
Joaquín Turina: Fabio Montomoli – Oracion (2000)
Memória de Elefante 09/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Joaquín Turina: Fabio Montomoli – Oracion (2000)
Memória de Elefante 09/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

1 Álbum 100 Palavras #71: Ry Cooder -Paris, Texas – Original Motion Picture Soundtrack (1985)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
A trilha sonora de “Paris, Texas”, composta por Ry Cooder e lançada em 1984, é uma obra-prima minimalista que captura a melancolia e vastidão emocional do filme de Wim Wenders. Inspirada por temas de música folk americana e blues, a trilha é ancorada pela icônica slide guitar de Cooder, que evoca o isolamento e a introspecção do deserto texano. O tema principal, baseado na canção tradicional “Dark Was the Night, Cold Was the Ground” de Blind Willie Johnson, tornou-se um clássico cinematográfico. A trilha complementa perfeitamente o tom do filme, tornando-se uma das colaborações mais memoráveis entre música e cinema.
Boa escuta!

1 Álbum 100 Palavras #72: Pino Daniele – Nero A Metà (1980)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“”Nero a Metà” (1980) é um dos álbuns mais icônicos do cantor e compositor italiano e napolitano Pino Daniele. O título reflete a mistura cultural e musical presente em sua obra, unindo blues, jazz, música napolitana e soul. As faixas exploram temas de amor, sociedade e identidade, com letras profundamente poéticas e melodias envolventes. Canções como “Quanno Chiove” “A Me Me Piace ‘o Blues” e A Testa in giù” destacam a sua habilidade em mesclar ritmos modernos com raízes tradicionais. Este disco consolidou Daniele como um dos grandes inovadores da música italiana, marcando um ponto alto em sua carreira artística.”
Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #321: Evie Woods – A Livraria Perdida (2023)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Numa rua tranquila de Dublin, uma livraria perdida está à espera de ser encontrada. Opaline, Martha e Henry parecem não ter nada em comum além de terem sido, durante demasiado tempo, personagens secundárias nas suas próprias vidas. Opaline tem de fugir de Londres para não ser obrigada a casar-se, Martha parece inevitavelmente presa numa relação tóxica, e Henry está noivo de uma mulher que não ama. É em Ha’penny Lane, uma pacata rua de Dublin, que os caminhos destas personagens se cruzam. Era ali que devia estar a livraria fundada por Opaline, onde Henry entrou uma noite, pouco depois de chegar à Irlanda… mas não só não está, como também não há registos capazes de provar que alguma vez tenha existido. Seguindo o pouco que sabem sobre a incrível vida desta misteriosa mulher, Henry e Martha tudo farão para encontrar a livraria perdida e descobrir os seus segredos. Por entre os ramos de uma árvore que teima em crescer numa cave da capital irlandesa, páginas que sussurram, mistérios literários desvendados e livros que aparecem em prateleiras sem que alguém os tenha posto lá, as histórias destas três personagens que o destino põe à prova serão reveladas, mostrando que até a vida mais banal pode tornar-se tão fascinante como as que se encontram nas páginas dos melhores livros.

Ghetthoven – Letters (2024) (single)
Ghetthoven encerra um ciclo com o lançamento de double single
Ghetthoven, cantor, compositor e produtor oriundo do Porto, apresenta o seu mais recente trabalho, um double single composto por “New Day” (Lado A) e “Letters” (Lado B). Este lançamento, disponível nas plataformas digitais, marca o encerramento de uma fase romântica e introspectiva na trajetória do artista, assinalando a transição para uma nova era musical.
Com produção de Taseh, Saloio e Liquid, e uma forte componente lírica e métrica assinada pelo próprio Ghetthoven, este double single reflete as experiências e os sentimentos que moldaram o último capítulo da sua carreira. “New Day” surge como um hino ao renascimento e à superação de tempos sombrios, enquanto “Letters” é uma ode ao amor, apresentada sob a forma de uma carta destinada a todas as pessoas apaixonadas. Ambas as faixas mantêm a atmosfera soul e onírica que tem caracterizado a música do artista, mas apontam para o desfecho de uma etapa criativa que o viu explorar profundamente a sua expressão romântica.
“Este lançamento é o desfecho de uma season, um hiato da minha fase romântica. É também uma ode ao amor e ao renascer, uma forma de reagir aos tempos negros que atravessamos,” explica Ghetthoven, acrescentando que o futuro da sua música será marcado por uma abordagem mais ativista.
Desde a sua estreia em 2014 com “By My Side”, Ghetthoven tem vindo a afirmar-se no panorama nacional, integrando projetos como os Crisis e colaborando em produções de artistas como Moullinex, Voxels e Cut Slack.
“New Day” e “Letters” são um marco nesta trajetória, encerrando um ciclo que deu origem a obras como “Magical City”, lançada no início de 2023, um single descrito pelo artista como “um hino à esperança e à luta”. Ghetthoven, que escreve, interpreta e orquestra os seus trabalhos, sublinha que este lançamento simboliza não só um momento de reflexão e renovação, mas também o ponto de partida para um novo capítulo na sua música, onde temas sociais e interventivos ocuparão o centro do seu processo criativo.

Paulo Tó – Mudam- Se Os Tempos (2024) (single) Id
O músico e compositor brasileiro Paulo Tó edita o single Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, releitura de José Mário Branco, a 22 de novembro. O tema apresenta o projeto Cantos da Revolução (ybmusic), que presta homenagem às canções do repertório de protesto que marcaram o período de luta contra a ditadura em Portugal, entre 1926 e 1974. A ideia para o disco foi inspirada por uma temporada em que o artista viveu no país. O single divulgado agora remonta à canção editada originalmente em 1971 por José Mário Branco, ícone da luta contra o fascismo português. Nesta releitura, o tema ganha sotaque e musicalidade brasileiras por meio da participação do saxofonista Thiago França e do duo de instrumentistas de sopro Os Bicudos. Integra também a música o violonista português Afonso Albuquerque. Oiça aqui.
“Essas canções, algumas feitas durante o processo revolucionário, carregam uma vitalidade poética e musical, além de revelarem os sonhos, as raivas e as alegrias de uma geração de artistas que viveram no exílio por anos e que, ao regressarem, participaram ativamente da revolução”, diz Paulo Tó.
No final de 2018, quando viveu em Portugal, Paulo Tó passou a conhecer o repertório que agora integra o disco. “Comecei a ouvir essas músicas por indicação de amigos e fiquei impressionado com a potência poética das canções, completamente desconhecidas no Brasil. Na época tive o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes compositores portugueses desta safra: José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias, com quem me encontrei algumas vezes e estabeleci mais contacto”, completa. Neste mês de novembro, completam-se cinco anos da morte do cantor José Mário Branco.
O álbum a ser lançado no próximo ano conta também com as participações de Siba, Jéssica Areias, Cauê Silva, Eugénia Melo e Castro e Arthur de Faria.

Ray Shulman: Gentle Giant – Octopus (1972)
Memória de Elefante 08/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #193
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Scott Colley, Edward Simon, Brian Blade → Nostalgia
George Cables → Echo Of A Scream
Giovanni Ceccarelli Andrea Dulbecco Salvatore Maiore Paolo Orlandi → Our Secret
Louis Armstrong → Struttin’ With Some Barbecue
John Coltrane Quartet → A Love Supreme, Pt. Iii – Pursuance
Jimmy Villotti → Mr. Altmann
Roy Haynes → Blues M45
Vienna Art Orchestra → Life At The Death Sea
Orrin Evans & Lisa Fischer → Overjoyed

Catman Plays The Blues #151
Partimos esta semana à descoberta da banda The Butanes mais exatamente do seu álbum “Long time thing” que conta com o cantor Willie Walker como convidado.
Congratulamos ainda o harmonicista e cantor Johnny Dyer na passagem do seu aniversário,

Manifesto Sonoro #55
Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, com a realização e produção de Nuno Duarte e Carlos Ramos Cleto
Para ouvir em: radiolisipo.com/
Celebrando esta semana o seu 3º ano de emissões
Os manifestantes desta semana foram:
Maria Vegas – Not Your Song
Rita & Os Usados de Qualidade – Só Penso Nisso
Lisbon Poetry Orchestra feat. Xana – Actuação Escrita
Margarida Campelo – Faz Faísca e Chavascal
MaZela – Entre Amor e Ódio
Norton – You Make Me Sound ft Rita Redshoes
Stereoboy & emmy Curl – Little Secret
Ligados Às Máquinas – Mexe-te, preguiçoso
Ligados Às Máquinas – Languidez voluptuosa
Femme Falafel – Romance Feudal
Manuel Fúria – O Último Que Apague a Luz
Minta & The Brook Trout · Random Information
Ligados Às Máquinas – (Dormir) em direcção ao sonho
Redoma – 2572

Edmundo Ros And His Orchestra – Bongos From The South (1961)
Memória de Elefante 07/12/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Duarte – Não Importou Que Ficasse (2024) (single)
Duarte – Venham Mais Vinte (2004-2024) Edição a 22 de Novembro 2024
Não há como fugir-lhe. Sempre que um número redondo começa a ficar nítido no horizonte, a ideia de balanço vai-se impondo nas nossas cabeças. Olha-se para trás, faz-se contas àquilo que se concretizou e àquilo que ficou por concluir, toma-se uma consciência mais clara do caminho que se foi percorrendo, percebendo melhor aquilo que levou do ponto A até ao B, ao C e a todos os outros que o alfabeto permita nomear.
Com o fadista Duarte aconteceu o mesmo, ao ver aproximar-se a marca dos 20 anos de carreira. Só que, no seu caso muito particular, o balanço que decidiu empreender assume um duplo sentido. Na verdade, mais até do que um olhar para trás e uma celebração do caminho que fez dele uma das mais notáveis vozes do fado de hoje, aquilo que o move em Venham Mais Vinte 2004-2024 é uma mirada dirigida para a frente. O balanço, aqui, é sobretudo equivalente ao momento de dar uns passos atrás, ganhar espaço para a corrida e saltar em frente. Assumindo, talvez mais do que nunca, o risco desse salto. A experiência tem também destas coisas – minimiza as incertezas, aguça a ousadia, ajuda a uma definição mais inteira de quem se é, sem medo das opiniões de terceiros e sem o peso de querer adivinhar o que outras cabeças gostariam que fossem os passos seguintes.
Venham Mais Vinte, numa alusão evidente a José Afonso, é também um título feito dessa mesma vontade de imaginar que virá depois, sem pensar demasiado naquilo que já foi – porque o passado, quer queiramos quer não, carregamo-lo sempre connosco. E é, em vez da habitual celebração e do costumeiro “o melhor de”, um disco de risco assumido. Em vez de comprazimento, Duarte quis a ousadia. Em vez de dar palmadinhas nas costas de si mesmo, Duarte quer antes empurrar-se e ver onde vai cair.
Gonçalo Frota