Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque – entrevista 09/05/2024

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque apresenta o seu disco de estreia na Rádio Olisipo: A Few Dates Of Love (2024) (álbum)

Autor da entrevista: Francesco Valente

Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.

Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.

Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.

Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.

Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.

Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”

E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”

Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”

O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.

Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.

Vincent Henar: FraFra Sound – Black Dutch & More (2010)

Vincent Henar: FraFra Sound – Black Dutch & More (2010)

Memória de Elefante 17/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Cristobal Rey – É Do Mar (2024) (single)

Cristobal Rey – É Do Mar (2024) (single)

Berlim, 26 de April de 2024 –  Já está disponível nas plataformas digitais o LP Volta a Crescer, primeiro album da banda Cristóbal Rey Band, radicada em Berlim.

Volta a Crescer é uma experiência visceral e sem fronteiras, que nasce da busca intrínseca de Cristóbal Rey e da vontade dele em contar histórias que atravessam suas vivências. O músico, que cresceu durante a ditadura militar chilena, em uma família de esquerda, tornou-se imigrante na fase adulta e por conta de todos estes atravessamentos sempre considerou importante reverberar temáticas sociopolíticas em suas composições. 

Além dos elementos políticos no discurso, no atual momento da carreira, Cristóbal olha para si com uma maior honestidade e permite-se idealizar um mundo invisível, ainda não tocado por uma sociedade materialista, decadente e imediatista, propondo viagens psicodélicas através dos elementos naturais e da relação com o tempo.

“Sinto que este projeto é meu maior sucesso, um som que as pessoas reconhecem como algo bem meu. Esse LP traduz o momento que estou vivenciando de consagração como músico, sem muita pretensão, não há essa busca de chegar em algum lugar, eu já estou. Minha maior felicidade é saber que estou fazendo um trabalho honesto, que está sendo bem recebido”, ele pontua.

Puxando para uma verve mais experimental e criativa, o LP foi gravado totalmente de forma analógica, evocando a interculturalidade de ritmos em seus arranjos e passeando pelo rock progressivo, indie rock e rock psicodélico, entre outros estilos, que juntos compõem o balaio de referências de Cristóbal, incluindo aí “o huayno andino em ‘Ainda Tem índio AÍ’ ou o toque reconfigurado do charango em ‘Brisa do Sol’”, destaca o compositor. 

Reforçando toda esta mescla cultural que forjou a identidade artística de Cristóbal, as composições do EP são escritas nos idiomas português, espanhol, inglês e alemão.

A Banda

A Cristóbal Rey Band foi fundada no ano de 2022, em Berlim, quando Cristóbal Rey decidiu produzir as músicas de seu projeto solo. Focado nos últimos anos em sua banda Aquafaba, ele sentiu que era hora de lançar um novo álbum solo e imprimir uma viagem mais íntima e pessoal. A atual formação da banda é: David Gus (FR/DK) na bateria, Tomás Peralta (CL) no baixo, Giacomo Cantarini (IT) na guitarra e Cristóbal Rey (CL) na voz e ronroco. 

● Ouça Ainda Tem Índio Aí

● Fotos de divulgação

● Letras do EP

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Cristóbal Rey é um cantor chileno, radicado em Berlim, e integrante da banda Aquafaba, na qual colaborou com dois discos. O artista já morou em diversos países como o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Peru, Argentina e Lituânia, experiências que refletem na mistura de referências de seus trabalhos. Iniciou a carreira solo em 2003,  lançamento já varios albums.

Entrevista Com Francisco Rodrigues (.cruzamemte) 09-05-24

.cruzamente – Um Bicho Como Nós (2024) (álbum)

Entrevista com: Francisco Rodrigues

Autor: Francesco Valente

Francisco Rodrigues apresenta na Rádio Olisipo o novo álbum dos .cruzamente, band do Porto, que edita “Um Bicho Como Nós” (2024.

O seu primeiro álbum um bicho como nós, a editar no dia 10 de Maio, foi produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

O concerto de apresentação do disco um bicho como nós acontecerá a 18 de Maio no CCOP, no Porto, pelas 21h30m. Será apresentado o disco, bem como alguns temas de trabalhos anteriores, com algumas surpresas pelo meio. Os bilhetes já estão à venda. 

Instagram: https://www.instagram.com/cruzamente?igsh=cG1manh1djQ1NGdl 

Facebook: https://www.facebook.com/CruzaMente 

Youtube: https://www.youtube.com/@crzmnt 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/2wNIgexv8fXZq6x8gbAf6A?si=jcXiQ4xLRUSHg3Jz3E60iw

Mince Fratelli: The Fratellis – Costello Music (2006)

Mince Fratelli: The Fratellis – Costello Music (2006)

Memória de Elefante 16/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #261: Rondon : Larry Rohter – Uma Biografia (2019)

Prazeres Interrompidos #261: Rondon : Larry Rohter – Uma Biografia (2019)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um dos maiores exploradores da história mundial, Cândido Rondon teve uma vida extraordinária. Nesta minuciosa biografia, o jornalista Larry Rohter revela para o leitor a amplitude de seu legado para o país e os povos indígenas.

No início da tarde de 26 de abril de 1914, um grupo de dezenove homens chegou à confluência de dois rios no coração da selva amazônica. Durante meses eles enfrentaram uma sucessão de dificuldades e privações para realizar um feito notável: navegar e mapear um rio ainda desconhecido, chamado rio da Dúvida, porque seu curso e comprimento eram um mistério. Os líderes dessa expedição eram Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, e o brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon, que há mais de vinte anos explorava a região. 

Depois que a jornada com Roosevelt chegou ao fim, Rondon continuaria por muitos anos seu importante trabalho, que incluiu o levantamento de rios, montanhas e vales até então ignorados, a instalação de quilômetros de linhas telegráficas, a construção de estradas, pontes e a fundação de povoamentos. Foi também Rondon quem primeiro estabeleceu contatos pacíficos com dezenas de etnias indígenas. Em 1910, fundou o Serviço de Proteção aos Índios, em um esforço de inclusão dos índios ao Estado nacional brasileiro. 

Hoje Rondon empresta seu nome a ruas, museus, cidades e até a um estado, Rondônia. O lema que norteou suas expedições e contatos com os povos indígenas ― “Morrer se preciso for, matar nunca” ―, porém, se perdeu no tempo, e muitos de seus incríveis feitos como explorador permanecem ignorados. 

A grandiosidade de seus feitos inspirou o jornalista Larry Rohter a mergulhar por mais de cinco anos em sua trajetória, oferecendo agora ao leitor brasileiro um livro que redimensiona o lugar de Rondon na história do Brasil.

Cruzamente – Ilusões (2024) (single)

Cruzamente – Ilusões (2024) (single)

“Ilusões” é o segundo single do primeiro LP dos .cruzamente, um bicho como nós, e traz consigo uma melancolia quente, que nos leva à introspecção com um balançar da cabeça.

Porque é que somos assim? Como é que a nossa mente nos ilude ao ponto de não vermos o que está diante de nós? O encontro, mesmo que seja connosco, parte da cedência. E desse modo, quanto mais recíproca for, mais equidistante será o ponto de entendimento. Cedam, egos!

O vídeo que acompanha o single “Ilusões” foi criado pelo Bernardo Bordalo. Com uma base de foundfootage, pretende abordar a narrativa do tema e do álbum no máximo de dimensões em simultâneo. Desde o nível pessoal à nossa cumplicidade com o ecossistema, as forças naturais que operam alheias a tudo, mas que são condição para a nossa existência, até à impossível quantificação do ser no universo. O tudo e o nada, ao mesmo tempo.

Nas palavras do realizador: “Fora da nossa vista, existe todo um universo debaixo de água cuja presença é absolutamente vital para o planeta, ainda que opere de forma invisível – o ciclo da água é um exemplo disso. Da água para o vapor, para a nuvem e de volta ao planeta sob a forma da chuva. São forças quase mágicas, quase no universo da ilusão, que operam ciclicamente para sustentar tudo.”

Alicerçado no rock, o espírito dos .cruzamente não é saudosista, mesmo que venerem os antepassados e confiem na fraca memória que possuem como prova da intemporalidade de algo. De igual modo, também não procuram o futuro. Volta e meia, apercebem-se dele, vêem-se nele envolvidos, quando erguem o olhar até então preso aos seus instrumentos. Nem tampouco se procuram a eles mesmos, pelo menos enquanto grupo. Talvez seja isso, quando juntos, são. Sem buscas, sem querer. O que faz com que, a quem passa, pareçam crianças, numa bolha a esvoaçar sem nunca tocar no tempo. Afinal, têm uma pretensão, que essa bolha possa carregar o máximo de gente e de lugares com eles, e flutuar sem tempo e sem rumo.

Os .cruzamente são uma banda de Vila do Conde, composta por Francisco Rodrigues (voz) Pedro Cardoso (saxofone e harmónica) Carlos Loureiro (guitarra) Rodrigo Aroso (baixo) e Guilherme Magalhães (bateria). Os temas são originais e em português com uma base pop/rock, incluindo vários elementos funk, sem restrições.

Deram os seus primeiros passos na música em 2012, quando atuaram pela primeira vez ao vivo em Mindelo – Vila do Conde. Desde então, tocaram em vários espaços de música ao vivo de Norte a Sul do país, queima das fitas do Porto, Festa do Avante, Festivais de Verão e espetáculos comunitários. Durante este percurso lançaram três EPs: CruzaMente (2015); agitado (2019) e doninha (2020)

O seu primeiro álbum um bicho como nós, a editar no dia 10 de Maio, foi produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

Poucos de nós terão vivido tempos tão polarizados como estes. A amplitude torna-se tão reduzida, que é difícil percepcionar quem está do outro lado e é fácil, por isso, reduzi-lo à grandeza da nossa imaginação. Sim, porque cada bicho é um bicho e não sabemos se é possível imaginar um, uno e inteiro, sem que ele seja uma parte de nós. Até um bicho como nós mesmos é difícil de imaginar de forma plena, teríamos de nos conhecer muito bem. Possível ou não, é um bom exercício, o do auto-conhecimento. Sobretudo quando nos leva a partes que nunca antes tínhamos encontrado. Ficamos mais fortes, também porque nos apercebemos da falibilidade dos nossos sistemas de avaliação. Se falhamos connosco, também falhamos com os outros e isso obriga a que a nossa constante redescoberta passe pela reavaliação do outro, cada vez mais, até que a amplitude aumente e nos apercebamos que do outro lado está um bicho como nós. Tão feio quanto bonito, tão forte quanto fraco. Vivo, falível.

O concerto de apresentação do disco um bicho como nós acontecerá a 18 de Maio no CCOP, no Porto, pelas 21h30m. Será apresentado o disco, bem como alguns temas de trabalhos anteriores, com algumas surpresas pelo meio. Os bilhetes já estão à venda. 

Instagram: https://www.instagram.com/cruzamente?igsh=cG1manh1djQ1NGdl 

Facebook: https://www.facebook.com/CruzaMente 

Youtube: https://www.youtube.com/@crzmnt 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/2wNIgexv8fXZq6x8gbAf6A?si=jcXiQ4xLRUSHg3Jz3E60iw

Coffee Breakz #78 – Rest In Power, Steve Albini (1962 – 2024)

Coffee Breakz #78 – Rest In Power, Steve Albini (1962 – 2024)

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Big Black 

1.1 Kerosene 

1.2 Grinder 

1.3 The Model 

1.4 Kitty Empire 

1.5 Bad Penny 

2. Rapeman 

2.1 Kim Gordon’s Panties 

2.2 Trouser Minnow 

2.3 Budd 

3. Shellac 

3.1 Wingwalker 

3.2 Riding Bikes 

3.3 Prayer to God 

4. Nirvana — Milk It 

5. Pixies — Cactus 

6. The Breeders — Doe 

7. PJ Harvey — 50ft Queenie 

8. The Jesus Lizard — Mouth Breather

Asalah Nasri – Qad El Horoof (2003)

Asalah Nasri – Qad El Horoof (2003)

Memória de Elefante 15/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Menino Manequim – Escravos (2024) (single)

Menino Manequim – Escravos (2024) (single)

Para Menino Manequim, banda de rock progressivó-teatral, a música nasce do acaso, trazendo ao de cima instabilidades rítmicas, melodias memoráveis e um acompanhamento recheado com: Rock, Jazz e Fusão. Dando os seus primeiros passos, Menino Manequim procura mostrar uma sonoridade autêntica e sem igual pelo país, lançando o seu primeiro single “Escravos”.

É o primeiro single do álbum de estreia de Menino Manequim, Gula. Produzido e gravado na BOTA (Base Organizada da Toca das Artes), a música tem impressão artística de Rui Galveias. A masterização ficou a cargo de Guilherme Gonçalves.

Ouça “Escravos” aqui: https://open.spotify.com/intl-pt/album/7HhSLLdK7fI74dGEWQsLNH?si=W1VxTPhm R8y1Oh_v1dinVw

“Escravos” é uma forma do Menino falar sobre as pessoas que só sabem pensar nos outros através delas próprias. É uma tragédia sobre a primazia do bem-estar, que se troca como dinheiro, mas também sobre aqueles que pensam ser os únicos a ver o mundo de outra maneira. O Menino é diferente, porque vê os outros de outra maneira.

“Escravos” já está disponível nas plataformas de streaming.

KiMiKus – Para Nóias (2024) (single)

KiMiKus – Para Nóias (2024) (single)

KiMiKus é o novo projeto jazz que combina os sons ressonantes do hipnotizante contrabaixo de Prof. Mikelius (Miguel Ângelo) com os vocais do enigmático Dr. K (Kiko Pereira). Apresentam o álbum de estreia “Modus Novos” e uma digressão, em formato showcase, que vai percorrer diversas cidades do país, começando no dia do lançamento do disco, 2 de Maio, às 18h30, na Casa Comum da Reitoria, no Porto.

Com as suas interações musicais e abordagem inovadora, KiMiKus está a subverter os limites do jazz contemporâneo, inspirando-se em diversas influências musicais. As composições são uma fusão intrigante de elementos clássicos do jazz, infundidos com texturas contemporâneas, indie experimental, pop e spoken word. 

A maestria de Miguel Ângelo no contrabaixo é inspiradora. Com as suas melodias intrincadas, linhas de baixo profundas e capacidades extraordinárias de improvisação, tece uma matriz musical que forma a espinha dorsal de cada performance de KiMiKus. A sua arte adiciona profundidade e complexidade ao som da dupla, cativando o público com cada nota matizada.

Complementando a proeza instrumental de Miguel está a voz aveludada de Kiko Pereira. Possuindo um alcance vocal notável e uma presença de palco dominante, Kiko transmite sem esforço as emoções profundas incorporadas nas suas letras que exploram as complexidades da vida, a passagem do tempo e as pequenas histórias do quotidiano, oferecendo uma perspetiva única que convida à introspeção.

A dupla apresenta o seu álbum de estreia “Modus Novos”, que promete ser uma coleção sublime de composições poéticas, ilustradas com uma mini história na forma de uma banda desenhada criada com as fotos de Anabela Trindade e os desenhos de Yasmin Machado.

Analog Dakar Club #7 – Problèmes ne finit jamais

Analog Dakar Club #7 – Problèmes ne finit jamais

Everyday life problems with a dancing twist, make the salt of life sweet  !

Côte d’Ivoire, Burkina Faso and Benin, late 70’s early 80’s.

N’zié d’Afrik  : Dieu soit loué I. Juie D’afrique (Music Hall  – MH 008) Cote d’Ivoire 1978

The Fantastic Bambou Tchicaya Tchico and His Waka-Waka’ Band of Nigeria – Mami Rosa (Namaco – NLPS 52) Nigeria 1978

Bony Castro – Labazo (Maïkano – MAÏLP 1013) Côte d’Ivoire 1980

François Louga – Bravo Sotra (Badmos – BLP 5023) Côte d’Ivoire 1979

Bony Pascal et les Cantador de la Capitale – Abidjan Problèmes (Deux Amis OMG 006) Côte d’Ivoire 1980

Stanley Murphy – Kossokpa (Alagbi Record’s AR/003) Côte d’Ivoire

Eba Aka Jerome et le Sanwi Star – Ayo Bié Aman Ye (Papa Disco – DOSCO 004) Côte d’Ivoire 

El-Em-Fanaja – Midjawa Bo (Fassinou – EF 010) Bénin

Amadou Ballaké – Warico (Zamidou – 1582) Burkina Faso 

Gnonnas Pedro – Massaniyo (World Wide Music – WWM – 4L) Bénin 1980