O meu nome é Erika P. David, sou cantora e compositora das minhas próprias músicas, e escrevo para apresentar o meu projeto musical, que nasce de uma paixão genuína pela música e pela sua capacidade de tocar corações.
A minha motivação principal vem das histórias que carrego e das emoções que transformo em melodias e letras. Acredito que a música é uma ponte que nos conecta ao outro, independentemente de fronteiras ou barreiras, e espero contribuir para essa conexão por meio das minhas canções.
Telmo Pires – Voz Amália De Nós (2024) (single)
Telmo Pires – Voz Amália De Nós (2024) (single)
TELMO PIRES anuncia EP em homenagem a António Variações para Março de 2025. “Voz-Amália-de-Nós” é o primeiro single a ser lançado já no próximo dia 3 de Dezembro, dia em que se comemoram os 80 anos do nascimento do ícone da musica portuguesa, falecido em 1984.
Este tema, como todo o EP, conta com a produção e arranjos de Tiago Machado e marca assim a primeira colaboração entre estes dois músicos da atualidade. Escrita e originalmente gravada por António Variações em 1983 no álbum “Anjo da Guarda“, esta canção tem aqui uma leitura contemporânea onde as guitarras (com o destaque para a guitarra portuguesa de Luís Guerreiro) e as programações se entrelaçam de forma natural, sem esquecer os evocativos apontamentos corais.
Mais de trinta anos depois da versão feita pelos Resistência e apenas quatro depois da interpretação de Lina e Raül Refree, Telmo Pires criou uma versão de “Voz- Amália-de-Nós“ muito diferente com o seu cunho pessoal e influências do Fado, onde a alegria e a melancolia se fundem. Como na vida de António Variações. Como nas vidas de todos nós.
Fumaça #19: Maria Dally e Siwar Assili sobre ser da Palestina no Estado israelita (Entrevista)
Fumaça #19: Maria Dally e Siwar Assili sobre ser da Palestina no Estado israelita (Entrevista)
ENTREVISTAS
PALESTINA
MARIA DALLY E SIWAR ASSILI SOBRE SER DA PALESTINA NO ESTADO ISRAELITA
Siwar Assili e Maria Dally nasceram num lugar a que chamam territórios de 48. Ocupados em 1948. Ou Israel, como reconhecido por uma maioria dos Estados. Identificam-se como palestinianos, mas o seu passaporte é israelista. Moram a 30 quilómetros de Tel Aviv e aos olhos do Estado são israelitas árabes. Então, o que é ser uma pessoa palestiniana aqui? E o que significa viver com o seu opressor?
BANDA SONORA – Bernardo Afonso
EDIÇÃO DE TEXTO – Bernardo Afonso e Ricardo Esteves Ribeiro
ENTREVISTA – Margarida David Cardoso
SOM – Bernardo Afonso
Sol Hoopii – Master Of The Hawaiian Guitar (Volume I) (1980)
Sol Hoopii – Master Of The Hawaiian Guitar (Volume I) (1980)
Memória de Elefante 19/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Num muito aguardado novo volume de contos, Teresa Veiga consolida a sua inabalável posição de mestre da narrativa breve e a sua capacidade única para raspar o verniz da normalidade e revelar as fendas profundas que se abrem em qualquer superfície humana. É o regresso do seu poderoso universo de vozes femininas e ambientes góticos, rendilhado por programas rápidos da máquina de lavar, promessas de alegria primaveril, impulsos para
caminhar sem rumo ou os contrastes entre centro e margem, memória e verdade, invisibilidade e evidência, deixar o passado para trás ou seguir destemidamente ao seu encontro, como quem vai sempre murmurando este poema pendurado na parede de um dos contos: «Do fundo da escuridão até à verde luz brilhante do sol. Do nada até todas as coisas. De cada coisa até ao esquecimento.»
«Afinal, que grandes diferenças pode haver na vida de duas pessoas circunscritas ao mesmo local, rodeadas da mesma gente, submetidas aos mesmos estímulos, aos mesmos ritmos? As diferenças só se podem encontrar ao nível da cabeça, encerradas num espaço interior que esse é só nosso e, bom ou mau, é o nosso único tesouro.»
André Marques – Cosmicsouls (2024) (single)
André Marques – Cosmicsouls (2024) (single)
André Marques lança o novo EP “sailingspaceships”, uma viagem introspetiva e musical em busca de calma e refúgio
O músico e produtor André Marques apresenta o seu mais recente trabalho, o EP “sailingspaceships”, composto por cinco faixas que refletem um período de intensa introspeção e necessidade de tranquilidade. Este projeto nasce de uma fase pessoal em que o caos do quotidiano levou o artista a encontrar na música um escape, resultando num conjunto de composições que remetem para uma atmosfera de paz e recolhimento. Descrevendo este EP como uma viagem musical, André Marques explica que as faixas foram pensadas para criar uma experiência sensorial e contínua, onde as extensas durações e a ambiência crua transportam o ouvinte para um estado de serenidade e contemplação. A unidade sonora e visual do EP, desde a tonalidade das faixas até à capa, constituem uma proposta imersiva, oferecendo um refúgio musical que agora partilha com o público.
André Marques é um apaixonado por filmes e bandas sonoras desde sempre, o que o levou, há alguns anos, a aprender e a compor música instrumental. Em 2022, lançou o seu primeiro álbum instrumental, “Nightmares”, com uma ambiência ligada ao universo do terror e inspirada nas sonoridades presentes em filmes de suspense. No ano seguinte, em 2023, apresentou “MYSTICAL BORDERS”, um álbum mais experimental e eletrónico, explorando uma temática mística e ligada ao espaço. Em 2024, colaborou com a cantora Nora Jankovic no EP “Our Freedom”, em janeiro. Mais tarde, lançou a compilação “Half of Zero”, em duas partes, um projeto com 30 faixas que explora influências de synth wave, synth pop, dark synth e EDM.
Ao longo deste percurso, André Marques tem vindo a expandir as suas habilidades em produção musical, explorando diferentes instrumentos e géneros, e atualmente também produz para outros artistas em estilos que vão do Indie e Pop ao R&B e Rap Contemporâneo. A sua música mantém-se fortemente ligada a uma estética cinematográfica, fruto do seu background em Audiovisual e Multimédia. O EP “sailingspaceships”, disponível em todas as plataformas digitais, reflete este lado introspetivo do músico, proporcionando uma experiência de audição profunda para quem procura tranquilidade e evasão através da música.
Coffee Breakz #95 – Knockin’ Off All Weak MC’s
Coffee Breakz #95 – Knockin’ Off All Weak MC’s
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. 070 Shake & Courtney Love — Song to the Siren
2. Yo La Tengo — Leaving Home
3. Kim Deal — Nobody Loves You More
4. Awon — Learn to Love (prod. by J Brom)
5. Stephan & Chester Watson — Rendezvous
6. Dubkasm X Tricky — Concrete Flowers
7. Kendrick Lamar — Reincarnated
8. 2Pac — Made Niggaz (ft. Tha Outlawz)
9. Kendrick Lamar — Heart Pt. 6
10. SWV — Use Your Heart
11. TV Girl & George Clanton — Everything Blue
12. Homicide — Phenen
13. Shiho Yabuki — Ki No Nagare
14. Al Green — Everybody Hurts
Jim “Kimo” West – Ka Honua Maluhia (Peaceful World) (2021)
Jim “Kimo” West – Ka Honua Maluhia (Peaceful World) (2021)
Memória de Elefante 18/12/24 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
José Valente – O Circo (2024) (single)
José Valente – O Circo (2024) (single)
“A música é uma coisa espiritual”
Fela Kuti
José Valente está de volta com um novo e, claro, surpreendente trabalho.
“Quem é o José Valente” traduz-se numa autêntica carta de amor dirigida à música. Mas é também uma auspiciosa combinação de possibilidades ilimitadas, onde o compositor portuense torna a levar a viola d’arco a diferentes patamares. Uma posição artística que continua a gritar por liberdade e a reforçar o espírito transgressor embutido no seu percurso.
Afirmação ou pergunta, “Quem é o José Valente” gera vários resultados. “Deve ser um artista qualquer”, responde o título da faixa de abertura do álbum a ser editado esta semana, a 24 de Outubro. Seguem-se outras teorias, ouvidas ao longo do mesmo tema: “uma autêntica enciclopédia no que toca aos sítios para comer as melhores francesinhas do Porto”, “artista plástico”, “médio centro”, “poeta galego”. “O Valente da viola” é a que mais se aproxima da verdade, num disco cuja pintura da capa, da autoria de Marco Mendes, ilustra algumas das suas referências, como José Mário Branco, Frank Zappa, Fela Kuti ou Ludwig van Beethoven.
Através de 9 peças, José Valente acerca-se de uma série de músicos convidados que enriquecem a paleta sonora deste inovador registo em que a voz é um dos elementos predominantes: João Geraldo (violoncelo e baixo eléctrico), José Silva (percussão), António Ribeiro (voz falada), João Diogo Leitão (viola braguesa), Luís Bittencourt (percussão e berimbau), Patrícia Costa (voz cantada) e Tiago Manuel Soares (percussão).
Os concertos de apresentação acontecem já esta quinta-feira, dia 24 de Outubro, no Maus Hábitos, no Porto, e domingo, dia 27 de Outubro, no Festival Instrumensal, em Coimbra. Duas oportunidades especiais para se escutarem, em estreia absoluta ao vivo, a inquietação e a intensidade emocional dos temas de “Quem é o José Valente”, longa- duração com todas as músicas e letras da autoria do violetista.
Depois de “Trégua” (2021), em colaboração com a Orquestra Filarmónica Gafanhense, e de “Águas paradas não movem moinhos” (2022), aqui a liderar o colectivo 6 Violas, numa homenagem à obra de José Mário Branco, “Quem é o José Valente” foi gravado em casa, pelo próprio, e misturado e masterizado no Estúdio de Som Musibéria, por André Espada. Tem edição da Respirar de Ouvido e o apoio da Antena 2.
“Josés há muitos”, atira alguém na primeira faixa, mas este é José Valente, um impressionante artista que, munido do seu instrumento de cordas e das suas partituras, derruba barreiras musicais, seja a partir dos discos ou das prestações únicas que protagoniza nos palcos mundiais.
O álbum está disponível a 24 de Outubro de 2024, nas principais plataformas digitais e numa edição física em CD.
Zaina Woz – Boneca De Porcelana (2024) (single)
Zaina Woz – Boneca De Porcelana (2024) (single)
Em clima de balé eletrônico – uma espécie de caixinha de música clubber – Zaina Woz apresentou ontem o single Boneca de Porcelana, o primeiro a antecipar o disco de estreia. O tema conta com produção musical da artista em parceria com Arthur Kunz (Strobo, Os Amantes), e traz uma temática feminista abordada pela letra de Zaina sobre uma relação tóxica. “A imagem da boneca de porcelana, que é rígida e inanimada, possibilitou-me explicar o que eu sinto como uma pessoa que relaciona-se afetivamente, e que muitas vezes sente-se como um objeto na mão do outro”, conta Zaina. A música chega com videoclipe inspirado no desfile de alta costura da Maison Margiela deste ano, e tem direção de Marilia Curtolo. A direção criativa e o figurino são assinados pela própria artista, que tem formação em Design de Moda. Oiça a música aqui e assista o clipe aqui.
Para expressar a mensagem da música no videoclipe, Zaina quis dar vida às duas bonecas de porcelana que cruzaram sua vida: uma bailarina de caixinha de música (vista em um porta joias de sua mãe) e uma Coquette Doll (herdada de sua avó paterna). Ambas são bonecas de porcelana levadas para o sul do Brasil por imigrantes alemães, e que ganharam popularidade na década de 1960. Para isso, a dançarina e coreógrafa (além de diretora do clipe), Marilia Curtolo, guiou a artista pela jornada de interpretar esses objetos. “As bonecas que interpreto e que enfim se rebelam, parecem-me ter um futuro muito mais colorido e rico em experiências do que as que ficam nas caixas e nos pedestais. Mas a passagem para esse outro lado pode ser dolorida e cheia de raiva”, divide Zaina.
O clipe é marcado por teatralidade, com presença de um corpo de baile interpretando outras bonecas, e iluminação que tem como referência o filme Cisne Negro (2011). “Optei por elementos cênicos que trouxessem significado ao invés de cenários. Como a cama, por exemplo, que é uma das primeiras cenas do clipe (e também a minha preferida). Mesmo quebrada, a boneca está ‘impecável’”, conta Marília Curtolo.
A música de electropop experimental foi inspirada por um sample de electro house que levou Zaina Woz a criar a linha de baixo, um dos pilares de construção do tema. A partir disso, o baterista e produtor Arthur Kunz fez a base do beat eletrônico e a partir daí a dupla deu forma à música. “Chamamos o Rodrigo Coelho (grassmass) para interagir com a música com os sons submundanos de seus sintetizadores modulares. Ele trouxe uma série de arpeggios analógicos lindos, pôs meus vocais num sintetizador de delay e criou vários ecos de coros em melodias aleatórias, muito elegante”, comenta Zaina.
Fontayne – Voa (2024) (single)
Fontayne – Voa (2024) (single)
Depois do lançamento do seu EP “Bem-Vindo ao Meu Mundo” na primeira metade do ano, fontayne apresentou os singles “Tem Calma” e “Sem Ti”, continuando o seu percurso artístico, numa procura pela perfeita forma de expressão e de transmissão dos seus sentimentos, preocupações e angústias.
Artista de sentimentos fortes, foi assim que surgiu “Voa”, o seu mais recente single.
Este novo tema fala-nos de um passado menos feliz do artista, de uma relação sofrida da qual o próprio se quer desprender, sabendo que está errado, apesar de não o querer admitir. Numa procura por fugir ao passado e a um love onde sofreu, fontayne agora só quer voar em direção a um novo capítulo, numa dualidade de sentimentos que batalham entre si, o querer esquecer ou o querer voltar às boas memórias do passado.
“Voa” é a história do que foi, mas já não é, ou do que ainda poderá voltar a ser. Amor, desilusão, sofrimento ou liberdade, voa. Voa para longe daqui.
O single “Voa” combina emo-rap, trap e pop, numa perfeita união de ritmos e sonoridades, resultando num tema contagiante e que fica no ouvido, impossível de não gostar. Encontra-se disponível em todas as plataformas digitais!
Ikue Mori – Ikue Mori, Brian Marsella & Sae Hashimoto – Archipelago X (2021)
Ikue Mori – Ikue Mori, Brian Marsella & Sae Hashimoto – Archipelago X (2021)
Memória de Elefante 17/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.