Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #6 – Toupeira – João Berhan (entrevista 24/05/24)

Ainda Há Arraial Na Mouraria (2024) #6 – Toupeira – João Berhan (entrevista 24/05/24)

João Berhan apresenta na Radio Olisipo o projeto Toupeira que vai se apresentar no do Arraial Renovar a Mouraria de 2024, no dia 06/06/24 às 19h.

A Toupeira trata-se de um projecto que, tratando-se de um projecto, Zé Mário nunca aprovaria. Conjunto sem membros, sem pés nem cabeça, a Toupeira tem corpo, taninos arreganhados e final de boca polifónico, ideal para marinar carnes fracas.

Parida na Gare de Austerlitz, é criada por uma família de tamagochis latifundiários e aprende tudo o que sabe sobre amor e criptomoeda numa sessão de ayahuasca no parque de campismo de Sines. É avistada pela primeira vez em Abril de 1974, no vagão-bar do Sud-Express, a googlar “coisas p fazer no dia da revolução”.

Que caminho tão longo: 50 anos depois da madrugada inicial, inteira e limpa, a Toupeira fura-fura, sai da toca e canta as alvoradas que ficaram por raiar. Ou seja, canções de José Mário Branco e Zeca Afonso, com arranjos de Teresa Campos, Olmo Marín, Inês Melo, Diogo Picão, Ricardo Ribeiro e João Berhan.

Mikey Dread – African Anthem (The Mikey Dread Show Dubwise) (1979)

Mikey Dread – African Anthem (The Mikey Dread Show Dubwise) (1979)

Memória de Elefante 04/06/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Trovador Urbano #2

Trovador Urbano #2

Autor:

David Calderon

(episódio de 21 De Mayo 2024)

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

sús – Abdolmen (2024) (single)

sús – Abdolmen (2024) (single)

“Entre” é o álbum de estreia de sús

Depois dos singles, “Primavera Deserta”, “Cicatriz” e “Além do Tempo”, sús edita o seu álbum de estreia “Entre”, um álbum que é tanto um convite como uma ode à impermanência das transições.

Para sús, foi um “processo longo e muito empoderador” assinar pela primeira vez a produção, composição, gravação e performance de todo o disco cujas canções foram escritas na Dinamarca, mas terminadas em diversos lugares.

A forma como percecionamos o conceito de interior, de casa, de útero e de tudo que nos é íntimo e que tem como consequência a demanda pelo exterior, é a reflexão que a artista nos propõe no seu primeiro longa duração a solo.

“É nesta reflexão que me deparo com o “Entre”, com as membranas ou paredes que nos confrontam com o facto de estarmos unidos pelo que nos separa.”

É um disco sobre processos, transições, relações consigo e com o outro, com lugares, memórias, ideias, palavras, e sobre o encontro com os lugares de calma entre as tempestades. Num tom contemplativo e melancólico, “Entre” fala também sobre o amor, a perda e o afeto.

Com uma sonoridade que se acerca do folclore, do misticismo e do realismo mágico, “Entre”, é um disco que abraça o experimentalismo, a música eletrónica e a art-pop mas com a palavra em evidência.

No fundo são “canções sem receita, mas com uma vaga memória daqueles livros de culinária que percorrem gerações”, como nos explica a artista. Na música de sús, subsiste um paralelismo entre os saberes antigos, a música tradicional portuguesa no alto da sua ritualidade e um fascínio da artista pela tecnologia, a eletrónica e uma estética avant-garde.

Esta pluralidade marca o ponto de partida para a busca incessante de uma sonoridade que procura o novo, transportando consigo o antigo. sús bebe da tradição mas olha a vanguarda nos olhos.

Contradição – Carlos Sanches, Filipe Keil (2024) (single)

Contradição – Carlos Sanches, Filipe Keil (2024) (single)

Dois cantautores Flavienses, Carlos Sanches e Filipe Keil, juntaram-se e combinando as suas habilidades musicais distintas, criaram “Contradição”, uma obra que é um mergulho na complexidade e dualidade dos relacionamentos. Esta canção retrata a desconfiança e o ceticismo dos afetos de uma forma que é ao mesmo tempo pessoal e universal. É um convite para uma reflexão sobre a intimidade.

Carlos Sanches é conhecido pelas suas canções introspetivas de indie folk, que capturam a essência do amor, desamor e solidão. Com a sua habilidade única de traduzir emoções em palavras, Sanches conquistou a crítica com o segundo EP – “A Migração das Andorinhas” – e recebeu uma menção honrosa nos Novos Talentos Fnac 2023 com o tema “Clara em Contraluz”.

Filipe Keil, também nascido em Chaves, é um músico multifacetado que, desde cedo, demonstrou talento para a música, escrita e produção musical. Com um corpo de trabalho diversificado, que inclui diversos singles e EPs, Keil não tem medo de explorar temas profundos e diversificados nas suas composições. O seu mais recente lançamento foi o EP, “Artificial”. Para Keil, a composição e a escrita são exercícios diários, uma paixão que transporta para cada projeto.

A produção musical de ‘Contradição’ ficou a cargo do músico Gustavo Almeida (Guss What) e está disponível em todas as plataformas digitais.

CONTRADIÇÃO

Carlos Sanches, Filipe Keil

Composição: Carlos Sanches, Filipe Keil

Letra: Carlos Sanches, Filipe Keil

Direção e Produção musical: Carlos Sanches, Gustavo Almeida

Mixagem e Masterização: Diogo Costa – MLN Studios

Distribuição: Morada

Jimmy Rogers – That’s All Right (1992)

Jimmy Rogers – That’s All Right (1992)

Memória de Elefante 03/06/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

 “Quantos é que nós somos” 

 O Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança 

celebra a Revolução dos Cravos 

No contexto da celebração da Revolução dos Cravos, o INET-md organiza o lançamento oficial da Linha Temática Poder, Política e Ativismo no dia 8 de junho. 

“Andamos a ver se vemos 

O caminho a percorrer 

Entre o Abril que fizemos 

E o que está por fazer” 

Começa assim a canção “Quantos é que nos somos” de José Mário Branco, publicada pela primeira vez em 1987 no álbum “Festa de Abril”. Palavras que, hoje, soam ainda mais atuais, quando Abril celebra 50 anos e os desafios sociais e políticos se acumulam, uns sobre os outros, de forma incessante e preocupante. 

Pensar no que “está por fazer”, na perspetiva da investigação em música e dança, significa refletir sobre temas tais como a canção de protesto ou de intervenção, a atividade de artistas em contexto de exílio ou asilo político, o papel das coletividades e associações como lugares de resistência, as artes participativas como instrumento de construção de cidadania, entre outros. Temas que estão no centro das preocupações de várias pessoas da equipa do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança, bem como da sua recém-criada linha temática Poder, Política e Ativismo e que constituem o foco das três mesas redondas propostas nesse encontro. 

“O caminho a percorrer só o fazemos a andar 

Mas p’ra ninguém se perder 

Temos mesmo que saber 

Quem nos vai a acompanhar” 

Pensar no que está por fazer é fundamental, nomeadamente para refletir sobre com quem fazê-lo. Entre as diversas iniciativas de celebração do 50º aniversário do 25 de Abril em que o INET-md vai participar ao longo do ano, esta jornada destaca-se pela vontade de estimular ações mais estreitas entre a academia, o mundo associativo, artistas, instituições culturais e as comunidades mais diversas. Pelas atividades e valores que defende, que melhor lugar do que a Casa de Achada – Centro Mário Dionísio para acolher esta iniciativa!? 

Este será um encontro na fronteira entre simpósio académico, debate público, almoço coletivo: uma das “Festas de Abril”, que com certeza nos vai permitir “sentir que não estamos sós”! 

Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, R. da Achada 11, 1100-004 Lisboa 

Evento gratuito e aberto a todos os públicos. Informações: inet@fcsh.unl.pt 

1 Álbum 100 Palavras #44: John Scofield – Groove Elation (1995)

1 Álbum 100 Palavras #44: John Scofield – Groove Elation (1995)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Este guitarrista possui uma ampla discografia de sucesso. Neste disco homenageia os Organ Combos, que se destacaram na cena do jazz dos anos ’60 do século XX, com discos de compositores como Wes Montgomery e com influências de blues e soul. Scofield neste disco é acompanhado por músicos de grande valor, como Larry Goldings no orgão, Dennis Irwin no contrabaixo e Irvis Muhammad na bateria. Temos ainda Don Alias nas percussões e uma secção de sopros de sonho, com Steve Turre no trombone, Randy Brecker no trompete, Billy Drews no sax e Howard Johnson na tuba. Tanta coisa! Boa escuta!”

Daniel Galvão – Búzios (2024) (single)

Daniel Galvão – Búzios (2024) (single) 

O cantor e compositor Daniel Galvão lançou o EP de estreia  “perfil.”, já disponível em todas as plataformas digitais. O curta duração ê uma mistura de R&B, Neo-Soul, Pop, Jazz e Bossa Nova e retrata o mundo na perspetiva do artista, com as canções a representarem símbolos de coragem e liberdade. Todas as letras e músicas são da autoria de Daniel Galvão, que assina também a produção do EP, exceto na faixa ‘sem refrão.’, co-produzida com João Sampayo e Martim Tonic.

Nas palavras do artista, “o EP “perfil.” simboliza liberdade, perseverança e coragem de criar contra todas as adversidades e limitações. Representa, também, uma expressão irrestrita do meu universo musical através de 5 temas que, musicalmente, traduzem viagens distintas. Estou grato por finalmente dar a conhecer o meu ‘perfil.’ e partilhar o mundo segundo o meu ponto de vista”.

‘búzios.’ é o segundo single do EP de estreia de Daniel Galvão. Inspirado por uma viagem a Búzios, no Brasil, este é o tema do curta-duração que o próprio diz ser o mais biográfico e que descreve como “um antídoto de alegria”.  

“A ‘búzios.’ é, para mim, uma das músicas mais especiais do meu EP “perfil.”. É, talvez, a menos parecida com as outras, musicalmente, porque representa uma viagem, uma fase da minha vida de pura inspiração e encantamento. É a única canção que escrevi completamente sozinho e, talvez por isso, seja a que melhor me traduz”, revela Daniel Galvão. “Eu queria fazer um tema que fizesse o ouvinte sorrir, que o levasse a um lugar de paz. E, para mim, esse lugar é Búzios, no Brasil. Eu apaixonei-me completamente por aquele sítio, pela luz, pelas melodias que fluíam pelas ruas, pelas praias, pelas pessoas. É, fundamentalmente, uma canção que fiz para ouvir naqueles momentos em que a tristeza parece avassaladora, como uma espécie de antídoto de alegria”, conta ainda. 

Composto por um total de 5 canções, entre elas o single de avanço ‘sem refrão.’, o EP “perfil.” marca a estreia discográfica de Daniel Galvão em nome próprio. 

A música é parte integrante da vida de Daniel Galvão desde que se lembra: cresceu rodeado de cantores e músicos. Começou a gravar canções ainda muito novo e teve educação musical formal com cinco professores de canto diferentes, sendo que cada um deles lhe transmitiu técnicas distintas. No entanto, foi na igreja que frequentava com a família que conheceu a voz como “veículo” e “instrumento” e, ainda, a importância de ouvir e sentir os músicos em seu redor e executar, independentemente de qualquer improviso ou adversidade.

Muito por conta da sua educação e contexto familiar as principais inspirações e referências musicais de Daniel Galvão encontram-se no Gospel. Em casa ouvia Whitney Houston ou Sade, mas, também, cantores e músicos de Jazz, como Melody Gardot e Louis Dowdeswell, compositores como Claude Debussy e Tchaikovsky, e os contemporâneos Kings of Convenience, Tom Misch, Gal Costa ou Margarida Campelo. 

As suas próprias composições são e serão um reflexo da fase da vida em que foram criadas. Daniel Galvão acredita que a música transcende a linguagem e, por mais que tenha uma mensagem em mente, cada pessoa que ouvir as suas canções poderá interpretá-las de maneira diferente. Assim, um dos objetivos passa por conseguir que as pessoas que o ouvem, independentemente de falarem ou não a língua em que escreve, possam simplesmente sentir, e associar cada tema a memórias e momentos das suas vidas, os passados e os que ainda estão por vir.

2024 é o ano da estreia discográfica de Daniel Galvão, com o lançamento do EP “perfil.”. Do alinhamento do curta-duração fazem parte os singles ‘búzios.’ e ‘sem refrão.’.

Prazeres Interrompidos #266: R.Cardoso e A.Catarino – As 100 Melhores Tascas de Portugal (2023)

Prazeres Interrompidos #266: Rui Cardoso e António Catarino – As 100 Melhores Tascas de Portugal (2023)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Beatriz Villar – Especial (2024) (single)

Beatriz Villar – Especial (2024) (single) Id

Beatriz Villar, cantora e compositora, disponibilizou o seu novo single. Com letra escrita pela própria e música escrita a par com Diogo Mendes. 

Especial é o início do novo caminho da artista de Coimbra, combinando sonoridades da música tradicional e popular portuguesa e elementos da pop contemporânea, tendo esta música sido produzida por Filipe Survival. 

Após a sua passagem pelo fado tradicional de Coimbra, Beatriz lança um novo single onde revela a sua verdadeira identidade musical. Com um toque de frescura, ela pretende adicionar a sua visão ao panorama da música pop portuguesa através de elementos de sonoridades tradicionais e uma forma de cantar que pretende cativar o ouvinte. 

“Especial” celebra a essência do amor, mostrando-o como ele deve ser: livre de amarras e preconceitos, manifestando-se nas pequenas coisas. 

Para a cantora, o amor deve ser cúmplice, priorizar a amizade e o diálogo, o abraço e a celebração.

Andrés Segovia – Guitar Recital (1992)

Andrés Segovia – Guitar Recital (1992)

Memória de Elefante 02/06/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.