Prazeres Interrompidos #275: Cho Nam-Joo – Kim Jiyoung, nascida em 1982 (2016)

Prazeres Interrompidos #275: Cho Nam-Joo – Kim Jiyoung, nascida em 1982 (2016)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Com narrativa sutil e ao mesmo tempo arrebatadora, Kim Jiyoung, nascida em 1982 retrata a realidade de uma jovem coreana e os profundos impactos da desigualdade de gênero na vida das mulheres

Em um pequeno apartamento nos arredores da frenética Seul vive Kim Jiyoung. Uma millennial comum, Jiyoung largou seu emprego em uma agência de marketing para cuidar da filha recém-nascida em tempo integral — como se espera de tantas mulheres coreanas. Mas, em pouco tempo, ela começa a apresentar sintomas estranhos, que preocupam o marido e os sogros: Jiyoung personifica vozes de outras mulheres conhecidas — vivas e mortas. A estranheza de seu comportamento cresce na mesma proporção que a frustração do marido, que acaba aconselhando a esposa a se consultar com um psiquiatra.

Toda a sua trajetória é, então, contada ao médico. Nascida em 1982 e com o nome mais comum entre as meninas coreanas, Kim Jiyoung rapidamente se dá conta de como é desfavorecida frente ao irmão mimado. Seu comportamento sempre é vigiado e cobrado pelos homens ao seu redor: desde os professores do ensino fundamental, que impõem uniformes rígidos às meninas, até os colegas de trabalho, que instalam uma câmera escondida no banheiro feminino para postar fotos íntimas das mulheres em sites pornográficos. Aos olhos do pai, é culpa de Jiyoung que os homens a assediem; aos olhos do marido, é dever dela abandonar a carreira para cuidar da casa e da filha.

A vida dolorosamente comum de Kim Jiyoung vai contra os avanços da Coreia do Sul, uma vez que o país abandona as políticas de controle de natalidade e “planejamento familiar” — que privilegiava o nascimento de meninos — e aprova uma nova legislação contra a discriminação de gênero. Diante de tudo isso, será que seu psiquiatra pode curá-la ou sequer descobrir o que realmente a aflige? Best-seller internacional, Kim Jiyoung, nascida em 1982 é uma obra poderosa e contemporânea que não só atinge o âmago da individualidade feminina, como também questiona o papel da mulher em âmbito universal.

MONiMO – Open Lights (2024) (single)

MONiMO – Open Lights (2024) (single)

Depois de editar, no ano passado, o single de estreia, “the swing of sonder”, o MONiMO regressa com “open lights”, segundo single de antevisão ao primeiro disco do projeto.

“open lights” é um single de rock progressivo, e o videoclipe/curta foi realizado e criado em animação 3D pelo compositor Diogo Marrafa. Desta vez, com a letra na primeira pessoa, ao contrário de “the swing of sonder”, conjugado em “ela/she” (característica do disco de estreia, em que cada tema tem a sua própria conjugação), o artista apresenta ao público uma faceta mais sóbria e descreve de uma forma mais evidente a mascote da banda.

Nesta história, representada no videoclipe/curta de animação, o gigante acorda preso numa caverna, tendo metade do seu corpo apoderada pelas rochas e com minerais em si formados. Em toda a parte vê caminhos e túneis luminosos, os quais o monstro não consegue alcançar. Evidencia-se a angústia do protagonista, enquanto admira a vegetação e os insetos que pela caverna voam livremente. A personagem, tentando-se libertar da situação em que se encontra, acaba por ser consumida pelas rochas na sua totalidade, revelando que o mundo, do outro lado, não é assim tão mau, e era, na verdade, tudo o que procurava, entrando num oceano de movimento e luzes, no qual nada livremente até encontrar um sítio demasiado luminoso, que o assusta e o faz retornar à caverna, mas, desta vez, preso debaixo de água.

Entre composições melancólicas e dramáticas, baterias ora potentes, ora subtis, o disco de estreia do MONiMO invoca a introdução do artista ao mundo dos sintetizadores, juntamente com guitarras acústicas, elétricas e vários tipos de piano, destacando músicas que seguem estruturas de storytelling e, ao mesmo tempo, nem sempre previsíveis.

“open lights” é uma reflexão sobre como somos iludidos pelos desejos e sobre como, por vezes, achamos erroneamente que é o contexto que nos acorrenta. O lançamento do disco está previsto para este verão e contará com cinco músicas e dois interlúdios, onde o artista irá revelar ainda mais um vídeo.

Lonnie Smith – Afrodesia (1975)

Lonnie Smith – Afrodesia (1975)

Memória de Elefante 03/07/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Chek1 – Tinder (2024) (single)

Chek1 – Tinder (2024) (single)

Depois do lançamento do tema “Genesis”, no ano passado, Chek1 regressa com novo single “Tinder”. O artista gaiense, membro integrante da banda Enigmacru, retrata nesta nova faixa – primeiro single do futuro álbum “Sinais” – uma aventura do próprio numa aplicação de encontros.

“Ouvi falar numa famosa fórmula de engate / uma plataforma que era usada pela maior parte / na hora peguei no tele fiz a minha parte / abri a playstore e instalei a app”.

“Tinder”, considerado pelo artista como o thriller de 2024, surge em forma de sátira, na procura do tão improvável match perfeito. É para quem se sente misterioso, e dá “swipe right” atrás de “swipe”. A produção da faixa ficou ao encargo do mc que pertence à banda Enigmacru e ao coletivo 6Sentido, sendo a mesma gravada, misturada e masterizada por Minus & Mr.Dolly.

Chek1 deu os primeiros passos como músico, precocemente, aos 10 anos, altura em que entrou para o Conservatório de Música do Porto para estudar oboé. Terá sido por volta de 2002 que começou a escrever as primeiras letras e, em 2005, a produzir os primeiros beats. Ao longo do tempo colaborou com artistas como Minus & Mr.Dolly, Virtus, Keso, Mundo Segundo, Ace, Barrako27, Dj Nelassassin, Br!sa, João Tamura, Beiro e Pedra, Chulo, entre outros.

O videoclipe de “Tinder” foi produzido e realizado pelo próprio Chek1, em colaboração com Maria Tavares, captado e editado por Pedro Santasmarinas, e já se encontra disponível. A faixa estará em todas as plataformas digitais no dia 21 de junho.

Colin Edwin: Porcupine Tree – In Absentia (2002)

Colin Edwin: Porcupine Tree – In Absentia (2002)

Memória de Elefante 02/07/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Trovador Urbano #6

Trovador Urbano #6

Autor:

David Calderon

(episódio de 01 De Julio 2024)

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Alice – Se As Paredes Falassem (2024) (single)

JAFUIPEDRO – Estendal Da Razão (2024) (single)

JAFUIPEDRO apresenta o single de estreia ‘ESTENDAL DA RAZÃO’

JAFUIPEDRO, é o novo projecto de Pedro Afonso, músico e co-fundador dos NORTON.

Com ‘Estendal da Razão’, apresenta-nos a sua primeira canção a solo, marcando também a sua estreia em português.

Este projeto representa, numa fase mais inicial, a verdadeira essência de um “cantautor”, revelada através de uma guitarra, uma drum machine e um par de sintetizadores que, juntamente com a voz, celebram as histórias que pretende contar e que expõem a aparente simplicidade das canções.

O single já está disponível em todas as plataformas digitais e vem acompanhado de um videoclip realizado por Henrique Lourenço.

“E se as memórias de uma vida fossem expostas num estendal como se de um objeto físico se tratasse? E que peso terá a Saudade na procura de reconciliação com o presente? Chegar a este ponto é compreender a beleza de entrarmos em casa e encontrar aqueles que mais amamos ao nosso lado na “sala” da vida.”

Pedro Afonso

Alceu Valença – Molhado De Suor (1974)

Alceu Valença – Molhado De Suor (1974)

Memória de Elefante 01/07/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #274: Stig Dagerman – A Ilha dos Condenados (1946)

Prazeres Interrompidos #274: Stig Dagerman – A Ilha dos Condenados (1946)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

In the summer of 1946, while secluded in August Strindberg’s small cabin in the Stockholm archipelago, Stig Dagerman wrote Island of the Doomed. This novel was unlike any other yet seen in Sweden and would establish him as the country’s brightest literary star. To this day it is a singular work of fiction—a haunting tale that oscillates around seven castaways as they await their inevitable death on a desert island populated by blind gulls and hordes of iguanas. At the center of the island is a poisonous lagoon, where a strange fish swims in circles and devours anything in its path. As we are taken into the lives of each castaway, it becomes clear that Dagerman’s true subject is the nature of horror itself.Island of the Doomed is a chilling profile of terror and guilt and a stunning exploration—written under the shadow of the Nuremberg Trials—of the anxieties of a generation in the postwar nuclear age.

1 Álbum 100 Palavras #48: Quarteto Nôvo – Quarteto Nôvo (1967)

1 Álbum 100 Palavras #48: Quarteto Nôvo – Quarteto Nôvo (1967)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“O álbum “Quarteto Novo” lançado em 1967, é o único trabalho do grupo brasileiro de música instrumental Quarteto Novo, formado por Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Heraldo do Monte e Theo de Barros. Este disco é uma fusão inovadora de jazz, música nordestina e MPB (Música Popular Brasileira). Com faixas como “O Ovo” e “Misturada,” o álbum destaca-se pela virtuosidade instrumental e arranjos complexos. A mistura de ritmos brasileiros tradicionais, como o baião e o frevo, com influências jazzísticas, fez do “Quarteto Novo” uma obra-prima atemporal. O álbum teve um impacto duradouro na música brasileira, influenciando músicos e compositores. Boa escuta!”

Alice – Se As Paredes Falassem (2024) (single)

Alice – Se As Paredes Falassem (2024) (single)

A música de Alice é como uma viagem de carro ao por do sol. A artista de 23 anos, começou no final de 2023 a sua carreira enquanto artista, mas é em jovem que começa a compor as suas primeiras canções, tornando-se, em 2021, songwriter em vários estúdios de Lisboa (Panela Rec, Klasszik…). Inspirando-se em Taylor Swift, Olivia Rodrigo e Gracie Abrams, cria um manifesto pop que promete deixar cada um melancólico e pensativo com a relatividade das suas letras.  A artista lança o seu novo single “Se As Paredes Falassem”. Um pop acústico que se transforma numa produção épica e grandiosa. Foi escrito pela cantora, ao refletir acerca dos momentos pós-término de uma relação,  das incertezas desses tempos e da culpa que nos consome, assombrada pelo peso da despedida. A produção é feita pela cantora e Konxious, com guitarras de Eduardo Faustino. 

“Às vezes escrever o que sinto é a única forma de processar as minhas emoções, que nem eu própria as consigo entender até por em papel. Esta foi uma dessas ocasiões.” Diz a cantora acerca deste do seu mais recente single.

Daro Behroozi – Clarinets I (2018)

Daro Behroozi – Clarinets I (2018)

Memória de Elefante 30/06/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.