
Prudence Mabhena – Music By Prudence (2014)
Memória de Elefante 23/02/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prudence Mabhena – Music By Prudence (2014)
Memória de Elefante 23/02/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Basalto – Little Boy Big Tears (2024) (single)
Blunt Knives é o nome do EP de estreia de Basalto, resultado da criação musical que Guilherme de Sousa tem vindo a desenvolver nos últimos 2 anos. Partindo de uma experiência autobiográfica, procura o seu lugar próprio num universo musical melancólico, sombrio e de sonoridades tristes.
O recurso autobiográfico para a composição dos temas facilmente se dilui na construção de uma ficção, esmorecendo os factos que fariam dele um auto-retrato fidedigno – as tristezas são empoladas e os dramas exacerbados.
Até ao momento foram lançados os singles “Little Boy Big Tears” (2022) e “Melt In You” (2023); os restantes temas vêm enriquecer a diversidade sonora, com várias abordagens musicais e inspirações, ainda que todas bastante ancoradas numa influência cinematográfica, pelos seus arranjos e melodias de tonalidade triste e melancólica, num tom sempre dramático, imaginadas para ambientes noturnos – pelas suas nuances sombrias – de beats arrastados e lânguidos.
“Blunt Knives” vai ser editado dia 23 de Fevereiro e conta com a colaboração dos músicos Rui Gaspar (First Breath After Coma), Sofia Ribeiro (LINCE, We Trust) e Mariana Leite Soares. Vai ser apresentado ao vivo nos dias 9 de Março no Passos Manuel no Porto e dia 10 de Maio no Maus Hábitos no Porto.
BIOGRAFIA
Guilherme de Sousa nasceu em Viana do Castelo em 1994 onde concluiu o 5º grau de clarinete e formação musical. Ingressou na ACE no Porto (2009) e continuou a estudar teatro na ESMAE (2013). Em 2016, frequentou a Pós-Graduação em Dança Contemporânea, promovida pela ESMAE e pelo Teatro Municipal do Porto. Em 2019 fundou, com Pedro Azevedo, a associação cultural BLUFF, com quem trabalha em dupla criativa desde 2016.

Fumaça #13: A Serpente, o Leão e o Caçador Ep. 1: A Serpente (Série 1/5)
DESCRIÇÃO
[Nota: Esta é uma versão traduzida de um episódio que tem partes, originalmente, faladas em inglês.]
Os habitantes da tabanca de Djobel, uma pequena aldeia no noroeste da Guiné-Bissau, não compreendem porque está a natureza de que sempre cuidaram a castigá-los. A fábula da serpente é, para alguns, uma forma de fazerem sentido do que lhes está a acontecer. O mar está a subir e a roubar-lhes a terra, as casas, os locais sagrados. A água vai obrigá-los a fugir. Para onde?
PUBLICADO
quarta-feira, 18 de março de 2020, 12:15 PM

Prazeres Interrompidos #237: Bento de Goes – Uma longa Caminhada na Ásia Central, Henrique Levy (Editora Letras Lavadas) (2023)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Em 1562, em Vila Franca do Campo, nos Açores, nasce Luís Gonçalves. Cerca de 20 anos mais tarde, após ter sido destacado para a Índia como soldado, abandonando uma vida boémia e licenciosa, Luís Gonçalves ingressa na Companhia de Jesus, em Goa. Em 1588, toma o nome de Bento de Góis e opta pela vida missionária em vez da ordem sacerdotal. Vestindo-se com trajes de mercador, parte, em 1602, em busca do Cataio e de comunidades cristãs perdidas na Ásia. Ingressa, primeiramente, numa caravana que o levará até Cabul e daí parte em nova caravana, chegando a Sucheu, na China, em 1605. Torna-se no primeiro europeu, em muitos séculos, a atravessar a Ásia Central e a chegar à China pelo ocidente.
Embora a viagem de Bento de Góis seja uma das maiores explorações da história da humanidade, são poucos os que, atualmente, sabem quem foi este jesuíta.
Com Bento de Goes, uma longa caminhada na Ásia Central, Henrique Levy presta uma justa homenagem ao enorme explorador, mas faz mais do que isso: com recurso a uma arquitetura narrativa magistral e entretecendo habilmente os fios da história com os fios da ficção, faz renascer, através da voz múltipla de quatro narradoras, o quotidiano de Vila de Franca do Campo de há 500 anos e enlaça, de forma sublime, pela voz de Luís Gonçalves, a narrativa dos acontecimentos futuros, acrescentando, ao mosaico de personagens e episódios de uma narrativa, o relato da odisseia de Bento de Góis.
Teresa Brandão Oliveira

Ben Yosei – Processionária (2024) (Single)
Em 2023, Rafael Trindade, conhecido a nível artístico como ben yosei, lançou um dos mais belos e bem concretizados álbuns do ano, “lagrimento”. O artista coimbrense faz-nos estremecer com a sua música devocional marcada na forma de instrumentais ambientais e etéreos, embalados em orações que nos remetem para o conceito de portugalidade católica. As memórias e vivências de alguém que paira na margem da urbe estão a descoberto num álbum catártico, pop e experimental.
Após integrar várias listas de melhores álbuns nacionais (Threshold Magazine, A Cabine), o disco é agora editado pela Biruta Records, pela primeira vez, em versão física e limitada a 50 unidades no formato cassete. A edição é acompanhada por uma vela e uma pagela com escrita do Rafael Trindade. O design é da Diana Queirós.
Este dia em que ben yosei atua no Festival Rescaldo (7 de fevereiro), fica também marcado pelo lançamento de uma curta-metragem que acompanha o tema “processionária”, penúltima faixa do álbum. Filmado pelo próprio artista e editado por frost.y (Daniel Oliveira), o vídeo capta momentos em comunhão da população da sua terra natal, Liceia. Um registo de proximidade que homenageia a tradição e os costumes que ligam a comunidade e que acompanha as várias etapas da vida.
lagrimento (“lágrima” + “lamento”) é um andamento triste, o choro recôndito do ser em todos nós. É jorrar pelos que amamos, pelos que perdemos e não estão cá mais, mas também a esperança de que estejam algures a olhar por nós – e de que um dia possamos nós, noutra configuração, olhar por eles. É a minha tentativa de remontar a portugalidade católica que me é casa e cerne, é música devocional.
lagrimento é o encarar do abismo, de tragédias pessoais, de dificuldades e de vicissitudes para neles (e a partir deles) edificar e construir melhor consigo mesmo e com os outros. É a complacência de mergulhar no amor abençoado e em tudo que nele há tanto de luminoso como de sombrio, de reconfortante como de perturbador, de alegre como de sofrido, e a decisão consequente de conscientemente amar, não apesar da dor mas devido a ela.
É um ritual feito a partir de lágrimas e a dignificação, atenção e purificação a partir delas alcançável. É uma qualquer voz lacrimejante que canta louvores. É o humildar do intelecto, o poder indomável da crença e da Fé. É todo e qualquer coração que veementemente ame.

Coffee Breakz #67 – Vultures
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Nadine Shah — Greatest Dancer
2. ¥$ (Kanye West & Ty Dolla $ign) — Back to Me
3. Benny the Butcher — One Way Flight (ft. Freddie Gibbs)
4. Run–D.M.C. — Rock Box
5. Censored Dialogue — Stir Crazy (ft. Mars Kumari)
6. DJ Drama & Tyler, the Creator — Legendary (Chopped Not Slopped)
7. MIKE & Tony Seltzer — R&B
8. Mayra Andrade — Afeto (Ankhoï remix)
9. Caroline Polachek — Butterfly Net (ft. Weyes Blood)
10. Andy McCutcheon — Sometimes You Feel So Far Away
11. Sonic Youth — Brother James

SolNaMente – Onde Estás (2024) (single)
A artista “SolNaMente” proveniente do distrito de leiria, estreou o seu primeiro single “Onde Estás ?” dia 24/01. Single esse que aborda sentimentos entre a perda e a procura de Ana Loureiro, a familiar que partiu aos 18 anos.
“Numa viagem sem volta perdi-te” é um dos versos que destaca, pelo facto da música ser dedicada à situação que aconteceu com a familiar, que foi de viagem para um festival mas não retornou a casa pois faleceu num acidente de carro.
A música em si insere-se na categoria de Pop Alternativo.
O seu nome artístico surge através da necessidade de ser luz (Sol) na escuridão, e ter uma mente livre de preocupações desnecessárias.

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #21
JazznewbloodTAPES é um projecto de Patricia Pascal criado a partir da plataforma Jazznewblood que desde 2015 suporta e promove novos talentos do Jazz Europeu com enfase na cena Londrina/UK.
É um projecto em formato radiofónico/podcast que visa dar visibilidade a novos nomes em inicio de carreira, nova musica divulgada na cena Jazzista contemporânea e outras musica inspiradas no Jazz a surgir em UK e pelo mundo fora.
O programa é transmitido mensalmente, desde 2020, em lingua Inglesa na Radio AlHara na Palestina, na Radio Resonance em Uk, na Radio Pacoul em França e em lingua Portuguesa na Radio Nacional de Cabo Verde.
Está também disponível em streaming em todas as principais plataformas de podcasts como Apple podcasts e Amazon podcasts, etc. Destacamos o facto deste podcast ter ganho posições no Top 50 da Apple podcast charts, na categoria de Musica comentada em mais de 27 Paises. #1 Portugal, #1 Chile, #1 Bosnia and Herzegovina, #2 Antigua and Barbuda, #4 Spain, #5 Italy, #5 Cameron, #6 Mexico, #6 South Africa,#6 Vietnam, #9 Netherlands, #10 Côte d’Ivoire.
Patricia Pascal
(patriciapascal.com)
Portuguesa, de mãe Cabo Verdiana, está radicada em Londres desde 2007 e desenvolve trabalho na Industria da musica em todo o mundo desde 2001. É manager de Carmen Souza, desde o inicio da sua carreira, e de Theo Pascal para além de ser formada em Live Arts Management pela London Metropolitan University. Paralelamente á gestão da carreira de Souza e Pascal desde 2015 tem vindo a investir na sua paixão por fotografia e promoção de novos talentos através do seu projecto Jazznewblood.org.
Este projecto inclui, entre várias iniciativas, um Showcase anual parte do London Jazz Festival e uma editora digital que
lança musica gravada ao vivo por jovens talentos do Jazz em inicio de carreira.
Durante o London Jazz Festival, faz também a curadoria do Festival WledJazz focado em projectos liderados por Instrumentistas. Uma parceria com a sala Woolwich Works em Londres.
Recentemente passou também a fazer parte da equipa por trás da conceituada organização Inglesa – Tomorrow´s Warriors.
Em Portugal é co-fundadora e residente Internacional no Espaço/studio – thisissessions.com
Links:
Jazznewblood.org/jazznewbloodtapes
Patriciapascal.com

Cecilia Chailly – Le mie corde (2013)
Memória de Elefante 20/02/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Madalena Palmeirim – Afortunada (2024) (single)
A cantautora e multi-instrumentista Madalena Palmeirim apresenta o seu segundo disco, “Morna mansa”, o sucessor de “Right as Rain”, lançado em 2019.
Durante a pandemia, quando tudo parou, Madalena Palmeirim fugiu Atlântico fora com o seu cavaquinho e cercou-se entre o mar-a-toda-a-volta e as montanhas-cima-abaixo na ilha de São Vicente (Cabo Verde). Em travessia recuperou a respiração, a canção e desta viagem nasceu o seu segundo trabalho discográfico “Morna mansa”.
O novo disco é sobre chegar a uma utopia de encontros, num mar de partidas e chegadas. É sobre a importância da viagem, da errância, do sítio fora do mapa, do percurso, do acaso e da deriva, fazendo uso da plasticidade do som (música, ruído, palavra e silêncio) e do espaço em todo o seu potencial.
Canções originais que também receberam palavras de duas companheiras-escritoras e cúmplices desta travessia, Lídia Jorge com “Afortunada” e Margarida Vale de Gato com “Marinha”, em duas colaborações distintas e ainda, as vozes de John D´Brava em “É bô” e de Milanka Vera-Cruz em “Mudjer”.
“Morna Mansa” é um passo trocado e transatlântico que não esquece a toada da saudade e o regresso a um amor que teima em voltar, manso e manso.
Apoio:
Antena 1
República Portuguesa – Cultura/Direção Geral das Artes
BIOGRAFIA
Madalena Palmeirim é uma cantora, compositora e multi-instrumentista portuguesa (ukulele, ukulele cabo-verdiano, auto-harpa e piano), que conta com 10 anos de carreira.
Em 2019 lançou o seu primeiro álbum a solo “Right as Rain”, onde juntou temas em português, crioulo cabo-verdiano e inglês. Navegando pelos mais variados campos musicais, Madalena vai do Rock, ao Folk, ao Samba ou à Morna.
Antes de “Right as Rain”, a cantora lançou o EP “Mondays” (2015), com o qual percorreu Portugal em salas e festivais. Madalena trabalhou com vários nomes da música nacional, fundou L Mantra e Nome Comum. Faz parte do trio Rainhas do Auto-Engano.
Madalena dedica-se também a bandas sonoras de cinema como “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, que recebeu o Prémio FIPRESCI para Melhor Filme na secção Encontros do Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim. Madalena é também autora da banda sonora do filme “Lá vem o dia”, da autoria de Mercês Tomaz Gomes. “Lá vem o dia” é o vencedor do prémio Arquitecturas para Melhor Filme na Competição de Ficção 2019.

1 Álbum 100 Palavras #29: Velvet Undergound – The Velvet Undereground & Nico (1967)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Os Velvet Underground surgem em 1965. A banda é formada por Lou Reed, cantor e compositor, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker. Entre 1965 e 1967 o grande sucesso obtido pelo grupo em New York aproxima o projeto a Andy Warhol, o maior representante da arte pop e a Nico, uma belíssima actor, cantora e modelo alemã.A celebre capa do primeiro álbum é desenhada pr Andy Warhol. Trata-se de uma obra-prima do rock, que inspirou muitos artistas de diversas gerações e o surgimento de novos géneros musicais urbanos como o punk no final da década de 70. Boa escuta!”

Prazeres Interrompidos #236: Platão – O Banquete (2024)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
“Certa vez, em algum momento dos anos finais do século V a.C., alguém pergunta a Apolodoro, um fervoroso discípulo de Sócrates, a respeito de um banquete promovido por Ágaton, o tragediógrafo, do qual o seu mestre havia participado junto com outras figuras notáveis da época. Homem impetuoso, Apolodoro, que havia se convertido à filosofia não fazia três anos, é um pouco rude com o amigo, mas lhe responde, e começa o seu esse banquete havia ocorrido há muito tempo, quando eles eram ainda crianças… É assim que se inicia o Banquete, talvez o mais literário dos diálogos de Platão, que tem como tema o amor.
O Banquete não é um tratado teorético, mas, como sugere sua cena final, na qual apenas Sócrates, Ágaton e Aristófanes restam acordados, uma mistura entre tragédia, comédia e filosofia, isto é, um texto no qual seus aspectos filosóficos e literários se encontram indissoluvelmente ligados e que evoca, por essa mesma estrutura, o ambiente cultural de Atenas em sua era de ouro.”