Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)

Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)

Vida Real: terceiro disco de Juliano Costa carrega sinceridade de cronista e leveza de poeta

Álbum chega às plataformas em 28 de novembro, acompanhado pelo clipe de “Tudo Bem”, marcando a narrativa envolvente e divertida do músico paulistano

Três anos depois do lançamento de “Barco Futuro”, sucessor do álbum visual “A Trilha da Trilha”, o músico e escritor Juliano Costa (Primos Distantes, Renato Medeiros) mistura sua inventividade sonora, criativa e literária no disco Vida Real, disponível em fonograma a partir do dia 28 de novembro, quinta-feira. O resultado é uma obra sincera, envolvente nas suas diferentes camadas, de leveza agridoce. Um trabalho que se parece com uma festa entre amigos íntimos, na qual você, ouvinte, está. 

 Vida Real é também um retrato do dia seguinte da festa, de ressaca e dúvidas existenciais. “Existem várias camadas de vida. Tem a vida íntima, tem a vida social, tem a vida de rede social. Tem a vida choradeira de pitanga e tem a vida de coragem e bola pra frente. Tem a vida arte, a vida canção, a vida palco, a vida tela, a vida personagem. Em todas essas vidas dá pra ter um pouco de sinceridade. Não é fácil, mas dá. Sempre dá pra ter um pouquinho de vida real no meio da ficção”. 

A produção do disco é dele, ao lado de Renato Medeiros, que também mixou e masterizou o trabalho. O álbum conta com as já lançadas “Oração à Música”, “O Mundo é Gigante”, “Todo Amor do Mundo”, que ganhou clipe, “América do Sul”, “Glória”, também acompanhada por videoclipe, e Tudo Bem – que acaba de ganhar um clipe divertido e sensível: assista – somadas às inéditas “Filho do Vento”, “Quando a Noite Cai’, “Estrelas Solitárias em Constelação”, “O Sol”, “O Vazio” e “Eu Não Vou Deixar”.

São canções que funcionam como crônicas da vida e da fantasia da vida – memória ou imaginação. Feitas de momentos sinceros e sugestivas de uma experiência terna de vida, das que dão contorno aos sentidos de estar por aqui. “As participações de Luna França, Maria Tereza, Cauê Benetti, Caio Costa, e a presença constante do Renato Medeiros no disco, são resultado de encontros reais, coisas vividas e coisas cantadas e tocadas”. 

Pra além de sua carreira solo, Juliano é baterista da banda de Renato Medeiros e escreve literatura. Seu romance Fumo (Patuá, 2023) figurou na lista de melhores livros do ano da revista de livros 451. Ele é também autor de um conto do livro “As Páginas do Relâmpago Elétrico” (Garoupa, 2023), baseado no disco de 1977 de Beto Guedes.

African Roots #61

African Roots #61

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Kossas – Mongele

2 – Dar International Orchestre – Mwana Acha Ujinga

3 – Bembeya Jazz National – Air Guinée

4 – Oliver De Coque – My cherry

5 – Oriental Brothers International Band – Nwadi Di Ya Bu Eze

6 – Mabuya Queens – The Easiest Way

7 – Charlotte Mbango – Ayo mbae

8 – Cardinal Rex Lawson – Tamuno Bo Ibro Ma

9 – Sweet Breeze – Ayamma

10 – Os Kiezos – Muxima

11 – Urbano de Castro – Semba Avó

12 – Tshala Muana – Amina

13 – Thomas Frempong – Odo Pa

14 – Kine Lam – Cheickh Anta Mbacke

15 – Chief Commander Ebenezer Obey – Board Members

Miroslav Vitous – Infinite Search (1970)

Miroslav Vitous – Infinite Search (1970)

Memória de Elefante 06/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Ghetthoven – New Day (2024) (single)

Ghetthoven – New Day (2024) (single)

Ghetthoven, cantor, compositor e produtor oriundo do Porto, apresenta o seu mais recente trabalho, um double single composto por “New Day” (Lado A) e “Letters” (Lado B). Este lançamento, disponível nas plataformas digitais, marca o encerramento de uma fase romântica e introspetiva na trajetória do artista, assinalando a transição para uma nova era musical.

Com produção de Taseh, Saloio e Liquid, e uma forte componente lírica e métrica assinada pelo próprio Ghetthoven, este double single reflete as experiências e os sentimentos que moldaram o último capítulo da sua carreira. “New Day” surge como um hino ao renascimento e à superação de tempos sombrios, enquanto “Letters” é uma ode ao amor, apresentada sob a forma de uma carta destinada a todas as pessoas apaixonadas. Ambas as faixas mantêm a atmosfera soul e onírica que tem caracterizado a música do artista, mas apontam para o desfecho de uma etapa criativa que o viu explorar profundamente a sua expressão romântica.

“Este lançamento é o desfecho de uma season, um hiato da minha fase romântica. É também uma ode ao amor e ao renascer, uma forma de reagir aos tempos negros que atravessamos” explica Ghetthoven, acrescentando que o futuro da sua música será marcado por uma abordagem mais ativista.

Desde a sua estreia em 2014 com “By My Side”, Ghetthoven tem vindo a afirmar-se no panorama nacional, integrando projetos como os Crisis e colaborando em produções de artistas como Moullinex, Voxels e Cut Slack.

“New Day” e “Letters” são um marco nesta trajetória, encerrando um ciclo que deu origem a obras como “Magical City”, lançada no início de 2023, um single descrito pelo artista como “um hino à esperança e à luta”. Ghetthoven, que escreve, interpreta e orquestra os seus trabalhos, sublinha que este lançamento simboliza não só um momento de reflexão e renovação, mas também o ponto de partida para um novo capítulo na sua música, onde temas sociais e interventivos ocuparão o centro do seu processo criativo.

Ligados Às Máquinas – (Dormir) Em Direcção Ao Sonho (2024) (single)

Ligados Às Máquinas – (Dormir) Em Direcção Ao Sonho (2024) (single)

Os Ligados às Máquinas são, provavelmente, a primeira orquestra de samples composta por músicos em cadeiras de rodas do mundo. Nascidos há uma década no seio da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, lançam no próximo dia 6 de dezembro, pela Omnichord Records, o seu impressionante disco de estreia, Amor Dimensional.

Cruzando diferentes géneros musicais e explorando novas fronteiras criativas, os Ligados às Máquinas têm desenvolvido, com o musicoterapeuta Paulo Jacob, ferramentas e metodologias de trabalho inovadoras e promotoras da plena participação artística.

O processo criativo dos Ligados às Máquinas sempre se destacou pelo uso, adaptação e criação de soluções de hardware e software que permitem aos integrantes – músicos com alterações neuromotoras – ter controlo e autonomia para disparar samples em tempo real em dispositivos adaptados.

Nos primeiros anos, os elementos dos Ligados Às Máquinas foram convidados a partilhar, nas sessões de trabalho, as músicas e os sons mais importantes e significativos na sua vida. Com a utilização do hardware Makey Makey (que converte objetos do quotidiano – condutores de corrente elétrica – em controladores), deu-se a epifania: E que tal constituir uma “orquestra” de amostras musicais? Uma espécie de melting pot musical, onde cada um participa ativamente no processo criativo do coletivo, partilhando a sua identidade musical e cruzando-a com a dos outros. O resultado foi uma amálgama poética de construção sonora coletiva.

E o que torna isto possível? Para além da paixão musical que une o coletivo, o outro grande aliado é … a tecnologia. Um computador, um Makey Makey, muita cablagem e controladores personalizados ao movimento funcional de cada um dos músicos. Cada músico “dispara” um ou mais samples, de acordo com uma organização que foi previamente acordada entre todos (desde o processo de amostragem e tratamento dos excertos musicais até à composição colectiva).

Em 2023, em colaboração com a Omnichord e numa residência artística para o Festival NASCENTES, o projeto adotou uma nova abordagem criativa e participativa, iniciando um processo de colaboração direta com diversos músicos e compositores, que cederam excertos musicais inéditos. O poder da música e da criação participativa foi o mote para o convite lançado a diversos nomes para que, através da cedência de samples da sua voz ou dos seus instrumentos, permitissem aos Ligados às Máquinas a criação de um arquivo sonoro que potenciaria novas composições feitas a muitas mãos, vozes e corações. Entre os que aceitaram o convite estão nomes como Ana Deus, Bruno Pernadas, Cabrita, Carincur, Catarina Peixinho, Coro Ninfas do Lis, Dada Garbeck, Filipe Rocha, First Breath After Coma, Gala Drop, Gui Garrido, Joana Gama, Joana Guerra, João Doce, João Maneta, João Pedro Fonseca, José Valente, Lavoisier, Mano a Mano, Moullinex, Nuno Rancho, Orquestra e Coro da Gulbenkian, Pedro Marques, Retimbrar, Ricardo Martins, Rita Braga, Rita Redshoes, Salvador Sobral, Samuel Martins Coelho, Samuel Úria, Selma Uamusse, Senhor Vulcão, Surma e Vasco Silva. O resultado acaba por ser uma fusão única de estilos musicais, do hip-hop ao fado, do rock ao techno, do blues à world music e da música erudita à música concreta, culminando num disco que se traduz numa linguagem única.

Amor Dimensional é o resultado de uma década de trabalho e amadurecimento de um processo coletivo que começou a explorar o universo sonoro familiar dos seus elementos para depois conseguir explorar, interpretar e compor algo realmente novo e seu a partir da novidade e do desconhecido que lhes foi apresentado por mais de 30 artistas nacionais. 

São nove temas originais, que desenham um dia na vida de cada um: do amanhecer ao acordar, da procrastinação à tensão, da obrigatoriedade à liberdade de escolha limitada, da melancolia confortável à refeição aconchegante até ao merecido descanso (enriquecido pela possibilidade de sonhar).

O grupo estreou-se em palco em 2014, a convite do Teatro Municipal da Guarda e, desde então, apesar da desafiante logística, tem vindo a apresentar-se ao vivo todos os anos e os seus espetáculos são muitas vezes descritos como um confronto de duas forças fundamentais opostas e complementares: a estaticidade física e o movimento musical.

A música dos Ligados às Máquinas é uma construção sui generis: junta excertos cuja coabitação pode parecer improvável ou impossível, apresentando um todo unificado e harmonioso que, muito provavelmente, não soa a nada do que se tenha escutado até hoje. 

Os Ligados Às Máquinas são Andreia Matos, Dora Martins, Fátima Pinho, Hélia Maia, Jorge Arromba, José Morgado, Luís Capela, Mariana Brás, Paulo Jacob, Pedro Falcão e Sérgio Felício.

Analog Dakar Club #13 – Homenagem A Super Mama Djombo, A Banda – Sonora Da Guine – Bissau

Analog Dakar Club #13 – Homenagem A Super Mama Djombo, A Banda – Sonora Da Guine – Bissau

Analog Dakar Club present the mix “Homenagem a Super Mama Djombo, a banda-sonora da Guiné-Bissau”, a tribute to the legendary Guissau-Binéen group “Super Mama Djombo”. The mix tells the story of its founding members through their past greatness, betrayed dreams and a good dose of revolutionary saudade… served by a relentless groove. I have grouped together tracks from their legendary albums that were all recorded during the same session, a crazy thing. Some are very rare to find and I was lucky to have them all in my hands, some are mine, others belong to my old friend and digger DJ Look who deserves a Big Up. There are also tracks by José Carlos Schwarz and his Cobiana Jazz, their political and musical mentor and some references to Amilcar Cabral, the father of Guiné-Bissau independence. 

The cover art is attached. Hope you’ll like the mix !

Tracklist :

1 – Excerpt from Amilcar Cabral’s Speech on The Cancer of Treason during the national funeral of Kwame Nkrumah in Conakry (INA) May 13, 1972

2 – Korda Scrabù ! : Amilcar Cabbral

3 – José Carlos Schwarz : Djiu di Galinha

4 – José Carlos Schwarz : Mindyeres de Panu Pretu

5 – José Carlos Schwarz : Tiu Bernal

6 – Super Mama Djombo : Sociedade de Malandros

7 – Super Mama Djombo : Pampa

8 – Super Mama Djombo : Sur di nô Pubis

9 – Zé Manel : S’Cudjio

10 – Super Mama Djombo : Tchêdo (A mémoria de N’Famara Mané)

11 – Super Mama Djombo : Pamparika

12 – Super Mama Djombo : Mandjuana

13 – Super Mama Djombo : Sol Maior para Comandante (intro)

+ Excerpt from : 

Tribute to Super Mama Djombo (Reading of the book “Les Grands” by Sylvain Prudhomme © Radio Nova / Néo Géo / Bintou Simporé) 26 11 2014

Super Mama Djombo, a banda-sonora da Guiné-Bissau (RFI Português) 16 08 2019

“Before a nation can become real, it must first be imagined”

Ibrahim Maalouf, Angélique Kidjo – Queen of Sheba (2022)

Ibrahim Maalouf, Angélique Kidjo – Queen of Sheba (2022)

Memória de Elefante 05/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #320: Dave Gelly – Ícones do Jazz (2008)

Prazeres Interrompidos #320: Dave Gelly – Ícones do Jazz (2008)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Estava prestes a terminar o século XX quando a música jazz perfez 100 anos de inovação e experimentação. O jazz é um género de música complexo que se desenvolveu rapidamente e em muitas direcções desde que a combinação do ragtime com o blues tocado sincopadamente assim foi apelidada, alegadamente na viragem do século em Nova Orleães.

Esta obra apresenta uma selecção de alguns dos maiores representantes do género: desde os de Nova Orleães e Dixieland nas duas primeiras décadas do século XX, passando pela música swing e jump dos anos 20 e 30, pelo bebop e o seu legado nos anos 40 e 50, até ao free jazz da década de 60, ao jazz-rock da de 70 e à miscigenação jazzística dos anos 80 e 90. Cada uma das entradas inclui dados sobre a vida e a obra do artista ou da banda em questão, apresenta os seus trabalhos mais importantes e é ilustrada por uma belíssima fotografia a preto e branco.

Entre eles, contam-se:

Louis Armstrong Chet Baker Carla Bley Sidney Bechet Michael Brecker John Coltrane

Chick Corea Eric Dolphy Bill Evans Stephane Grappelli Woody Herman Abdullah Ibrahim

Elvin Jones Stan Kenton Machito Original Dixieland Jazz Band Michel Petrucciani Bud Powell Django Reinhardt George Shearing Cecil Taylor Sarah Vaughan Tony Williams Lester Young

José Barros – Enraizado (2024) (single)

José Barros – Enraizado (2024) (single)

Há algo na música que transcende o acto de tocar, cantar ou compor. Para alguns, ela é mais do que uma simples expressão artística; é um laço profundo com a terra, com as tradições e com a cultura que lhes corre nas veias. Sou uma dessas pessoas. Cada acorde, cada batida e cada melodia que crio parece emergir de um lugar que está para além da minha consciência, como se eu fosse apenas um veículo para algo muito maior. A minha ligação com a terra, as pessoas, a cultura popular e tradicional portuguesa, é algo que está embrenhado em mim de tal forma que, mesmo quando não penso nisso, a música que faço mostra isso mesmo. Não importa para onde vou, não importa o que tento criar, há sempre um eco que me chama de volta, um som distante que reconheço nas notas que toco, nos versos que escrevo, na música que componho. A cultura da qual sou feito está gravada em cada gesto, em cada escolha musical, em cada momento de inspiração.

É curioso, porque muitas vezes não me dou conta dessa presença. Parece que caminho por uma estrada invisível, sem me aperceber do quanto ela já está traçada. Não escolho os caminhos que sigo na música, porque de alguma forma, eles é que me escolhem a mim. E por mais que tente romper com as amarras da tradição, com as memórias culturais que carrego, percebo que sou feito delas. A música que crio não é apenas minha; ela é um reflexo de uma herança colectiva, uma melodia ancestral que ecoa no presente, mas que, entendo agora, sou eu mesmo que me apego a essa memória colectiva que afinal, embora imaterial, talvez exista mesmo.

Percebo agora que essa busca incessante por outros horizontes — explorando novas sonoridades, estilos, culturas, e línguas — não era uma tentativa de me afastar da minha tradição, mas sim uma jornada para me reconectar com ela de forma mais profunda. O que inicialmente me parecia um libertar dessas amarras acabou por se transformar numa redescoberta das minhas próprias raízes, ainda que de forma diferente, mas sempre de forma natural. Embora não deliberadamente, o meu percurso musical nunca foi por obrigação de ter que fazer isto ou aquilo, mas a verdade é que a minha raiz estava sempre ali, pulsando de forma invisível, guiando as mãos, os dedos, a voz e o coração.

Essa raiz é, ao mesmo tempo, um abrigo e uma corrente. É ela que me mantém conectado ao que sou, ao que sempre serei, mas também me desafia a reconhecer que, por mais que eu me tente distanciar, nunca serei completamente livre dela. E talvez essa seja a maior liberdade que posso ter: aceitar que a música que faço, é no fundo, uma extensão da terra que me viu nascer, da liberdade (50 anos) que ajudei a crescer e consolidar, da voz, do cante e do pensar/tocar/cantar em português, seja aqui ou no mundo.

José Barros

Mateus Aleluia – Papel Machê (2024) (single)

Mateus Aleluia – Papel Machê (2024) (single)

O cantor, compositor e instrumentista brasileiro Mateus Aleluia Filho revisita o clássico Papel Machê, canção de Capinam e João Bosco, em releitura que evoca as raízes do reggae da Bahia – estado centro da cultura afro no Brasil. O tema tem participação dos conterrâneos Rafael Pondé (Diamba, Natiruts) e Eduardo Escariz – que assina a produção musical ao lado de Átila Santana (IFÁ). O single celebra o encontro dos músicos e traz à tona a importância do estilo que ajudou a embalar e projectar a música baiana. Gravaram também na canção o baterista Iuri Carvalho e o tecladista João Leão. A edição chega com um visualizer gravado na Ponte Dom Pedro II, que liga a cidade de Cachoeira à São Félix sob o Rio Paraguaçu. Oiça a música aqui e assista ao vídeo aqui.

Mateus Aleluia Filho traz para a música sua herança que vem de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Do canto aos sopros dos metais, a cidade onde nasceu o Tincoã Mateus Aleluia – pai do músico – também foi berço da identidade que originou a forma de tocar e compor o reggae da Bahia. Além de toda história de resistência e cultura, a cidade que beira o Rio Paraguaçu é um celeiro de instrumentistas de sopro, como é o caso de Mateus Aleluia Filho, que, inclusive, no single, além de cantar, também toca trompete, instrumento no qual é especialista.

A tradição do estilo musical na Bahia se desdobrou em diversas vertentes, entre elas, o samba reggae, que projectou o Pelourinho para fora do Brasil; o reggae de Gilberto Gil, que trouxe para o português versões de Bob Marley dando sua contribuição com grandes canções brasileiras sem perder a referência da fórmula básica jamaicana; e o reggae do Recôncavo, protagonizado por artistas como Edson Gomes, e conduzido por letras que denunciam a desigualdade social nas periferias, contos de personagens locais, protesto, religiosidade e pertencimento.

A versão de Papel Machê por Mateus Aleluia Filho tem mistura e masterização de Pedro Itán, multi-instrumentista e engenheiro de som que comanda o Hitlab. Itán conta com uma lista extensa de contribuições nas produções da nova música urbana de Salvador, com destaque para indicação ao Grammy Latino pela produção musical do disco “Território Conquistado”, de Larissa Luz. As bases da música foram gravadas no estúdio de Átila Santana em sociedade com o sueco Sebastian Notini, por onde passaram Tiganá Santana, Luedji Luna e Mãe Ana.

A versão de Papel Machê por Mateus Aleluia Filho tem mistura e masterização de Pedro Itán, multi-instrumentista e engenheiro de som que comanda o Hitlab. Itán conta com uma lista extensa de contribuições nas produções da nova música urbana de Salvador, com destaque para indicação ao Grammy Latino pela produção musical do disco “Território Conquistado”, de Larissa Luz. As bases da música foram gravadas no estúdio de Átila Santana em sociedade com o sueco Sebastian Notini, por onde passaram Tiganá Santana, Luedji Luna e Mãe Ana.

Direção, fotografia, montagem e correção de cor: Eduardo Escariz

Coffee Breakz #94 – Les Invisibles

Coffee Breakz #94 – Les Invisibles

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Dawn Brought Saviour — The Earth Beneath Us Cries 

2. Mão Morta — Viva la Muerte! 

3. Arnaud Dolmen & Leonardo Montana 

3.1 Les Invisibles Part 1 

3.2 Les Invisibles Part 2 

3.3 Agora Sim 

4. Enzo Carniel & House of Echo — Furtifs 

5. Miles Davis — Stella by Starlight 

6. MF DOOM 

6.1 The Evolution From Zev Love X to MF DOOM 

6.2 Being Embraced by a Diverse Fanbase 

6.3 Conquering Writer’s Block 

6.4 Doing Production vs. Working with Producers 

6.5 The Making of MM..FOOD 

6.6 MM..FOOD Favorites 

6.7 The Future with Metalface Records, Gas Drawls & Rhymesayers

Sertab Erener – Ey Şuh-i Sertab (2012)

Sertab Erener – Ey Şuh-i Sertab (2012)

Memória de Elefante 04/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.