Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Kendrick Lamar — Man at the Garden
2. Tyler, The Creator — Tomorrow
3. Rosinha de Valença — Summertime
4. Tyler, The Creator — Take Your Mask Off (ft. Daniel Caesar & LaToiya Williams)
5. People’s Pleasure & Alive and Well — A Feeling Inside
6. Tyler, The Creator — Noid
7. Ngozi Family & Paul Ngozi — Nizakupanga Ngozi
8. Fakemink — Givenchy
9. Quantacious — Lyrical Kung Fu
10. Koko Tai — The Villain (ft. Chester Watson)
11. Ho99o9 — New Noise
12. BadBadNotGood & Tim Bernardes — Poeira Cósmica
13. Ethel Cain — Punish
Jimi Hendrix: The Jimi Hendrix Experience – Axis Bold As Love (1967)
Jimi Hendrix: The Jimi Hendrix Experience – Axis Bold As Love (1967)
Memória de Elefante 27/11/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Dullmea – Outro Outro (2024) (single)
Dullmea – Outro Outro (2024) (single)
Que outro vive dentro do outro? Desafiei o Pedro Galiza a escrever sobre esta pergunta que me inquieta, sobre este novelo de problemáticas tão vastas, tão complexas e tão antigas como a própria humanidade. Do papel à partitura, este texto maravilhoso foi ganhando forma enquanto se respondia a si mesmo. A minha única tarefa foi manter viva a pergunta: Que música vive dentro das próprias palavras? Por isso, daí em diante, foi o escrito que decidiu tudo o resto: pediu-me que fosse a voz do Jaime Coelho da Silva Barreiros a dizer a abertura; fez-me abrir a caixa do violino e da viola novamente; e quis ser misturado, masterizado e polido pelo Ricardo Pinto até brilhar. Ao fim de meses de trabalho, chegámos a este objecto que convida à reflexão sobre a experiência da alteridade e também sobre as consequências da sua instrumentalização enquanto fator de exclusão.
“O estudo do outro é, forçosamente, o estudo do eu. Todas as fronteiras são imaginárias e a separação é uma ilusão que, ainda que amiúde útil ao poder, à tradição ou à estase, diz muito mais de quem aparta do que de quem é apartado. Escrevi outro outro com essa ideia em mente: quem aparta, define-se; quem é apartado, permanece, talvez, sempre indefinível. Livre, ainda que ostracizado.
Fora os devaneios literários e apocalípticos do texto, ouço a voz desta mulher excluída por ter uma “pele assim meio de uma cor assim meio” a ecoar por todo o lado na nossa contemporaneidade. E a sua solidão é tão comum, tão nossa, tão urgente, que mais vale dar-lhe ouvidos do que ficar à espera do fim do mundo.”
Pedro Galiza
Créditos:
Texto de Pedro Galiza. Música de Dullmea. Voz infantil de Jaime Coelho da Silva Barreiros captada por Rui Barreiros. Mistura e masterização de Ricardo Pinto. Capa de Dullmea e Ricardo Pinto.
Apoios: República Portuguesa – Cultura I DGARTES – Direção-Geral das Artes Antena 2 Arte Institute – Portuguese Contemporary Culture Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura
Møborg 2 – Social Distance Song (2024) (single)
Møborg 2 – Social Distance Song (2024) (single)
Møborg 2
Lars Arens trb/comp, João Moreira trp, Paulo Bernardino clar , Mário Delgado guit, Sara Abreu v-cl
participação espiritual: o narrador fantasma – (a voz da) Débora King
Falling Silent – Album von Møborg 2 | Spotify
Falling Silent – Album by Møborg 2 – Apple Music
Møborg 2 Discography – Download Albums in Hi-Res – Qobuz
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Trovador Urbano #27
Trovador Urbano #27
Autor:
David Calderon
(episódio de 26 De Novembro)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)
Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)
Chandi, cantoautora e voz recente no panorama artístico nacional, apresenta Oxalá, o primeiro single do seu disco de estreia. Uma canção folk contemporânea, adornada com laivos de world music e fusão, onde diversos universos e estórias dialogam.
Oxalá manifesta a esperança na reconexão com uma sensação interna de lar – “almoços de domingo”, um convívio à volta da mesa, a escuta de um disco em conjunto, a observação da natureza e dos seus ciclos, a urgência de ser em detrimento do parecer ou ter.
Numa era em que as polarizações se apresentam de forma tão radicalizada, a artista almeja o estabelecimento de pontes de encontro, mas também a provocação e agitação de consciências: como, onde e o que nos faz “sentir realmente em casa”?
A letra remete para um amor intemporal que une o Norte ao Sul, num encontro destas polaridades ao Centro. Convida-nos, ainda, para o processo de apaziguamento e enraizamento da cantautora na sua terra MATER (Portugal). Este encontro, por conseguinte, sustentado por outro(s) chão(s) potencia a descoberta de outros territórios como os da sua terra PATER (Índia). Estas indagações manifestam-se na musicalidade diversa e com influências assumidamente distintas.
Oxalá conta com a participação de Celina da Piedade no acordeão e na voz.
Durante o processo de produção e arranjos musicais, o produtor do disco, Nilson Dourado, sentiu que o tema se desenvolveu num caminho que ia ao encontro da estética de Celina da Piedade, cujo convite foi respondido com uma calorosa participação.
No seguimento da edição de Oxalá, o álbum de estreia Portal sairá para o Mundo em 2025.
Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single)
Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single) Id
Sérgio Onze acaba de editar o single ‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’. Composto por Raul Pinto, com letra de Manuela de Freitas e produção de Ricardo Ribeiro, o tema foi gravado ao vivo na Casa de Fados Tasca da Bela, em Lisboa, e encerra o alinhamento do álbum de estreia do fadista, “NÓS”,
CITAÇÃO SÉRGIO ONZE
‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’ é, ainda, acompanhado por um videoclipe filmado no mesmo espaço do bairro de Alfama, da autoria de Sebastião Vences.
Considerado um dos novos artistas que estão a marcar a música portuguesa em 2024 pelo Expresso/Blitz, o fadista Sérgio Onze lançou este ano o disco de estreia “NÓS”. O álbum foi produzido por Ricardo Ribeiro e Agir, inclui canções da autoria de artistas como CONAN OSIRIS, Joana Espadinha, Agir e Teresinha Landeiro e é editado pelo Museu do Fado.
“O disco chama-se “NÓS” e nenhuma música tem esse título, propositadamente. Cada faixa é um nó fortalecido pelo laço e o seu desenlace – tanto desafio como processo, tanto pergunta como resposta”, conta Sérgio Onze. “A base é firme e concreta: o fado inequívoco. E é com ele que se desatam outras luzes. São “NÓS” que ligam produções tão antagónicas como Ricardo Ribeiro e Agir, é no seu centro que coexistem composições tradicionais e poemas clássicos ao lado das visões estelares de CONAN OSIRIS ou Joana Espadinha”, revela ainda o fadista.
“NÓS” conta com a participação dos músicos Bernardo Romão (guitarra portuguesa), Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Bernardo Saldanha (viola), Rodrigo Correia (viola), Manuel Oliveira (piano) e Daniel Pinto (viola Baixo). O álbum foi antecipado pelos singles ‘Canto Ainda Por Alguém’ – produzido por Ricardo Ribeiro e com base no poema com o mesmo título, da autoria de Manuel de Andrade – e ‘Sapatinhos’ – com produção de Agir e música e letra de CONAN OSIRIS.
Sérgio Onze já apresentou o álbum “NÓS” em salas e festivais nacionais como o Centro Cultural de Belém, Museu do Fado, Sol da Caparica e Caixa Alfama. O fadista passou, ainda, pela FNAC Chiado no início deste mês e marca presença na FNAC Colombo no próximo dia 24 de novembro, pelas 17h00, com entrada gratuita.
Sérgio Onze começou a cantar aos seis anos. Venceu vários concursos nacionais – entre eles a Grande Noite do Fado, em 2003 -, estudou guitarra clássica no Conservatório de Setúbal porque a voz ainda não tinha amadurecido tanto como as suas ambições e aos 17 anos começa a viver de noite, nas Casas onde ainda se sente Fado. Passou pelas Jovens Vozes de Lisboa no São Carlos, atuou no Belém Art Fest e já pisou palcos como o Campo Pequeno, o CCB, o Salão Preto e Prata, o São Luiz, o São Jorge e o Tivoli. Internacionalmente, já fez espetáculos na Alemanha, França, Finlândia, Itália e Roménia. Em simultâneo, cultivou a sensibilidade artística na Faculdade de Belas Artes e explora a multidisciplinaridade da Moda enquanto stylist, concretizando uma elevada consciência conceptual e a exigência de um propósito em tudo o que faz.
Sérgio Onze não vem do Fado, não carrega um legado ancestral nem antepassados para honrar. O Fado foi, por isso, uma decisão. Uma escolha que pareceu intrínseca, natural, como se tivesse sido encontrado, ou nele se encontrasse. Como se só a noite, a vulnerabilidade e o espanto soubessem a casa. Começar a cantar desde cedo e construir-se em contacto direto com os grandes mestres fez com que se deslumbrasse por todos os mundos que cabem dentro do Fado tradicional. Com o Fado enquanto fim para um meio e uma voz profunda e retumbante, cheia de certezas mesmo quando só se pergunta, Sérgio Onze entrega-se ao precipício que é cantar sem deixar os pés em terra firme. Na viagem, leva-nos a todos com ele com tanta firmeza que, quando nos vemos de volta ao cais, temos o corpo virado do avesso e sentimo-nos, finalmente, inteiros.
Após várias oportunidades e convites surge finalmente o seu primeiro disco “NÓS”. Uma resposta a várias perguntas que o foram assaltando durante o processo ao qual se foi enleando, fazendo, desfazendo: o próprio caminho. Não um lugar, não uma referência, mas ele por inteiro. Os nós criados com as pessoas, os processos porque passou, os caminhos que decidiu ou não escolher, refletem a sua personalidade e os mais diferentes lugares do fadista. Desde a própria produção, que conta com o cruzamento do fadista Ricardo Ribeiro e Agir; fados tradicionais, a poetas populares; a composições de CONAN OSIRIS e Joana Espadinha são pequenos mundos que se cruzam, entrelaçam e dão vida ao seu primeiro trabalho.
Etta Jones – Don’t Go To Strangers (1960)
Etta Jones – Don’t Go To Strangers (1960)
Memória de Elefante 24/11/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
1 Álbum 100 Palavras #69: Quincy Jones – You’ve Got It Bad Girl (1973)
1 Álbum 100 Palavras #69: Quincy Jones – You’ve Got It Bad Girl (1973)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“You’ve Got It Bad Girl”, lançado em 1973, é um álbum marcante de Quincy Jones, que combina jazz, soul, funk e pop com a sua produção sofisticada e arranjos inovadores. O disco reflete a versatilidade de Quincy Jones e sua habilidade em navegar entre gêneros musicais, explorando tanto sons orquestrais quanto grooves contemporâneos. Com interpretações de clássicos como “Summer in the City” e a faixa-título “You’ve Got It Bad Girl” (de Stevie Wonder), o álbum destaca sua abordagem moderna e acessível ao jazz. Este trabalho consolidou Quincy Jones como um visionário, influenciando a fusão musical que dominaria as décadas seguintes.”
Boa escuta!
Prazeres Interrompidos #317: Tanguy Viel – Artigo 353 do Código Penal (2017)
Prazeres Interrompidos #317: Tanguy Viel – Artigo 353 do Código Penal (2017)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Em uma cidadezinha da Bretanha, no litoral do norte da França, mergulhada numa séria crise econômica e em pleno declínio industrial, um homem chamado Martial Kermeur é preso por homicídio do incorporador imobiliário Antoine Lazenec, depois de atirá-lo ao mar enquanto faziam um passeio de barco. Durante um longo encontro com o magistrado responsável pela investigação do seu caso, Kermeur conta sua história, ou seja, a sequência de eventos dramáticos que o levaram até esse gesto irreparável: o divórcio, o surto do filho adolescente, que vai parar na prisão, a perda do emprego, mas, sobretudo o que houve com Lazenec, que, mediante a promessa de um lindo apartamento com vista para o mar, consegue convencer uma parte significativa dos trabalhadores da cidade a investir a própria indenização trabalhista em seu projeto imobiliário, projeto que logo se revela uma miragem…
Um romance sútil que, com uma linguagem precisa e elegante, mistura os elementos clássicos do noir à análise social, e mergulha o leitor numa atmosfera sufocante, digna de Simenon. Uma obra que foi um dos eventos literários dos últimos anos na França, escrita por um autor celebrado como o Camus de nossa era
Ligados Às Máquinas – Acordar Prá Vida (2024) (single)
Ligados Às Máquinas – Acordar Prá Vida (2024) (single)
Os Ligados às Máquinas são, provavelmente, a primeira orquestra de samples composta por músicos em cadeiras de rodas do mundo. Nascidos há uma década no seio da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, lançam no próximo dia 6 de dezembro, pela Omnichord Records, o seu impressionante disco de estreia, Amor Dimensional.
Cruzando diferentes géneros musicais e explorando novas fronteiras criativas, os Ligados às Máquinas têm desenvolvido, com o musicoterapeuta Paulo Jacob, ferramentas e metodologias de trabalho inovadoras e promotoras da plena participação artística.
O processo criativo dos Ligados às Máquinas sempre se destacou pelo uso, adaptação e criação de soluções de hardware e software que permitem aos integrantes – músicos com alterações neuromotoras – ter controlo e autonomia para disparar samples em tempo real em dispositivos adaptados.
Nos primeiros anos, os elementos dos Ligados Às Máquinas foram convidados a partilhar, nas sessões de trabalho, as músicas e os sons mais importantes e significativos na sua vida. Com a utilização do hardware Makey Makey (que converte objetos do quotidiano – condutores de corrente elétrica – em controladores), deu-se a epifania: E que tal constituir uma “orquestra” de amostras musicais? Uma espécie de melting pot musical, onde cada um participa ativamente no processo criativo do coletivo, partilhando a sua identidade musical e cruzando-a com a dos outros. O resultado foi uma amálgama poética de construção sonora coletiva.
E o que torna isto possível? Para além da paixão musical que une o coletivo, o outro grande aliado é … a tecnologia. Um computador, um Makey Makey, muita cablagem e controladores personalizados ao movimento funcional de cada um dos músicos. Cada músico “dispara” um ou mais samples, de acordo com uma organização que foi previamente acordada entre todos (desde o processo de amostragem e tratamento dos excertos musicais até à composição colectiva).
Em 2023, em colaboração com a Omnichord e numa residência artística para o Festival NASCENTES, o projeto adotou uma nova abordagem criativa e participativa, iniciando um processo de colaboração direta com diversos músicos e compositores, que cederam excertos musicais inéditos. O poder da música e da criação participativa foi o mote para o convite lançado a diversos nomes para que, através da cedência de samples da sua voz ou dos seus instrumentos, permitissem aos Ligados às Máquinas a criação de um arquivo sonoro que potenciaria novas composições feitas a muitas mãos, vozes e corações. Entre os que aceitaram o convite estão nomes como Ana Deus, Bruno Pernadas, Cabrita, Carincur, Catarina Peixinho, Coro Ninfas do Lis, Dada Garbeck, Filipe Rocha, First Breath After Coma, Gala Drop, Gui Garrido, Joana Gama, Joana Guerra, João Doce, João Maneta, João Pedro Fonseca, José Valente, Lavoisier, Mano a Mano, Moullinex, Nuno Rancho, Orquestra e Coro da Gulbenkian, Pedro Marques, Retimbrar, Ricardo Martins, Rita Braga, Rita Redshoes, Salvador Sobral, Samuel Martins Coelho, Samuel Úria, Selma Uamusse, Senhor Vulcão, Surma e Vasco Silva. O resultado acaba por ser uma fusão única de estilos musicais, do hip-hop ao fado, do rock ao techno, do blues à world music e da música erudita à música concreta, culminando num disco que se traduz numa linguagem única.
Amor Dimensional é o resultado de uma década de trabalho e amadurecimento de um processo coletivo que começou a explorar o universo sonoro familiar dos seus elementos para depois conseguir explorar, interpretar e compor algo realmente novo e seu a partir da novidade e do desconhecido que lhes foi apresentado por mais de 30 artistas nacionais.
São nove temas originais, que desenham um dia na vida de cada um: do amanhecer ao acordar, da procrastinação à tensão, da obrigatoriedade à liberdade de escolha limitada, da melancolia confortável à refeição aconchegante até ao merecido descanso (enriquecido pela possibilidade de sonhar).
O grupo estreou-se em palco em 2014, a convite do Teatro Municipal da Guarda e, desde então, apesar da desafiante logística, tem vindo a apresentar-se ao vivo todos os anos e os seus espetáculos são muitas vezes descritos como um confronto de duas forças fundamentais opostas e complementares: a estaticidade física e o movimento musical.
A música dos Ligados às Máquinas é uma construção sui generis: junta excertos cuja coabitação pode parecer improvável ou impossível, apresentando um todo unificado e harmonioso que, muito provavelmente, não soa a nada do que se tenha escutado até hoje.
Os Ligados Às Máquinas são Andreia Matos, Dora Martins, Fátima Pinho, Hélia Maia, Jorge Arromba, José Morgado, Luís Capela, Mariana Brás, Paulo Jacob, Pedro Falcão e Sérgio Felício.