1 Álbum 100 Palavras #47: Ozric Tentacles – Erpland (1990)
1 Álbum 100 Palavras #47: Ozric Tentacles – Erpland (1990)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Erpland,” lançado em 1990, é um dos álbuns mais emblemáticos da banda britânica Ozric Tentacles. Conhecido por sua mistura eclética de rock psicodélico, space rock e música eletrônica, o álbum transporta os ouvintes para uma jornada musical expansiva e atmosférica. Com faixas como “Eternal Wheel” e “Tidal Convergence,” o disco apresenta complexas paisagens sonoras repletas de sintetizadores, guitarras envolventes e ritmos variados. A produção experimental e as influências diversas, que vão do reggae ao jazz, fazem de “Erpland” uma obra-prima do rock progressivo e psicodélico, consolidando a reputação da banda como pioneira no gênero.”
Boa escuta!
Prazeres Interrompidos #272: António Breda Carvalho – O Fotógrafo da Madeira (2012)
Prazeres Interrompidos #272: António Breda Carvalho – O Fotógrafo da Madeira (2012)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Madeira, 1ª metade do séc. XIX, o patriarca de uma família produtora de vinho da Madeira vê-se obrigado, face ao contexto político, a enviar o seu herdeiro para Paris. Passados cerca de vinte anos, Afonso Ayres Drumond regressa à ilha na qualidade de cônsul francês e com o intuito de gerir o negócio dos pais falecidos. Depara-se, então, com uma realidade muito diferente da de uma França marcadamente liberal, cosmopolita e industrializada. Afonso encetará uma série de diligências de desenvolvimento da região no sentido de estreitar as relações entre a Madeira e a França, estimular o crescimento económico e melhorar as condições sociais da população. Esta missão custará um rol infinito de inimigos. A par do enredo surge a história de amor entre Afonso e Laura, a filha do feitor que, apesar de pertencer a uma classe inferior à de Afonso, recebeu uma educação muito liberal.
Bombazine – Cartago (2024) (single) Id
Bombazine – Cartago (2024) (single)
Os bombazine são uma banda portuguesa de indie pop/ rock formada em 2022 que conta com cinco amigos de longa data: Filipe Andrade (baixo), Manuel Figueiredo (teclas), Manuel Granate (bateria), Manuel Protásio (guitarra) e Vasco Granate (voz/guitarra).
Após trabalhar nas primeiras maquetes, a banda uniu forças com o músico e produtor João Sampayo para gravar e produzir o seu primeiro trabalho de estúdio, o EP de estreia – “Grã-Matina” – e o seu primeiro single “Tábua Rasa”. Lançado em abril de 2023, o EP marcou o início da jornada musical da banda, assumindo uma verticalidade pop e indie, envolvida na tendência dos grooves que se ouvem lá fora.
Em 2024, regressam com “Cartago”, o primeiro single de avanço do novo trabalho de originais da banda, a ser lançado ainda este ano. O tema retrata uma exploração imersiva da amizade, explorando as nuances boas e más no confronto entre sonoridades quentes e dançantes com tons psicadélicos e sombrios.
“Cartago” assinala também o primeiro videoclip da banda, que conta com a realização e edição de João Alkmim e Francisco Osório, gravado entre as paisagens campestres do Alto Alentejo e a histórica cidade de Elvas.
Maya Blandy – Calor (2024) (single)
Maya Blandy – Calor (2024) (single)
ESTREIA EM PORTUGAL DA JOVEM ARTISTA COM ORIGEM AUSTRALIANA, ALEMÃ E BRITÂNICA, E QUE CRESCEU NA MADEIRA
O single “Calor” marca a estreia em português da jovem cantora e compositora Maya Blandy no mundo da música nacional. O tema foi produzido por Jake Wherry, conceituado produtor e fundador da banda de jazz/hip-hop, The Herbaliser. A autoria do single é partilhada por Maya e Jake Wherry. A música explora sonoridades Afrobeats e R’n’B com lírica poética sobre amor e a natureza. O vídeo foi filmado na Madeira, com realização de Michel de Freitas.
Maya vai atuar pela primeira vez em Portugal, no Music Box, em Lisboa, no dia 27 de Junho, às 21h30. A artista funde ritmos e melodias soul / rhythm and blues com a energia contagiante da disco, o apelo intemporal do pop e a essência sincera do soul e do jazz.
Maya Blandy nasceu na Austrália, tem família inglesa e alemã, mas cresceu na Madeira, onde tem vivido grande parte da sua vida. A sua infância foi influenciada por várias culturas e estilos de música criando assim o estilo único da artista que explora jazz, soul, funk e música portuguesa. Maya adora artes: no seu tempo livre pinta, escreve e lê. Tem um amor profundo por biologia marinha e se não estivesse a fazer música provavelmente seguiria esse percurso. Maya estudou música na Universidade de Manchester onde tem passado os 3 últimos anos da sua vida a construir a sua carreira.
A artista de 21 anos lançou o seu primeiro single em 2023, “Stardust” (feat. Kathy Brown), produzido por Jake Wherry. Desde então os dois colaboram a criar sons únicos que misturam jazz, soul e R’n’B e que têm tido reconhecimento internacional com airplay em Inglaterra, Portugal, Estados Unidos e Japão (BBC Radio 6, Radio Oxigénio, Antena 3 Madeira, entre outros).
Em Maio deste ano, Maya Blandy lançou o seu primeiro álbum “Stardust” com a participação de artistas internacionais, como Kathy Brown, Muneshine, Trevor Mires e Ryan Quigley.
Para além do concerto no Music Box, dia 27 de Junho, a artista vai atuar também no dia 20 de Julho no Summer Opening Madeira; e no Algazarra Festival, em Porto Santo, no dia 15 de Agosto.
AGENDA:
27 Junho, 21h30 – Music Box, Lisboa
20 Julho – Summer Opening, Funchal, Madeira
15 Agosto – Algazarra Festival, Porto Santo, Madeira
Kevin Locke – Open Circle (1996)
Kevin Locke – Open Circle (1996)
Memória de Elefante 23/06/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Rita Onofre – Não Mereço (2024) (single)
Rita Onofre – Não Mereço (2024) (single)
Rita Onofre inaugura uma nova era de lançamentos com a apresentação de “não mereço”, canção que chega às plataformas digitais já na próxima quarta-feira, dia 5 de junho.
“não mereço” é uma canção que explora sonoridades pop e indie, um assumir da artista da aglutinação destes dois territórios sonoros num tema que Tca no ouvido após a primeira audição e promete tornar-se naquelas canções obrigatórias de ouvir nos indolentes mas eufóricos dias de verão que se aproximam.
A canção embebe admitidamente de um universo “y2k”, a pop reminiscente dos anos 2000, coreografada e harmónica, uma sonoridade bem familiar para Rita Onofre, uma homenagem à música que ouvia ao crescer.
Ao lado do produtor NED FLANGER, em “não mereço” a artista explora o auto-tune e as palavras transparentes para ilustrar um acto de amor próprio. “Há que saber largar para continuar a engrandecer”, refere Rita Onofre sobre a inspiração de composição e da criação da letra.
A partir de 5 de junho o novo single de Rita Onofre chega a todas as plataformas digitais e conta com o lançamento de um videoclipe gravado em casa e criado com Vasco Souto e João Vieira.
Este é o tema que segue à sua passagem pelo Festival da Canção no início de 2024 com a canção “Criatura”, que chegou à Tnal do festival.
Rod Krieger – Cai O Sol E Sobe A Lua (2024) (single)
Rod Krieger – Cai O Sol E Sobe A Lua (2024) (single)
Rod Krieger revela primeiro tema de disco registado em aldeia Portuguesa
Quatro anos após a estreia a solo com o disco A Elasticidade do Tempo, o artista brasileiro edita Cai o Sol e Sobe a Lua, que dá vida ao novo álbum
Cai o Sol e Sobe a Lua foi a primeira canção a ser escrita, “talvez a única composta em Lisboa”, lembra o brasileiro Rod Krieger que escolheu Portugal como sua segunda casa desde 2019. Hoje, a viver entre o oeste português e o Rio de Janeiro, ele lembra de quando teve acesso a obras de compositores portugueses, tendo se conectado principalmente com os primeiros discos de Jorge Palma. Foi neste momento que nasceu a música que depois viria a ser o pontapé inicial para o disco, que será editado em Outubro.
“Como essa música é mais antiga, e quando foi criada não existia a pretensão de registar um álbum, fiz algumas versões até chegar ao resultado final. Então, ela acabou por ser uma espécie de laboratório para o que viria a surgir, como se fosse uma matriz. Às vezes, estava a criar versões para ela e surgiam outros fragmentos que se transformavam em novas canções. Sem querer acabei por gerar o que viria a ser o segundo disco”, comenta Krieger.
Space Rock com batidas eletrônicas e melodias pop psicodélicas: é nesta fusão de ritmos que o artista aposta a sonoridade. Já sobre a letra, ele reforça a influência da vida numa aldeia portuguesa: “Penso que nessa nova fase estou escrevendo de uma forma mais introspectiva, muito influenciado pela minha vivência na aldeia Sobral do Parelhão, que fica no oeste português. De uma certa forma, aquela vida um tanto bucólica acabou caracterizando um pouco as letras”. O processo de composição foi sob controle total do compositor, tanto que todos os instrumentos foram registrados por ele mesmo, no seu próprio estúdio, com exceção da flauta por João Mello, e das teclas que ficaram por conta de João Nogueira.
A obra completa, que será editada em Outubro, vai compor um filme que tem como pano de fundo a pequena aldeia de Sobral do Parelhão, localizada no concelho do Bombarral, no distrito de Leiria, em Portugal, onde o disco foi registado de 2021 a 2023.
Catman Plays The Blues #127
Catman Plays The Blues #127
Autor:
Manuel Pais
Novos discos do pianista Anthony Geraci e do guitarrista Cedric Burnside em destaque no programa desta semana.
Espaço ainda para evocar uma grande figura do Blues do Mississippi, David “Honeyboy” Edwards, na passagem do seu aniversário.
Hermeto Pascoal – Hermeto Pascoal E Sua Visão Original Do Forró (2018)
Hermeto Pascoal – Hermeto Pascoal E Sua Visão Original Do Forró (2018)
Memória de Elefante 22/06/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Cidadela – Onde Não Vais (2024) (single)
Cidadela – Onde Não Vais (2024) (single)
Cidadela lançam segundo single “Onde não vais”
Banda portuguesa segue estilo rock alternativo e está a trabalhar no primeiro álbum de estúdio
Lisboa, 03 de junho de 2024: A banda Cidadela lançou o seu segundo single, “Onde não vais”, tema que integra o primeiro álbum de estúdio do projeto português a editar no final de 2024.
Para os músicos da banda, “a música sempre foi, para nós, uma forma de expressar o que nem sempre conseguimos por palavras e este novo single, ‘Onde Não Vais’, quisemos debruçar-nos sobre as experiências e as expectativas que não vamos viver, à medida que crescemos. São escolhas e versões de nós que nunca iremos conhecer, deixando sempre espaço para dúvidas e ansiedade mas sabendo que, um dia, teremos de fazer as pazes com tudo o que não concretizámos”.
Além dos instrumentos que compõem a base da música (bateria, guitarras, teclas e baixo), as vozes foram também utilizadas como samplers com efeito ao longo do tema. “Quisemos que funcionassem como uma espécie de eco dessas versões de cada pessoa que nunca serão conhecidas, perdidas no tempo e no espaço, em realidades alternativas que não nos tocam”, explicam os músicos.
O tema esteve em desenvolvimento por cerca de três anos, atravessando diferentes transformações até à versão que hoje se ouve. Por curiosidade, os acordes que lhe servem de base e o refrão foram os primeiros elementos a surgir e mantiveram-se inalterados para esta edição final, como fios condutores entre as várias versões que o single foi tomando.
Estão previstos vários concertos de apresentação do projeto, em datas a anunciar, pelo país. Além de “Onde Não Vais”, que já está disponível em todas as plataformas digitais, é possível ouvir “Fragmento”, single lançado no ano passado.
Too Many Suns – 1974 Feat. Surma (2024) (single)
Too Many Suns – 1974 Feat. Surma (2024) (single)
Os Too Many Suns acabam de editar o seu segundo longa duração, “Reverie”, acompanhado pelo single e respetivo videoclipe, “1974”, em colaboração com Surma. O disco surge com o selo da novíssima Reverie Records e assume o “pop” como papel mais central, não impedindo a simplicidade deste registo de abordá-lo com mais maturidade, explorando diferentes registos sonoros. São nota disso as diferentes parcerias com as vozes femininas de Surma (‘1974’), Beatriz Nunes (‘Take Me Home’) e a estreante So (‘Gold’), bem como o Bansuri Nepalês de Sunil Pariyar (‘C’mon’).
Em “Reverie” – produto da imaginação ou do sonho; fantasia; quimera – a banda divaga, como é seu hábito, por entre canções e explorações sónicas, mas os temas apresentam um cunho onírico que os agrega, contemplando o significado do disco, seja na lírica, seja na atmosfera criada por Hugo Hugon (guitarra e voz), João Cardoso (bateria), Vasco Rato (baixo) e Simão Reis (guitarra e teclas).
Depois dos dois EPs ‘Garden’ (2019), ‘Quiet’ (2022) e do álbum ‘Meaning of Light’ (2020), os Lisboetas Too Many Suns sublinham ainda que, com este novo trabalho, não fugiram à sua identidade feita de contrastes, em que o “pop” e o “rock” são desenhados de forma imprevisível (oiça-se ‘Parallels’), e em que canções (‘Gold’) se misturam sem medo com temas mais conceptuais (‘Kim Gordon’).
“Reverie” está disponível a partir deste dia, 24 de maio, em formato CD, com uma primeira edição de 200 exemplares, e na loja online storeindiemusic.pt. A acompanhar o lançamento do disco, a banda foca as atenções no single “1974”, em colaboração com Surma, um dos nomes mais impactantes da música alternativa portuguesa, e que conta a história de dois potenciais amantes que se deparam com a nossa Revolução dos Cravos e com tudo o que isso poderá representar no seu futuro. Uma alegoria necessária em tempos de intolerância e de futuro incerto, mas também de esperança e luta por valores de liberdade.
O disco será apresentado ao vivo no dia 22 de maio no Musicbox em Lisboa, no dia 21 de junho no Maus Hábitos no Porto e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. “Reverie” conta com gravação de Ulpiano Cabalbo nos Waahs Studios e produção de André Isidro na Ducktape Melodies, com edição a cargo da Reverie Records e gestão, distribuição e suporte da Indie Music PT.
Jamil Nasser: The Ahmad Jamal Trio – The Awakening (1970)
Jamil Nasser: The Ahmad Jamal Trio – The Awakening (1970)
Memória de Elefante 21/06/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.