saudar entusiasticamente.» – VASCO ROSA
Erika Sofia Pawlick David – Frágil (2025) (single)
Erika Sofia Pawlick David – Frágil (2025) (single)
O meu nome Erika Sofia Pawlick David, é com muito entusiasmo que vos apresento o meu novo single, Frágil.
Esta canção é uma homenagem a todas as mulheres que, apesar da sua aparente fragilidade, carregam dentro de si uma força imensa.
Frágil nasce da emoção e da realidade de tantas histórias fala da resiliência da coragem e da beleza que existe na vulnerabilidade.
Um tema que mistura delicadeza e intensidade, numa melodia que convida a introspecção mas também à celebração da força feminina.
Kakerlakk – Another Fool (2025) (single)
Kakerlakk – Another Fool (2025) (single)
🇵🇹 Single de estreia de Kakerlakk – ‘Another Fool’ – lançado em 3 de março de 2023.
Vozes/Guitarras: Carlos Matos
Baixo: André Gouveia
Teclas/Programação: Stepan Kobyakin
Gravado e Produzido por Stepan Kobyakin @StepKeys Studio.
Encontre-nos aqui: https://linktr.ee/kakerlakk
Coffee Breakz #106 – Lonely People With Power
Coffee Breakz #106 – Lonely People With Power
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Jenny Hval
1.1 To Be a Rose
1.2 That Battle Is Over
2. Shellyz Raven — Nihilist
3. Deafheaven — Heathen
4. Jean-Jacques Debout & Yanco Nilovic — Trois Pas Sur le Sable
5. Deafheaven — Brought to the Water
6. Backxwash — 9th Heaven
7. Little Simz — Flood (ft. Obongjayar & Moonchild Sanelly)
Acácia Maior ft. Berlok & Cristina Clara – Mãe d’Melodia (2025) (single)
Acácia Maior ft. Berlok & Cristina Clara – Mãe d’Melodia (2025) (single)
O novo single dos Acácia Maior é uma composição e poesia de Luís Firmino, com produção e arranjos de Henrique Silva e Berlok, que conta com a voz de Cristina Clara. A poesia inspira-se na relação musical de uma amiga querida, a mãe da Melodia, que muito canta com as suas filhas.
‘Mãe de Melodia’ é um som quente, que remete para o carnaval mindelense e convida toda a gente a balançar. Assim, em homenagem à energia feminina que ‘Mãe de Melodia’ celebra, a capa do single é uma fotografia que transparece o amor materno e Cabo Verde, feita em Mindelo em 1998, um projeto de José Mendes e Marco Dias.
Acácia Maior é mais do que um coletivo – é um organismo vivo, profundamente enraizado em solo cabo-verdiano, mas sempre em busca de novos horizontes.
No coração deste projeto, Henrique Silva e Luís Firmino são a força criativa, que abre um portal de constante transformação no arranjo dos músicos. Através da sua visão, Acácia Maior convida o público a entrar num ecossistema vivo de música cabo-verdiana, em constante movimento, espelhando a fluidez e a evolução dos tempos contemporâneos.
‘Cimbron Celeste’, o álbum de estreia dos Acácia Maior, foi nomeado como um dos melhores álbuns de 2023 em Portugal. O álbum apresenta vários músicos notáveis, incluindo o lendário Paulino Vieira. Criação, fusão e tradição são os alicerces da viagem sem limites deste coletivo, que une artistas de diversas origens em cada composição. É neste contexto que surge esta colaboração com Berlok e Cristina Clara.
Berlok é um DJ, músico e produtor musical cabo-verdiano, residente em Portugal, onde começou a traçar o seu percurso, ao longo do qual tem vindo a trabalhar com nomes como Acácia Maior, Alberto Koenig, Bia Ferreira, CESF, Dino d’Santiago, ÉLLÀH, Ritxa Kursha e as Batucadeiras de Bragança.
A música de Berlok tem sido caracterizada como fresca e ousada, instrumentais que fundem a música tradicional cabo-verdiana ao Rap, Trap Music, Drill, R&B e Afro. O seu álbum de estreia ‘TERRA TERRA’ (2023), é a prova de um caminho que se abre no universo da música cabo-verdiana e da lusofonia.
Cristina Clara, por sua vez, é uma cantora e autora portuguesa natural do Minho, atualmente a viver em Lisboa. O seu trabalho está profundamente ligado à cultura popular, da poesia à música com um interesse especial na exploração de interações interculturais, especialmente com as canções tradicionais de Cabo Verde e do Brasil, que são fortes influências na sua música.
Em 2021, lançou o seu álbum de estreia, Lua Adversa, disco Antena 1 apoiado também pelo Museu do Fado. Em 2024, participou no Festival da Canção como autora e intérprete, chegando à final com uma canção escrita por si e composta pelo músico cabo-verdiano Jon Luz.
Flávio Torres – Vamos (2025) (single)
Flávio Torres – Vamos (2025) (single)
Flávio Torres acaba de lançar “Vamos”, o segundo single retirado do seu novo álbum “Cosmo Pop”, editado no passado dia 7 de fevereiro. O tema sucede a “Grito”, primeiro avanço do disco, lançado a 17 de janeiro, que contou com a participação de José Cid e João Cabrita. Com este novo lançamento, acompanhado por um videoclipe, o artista dá continuidade à apresentação do seu mais recente trabalho, que reúne influências do rock, pop, folk, trip-hop, blues e world music.
“Vamos” é uma canção que reflete sobre autenticidade e resiliência, num tempo em que a aparência muitas vezes se sobrepõe à essência. Combinando a energia do rock com atmosferas eletrónicas e uma linguagem pop acessível, o tema transmite uma mensagem de força e união, convidando à superação e à procura da verdade individual. A letra reflete a busca por identidade num cenário de desconexão e ilusão, funcionando como um apelo à coragem de ser quem realmente somos.
O single integra o alinhamento de “Cosmo Pop”, um álbum que se propõe a explorar as dualidades da existência, navegando entre luz e sombra, intimismo e explosões de energia. Ao longo de 12 temas, Flávio Torres aborda temas como amor, espiritualidade, doença mental, medo e aceitação, criando uma experiência imersiva e introspetiva. O disco, produzido integralmente pelo próprio artista, conta com diversas colaborações, incluindo José Cid e João Cabrita em “Grito”, Alex Liberalli e Edgar Petejo em “Samfado”, João Clemente em “Sem me Entender” e Bernardo Barata em “Na Mesma Mão”. A masterização ficou a cargo de Antonio D’Amato, em Milão.
Flávio Torres, que assina a produção, composição e arranjos do álbum, gravou também instrumentos como guitarras, teclados, sarod, pianos e programações, imprimindo uma identidade pessoal e distintiva ao disco. “Cosmo Pop” assume-se como um convite à introspeção e transformação pessoal, explorando sonoridades diversas e atravessando diferentes estados emocionais.
O videoclipe de “Vamos” já se encontra disponível, ampliando a dimensão visual e narrativa do single. O álbum “Cosmo Pop” e os temas “Grito” e “Vamos” estão disponíveis em todas as plataformas digitais.
“Cosmo Pop” já se encontra à venda. Na compra do CD ou vinil, 1 euro reverte para a APPACDM Covilhã, uma associação dedicada à inclusão e ao apoio a pessoas com deficiência mental.