“Hubris” é o segundo single do próximo longa duração de E.se, artista emergente de rap alternativo português, que nesta nova música, desdobrada em dois atos, parte à descoberta da auto-estima na obsessão.
O tema é produzido por Lunn e apesar da sua cadência upbeat e jersey club que nos transporta para espaços noturnos de diversão, E.se está longe da superficialidade, purgando em BPM’s rápidos as suas frustrações resultantes de separações emocionais e fragilidades relacionadas com saúde mental. É um hino de club melancólico, justo para os que usam as pistas de dança procurando abstração, liberdade e amor próprio. Serve de homenagem também a “Self Care” do Mac Miller, rapper norte-americano que nos ensinou a nadar num oceano de incertezas.
A música tem visualizer/lyric video realizado por Santiago Caiado, com fotografia por Francisco “queragura” Gomes, em mais uma edição da Produções Hipotéticas.
Este novo tema sucede a “Gravito”, primeiro single de antecipação ao disco lançado em janeiro deste ano. O álbum homónimo (“Hubris”) tem data de lançamento apontada para 10 de maio.
No próximo mês, a 5 de Abril, E.se atua no Festival Termómetro, em Odemira, onde, para além de apresentar temas já conhecidos, irá estrear estas duas músicas que antecipam o disco.
African Roots #40
African Roots #40
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – The Zawose Queens – Maisha
2 – C.K. Mann & His Carousel 7 – Asafo Beesuon Medley (Mr. Bongo 7″Edit)
3 – Smokey Haangala – Iwe Maliya
4 – Os Úntués – Biscu D’úntué
5 – Bill Loko – Nen Lambo
6 – Y-Bayani and Baby Naa & their Band – Rehwe Mie Enyim
Pharrell Williams: Hans Zimmer, Pharrell Williams & Benjamin Wallfisch – Hidden Figures (Original Score) (2019)
Memória de Elefante 05/04/24 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Luís Capitão – Malandrice (2024) (single)
Luís Capitão – Malandrice (2024) (single)
O álbum de estreia de Luís Capitão, Vida Dupla, a editar no dia 17 de Maio, surge com o tema “Malandrice”.
A música assenta numa estética sonora e melodias atrevidas, além-fronteiras, mas com muita alma portuguesa cantada pela guitarra de 12 cordas.
Acompanhado em todos os temas do álbum por Leonardo Pisco, a Malandrice que existe no entrosamento da Viola e da Guitarra Portuguesa está bem presente nesta música, feita para apelar a sensualidade esotérica que nos dá para dançar entre meditações.
Foi o último tema a ser composto para este Longa Duração mas é o primeiro a ser mostrado ao mundo.
O teledisco foi gravado na natureza, uma grande aliada de Luís e Leonardo para compor e trabalhar os temas, no fundo, tocar ao ar livre como forma de inspiração naquilo que os rodeia.
O vídeoclip foi realizado por João Mota, o mesmo criador do vídeo musical do tema “Soturna”, que dava nome ao EP de Estreia de Luís Capitão, enquanto L-Capitan, saído em 2023, e que foi uma premonição daquilo que vamos sentir ao ouvir este álbum. Um vídeo simples mas enérgico, permite a quem o vê perceber aquilo que é ver os músicos ao vivo, um espetáculo de génese simples, que é aquilo que pretendem, música sem filtros e pessoas a dançar.
Vida Dupla é o primeiro Longa Duração de Luís Capitão ao leme da Guitarra Portuguesa adocicada pela viola de Leonardo Pisco.
Vida dupla, a dualidade mundana em que vivem muitos autores. Entre vida familiar e laboral, muitos artistas mergulham no seu universo privado para construir a obra.
São 7 temas como os 7 mares deste mundo, do rap ao fado e instrumentais exóticos diferentes da estética associada à guitarra portuguesa. Experimentar para viajar, arriscar para fazer dançar, chocar para agradar, Luís Capitão e Leonardo Pisco agarram na tradição como veículo para a energia deste conjunto de músicas.
Com uma passagem pelo Got Talent 2024, chegando às semifinais, muitas actuações ao vivo, colaborações e 2 anos de árduo treino para dominar a técnica deste complexo instrumento, surge Luís Capitão com esta proposta mais madura e curada.
Luís Capitão, sempre acompanhado por Leonardo Pisco, pretende rumar a todos os cantos deste país à beira mar plantado. Iniciam a sua jornada ainda este mês de Março, no dia 28, no Cine Teatro Avenida, no evento de caridade Animal em Castelo Branco. Com muitas datas ainda por marcar, alguns temas do disco vão ser mostrados nas Caldas da Rainha, na sua casa habitual, o Cabaret Voltaire Lounge, dia 19 de Abril. Passam também pelo Alentejo em Reguengos de Monsaraz no dia 8 de Junho, no Trombone Jazz na Foz do Arelho dia 18 de Julho, em Portimão no dia 24 de Julho e em Silves, no seu lindo castelo, a 25 de Julho. Na capital e no norte do país, as miras das guitarras estão já apontadas aos seus alvos e em breve surgirão novidades e concertos nesses locais.
Para Luís Capitão e também para o Leonardo, as músicas são momentos eternizados. Entrem a bordo, vamos por eles e com eles passear.
Leonor Baldaque – Its The Wind (2024) (single)
Leonor Baldaque – Its The Wind (2024) (single)
Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.
Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.
Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.
Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.
Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.
Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”
E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”
Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”
O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.
Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.
Muddy Waters – Folk Singer (1999)
Muddy Waters – Folk Singer (1999)
Memória de Elefante 04/04/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Human Natures – The Road (2024) (single)
Human Natures – The Road (2024) (single)
A criação do alter ego HUMAN NATURES surge a partir das ideias sonoras que João Ribeiro criou ao longo da última década – encontrando na música uma nova forma de expressar as suas vivências e emoções, culminando com o lapidar das canções com um novo grupo de artistas provenientes de vários projetos musicais emergentes, tais como Eigreen, Líquen, Masena, MaZela, Palatine Lights e Peixinhos da Horta, nomeadamente: Alexandre Loureiro, Carlos Serra, Constança Ochoa, Francisco Frutuoso, José Santos, Luísa Levi, Maria Roque e Vasco Faim.
O single THE NOW foi bem recebido pelo público e rádios ibéricas – Antena 3, Noes FM, RUC, RADAR, FUTURA, RUM, música do dia SBSR – sendo um dos projetos selecionados para o CD de Novos Talentos FNAC 2023, para a Mostra Nacional de Jovens Criadores 2023 do GERADOR/IPDJ e o Festival Emergente 2023 no Musicbox, no seu curto espaço de existência.
Surge o LP de estreia ELECTRIC DREAMS (TBA 2024), através da fusão de diversos géneros musicais, desde o dream rock, ambient, trip-hop e shoegaze – tendo como principais influências um leque de nomes tais como Beach House, Fleet Foxes, Hania Rani, Massive Attack, Radiohead, Slowdive ou Tame Impala – onde são exploradas texturas melódicas, criadas através de guitarras elétricas, vozes e coros modulados, piano, sintetizadores, e ainda contando com a participação do quarteto de cordas Almedina Ensemble e septeto de sopros Coimbrass Band.
Ao longo de 12 músicas, escritas ao longo de 12 anos, o álbum descreve emoções repletas de amor pela vida, sentidas como um sonho vibrante e transcendente.
Prazeres Interrompidos #249: Quinze Batalhas Decisivas da Humanidade – Edward S. Creasy (2008)
Prazeres Interrompidos #249: Quinze Batalhas Decisivas da Humanidade De Maratona a Waterloo – Edward S. Creasy (2008)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Um dos mais influentes trabalhos de história militar alguma vez publicado. O autor considerou quinze batalhas como decisivas, tendo-as escolhido não pelo número de mortos ou feridos, não pelo seu estatuto nos mitos ou na ciência, mas porque mudaram o curso da história. O relato cativante dos acontecimentos, o domínio da narrativa, as brilhantes conclusões sobre os efeitos das batalhas e a sagaz análise, catapultou esta obra para o patamar dos clássicos: uma obra que vale a pena ser lida e estudada pelas gerações vindouras, do mesmo modo que o foi pelas gerações passadas. Uma perspicaz análise sobre liderança e táctica eleva-a para o domínio das preferidas de muitos generais contemporâneos.
Gazpa – Hammock (2024) (single)
Gazpa – Hammock (2024) (single)
Hoje sai o meu novo single “Hammock”. Resultado de um kick Tech, com um pad Chill, stabs Funky e um solo de piano Jazz pelo Tito Romão aka Arctween. Assim descrevo esta track que apesar de ter uma atmosfera etérea é marcada por um ritmo groovy que faz abanar o quadril.
Coffee Breakz #72 — Eazy-Duz-It
Coffee Breakz #72 — Eazy-Duz-It
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Coffee Breakz #72 — Eazy-Duz-It
1. Future, Metro Boomin & Kendrick Lamar — Like That
2. Rodney O & Joe Cooley — Everlasting Bass
3. Eazy-E — Eazy-Duz-It (ft. MC Ren & Dr. Dre)
4. Birdman — Pop Bottles (ft. Lil Wayne)
5. Vampire Weekend — Mary Boone
6. Soul II Soul — Back to Life (However Do You Want Me) (ft. Caron Wheeler)
7. Oli Julian & Nick Foster — The Ballad of Renegade Nell (ft. Nick Cave)
8. Jack Name — The Devil Comes Inside
9. Bob Schneider — Nice to Be You
10. Broadcast — Tears in the Typing Pool (demo)
11. Non Phixion, ILL BILL & Lord Goat — 5 Boros (ft. D.V. Alias Khryst)
12. Terrace Martin — Straight No Chaser
13. Mamaleek — Lonely Woman
14. Diamanda Galás — A Soul That’s Been Abused (live)
Stella Chiweshe – Ambuya? (1987)
Stella Chiweshe – Ambuya? (1987)
Memória de Elefante 03/04/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.