Prazeres Interrompidos #213: Balada de Amor ao Vento – Paulina Chiziane (1990)
Prazeres Interrompidos #213: Balada de Amor ao Vento – Paulina Chiziane (1990)
Autor: Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Primeiro romance de Paulina Chiziane, este livro conta a história de amor de Sarnau e Mwando e traz a semente do que viria a ser o clássico Niketche.
“Com a poligamia, com a monogamia ou mesmo solitária, a vida da mulher é sempre dura.”
Balada de amor ao vento é uma obra pioneira. Não apenas por ser a estreia de Paulina Chiziane na prosa longa e o primeiro romance publicado por uma mulher em Moçambique, mas também por trazer a semente do que a autora viria a construir em Niketche. “Tudo começa no dia mais bonito do mundo”, quando Sarnau vê Mwando pela primeira vez. Ela se apaixona de corpo e alma, ele a abandona. Ela luta para sobreviver à solidão, ele retorna ― antes de partir mais uma vez. Eles se envolvem em uma história de amor que tem a relva como cenário e o vento como melodia, mas uma herança conservadora entre os dois. Em um relato poético e quase espiritual de Sarnau, acompanhamos os encontros e desencontros, as escolhas e as renúncias, o desamparo e o privilégio de uma sociedade onde certas tradições afetam diretamente a autonomia da mulher e sua sobrevivência.
“Em Balada de amor ao vento, Paulina Chiziane escreve o amor que é devorado por feitiços destruidores e disputado pela inveja e pela solidão que nascem da poligamia. O amor das mulheres que são submetidas aos homens e que não sabem delimitar sentimentos.” ― Jarid Arraes
CVIEIRA – Experiência (2023) (single)
CVIEIRA – Experiência (2023) (single)
“Experiência” é o novo single de CVIEIRA. Após o lançamento de “Se Pensei”, em dezembro do ano passado, de “Ding Dong” em fevereiro deste ano, CVIEIRA vem agora apresentar o seu novo single “Experiência”, um tema que é um tratado direcionado para as novas gerações, sobre a importância da tomada de decisão, das escolhas e da luta pelos sonhos de cada um. Num formato Pop elegante, o tema repleto de um balanço contagiante, muito pela energia da bateria e do baixo, mistura sonoridades como a soul, o rnb, o hip- hop, presente nas vozes de CVIEIRA, mas também, de de Britto, no Rhodes e nos Sintetizadores que vão surpreendendo em aparecimentos inesperados ao longo da música.
Retirado do álbum “Loyalty”, que marca a estreia de CVIEIRA a solo e que será lançado em breve , “Experiência” é mais um pilar deste trabalho que será sustentado em profundas raízes Pop e que será lançado em outros mercados para além do nacional.
Depois de um longo período de pausa na sua carreira, enquanto artista, que utilizou para se dedicar à criação e gestão de diversos projetos na indústria do entretenimento, CVIEIRA marcou o seu regresso com os singles “Se Pensei” e “Ding Dong”, temas que não só assinalaram o retomar de uma já bem-sucedida carreira, mas sobretudo, assinalaram a sua estreia a solo. Com o lançamento deste seu terceiro single, CVIEIRA procura fortalecer um percurso promissor, que já congrega singles que integraram o top da AFP, assim como, das principais rádios nacionais, como a Cidade FM e Antena 3 e até a presença dos mesmos em diversas séries televisivas como Campeões e Detetives e Morangos com Açucar, da TVI.
Da sua já extensa carreira, que conta com participações com o rapper americano Twista, o ícone colombiano Reykon, New Max (Expensive Soul), Victor Espadinha, Melo D, Beto Media (Blackout), D-Mars, De Britto, entre tantos outros, contam-se ainda os inúmeros concertos que já efetuou em alguns dos principais palcos nacionais.
Grand Sun – Something More (2023) (single)
Grand Sun – Something More (2023) (single)
Os Grand Sun continuam a procurar algo mais. De novo. De diferente. Com “Conceptualize”, descobriram-se mais punk, mais arrojados. Com o novo single, “Something More”, viajam à cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. O tema é influenciado pela rapidez da cidade e da invariável relação entre conteúdo e percepção. Something More é rápida, com guitarras angulares inspiradas pelo tipo de rock no eixo Brixton-Bushwick. É jangly (post-punk). Grita Manchester e Dublin. Cruza o passado com o presente. Pelo caminho, reflete sobre polarização, identidade, crescer. No final dançamos a um magnético refrão. Porque todos nós procuramos “algo mais”.
Grand Sun é um happy accident: partes iguais de intenção e catarse. Os seus concertos são urgentes elétricos. A sua música carrega-se nos temas do existencialismo e surrealismo e; três anos depois do seu álbum de estreia – Sal Y Amore – a banda mudou. Em espírito, são os mesmos putos prontos a rockar, mas estão mais adultos e maduros, prontos a conceptualizar novos caminhos no seu próximo disco a ser lançado em 2024. Nestes singles – “Something More” & “Conceptualize” – a banda de Lisboa navega uma Post-Punk, onde o lado gótico e sonhador de bandas como Echo & the Bunnymen, The Chameleons e Cocteau Twins os influencia, e olham para o UK como referência, com bandas como THUS LOVE e Shame a ser referencias para esta nova identidade no seu Rock and roll. Mais criativos, mais punk, não menos (algo) naiff, não menos (tudo) jovens, com este novo single mostram-se diferentes, procuram “algo mais”. Após a estadia da banda em Nova Iorque, onde foram embebidos pela cidade, a banda só precisou de afinar o ritmo da canção. “Something More” é produzida e gravada por Miguel Vilhena (Niki Moss) nos Pontiaq Studios e serve como catarse final à vida acelerada que a banda enfrentou durante a sua estadia na Big Apple. É o segundo avanço de um novo EP, a ser editado no primeiro trimestre de 2024.
Coffee Breakz #55 — Weight Of The World
Coffee Breakz #55 — Weight Of The World
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
Boyfriend Sushi Town — Ski Mask
Gianni Brezzo — Filigrani
Sullivan Fortner — Snakes and Ladders
Oran Etkin — Pavlinka’s Dream
Baloji & Mayra Andrade – Matrone | A Colors Show
Sara Tavares — Kurtidu
Sha Ek — EBK
Mars Kumari — Weight of the World (ft. Dälek & Lucas Abela)
Mars Kumari & Del tha Funkee Homosapien — Explore Yourself
Aesop Rock — Living Curfew (ft. Billy Woods)
Kurt Vile — Tom Petty’s Gone (But Tell Him I Asked for Him)
Purple Mountains — All My Happiness Is Gone
Foggy Project – Ahi! Buongiorno (2023) (single)
Foggy Project – Ahi! Buongiorno (2023) (single)
“Ahi! Buongiorno” novo single de Foggy Project
https://www.youtube.com/watch?v=7uxa0CbFzv4
“Ahi! Buongiorno” é o novo single de Foggy Project, o projeto pop-eletrónico que já meteu a dançar toda Lisboa.
Com a sua simplicidade e o seu inconfundível groove, “Ahi! Buongiorno” fala-nos da obsessiva presença das redes sociais no dia a dia de todos nós, protagonistas ou espectadores à mercê desta corrente aparentemente incessante.
Cada um na sua própria Laranja Mecânica, em que os dias se tornam em noites e as noites parecem intermináveis… com uma pontinha de sarcasmo: “desejo-te boa noite ou antes bom dia?”
Produzido por João Moreira nos Moreira Studios do Porto, conta coma participação de Daniele Pistone (Synth, percussão e voz) e Klênio Barros (trombone).
Video produzido por Daniele Pistone, gravado por “Duda ♧ Somtopia Films”
A canção “Maria Rita” é uma viagem desde o momento da sua criação. Uma viagem de dentro para fora, que existe e permanece pela repetição, como se a dor e a lucidez se diluíssem quando se sentem mais vezes, quando se conhecem. É a possibilidade de se sentir sem medo e com amparo. As palavras não falam sozinhas. Fazem uma declaração de resistência em cada passo que julgamos dar para trás.
Maria do Rosário Pereira (Rö) e Rita Dias são duas mulheres de universos musicais diferentes, que nesta canção se fundem pela vontade, pela cumplicidade, pela libertação, pelo amor nos seus sentidos lato e estrito. Coabitam o inglês e o português, a mística eletrónica e a densidade do fado, a espontaneidade e o detalhe. Juntaram-se, também no nome, e hoje são “Maria Rita”.
Chamaram o Graciano Caldeira (ukulele), o Diogo Mendes (guitarra portuguesa de Coimbra), o Iuri Oliveira (percussão) e o Ricardo Fialho (produção) para vestirem uma canção que nasceu numa jam caseira, entre lágrimas e silêncio, junto à lareira, com o ukelele da Rita e o microfone com efeitos da Maria. Em 9 meses, de março a novembro de 2023, foi a simplicidade e a realidade que guiaram Maria e Rita no processo de gravação, produção e concepção do vídeo, concretizado com a edição de Joana Linda, com imagens de uma viagem concreta feita pela Costa Vicentina no verão de 2023.
Maria Rita Rita Dias e Rö
Those days, in those days I was nothing at all. E eu se não for Não saio daqui E eu sem pudor Sou melhor sem ti E eu se não for Não saio daqui sem ti Há uma declaração de resistência em cada passo que julgas dar para trás. Está tudo bem se tiveres medo. E eu se não for Não saio daqui E eu sem pudor Sou melhor sem ti E eu se não for Não saio daqui sem ti
Fumaça #2: O que é normal em Masafer Yatta? (Reportagem)
Fumaça #2: O que é normal em Masafer Yatta? (Reportagem)
Em maio, o Supremo Tribunal israelita deu luz verde ao que, efetivando-se, será uma das maiores expulsões de pessoas palestinianas de suas terras nas últimas décadas. Os jornalistas Ricardo Esteves Ribeiro e Rafaela Cortez foram até Masafer Yatta, na Palestina, perceber o que aconteceu.
Lê mais sobre este tema em https://fumaca.pt/
Ola Haas – Biturbo (2023) (single)
Ola Haas – Biturbo (2023) (single)
Ola Haas não é a mesma pessoa todos os dias
Sabe-se que do aborrecimento fruta roque efervescente. É regra. E Ola Haas está a fazer o seu melhor para obedecer a esta máxima no seu novo curta-duração, Não sou a mesma pessoa todos os dias, já disponível para escutas nas plataformas digitais habituais.
Em dez canções, Ola Haas transforma o mundano, o seu quotidiano, em noise rock catártico. Ecoa Nirvana – a sua máxima referência -, Pega Monstro, Vaiapraia. Cruza uma estética de anos 90 com a reverência pela Cafetra, Spring Toast Records, Maternidade. Objetivo? Declamar tudo o que sente, colocar as tripas cá para fora. Nós berramos a acompanhar.
Não sou a mesma pessoas todos os dias foi gravado no Duck Tape Melodias entre 2022 e 2023. O disco foi produzido pelo próprio e por André Isidro (Tekuno, Modernwolf, entre outros). André Isidro, além de produção, foi responsável pelo mix e master do EP, por tocar bateria, fazer coros, e tocar teclas em “A Queda” e “Nortada Areia-Branquense”.
Não sou a mesma pessoas todos os dias vai ser apresentado ao vivo no próximo dia 16 de novembro na associação cultural Com Calma, em Lisboa, em formato de duo. A abertura ficará a cargo de Magz. A festa começa às 21h.
Não sou a mesma pessoa todos os dias terá direito a versão física. Estará à venda na apresentação do EP ou a partir do contacto direto com o artista.
A versão física do EP vem acompanhada por um booklet que inclui a lista de créditos do EP e as letras de cada faixa.
Ola Haas é como Miguel Freitas arranjou para se expressar. É como transforma as suas vivências, os seus sentimentos, em cantigas catárticas de punk e noise rock. É assim que transforma o seu mundano em roque, influenciado pelo rock alternativo dos anos 90 e pela nova canção portuguesa.
Tudo começou em 2016, em Lisboa, quando Miguel grava um EP em casa – Diana – e acaba a dar concertos em espaços como as Damas ou o saudoso Sabotage Club. Desde aí, muita coisa mudou e aconteceu. Um interregno pelo meio, certamente. Agora, em 2023, o regresso.
Ao vivo, Ola Haas é um duo. Miguel toca baixo e canta e João Ribeiro (Grand Sun) toca bateria. O resultado é jarda.
The Black Owl – Point My Fingers (2023) (single)
The Black Owl – Point My Fingers (2023) (single)
A Coruja editou no passado dia 6 de Novembro o aguardado segundo trabalho “Let Us Prey”, que sucede ao disco de estreia homónimo lançado em 2020. “Let Us Prey” é o resultado da dedicação do quarteto Alentejano, que na impossibilidade de promover o anterior trabalho – devido aos constrangimentos decorrentes do confinamento – voltou a estúdio para trabalhar no seu sucessor. O resultado são 10 novas composições onde a banda celebra a magia das guitarras e nos oferece o seu característico rock’n’roll, mistura de blues e psicadelismo, com a habitual energia que carrega para o palco. A banda assinala o lançamento do novo disco com um concerto exclusivo a 9 de Dezembro no Teatro Pedro Nunes, em Alcácer do Sal, cidade natal da Coruja. Para mais informações sobre The Black Owl e o lançamento do álbum “Let Us Prey”, visite os sítios oficiais da banda em https://hyperfollow.com/theblackowl.
Sobre The Black Owl: A tranquila cidade de Alcácer do Sal, com sua paisagem pitoresca à beira do rio, é o improvável berço da banda de blues rock, The Black Owl. Os Black Owl, também designados por ‘A Coruja’, são um quarteto de blues rock com laivos de psicadelismo e outras especiarias sónicas. A estreia da banda ocorre em 2020 com o lançamento do álbum homónimo ‘The Black Owl Band’, do qual foram extraídos os singles ‘Let Us Pray’ e ‘Toad On The Road’. Após enfrentar desafios impostos pelo confinamento, a banda voltou ao estúdio para produzir o segundo álbum, “Let Us Prey,” lançado a 6 de novembro, onde consolida o amadurecimento do quarteto, nos quase quatro anos que separam os dois trabalhos.
Cultoras #23 (3ª Temporada) – Cecilia Astorga
Cultoras #23 (3ª Temporada) – Cecilia Astorga
Amo mis dedos hablantes en una noche despierta amo la ilusión incierta con silencios abundantes. Amo lo que amé desde antes de conocer el amor amo el puerto abrigador donde las olas se mecen amo el tiempo en que amanecen todos mis campos en flor. Cantora, decimista, payadora, educadora y activista, Cecilia Astorga es portadora de una de las tradiciones más entrañables de la zona central de Chile, que en la última década ha florecido y se ha transformado junto con la reapropiación de nuevas generaciones que se han acercado al mundo de las décimas, las cuartetas, el canto a lo humano y a lo divino. Cultora desde temprana edad, junto a su recordado hermano, el cultor Pancho Astorga, Cecilia hizo de las vigilias del canto a lo poeta su gran escuela, grabó discos de la mano de su hermano y de otro gran referente de la música campesina, el cultor Pedro Yáñez, y realizó un prolífero camino propio que la llevó a transformarse en la primera payadora chilena. Declarada amante de las expresiones populares de la oralidad y una activa militante de las causas populares desde su territorio en la comuna de La Granja, Cecilia ha llevado su arte por todo el mundo, siendo reconocida en el ámbito nacional con del Premio Oreste Plath que entrega la Academia Chilena de la Lengua, en 2019. Contacto: ceciliastorga@gmail.com
Randy Brecker: Billy Cobham – A Funky Thide Of Sings (1975)
Randy Brecker: Billy Cobham – A Funky Thide Of Sings (1975)
Memória de Elefante 27/11/23 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Randal Edward Brecker, nascido em 27 de novembro de 1945, é um renomado trompetista e flugelhornista norte-americano. Reconhecido por seu excepcional talento musical, ele se destacou como um dos músicos mais influentes e versáteis no cenário do jazz e do fusion. Brecker ganhou fama como membro fundador da icônica banda de jazz fusion “The Brecker Brothers”, ao lado de seu irmão Michael Brecker. Sua carreira à solo e em colaborações com músicos proeminentes, como Herbie Hancock, Steely Dan e Frank Zappa, solidificaram sua reputação como um dos principais trompetistas de sua geração. Sua habilidade técnica e sua capacidade de fundir diversos estilos musicais continuam a inspirar músicos e fãs de jazz em todo o mundo.
Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum Billy Cobham – A Funky Thide Of Sings (1975) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!
Fumaça #1: Inquietações, uma homenagem a José Mário Branco (Especial)
Fumaça #1: Inquietações, uma homenagem a José Mário Branco (Especial)
José Mário Branco sempre fez parte do Fumaça, não sabia ele quanto. Em quase todos os eventos que organizámos – lembrar-se-á quem lá esteve – havia uma pequena sala com um gravador e um microfone. Entrava quem queria, não sabendo ao que ia. Quando se sentava, uma pergunta apenas era feita: “O que é que te inquieta?” Hoje, no dia em que se cumpre um ano da sua morte, ouvimos as respostas de pessoas anónimas a esta pergunta.