Prazeres Interrompidos #345: Stefan Zweig – Mendel dos Livros (1929)
Prazeres Interrompidos #345: Stefan Zweig – Mendel dos Livros (1929)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Esta novela foi escrita em 1929 e publicada, em folhetim, no jornal diário vienense Neue Freie Presse, de que Zweig era colaborador permanente. Narra-se aqui a história de um judeu ortodoxo galiciano, estabelecido há anos em Viena como alfarrabista/vendedor de livros ambulante, e cujo único interesse eram os livros que comprava e vendia a universitários e académicos de Viena. Esta história constitui, espantosamente, a antecipação em mais de uma década do definhamento do próprio autor: a metáfora de um escritor, «cidadão europeu», pacifista empenhado, entregue de corpo e alma, como o próprio Mendel o era, aos seus queridos livros, à criação de uma obra literária europeia com características universais, mas que, vítima da barbárie nacional-socialista, perde tudo, isto é o seu país, a sua língua, os seus leitores da língua alemã para quem escrevia e o próprio sentido da vida.
Al-Qasar, Sibel – Kisisel Isa (Personal Jesus) (2025) (single)
Al-Qasar, Sibel – Kisisel Isa (Personal Jesus) (2025) (single)
Cover albums are a tricky business. They say nothing beats the original. But when international psychedelic collective Al-Qasar tackles songs from the Western pop to the Arab folk repertoires, you know you’re in for a brain-melting, transcontinental trip. Cultures collide, and the result of this fission is Depeche Mode sung in Turkish, Sean Paul in Arabic, Nubian legend Hamza El Din with fuzz guitars and iconic Lebanese composer Wadih El Safi through space echo.
Produced between Tunis, Lisbon, Los Angeles, London, and Paris, UNCOVERED contains 7 tracks (4 covers and 3 originals) which tell the story of a world in flux, with its ancestors deep in the past but its eyes set on the zeitgeist. It’s retro-futurist Arab psychedelia with a foot in the Mojave and the other in the Sahara.
The cast is stunning, with innovators, breakthroughs and legends from nine nationalities represented. All joined forces with studio wizard and composer Thomas Attar, his vibrant, thick production style enhanced by Grammy-winner Matt Hyde’s mix (Slayer, Deftones) and by a mastering from multi Grammy-nominee Frank Merritt (Madlib, Aphex Twin).
Sudanese-American vocalist (and frequent Al-Qasar collaborator) Alsarah tackles DESSE BARAMA, a peace song by Nubian oud player and singer Hamza El Din, her hypnotic, soulful voice solidly anchored in a retro, almost dubby instrumental. PROMISES is an Afro-futurist heavy-psych track in Bambara which features Malian singer Mamani Keita (Salif Keita) on lead vocals and the renowned “Black Buddah” Cheick Tidiane Seck (Gorillaz, Black Eyed Peas, Santana) on keys and backing vocals. Mamani tackles the subject of commitment, taking a stab at corrupt political leaders who do not hold their word, while Cheick lets loose brain-melting keyboard lines and deep, spell-binding vocals. On drums, it’s Souleymane Ibrahim (from Touareg sensations, Mdou Moctar) unleashing a fury of grooves.
SemprAleste – Recado (2025) (single)
SemprAleste – Recado (2025) (single)
Depois de se apresentarem ao mundo num registo rock, com “Princesa do Aladdin”, e do contraponto reflexivo com a balada “Há outro lugar”, os SemprAleste retomam o seu curso eléctrico.
“Recado”, no qual Lino Vinagre (Anger) eterniza um dos seus mais inspirados solos de guitarra em estúdio, empurra o quarteto de Sintra para o seu habitat natural, onde ritmos progressivos se misturam com mensagens subliminares e vocais disruptivos com falsetes harmonizados.
Rory Gallagher – Rory Gallagher (1971)
Rory Gallagher – Rory Gallagher (1971)
Memória de Elefante 02/03/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #205
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #205
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Walter Smith III → Cezanne
James Brandon Lewis → Prince Eugene
Bill Barron → Blues for R.A.
Kenny Barron → Sunshower
Immanuel Wilkins → Matte Glaze
Ralph Moore → Sonnymoon for Two
Enrico Rava → The Trial
Benny Carter → Central City Sketches: Central City Blues
Fats Waller → Handful of keys
Lisa Manosperti → Straight Ahead
Catman Plays The Blues #163
Catman Plays The Blues #163
Ficaremos esta semana a conhecer os nomeados para os Blues Music Awards de 2025 nas categorias Contemporary Blues Female Artist e Traditional Blues Album.
Michael Giles: Giles, Giles And Fripp – The Cheerful Insanity Of Giles, Giles And Fripp (1968)
Michael Giles: Giles, Giles And Fripp – The Cheerful Insanity Of Giles, Giles And Fripp (1968)
Memória de Elefante 01/03/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Marcelo Lobato – O Corte (2025) (single)
Marcelo Lobato – O Corte (2025) (single)
Marcelo Lobato lança “O Corte”, single que transforma o silêncio em reflexão sonora
Música chega às plataformas no dia 07 de fevereiro com visualizer animado
Marcelo Lobato, cantor, produtor, multi instrumentista e um dos fundadores d’O Rappa, abre 2025 com um lançamento denso e carregado de significados. “O Corte”, seu novo single, chega às plataformas digitais no dia 07 de fevereiro, uma sexta-feira, trazendo uma reflexão poética sobre o silêncio como força opressora. A faixa, composta pelos irmãos Marcelo e Marcos Lobato, responsáveis por diversas letras d’O Rappa após a saída de Marcelo Yuka, ganha um arranjo intenso que reforça seu caráter imersivo. “Fiz essa música durante a pandemia, um momento de introspecção e questionamentos. Acho que é muito oportuno lançá-la agora, em um mundo tão individualista e desumanizado”, conta Marcelo. Ouça “O Corte” nas plataformas digitais e assista ao visualizer no canal do YouTube do artista.
“O silêncio pode ser quase como uma arma, uma imposição de dor que ecoa nas relações e na sociedade. A letra nasceu antes da pandemia, mas foi nesse período que vi a oportunidade de dar início ao meu trabalho solo, um projeto que não é movido pela urgência, mas pelo tempo certo”, explica o artista. O single marca um novo momento na trajetória do artista, que dá continuidade à sua carreira solo sem pressa, respeitando o tempo natural do processo criativo.
Produzida por Lobato ao lado de Zé Nóbrega e lançada pelo selo independente Lobo Records, a faixa se distancia da sonoridade tradicional de uma banda, apostando em timbres distintos, camadas sonoras e uma abordagem cinematográfica. “Gosto muito de trilhas de filmes, acho interessante como a história viaja junto com a música”, explica Marcelo. O conceito se estende ao visualizer animado que acompanha o lançamento, reforçando a experiência sensorial da obra.
Conhecido por sua versatilidade como tecladista, percussionista e vocalista d’O Rappa, Marcelo Lobato se firma como um artista de múltiplas expressões. Além da produção musical, assina arranjos, compõe e imprime uma identidade própria em seus trabalhos. Seu último álbum, Carregador de Piano, já evidenciava seu olhar experimental, e agora, com “O Corte”, ele aprofunda ainda mais sua proposta sonora e artística, entregando um registro potente, que traduz inquietações e reflexões em forma de música.
Sobre Marcelo Lobato
Marcelo Lobato é músico, compositor e produtor, conhecido por sua trajetória marcante como tecladista, percussionista e vocalista d’O Rappa. Atualmente, Marcelo é fundador da banda Afrika Gumbe e se dedica ao seu projeto solo, explorando novas possibilidades sonoras e transitando entre diferentes influências com uma abordagem experimental. Seu último EP, Carregador de Piano, mostrou um olhar autoral e intimista, evidenciando sua versatilidade. Agora, com o lançamento de O Corte, Marcelo reafirma sua identidade musical e sua capacidade de transformar reflexões profundas em experiências sonoras envolventes.
Marcelo Lobato: voz, bateria, baixo, guitarra, teclados, melódica, percussão
Zé Nóbrega: guitarra e violões
Visualizer:
Alvares – @alvaresofficial
Tsunamiz – Love Is Never Enough (2025) (single)
Tsunamiz – Love Is Never Enough (2025) (single)
«Love Is Never Enough» é a primeira canção retirada do álbum com o mesmo nome que chega às lojas em setembro deste ano.
“Love Is Never Enough” é o 1o single do novo álbum de Tsunamiz.
Depois do álbum Behold the Man (editado em dezembro) surge agora este Love Is Never Enough em antevisão ao disco com o mesmo nome a ser editado em setembro de 2025.
Segundo Tsunamiz (intérprete e produtor) este tema “é uma balada pós-punk, uma canção acerca de desilusão e arrependimento, que invoca Joy Division, Cobain e The Kills.”
Tsunamiz, nome artístico de Bruno Sobral, afirma-se como um dos projetos mais entusiasmantes e prolíficos da música portuguesa, unindo ecletismo, originalidade e uma abordagem versátil e DIY aos arranjos e à produção.
Lembramos que Tsunamiz tem os seguintes concertos ao vivo nos próximos meses:
14 de março 2025 | Titanic Sur Mer 05 de abril 2025 | Cabaret Voltaire TBA | Fnac Coimbra
African Roots #69
African Roots #69
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Agorsor – No More.
2 – Mdou Moctar – Asdikte Akal
3 – Alemayehu Eshete – Ayalqem Tedénqo
4 – Orchestra Baobab – Boulène Dème
5 – Fathili & The Yahoos – Mabala Part 1
6 – Tèshomè Meteku – Hasab
7 – Bahta Gebre-heywet – Tessassategn eko
8 – Super Elcados – Tambourine Party
9 – Gnonnas Pedro – Adigbedoto
10 – Florence Adooni – Otoma da Naba
11 – Jupiter & Okwess – Eyabidile
12 – The Apagya Showband – Tamfo Nyi Ekyir
13 – Alhaji K. Frimpong – Abusuafo
14 – The Wings – Gone With the Sun
Rocky Dijon: Nick Drake – Five Leaves Left (1969)
Rocky Dijon: Nick Drake – Five Leaves Left (1969)
Memória de Elefante 28/02/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Do.Prata – Erros (2025) (single)
Do.Prata – Erros (2025) (single)
Esta música reflete a luta interna entre o passado e a necessidade de seguir em frente. Fala sobre erros, crescimento e a busca por paz interior, destacando a importância do perdão – tanto para os outros quanto para nós mesmos. Existem sempre fantasmas no nosso passado com os quais é difícil fazer as pazes, mas só somos verdadeiramente livres quando os aceitamos e escolhemos investir no presente para construir um futuro mais bonito.
Mais do que uma reflexão pessoal, esta música é um agradecimento a todas as pessoas que acreditam na minha essência e me fazem querer ser melhor a cada novo dia. Estou constantemente a “tropeçar em erros para cair em mim”, e cada queda ensina-me algo novo sobre mim mesmo.