Gnonnas Pedro – Massaniyo (World Wide Music – WWM – 4L) Bénin 1980
Veronica Swift – This Bitter Earth (2021)
Veronica Swift – This Bitter Earth (2021)
Memória de Elefante 14/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Mariana Moreira – Se Prometeres (2024) (single)
Mariana Moreira – Se Prometeres (2024) (single)
A cantora e compositora Mariana Moreira disponibilizou o novo single ‘se prometeres’, editado via Warner Music Portugal. Com letra da autoria da artista e música escrita em parceria com Sebastian Crayn, esta é uma canção sobre o medo como resposta frequente numa situação de abuso, retratando o sofrimento e o sentimento de impotência.
“É sempre difícil falar sobre coisas que nos atormentam. As palavras ‘se prometeres’ já ecoavam na minha cabeça e serviram de inspiração para tudo o resto, que é, no fundo, um quebrar do ditado popular “quem cala consente”, que assombra muitas pessoas”, revela Mariana Moreira. “Acho que é necessário abordar o consentimento com o devido respeito e entender que o medo é uma resposta comum à perversão, ao abuso e ao assédio”, prossegue a artista. “Neste single, venho apelar à honestidade para com a violência praticada sobre pessoas que têm de viver com o peso da realidade sobre os ombros e, muitas vezes, com vergonha e culpa”, conta ainda.
Em ‘se prometeres’, além da voz, Mariana Moreira assume as guitarras e o piano. Este último instrumento é partilhado com Sebastian Crayn, que produziu a canção e realizou o videoclipe que a acompanha. O processo de composição e gravação, embora bastante fluído foi, também, muito duro para a cantora, que reforça “a importância da procura de ajuda em situações de perigo, uma decisão que implica uma coragem e lucidez enormes”.
‘se prometeres’ abre caminho para uma nova fase no percurso de Mariana Moreira. Este novo tema sucede ao álbum de estreia, “Comundidade”, de 2020, e a singles como ‘Fui Longe Demais’, de 2022, ou ‘Nunca Mais’, de 2023.
Ligada à arte desde muito cedo, Mariana Moreira escolheu a música como profissão e essa foi uma escolha feita sem nunca considerar a possibilidade de voltar atrás. Compõe desde os 8 anos de idade, tem formação de piano e canto, é professora de música e já escreveu para artistas como Ana Bacalhau, António Zambujo, Bárbara Bandeira, David Carreira, Carolina de Deus, Beatriz Rosário, Matilde Jacob, Yasmine, Irina Barros ou Bluay.
Em 2020 editou o álbum de estreia, “Comundidade”, que deu a conhecer os singles ‘Eu Já Sei Cuidar de Mim’, ‘Fazer o Quê?’ e ‘P’ra Casa É Que Eu Não Volto’, bem como o tema ‘Não Faz Mal Nenhum’, incluído na banda sonora da novela “Rua das Flores”, da TVI. Editado pela Farol Música, o disco inclui um total de 15 temas, todos com letra e música da autoria da cantora e produzidos também pela própria. Seguiram-se os singles ‘Motel Para Cães’, em 2021, ‘Fui Longe de Mais’, em 2022, e ‘Nunca Mais’, em 2023.
O objetivo maior da compositora é poder transmitir verdade com as suas canções, sejam elas interpretadas por si ou por outros, e compreender as pessoas e que elas se sintam compreendidas. Além disso, pretende passar uma mensagem de força e fé através da sua música. Chico Buarque, Billie Eilish, Carolina Deslandes, Stromae ou Lizzy McAlpine são algumas das referências e inspirações da artista.
Mariana Moreira é também escritora e publicou recentemente o primeiro livro, intitulado “Vitória, Vitória, começou a história”. Conduz, ainda, o podcast “Pontos Nos jotas”, no qual aborda os mais variados temas.
O ano de 2024 marca uma nova etapa na carreira da cantautora, com a edição do single ‘se prometeres’ pela Warner Music Portugal. Este é o primeiro de vários lançamentos de Mariana Moreira previstos para este ano.
Koshi Blu – Um Cowboy Sem Dados Móveis (2024) (single)
Koshi Blu – Um Cowboy Sem Dados Móveis (2024) (single) Id
KOSHI BLU é uma banda formada por Diogo Lourenço (guitarra/eletrónica) e Pedro Almeida (bateria/percussão/eletrónica), dois músicos que cresceram a estudar música e a tocar juntos em bandas como Ossos D’Ouvido (ODO) e Zazu Lab. Encontram neste projeto uma oportunidade única para improvisar, compor e interpretar música sem limites. O duo nasceu da necessidade de criar um espaço onde possam tocar e improvisar utilizando novas ferramentas, caminhos e conhecimentos, como eletrónica, música eletroacústica, sampling, síntese granular, entre outros. Os músicos criam experiências eletrónicas que constroem paisagens sonoras e texturas que servem como palco para um diálogo instrumental cinematográfico. Numa fusão de música eletrónica com jazz, contam-nos sobre a sua jornada pessoal e futurista ao passado. 2130 é o nome do primeiro EP do duo.
DIOGO LOURENÇO é um artista, músico, compositor e produtor musical de Lisboa. É uma das forças criativas por trás de bandas como Ossos D’Ouvido, Zazu Lab, Koshi Blu e CLAUTHEWITCH. Toca guitarra para Biloba e em duo com a poeta Ana Cláudia Santos. Trabalha em pós-produção de áudio para TV/cinema e na composição de bandas sonoras. É o curador musical dos eventos Sala Incomum, editor do podcast Multiversos na rádio NiT FM e co-produtor dos eventos poéticos L.U.A.
PEDRO ALMEIDA (1997) é um artista transdisciplinar português, baterista, percussionista, compositor e investigador de em Lisboa. É membro fundador das bandas Ossos D’Ouvido, Zazu Lab e Koshi Blu. Temcolaborado com vários artistas e projetos musicais, tais como: A Sul, Quarteto Eunice Barbosa, Dela Marmy, José Rego, Rita Onofre, Tainá, Picas, Francisco Vicente, Big Dave’s Band, Rope Walkers, The Mik, Inês Marques Lucas, entre outros.
Gil Evans: The Gil Evans Orchestra – Plays The Music Of Jimi Hendrix (1975)
Gil Evans: The Gil Evans Orchestra – Plays The Music Of Jimi Hendrix (1975)
Memória de Elefante 13/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
1 Álbum 100 Palavras #41: Eddie Palmieri – Palmas (1994)
1 Álbum 100 Palavras #41: Eddie Palmieri – Palmas (1994)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Eddie Palmieri é uma lenda viva da música Latin. Começou a sua carreira aos 13 anos, altura em que estudava piano e tocava timbales na orquestra de Tito Puente. Pianista enérgico, começou a trazer influências do jazz, seguindo o exemplo de músicos como Dizzy Gillespie e Charlie Parker. Contudo, a mistura da sua musica com o jazz e a progressiva complexidade dos arranjos, nunca o desviaram do seu objetivo principal, que foi sempre o de meter o publico a dançar. Este é um dos seus melhores álbuns, que contem pérolas como Mare Nostrum, Doctor Duck e You Dig. Boa escuta!”
Prazeres Interrompidos #260: Arthur Brand – Os Cavalos de Hitler (2019)
Prazeres Interrompidos #260: Arthur Brand – Os Cavalos de Hitler (2019)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
A incrível – e verdadeira – história de um dos roubos mais extraordinários do século XX.
Quando o detetive Arthur Brand é convocado para uma reunião com o seu antigo mentor e esquivo negociador do mundo da arte, recebe uma pista que poderá solucionar um dos mistérios da Segunda Guerra Mundial: o que realmente aconteceu às estátuas favoritas de Hitler, os Schreitende Pferde («cavalos galopantes») de Josef Thorak, que todos julgavam desaparecidas durante o bombardeamento de Berlim. Contra todas as probabilidades, a pista revela-se verdadeira e Brand lança-se na busca das estátuas. Isto leva-o a mergulhar num mundo terrível, onde a ideologia nazi continua bem viva e a ser financiada pela venda de memorabília do Terceiro Reich. As apostas são cada vez mais altas à medida que Brand e a sua equipa, com o precioso auxílio de um comissário da polícia alemã, preparam uma armadilha para apanhar os criminosos que tentam vender as estátuas no mercado negro. Mas quem são esses criminosos? E conseguirá Brand desmascará-los antes que a sua verdadeira identidade seja descoberta?
Dark Miles – The Waiting (2024) (single)
Dark Miles – The Waiting (2024) (single)
“10 Miles Into the Dark” é o aguardado disco de estreia de Dark Miles
Pete Miles (Pedro Lima) regressa às edições discográficas 13 anos após o fim dos míticos MOSH
Dark Miles, projeto a solo de Pete Miles, acaba de editar o seu disco de estreia, “10 Miles Into the Dark”. O longa-duração apresenta-se como “uma viagem às profundezas da alma, guiada pelo som de uma geração que resiste ao teste do tempo”.
“10 Miles Into the Dark”, cuja veia criativa se propagou durante a pandemia, é uma homenagem sentida, num registo intimista e bastante característico do músico e compositor, aos anos 80 e 90, refletindo-se em influências musicais que vão desde Depeche Mode, David Bowie, Iggy Pop, Peter Murphy, The Sound, Psychedelic Furs, Peter Gabriel, até Mad Season, Stone Temple Pilots, Chris Cornell, Mother Love Bone, Temple of the Dog, Mark Lanegan.
Através dos dois primeiros singles que surgiram em antecipação, descobrimos, um pouco, a essência deste disco; se em “Your Heart Is An Empty Street”, encontramos uma história sobre libertação pessoal, depois de uma vida de abusos físicos e psicológicos e de uma existência violenta que chega ao fim com a mesma violência que a caracterizou, em “When The Lights Go Out”, o autor transporta-nos para os tempos em que o disco foi composto, “período onde nos vimos privados de algumas liberdades elementares, e consequentemente redescobrimos o quanto essas liberdades são frágeis”.
Gravado no estúdio de André Indiana, com exceção de 3 músicas, que foram gravadas no estúdio do produtor e engenheiro de som Mário Pereira, o disco teve a produção de Paulo Praça, a mistura de André Indiana e a masterização de Mário Barreiros. Todos os temas foram compostos por Pete Miles com a colaboração de Paulo Praça; as letras são integralmente de Pete Miles.
Para além de Paulo Praça e André Indiana (guitarras e baixo), participaram no disco Paulo Gravato (Pedro Abrunhosa) no saxofone, Eurico Amorim (Pedro Abrunhosa) nas teclas, Bruno Oliveira (Os Azeitonas) na bateria, Sérgio Silva (Expensive Soul) na bateria e Miguel Martins (Zen) na guitarra.
Para ser ouvido do início ao fim, e como uma narrativa intensa e surpreendente, “10 Miles Into the Dark”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
In Defense Of Immediate Ceasefire In Gaza, Academic Freedom, And Ethnomusicologist David MacDonald
In Defense Of Immediate Ceasefire In Gaza, Academic Freedom, And Ethnomusicologist David MacDonald
In Defense of Immediate Ceasefire in Gaza, Academic Freedom, and Ethnomusicologist David MacDonald
The community of scholars and students of the Instituto de Etnomusicologia-Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md) expresses its support and solidarity for our colleague, Professor David McDonald, Chair of the Department of Folklore and Ethnomusicology at Indiana University. On April 25, 2024, MacDonald was arrested in a designated free-speech area of Indiana University’s Bloomington campus while trying to protect students who were participating in a peaceful demonstration against the violence in Gaza. MacDonald has since been charged with criminal trespassing and banned without process from his campus for one year.
David MacDonald has been a notable partner of INET-md. In 2016, he gave a Keynote in “ICPSong – International Conference of Protest Song and Social Change,” organized in Lisbon by Prof. São José Côrte-Real (INET-md), and he also presented at the 2022 International Council for Traditional Music conference in Lisbon. His chapter, “Sincerely Outspoken: Towards a Critical Activist Ethnomusicology,” appeared in Transforming Ethnomusicology (2021), co-edited by Salwa Castelo-Branco (INET-md). With Andrew Snyder (INET-md), he co-edited At the Crossroads of Music and Social Justice (2022) and Festival Activism (Forthcoming), which includes chapters by Filippo Bonini Baraldi (INET-md) and Miguel Moniz (CRIA). His book, My Voice Is My Weapon, tells a fascinating history of Palestinian protest song, and he chairs one of the leading and long-standing institutions in our field.
We call on Indiana University to rescind the decision to ban MacDonald from campus and to dismiss all charges, and we condemn in the strongest terms this unjust action and the larger attack on academic expression and democratic freedoms that it represents. We further extend our solidarity to the more than 2,000 students and faculty members who have been arrested during for protesting peacefully on different North American and European campuses over the last two weeks. We express our support for the recent “Statement Regarding the Ongoing Violence and Destruction of Cultural Heritage in Gaza” of the Society for Ethnomusicology, published on April 22, 2024, which:
• Condemns the ongoing violence against and killing of innocent civilians, and the deliberate destruction of Gazan culture heritage; • Calls for an immediate and permanent ceasefire; • Calls for an immediate, unimpeded humanitarian response that would provide aid and protection for Palestinian people, land, and heritage; • Calls for the immediate release and return of kidnapped Israelis; • Calls upon the relevant United Nations and other international agencies to work with Gazan specialists and determine the next steps in the process of recovery, reconstruction, and preservation of Palestinian material culture and heritage; • Stands in support of the lives and livelihoods of all who seek peace in the region.
Em Defesa do Cessar-Fogo Imediato em Gaza, da Liberdade Académica e do Etnomusicólogo David McDonald
Carta aberta: Em Defesa do Cessar-Fogo Imediato em Gaza, da Liberdade Académica e do Etnomusicólogo David McDonald
A comunidade de investigadores e estudantes do Instituto de Etnomusicologia-Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md) manifesta o seu apoio e solidariedade para o nosso colega, Professor David McDonald, Presidente do Departamento de Folclore e Etnomusicologia da Universidade de Indiana. Em 25 de abril de 2024, David McDonald foi detido numa zona de liberdade de expressão do campus de Bloomington da Universidade de Indiana, quando tentava proteger os estudantes que participavam numa manifestação pacífica contra a violência em Gaza. Desde então, McDonald foi acusado de invasão criminosa e proibido de entrar no seu campus durante um ano. David McDonald tem sido um parceiro notável do INET-md. Em 2016, foi o primeiro de três keynote speakers convidados pela Prof.ª Maria de São José Côrte-Real (INET-md) na Conferência “Protest Song and Social Change”, em Lisboa, e participou também na 46.ª Conferência Mundial do International Council for Traditional Music, em Lisboa, em 2022. O seu capítulo, “Sincerely Outspoken: Towards a Critical Activist Ethnomusicology”, apareceu em Transforming Ethnomusicology (2021), co-editado por Salwa Castelo-Branco (INET-md). Com Andrew Snyder (INET-md), co-editou At the Crossroads of Music and Social Justice (2022) e Festival Activism (no prelo), que inclui capítulos de Filippo Bonini Baraldi (INET-md) e Miguel Moniz (CRIA). O seu livro, My Voice Is My Weapon, conta uma história fascinante da canção de protesto palestiniana, e David McDonald preside a uma das principais e mais antigas instituições da nossa área. Apelamos à Universidade de Indiana para que anule a decisão de proibir a entrada de McDonald no campus e retire todas as acusações, e condenamos com toda a veemência esta ação injusta e o ataque mais amplo à expressão académica e às liberdades democráticas que ela representa. Estendemos ainda a nossa solidariedade aos mais de 2.000 estudantes e membros do corpo docente que foram detidos por protestarem pacificamente em diferentes campus norte-americanos e europeus nas últimas duas semanas. Manifestamos o nosso apoio à recente “Declaração sobre a violência em curso e a destruição do património cultural em Gaza” da Society for Ethnomusicology, publicada em 22 de abril de 2024, que:
Condena a violência em curso contra civis inocentes e a sua morte, bem como a destruição deliberada do património cultural de Gaza;
Apela a um cessar-fogo imediato e permanente;
Apela a uma resposta humanitária imediata e sem entraves que proporcione ajuda e proteção ao povo, à terra e ao património palestinianos;
Apela à libertação imediata e ao regresso dos israelitas raptados;
Solicita às Nações Unidas e a outras agências internacionais competentes que trabalhem com especialistas de Gaza e determinem as próximas etapas do processo de recuperação, reconstrução e preservação da cultura material e do património palestiniano;
Apoia as vidas e os meios de subsistência de todos os que procuram a paz na região.
Bebel Gilberto – Tanto Tempo (2000)
Bebel Gilberto – Tanto Tempo (2000)
Memória de Elefante 12/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Catman Plays The Blues #121
Catman Plays The Blues #121
Autor:
Manuel Pais
No programa desta semana viajamos entre Inglaterra e o Canadá com paragens em Newport e em New Orleans sob o pretexto de quatro novos discos editados recentemente.