Jorge Negrete – Fiesta Mexicana (1959)

Jorge Negrete – Fiesta Mexicana (1959)

Memória de Elefante 30/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Acácio – Tempo (2024) (single)

Acácio – Tempo (2024) (single)

Acácio, artista que agora se lança no panorama musical português, apresenta o seu primeiro single, “Tempo”. Este tema faz parte do EP intitulado “M.A.C.”, um trabalho profundamente pessoal e emotivo, cujo lançamento está previsto para meados de Janeiro. 

O EP nasce de uma homenagem ao tio-avô de Acácio, Manuel Acácio Cunha (M.A.C.), cujos poemas, escritos durante o período em que serviu na Guerra do Ultramar, em Angola, desde 1968 até 1970, ano em que faleceu, são o cerne inspirador deste projeto.

Os manuscritos dos poemas, guardados durante décadas, chegaram às mãos de Acácio em Abril de 2024. Desde então, o artista empreendeu um intenso processo criativo, transformando esses testemunhos poéticos em cinco canções. Cada composição é uma imersão sensível nas palavras de M.A.C., refletindo emoções e memórias que, embora distantes no tempo, ressoam com uma profundidade intemporal.

Acácio, na sua execução vocal e instrumental, junta-se a um quarteto de cordas, contrabaixo, guitarra portuguesa, percussão e clarinete, tecendo uma sonoridade envolvente e sofisticada, onde o passado e o presente se entrelaçam. A sua voz e guitarra conduzem a narrativa, mas é a fusão dos elementos clássicos, tradicionais e contemporâneos que enriquece a textura musical deste trabalho.

O single “Tempo” oferece uma reflexão íntima e profunda sobre esta coisas que passa por todos nós que só lhe damos conta quando observamos a vida desde fora, e é a primeira janela aberta para o universo que o EP “M.A.C.” revela. 

Samuel Mor – Espaço (2024) (single)

Samuel Mor – Espaço (2024) (single)

O jovem compositor samuel mor, nome artístico de Samuel Moreira, apresenta “espaço”, o seu mais recente single, onde reflete sobre a necessidade de encontrar distanciamento e clareza em momentos de incerteza emocional. Conhecido pela sua versatilidade, o artista natural do Grande Porto regressa ao panorama musical com uma faixa introspectiva, cuja melodia cativante e letra emocional ressoam com todos aqueles que já sentiram a necessidade de se afastar para se reencontrarem.

Em “espaço”, samuel mor explora a tensão entre o amor e o desgaste, narrando o processo de distanciamento emocional para lidar com os desafios pessoais. Com versos como “preciso de espaço, estou tão tonto já não sei o que faço”, o artista deambula por sentimentos de perda e cansaço, numa busca contínua de autoconhecimento. A sonoridade do tema, onde o indie pop encontra nuances eletrónicas, transporta o ouvinte para um ambiente de contemplação e reflexão, reforçando a conexão entre a melodia e a narrativa.

Produzido em colaboração com os produtores SALVA e Dave Okneprake, e gravado no estúdio HYPERION, o tema “espaço” conta com mistura e masterização a cargo de SALVA. O single é uma criação genuína e sensível de samuel mor, evidenciando a capacidade do artista em traduzir emoções complexas em música que transcende géneros e convida o público a uma viagem interna.

Samuel Moreira, que se apresentou ao público em 2017 com o single “Broken Heart”, segue agora um percurso em português, assumindo-se como uma das novas vozes promissoras no cenário indie pop nacional. Ao longo dos anos, o músico tem demonstrado uma abordagem experimental e versátil, que reflete a sua evolução artística e uma perspetiva autêntica sobre a expressão musical.

O single “espaço” já está disponível em todas as plataformas digitais.

• Música/Produção: SALVA; samuel mor; Dave Okneprake 

• Letra: samuel mor 

• Mistura e masterização: SALVA 

• Estúdio de produção: HYPERION

African Roots #60

African Roots #60

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Pigeon – Backslider

2 – Cesária Evora – Angola (versão carnaval)

3 – Ruy Mingas – XI Amye

4 – Voz De Cabo Verde – Carinha di Bo Māe

5 – Virgilio Massingue – Xadula Xibomba

6 – Leonel Almeida – Ês Matá Cabral

7 – Bonga – Kaxexe (Arp Frique Remix)

8 – Blackman Akeeb Kareem – Oya A (Eje Kajo)

9 – International Soleil Band – Ta Lassa

10 – Keyboard – Think About It

11 – Zasha – Arrow Dub

12 – Charles Lembe et Son Orchestra – Quiero Wapatcha

13 – Pierre Didy Tchakounté – Ma Fou Fou

14 – Soki Ohale – Wumaya Awuma

Coleridge Goode: Joe Harriott And John Mayer Double Quintet – Indo -Jazz Fusions I & II (1967)

Coleridge Goode: Joe Harriott And John Mayer Double Quintet – Indo -Jazz Fusions I & II (1967)

Memória de Elefante 29/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Esteves – Os Fortes Não Choram (2024) (single)

Esteves – Os Fortes Não Choram (2024) (single)

“Fortes Não Choram” marca o regresso de Esteves com o primeiro single do seu próximo álbum, previsto para 2025.

Após o lançamento do seu disco homónimo em 2019, do bem recebido O Alpinista em 2022, e da gravação ao vivo Ao Vivo na Av. da Boavista em 2023, Esteves, letrista e vocalista dos Trêsporcento, está de regresso, com um hino à resiliência, que chega às plataformas digitais no dia 15 de novembro.

Neste novo tema, Esteves conta com a colaboração da sua banda habitual, formada por João Gil (SAL, You Can’t Win, Charlie Brown), David Santos (Golden Slumbers, Márcia) e João Sousa, além das participações especiais de Pedro Branco na guitarra elétrica e João Capinha nos sopros.

Esteves refete: “Os fortes choram, os homens choram, os pais choram, os músicos ainda mais. Mas, não serve a música para cantarmos não só aquilo que somos como aquilo que queremos ser?”.

“Os Fortes Não Choram” vem acompanhado de um vídeo de Miguel Esteves, >lmado durante as gravações do tema nos Estúdios Namouche, em Lisboa.

No seu último álbum, O Alpinista , abordou questões contemporâneas como o drama dos refugiados (Que o Mar Leve ), a pandemia (Ter Onde Ficar ) e a celebração da beleza natural de Portugal (Caminho Plano). Agora, prepara-se para continuar a explorar, através da sua música, temas que capturam a realidade humana, social e cultural do país (e não só), fundindo a tradição da música popular portuguesa com a folk anglo saxónica, sempre com a sua inconfundível escrita em português.

Ficha Técnica:

Letra e música por Tiago Esteves

Vídeo por Miguel Esteves

Esteves: Vozes e guitarra acústica

João Gil: Piano

David Santos: Contrabaixo

João Sousa: Bateria

Pedro Branco: Guitarra elétrica

João Capinha: Sopros

Gravado nos estúdios Namouche e Louva-a-Deus, por Diego Salema Reis, Nelson Carvalho e Tiago Correia.

Produzido por Esteves, misturado por Nelson Carvalho e masterizado por Diego Salema Reis.

Sempraleste – Ha Outro Lugar (2024) (single)

Sempraleste – Ha Outro Lugar (2024) (single) Id

Após o single de estreia, “Princesa do Aladdin”  que nos fez recordar quão bom rock nasce nas garagens escondidas de Portugal, os SemprAleste lançam-se para o Outono/Inverno com uma canção que apresenta ao Mundo a voz doce e juvenil de uma convidada improvável, a atriz Inês Aires Pereira.

“Há Outro Lugar”  convida-nos em toada acústica e ao compasso do vagar, a refletir sobre as consequências diretas dos nossos estados de espírito nas decisões que tomamos.

Prazeres Interrompidos #318: Daniel James Brown – The Boys in the Boat: by Daniel (1936)

Prazeres Interrompidos #318: Daniel James Brown – Summary of The Boys in the Boat (1936)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

The Boys in the Boat is about the University of Washington eight-oared rowing crew that represented the United States in rowing at the 1936 Summer Olympics – Men’s eight in Berlin, and narrowly beat out Italy and Germany to win the gold medal. The main character is Joe Rantz.

Les Chants du Crépuscule #4: Le Fado avec le guitariste Nuno Estevens

Les Chants du Crépuscule #4: Le Fado avec le guitariste Nuno Estevens

Nuno Estevens au “Povo Lisboa”, Lisbonne. Crédit : Povo Lisboa                                                       (https://www.facebook.com/povolisboa/photos/4318734161506945)

Lorsqu’il habitait encore à Paris, Nuno Estevens m’a invité pour faire un concert de fusion entre le Cante Alentejano, le chant polyphonique du sud Portugais, et le Fado, le chant lisboète qui est devenu l’emblème musical populaire du peuple de Camões. Nous sommes restés amis depuis, et nous nous sommes croisés par ci et par là, sur des scènes musicales, à la radio – lui avec ses projets de Fado, moi avec l’ensemble vocal que je dirige. À l’époque, Nuno donnait des cours de guitare à l’Académie de Fado, du côté de Vincennes, et était un musicien respecté dans les cercles du Fado en région parisienne. En 2018, il a déménagé à Lisbonne, et est devenu guitariste professionnel de la scène du Fado. C’est avec lui, l’été dernier à Lisbonne, que j’ai découvert Mr. Manuel, un mendiant qui passe dans les terrasses des restaurants en jouant de l’harmonica et en chantant des petits fados. 

À 22h30, le lundi 2 janvier 2023 sur Radio Campus Paris (93.9 FM) et sur podcast sur le site de la radio. 

Groupes et artistes :  

– Sr. Manuel Fadista/Músico ; 

– Carlos Paredes ; 

– Amália Rodrigues ; 

– Camané ; 

– José Manuel Neto ; 

– Fernando Maurício ; 

– Carlos do Carmo ; 

– Max (Maximiano de Sousa) ; 

– Lucília do Carmo ; 

– Mísia ;  

– Ricardo Ribeiro ; 

– Fado Clandestino ; 

– Isabel de Oliveira ;  

– Armandinho ;  

– Berta Cardoso ;  

– Alfredo Marceneiro ; 

– Marco Rodrigues ; 

– Carnet sonore avec : David (serveur), Yannick Lopes (guitariste/accordéoniste), José Manuel Duarte (guitare portugaise), Maurício Cordeiro (chanteur) et Nuno Estevens (viola fado – guitare classique). 

Entretien enregistré le 29 juillet 2022. 

Links:

https://www.radiocampusparis.org/emission/8Ml-les-chants-du-crepuscule/36jQ-le-fado-avec-le-guitariste-nuno-estevens

Maria Farantouri / Cihan Türkoğlu – Beyond The Borders (2019)

Maria Farantouri / Cihan Türkoğlu – Beyond The Borders (2019)

Memória de Elefante 28/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Luis Pucarinho – Animal (2024) (single)

Luis Pucarinho – Animal (2024) (single)

“Animais” é o nome do primeiro single de avanço do novo álbum de Luís Pucarinho “Só as perguntas abrem portas” que será editado a 15 de Novembro.

“Animais” sintetiza nas palavras do cantautor o que este novo álbum nos oferece.

“Animais” designa metaforicamente o comportamento quase generalizado, humano ou desumano, que a atualidade espelha socialmente. Na sequência desta reflexão, surge a necessidade urgente de um virar de página que responsabiliza cada um de nós, a compreender que a sociedade é só um reflexo das nossas ações. Afinal somos mais que “Animais”, se em cada gesto pessoal, acrescentarmos valor coletivo.

Luís Pucarinho nasceu no ano de 1976 na cidade de Alcácer do Sal. Iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos de idade e o seu primeiro instrumento foi o clarinete. A partir dos 14 anos iniciou- se no conservatório nas classes de Oboé, Guitarra Clássica, Classes de conjunto (coro e orquestra), história da música, práticas de teclado e acústica. Começou a escrever canções e a cantar com 15 anos de idade. Aos 21 anos mudou-se para a cidade de Évora onde fundou o grupo “Sons de Cá” cujas canções escritas por si (música e letra) cruzavam estilos entre a música tradicional até ao Rock. Esta formação que perdurou 10 anos, editou um EP “ Sons de Cá 2003” e gravou um outro álbum “Liberdade Condicional” inédito até aos dias de hoje. Destacaram-se algumas atuações como; Festival Vilar de Mouros; Festival Tejo; Queima das Fitas de Leiria, com passagens por programas televisivos e radiofónicos que por si promoveram inúmeras atuações por todo o país. No ano de 2011 edita com o nome de Pucarinho e escreve o disco “Na Rua Amarela” com edição a cargo de Vachier & Associados. Este disco promoveu o seu trabalho além fronteiras com atuações por todo o país, passando ainda por Espanha, França e Itália. Seguiram-se os álbuns “Orgânica Mente Humana” (2015) e “Saia Rodada” (2018) com edição por AVM Music Editions e distribuição por Altafonte. Estes últimos dois trabalhos são resultado das experiências de pré e pós produção formativas que o autor prestou em África (São Tomé e Príncipe) e Oriente ( Timor) onde também atuou com músicos locais. Todos os discos contam com mais de 12 músicos diferentes que acompanharam o autor desde a criação até ao palco. “Só as Perguntas Abrem Portas” é o quarto álbum em nome próprio de Luís Pucarinho com edição marcada para 15 de Novembro (2024).

Trovador Falcão – Vai Embora (2024) (single)

Trovador Falcão – Vai Embora (2024) (single)

Depois do seu regresso a solo com ‘Talvez Um Dia’, Trovador Falcão, elemento da banda Hércules, volta a dar cartas e lança ‘Vai Embora’ um Psych-Rock Retro que vem no seguimento da sua sonoridade já bastante vincada.

O artista que já havia apresentado um Disco e um Ep, a solo, bem como dois álbuns com a sua banda Hércules, surge agora com outro levantar do véu para o seu próximo projeto ‘Pedra, Papel, Tesoura’ que tem lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2025.

Nesta nova canção, Trovador Falcão apresenta uma sonoridade e letra soltas e sedutoras, num enaltecimento do próprio Eu perante uma relação ou algo que nos está a acontecer.  Neste caso, e nas palavras do próprio, “este single fala sobre sair ou passar a noite com alguém que se deseja, numa altura da vida ou da noite que nos sentimos os donos do mundo”.

‘Vai Embora’ antecede uma nova e ousada jornada criativa: um álbum de originais que já revelou ecos da sua essência em faixas como ‘Talvez Um Dia’. O projeto promete uma fusão intrigante onde a aura de outras eras encontra o pulso do contemporâneo. Esta composição, em particular, veste-se de ritmos de Drum & Bass, resultado da sinergia artística de David Simões, responsável pela composição e escrita, e de Bernardo Ramos, que, ao lado de Simões, molda as camadas sonoras que dão vida à obra.

Trovador Falcão, heterónimo de David Simões, assegura um lugar na música portuguesa desde 2017, mas é com ‘Talvez um dia’ e ‘Vai Embora’ que nos serve o mote para ‘Pedra, Papel e Tesoura’ que definirá, certamente, o seu lugar no contexto indie pop-rock em Portugal.

O novo single de Trovador Falcão já se encontra disponível em todas as plataformas de streaming.