Prazeres Interrompidos #321: Evie Woods – A Livraria Perdida (2023)

Prazeres Interrompidos #321: Evie Woods – A Livraria Perdida (2023)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Numa rua tranquila de Dublin, uma livraria perdida está à espera de ser encontrada. Opaline, Martha e Henry parecem não ter nada em comum além de terem sido, durante demasiado tempo, personagens secundárias nas suas próprias vidas. Opaline tem de fugir de Londres para não ser obrigada a casar-se, Martha parece inevitavelmente presa numa relação tóxica, e Henry está noivo de uma mulher que não ama. É em Ha’penny Lane, uma pacata rua de Dublin, que os caminhos destas personagens se cruzam. Era ali que devia estar a livraria fundada por Opaline, onde Henry entrou uma noite, pouco depois de chegar à Irlanda… mas não só não está, como também não há registos capazes de provar que alguma vez tenha existido. Seguindo o pouco que sabem sobre a incrível vida desta misteriosa mulher, Henry e Martha tudo farão para encontrar a livraria perdida e descobrir os seus segredos. Por entre os ramos de uma árvore que teima em crescer numa cave da capital irlandesa, páginas que sussurram, mistérios literários desvendados e livros que aparecem em prateleiras sem que alguém os tenha posto lá, as histórias destas três personagens que o destino põe à prova serão reveladas, mostrando que até a vida mais banal pode tornar-se tão fascinante como as que se encontram nas páginas dos melhores livros.

Ghetthoven – Letters (2024) (single)

Ghetthoven – Letters (2024) (single)

Ghetthoven encerra um ciclo com o lançamento de double single 

Ghetthoven, cantor, compositor e produtor oriundo do Porto, apresenta o seu mais recente trabalho, um double single composto por “New Day” (Lado A) e “Letters” (Lado B). Este lançamento, disponível nas plataformas digitais, marca o encerramento de uma fase romântica e introspectiva na trajetória do artista, assinalando a transição para uma nova era musical.

Com produção de Taseh, Saloio e Liquid, e uma forte componente lírica e métrica assinada pelo próprio Ghetthoven, este double single reflete as experiências e os sentimentos que moldaram o último capítulo da sua carreira. “New Day” surge como um hino ao renascimento e à superação de tempos sombrios, enquanto “Letters” é uma ode ao amor, apresentada sob a forma de uma carta destinada a todas as pessoas apaixonadas. Ambas as faixas mantêm a atmosfera soul e onírica que tem caracterizado a música do artista, mas apontam para o desfecho de uma etapa criativa que o viu explorar profundamente a sua expressão romântica.

“Este lançamento é o desfecho de uma season, um hiato da minha fase romântica. É também uma ode ao amor e ao renascer, uma forma de reagir aos tempos negros que atravessamos,” explica Ghetthoven, acrescentando que o futuro da sua música será marcado por uma abordagem mais ativista. 

Desde a sua estreia em 2014 com “By My Side”, Ghetthoven tem vindo a afirmar-se no panorama nacional, integrando projetos como os Crisis e colaborando em produções de artistas como Moullinex, Voxels e Cut Slack.

“New Day” e “Letters” são um marco nesta trajetória, encerrando um ciclo que deu origem a obras como “Magical City”, lançada no início de 2023, um single descrito pelo artista como “um hino à esperança e à luta”. Ghetthoven, que escreve, interpreta e orquestra os seus trabalhos, sublinha que este lançamento simboliza não só um momento de reflexão e renovação, mas também o ponto de partida para um novo capítulo na sua música, onde temas sociais e interventivos ocuparão o centro do seu processo criativo.

Paulo Tó – Mudam- Se Os Tempos (2024) (single)

Paulo Tó – Mudam- Se Os Tempos (2024) (single) Id

O músico e compositor brasileiro Paulo Tó edita o single Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, releitura de José Mário Branco, a 22 de novembro. O tema apresenta o projeto Cantos da Revolução (ybmusic), que presta homenagem às canções do repertório de protesto que marcaram o período de luta contra a ditadura em Portugal, entre 1926 e 1974. A ideia para o disco foi inspirada por uma temporada em que o artista viveu no país. O single divulgado agora remonta à canção editada originalmente em 1971 por José Mário Branco, ícone da luta contra o fascismo português. Nesta releitura, o tema ganha sotaque e musicalidade brasileiras por meio da participação do saxofonista Thiago França e do duo de instrumentistas de sopro Os Bicudos. Integra também a música o violonista português Afonso Albuquerque. Oiça aqui.

“Essas canções, algumas feitas durante o processo revolucionário, carregam uma vitalidade poética e musical, além de revelarem os sonhos, as raivas e as alegrias de uma geração de artistas que viveram no exílio por anos e que, ao regressarem, participaram ativamente da revolução”, diz Paulo Tó. 

No final de 2018, quando viveu em Portugal, Paulo Tó passou a conhecer o repertório que agora integra o disco. “Comecei a ouvir essas músicas por indicação de amigos e fiquei impressionado com a potência poética das canções, completamente desconhecidas no Brasil. Na época tive o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes compositores portugueses desta safra: José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias, com quem me encontrei algumas vezes e estabeleci mais contacto”, completa. Neste mês de novembro, completam-se cinco anos da morte do cantor José Mário Branco.

O álbum a ser lançado no próximo ano conta também com as participações de Siba, Jéssica Areias, Cauê Silva, Eugénia Melo e Castro e Arthur de Faria.

Ray Shulman: Gentle Giant – Octopus (1972)

Ray Shulman: Gentle Giant – Octopus (1972)

Memória de Elefante 08/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #193

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #193

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Scott Colley, Edward Simon, Brian Blade → Nostalgia

George Cables → Echo Of A Scream

Giovanni Ceccarelli Andrea Dulbecco Salvatore Maiore Paolo Orlandi → Our Secret 

Louis Armstrong  → Struttin’ With Some Barbecue

John Coltrane Quartet → A Love Supreme, Pt. Iii – Pursuance 

Jimmy Villotti → Mr. Altmann

Roy Haynes → Blues M45 

Vienna Art Orchestra → Life At The Death Sea

Orrin Evans & Lisa Fischer → Overjoyed

Catman Plays The Blues #151

Catman Plays The Blues  #151

Partimos esta semana à descoberta da banda The Butanes mais exatamente do seu álbum  “Long time thing” que conta com o cantor Willie Walker como convidado.

Congratulamos ainda o harmonicista e cantor Johnny Dyer na passagem do seu aniversário,

Manifesto Sonoro #55

Manifesto Sonoro #55

Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, com a realização e produção de Nuno Duarte e Carlos Ramos Cleto

Para ouvir em: radiolisipo.com/

Celebrando esta semana o seu 3º ano de emissões

Os manifestantes desta semana foram:

Maria Vegas – Not Your Song

Rita & Os Usados de Qualidade – Só Penso Nisso

Lisbon Poetry Orchestra feat. Xana – Actuação Escrita

Margarida Campelo – Faz Faísca e Chavascal

MaZela – Entre Amor e Ódio

Norton – You Make Me Sound ft Rita Redshoes

Stereoboy & emmy Curl – Little Secret

Ligados Às Máquinas – Mexe-te, preguiçoso

Ligados Às Máquinas – Languidez voluptuosa

Femme Falafel – Romance Feudal

Manuel Fúria – O Último Que Apague a Luz

Minta & The Brook Trout · Random Information

Ligados Às Máquinas – (Dormir) em direcção ao sonho

Redoma – 2572

Edmundo Ros And His Orchestra – Bongos From The South (1961)

Edmundo Ros And His Orchestra – Bongos From The South (1961)

Memória de Elefante 07/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Duarte – Não Importou Que Ficasse (2024) (single)

Duarte – Não Importou Que Ficasse (2024) (single)

Duarte – Venham Mais Vinte (2004-2024) Edição a 22 de Novembro 2024

Não há como fugir-lhe. Sempre que um número redondo começa a ficar nítido no horizonte, a ideia de balanço vai-se impondo nas nossas cabeças. Olha-se para trás, faz-se contas àquilo que se concretizou e àquilo que ficou por concluir, toma-se uma consciência mais clara do caminho que se foi percorrendo, percebendo melhor aquilo que levou do ponto A até ao B, ao C e a todos os outros que o alfabeto permita nomear.

Com o fadista Duarte aconteceu o mesmo, ao ver aproximar-se a marca dos 20 anos de carreira. Só que, no seu caso muito particular, o balanço que decidiu empreender assume um duplo sentido. Na verdade, mais até do que um olhar para trás e uma celebração do caminho que fez dele uma das mais notáveis vozes do fado de hoje, aquilo que o move em Venham Mais Vinte 2004-2024 é uma mirada dirigida para a frente. O balanço, aqui, é sobretudo equivalente ao momento de dar uns passos atrás, ganhar espaço para a corrida e saltar em frente. Assumindo, talvez mais do que nunca, o risco desse salto. A experiência tem também destas coisas – minimiza as incertezas, aguça a ousadia, ajuda a uma definição mais inteira de quem se é, sem medo das opiniões de terceiros e sem o peso de querer adivinhar o que outras cabeças gostariam que fossem os passos seguintes.

Venham Mais Vinte, numa alusão evidente a José Afonso, é também um título feito dessa mesma vontade de imaginar que virá depois, sem pensar demasiado naquilo que já foi – porque o passado, quer queiramos quer não, carregamo-lo sempre connosco. E é, em vez da habitual celebração e do costumeiro “o melhor de”, um disco de risco assumido. Em vez de comprazimento, Duarte quis a ousadia. Em vez de dar palmadinhas nas costas de si mesmo, Duarte quer antes empurrar-se e ver onde vai cair.

Gonçalo Frota

Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)

Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)

Vida Real: terceiro disco de Juliano Costa carrega sinceridade de cronista e leveza de poeta

Álbum chega às plataformas em 28 de novembro, acompanhado pelo clipe de “Tudo Bem”, marcando a narrativa envolvente e divertida do músico paulistano

Três anos depois do lançamento de “Barco Futuro”, sucessor do álbum visual “A Trilha da Trilha”, o músico e escritor Juliano Costa (Primos Distantes, Renato Medeiros) mistura sua inventividade sonora, criativa e literária no disco Vida Real, disponível em fonograma a partir do dia 28 de novembro, quinta-feira. O resultado é uma obra sincera, envolvente nas suas diferentes camadas, de leveza agridoce. Um trabalho que se parece com uma festa entre amigos íntimos, na qual você, ouvinte, está. 

 Vida Real é também um retrato do dia seguinte da festa, de ressaca e dúvidas existenciais. “Existem várias camadas de vida. Tem a vida íntima, tem a vida social, tem a vida de rede social. Tem a vida choradeira de pitanga e tem a vida de coragem e bola pra frente. Tem a vida arte, a vida canção, a vida palco, a vida tela, a vida personagem. Em todas essas vidas dá pra ter um pouco de sinceridade. Não é fácil, mas dá. Sempre dá pra ter um pouquinho de vida real no meio da ficção”. 

A produção do disco é dele, ao lado de Renato Medeiros, que também mixou e masterizou o trabalho. O álbum conta com as já lançadas “Oração à Música”, “O Mundo é Gigante”, “Todo Amor do Mundo”, que ganhou clipe, “América do Sul”, “Glória”, também acompanhada por videoclipe, e Tudo Bem – que acaba de ganhar um clipe divertido e sensível: assista – somadas às inéditas “Filho do Vento”, “Quando a Noite Cai’, “Estrelas Solitárias em Constelação”, “O Sol”, “O Vazio” e “Eu Não Vou Deixar”.

São canções que funcionam como crônicas da vida e da fantasia da vida – memória ou imaginação. Feitas de momentos sinceros e sugestivas de uma experiência terna de vida, das que dão contorno aos sentidos de estar por aqui. “As participações de Luna França, Maria Tereza, Cauê Benetti, Caio Costa, e a presença constante do Renato Medeiros no disco, são resultado de encontros reais, coisas vividas e coisas cantadas e tocadas”. 

Pra além de sua carreira solo, Juliano é baterista da banda de Renato Medeiros e escreve literatura. Seu romance Fumo (Patuá, 2023) figurou na lista de melhores livros do ano da revista de livros 451. Ele é também autor de um conto do livro “As Páginas do Relâmpago Elétrico” (Garoupa, 2023), baseado no disco de 1977 de Beto Guedes.

African Roots #61

African Roots #61

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Kossas – Mongele

2 – Dar International Orchestre – Mwana Acha Ujinga

3 – Bembeya Jazz National – Air Guinée

4 – Oliver De Coque – My cherry

5 – Oriental Brothers International Band – Nwadi Di Ya Bu Eze

6 – Mabuya Queens – The Easiest Way

7 – Charlotte Mbango – Ayo mbae

8 – Cardinal Rex Lawson – Tamuno Bo Ibro Ma

9 – Sweet Breeze – Ayamma

10 – Os Kiezos – Muxima

11 – Urbano de Castro – Semba Avó

12 – Tshala Muana – Amina

13 – Thomas Frempong – Odo Pa

14 – Kine Lam – Cheickh Anta Mbacke

15 – Chief Commander Ebenezer Obey – Board Members

Miroslav Vitous – Infinite Search (1970)

Miroslav Vitous – Infinite Search (1970)

Memória de Elefante 06/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.