R.L. Burnside – Acoustic Stories (1997)

R.L. Burnside – Acoustic Stories (1997)

Memória de Elefante 23/11/23
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

R. L. Burnside (23 de novembro de 1926 – 1 de setembro de 2005) foi um cantor, compositor e guitarrista de blues norte-americano. Ele tocou música durante grande parte de sua vida, mas recebeu pouco reconhecimento antes do início dos anos 1990. Na segunda metade daquela década, Burnside gravou e excursionou com Jon Spencer, apresentando sua música a uma nova base de fãs nas cenas punk e garage rock.

Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum R.L. Burnside – Acoustic Stories (1997) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #211: Nothing Special – Nicole Flattery (2023)

Prazeres Interrompidos #211: Nothing Special – Nicole Flattery (2023)

Autor:
Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

New York City, 1966. Seventeen-year-old Mae lives in a rundown apartment with her alcoholic mother and her mother’s sometimes-boyfriend, Mikey. She is turned off by the petty girls at her high school and the sleazy men she typically meets. When she drops out, she is presented with a job offer that will remake her world: She is hired as a typist for the artist Andy Warhol.

Warhol is composing an unconventional novel by recording the conversations and experiences of his many famous and alluring friends. Tasked with transcribing these tapes alongside several other girls, Mae quickly befriends Shelley, and the two of them embark on a surreal adventure at the fringes of the counter-cultural movement. Going to parties together, exploring their womanhood and sexuality, this should be the most enlivening experience of Mae’s life. But as she grows increasingly obsessed with the tapes and numb to her own reality, Mae must grapple with the thin line between art and voyeurism and determine how she can remain her own person as the tide of the sixties sweeps over her.

For readers of Ottessa Moshfegh and Mary Gaitskill, this blistering, mordantly funny debut novel brilliantly interrogates the nature of friendship and independence and the construction of art and identity. Nothing Special is a whip-smart coming-of-age story that brings to life the experience of young girls in this iconic and turbulent American moment.

Luísa Magrinho – Inês (2023) (single)

Luísa Magrinho – Inês (2023) (single)

Luísa Magrinho Lança “Inês” em Homenagem ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

● “Inês” é mais do que uma canção, é um hino à coragem feminina.
● Luísa Magrinho lança o seu EP de estreia intitulado por “Tempo”.

Lisboa, novembro de 2023 — A cantora e compositora luso-brasileira, Luísa Magrinho, está pronta para emocionar o público com o seu novo single “Inês”, disponível em todas as plataformas digitais desde sexta-feira, 10 de novembro, esta faixa é a peça final do EP “Tempo”. O videoclipe será lançado no YouTube a 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, numa dedicação à força e resiliência das mulheres.
“Inês” é uma canção que celebra a coragem feminina, destacando a determinação das mulheres em superar desafios e viver com autenticidade. Luísa Magrinho expressa: “Com o pé no chão vive sonhando, E a sua alma vive dançando, Inês.” Essas palavras capturam a essência da luta das mulheres pelos seus sonhos e pelo direito de viverem sem medo. Além disso, Luísa Magrinho acrescenta: “Só não caia na tristeza, ela não te fica bem, Pode me falar e respirar, vai tudo ficar bem.” incentivando as mulheres a procurarem ajuda e apoio, destacando a importância de falar sobre a violência e romper o ciclo de silêncio que muitas vezes a envolve.
Esta é a última faixa do EP “Tempo”, onde cada música representa uma estação do ano, simbolizando a passagem do tempo, sendo “Inês” o desabrochar da primavera nas nossas vidas. Luísa Magrinho lembra-nos que, assim como as estações mudam, também nós podemos evoluir e florescer, mesmo diante dos desafios.
No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, “Inês” torna-se um hino de superação e renascimento, lembrando-nos de que todas as mulheres têm a força para deixar o passado para trás, abraçar a sua autenticidade e encontrar amor próprio. Demonstrando que o tempo pode curar feridas e que todas as mulheres merecem relacionamentos saudáveis e uma vida livre de medo e solidão. “Inês” é mais do que uma canção, é um tributo à coragem das mulheres e à sua capacidade de se reerguer.
Acompanhe o trabalho de Luísa Magrinho através das suas redes sociais e das plataformas digitais de música.

Coffee Breakz #54 — Desperate House Vibes

Coffee Breakz #54 — Desperate House Vibes

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

  1. Danny Brown — Jenn’s Terrific Vacation (ft. Kassa Overall)
  2. Cécile McLorin Salvant — Wuthering Heights (Kassa Overall mix)
  3. Kate Bush — Wuthering Heights
  4. Kassa Overall — 2 Sentimental
  5. Duke Ellington & John Coltrane — In a Sentimental Mood
  6. Julie Byrne with Laugh Cry Laugh — These Days
  7. Bonnie ‘Prince’ Billy — The March
  8. Kurt Vile — Touched Somethin (Caught a Virus)
  9. Bar Italia — Real House Wibes (Desperate House Vibes)
  10. Yo La Tengo [The Bunker Sessions]
    10.1 Aselestine
    10.2 Fallout
    10.3 Stockholm Syndrome
  11. Bambino — Chasing Paradise

Rodrigo Leão & Fazel – Fazel (2023) (single)

Rodrigo Leão & Fazel – Fazel (2023) (single)

Fazel é o segundo single e é homanagem e conta com a participação de Ustad Fazel Sapand, músico e amigo de Rodrigo Leão (ouvir aqui)

Depois de Jagoz, Fazel é o segundo single do próximo álbum de Rodrigo Leão – Piano para Piano – que será lançado no dia 13 de Outubro, com edição Uguru.
Como refere Rodrigo Leão, o nome do segundo single é “em honra do meu novo amigo, o músico Ustad Fazel Sapand, natural do Afeganistão onde estudou (Kabul). Fazel reside agora em Lisboa, onde trabalha como músico e professor. Conheci-o na Cozinha Popular da Mouraria há pouco mais de um ano num jantar de solidariedade com um grupo de jovens estudantes de música afegãos. Tinham-se refugiado em Portugal naquela altura, para escaparem a tempos conturbados que o seu país atravessa e onde os seus estudos foram subitamente proibidos. Num ápice tiveram de largar tudo e deixar para trás as suas famílias e amigos para mergulharam num futuro incógnito mas – esperavam eles – melhor. Ainda tive oportunidade de assistir a actuações de muitos destes jovens talentosos cuja cultura, educação e dignidade me marcaram muito e foi com pena que vi a maioria partir daqui também. Agora surge a oportunidade de os homenagear na figura do meu amigo Fazel”.
Um tema editado há uns anos no álbum Theatrum e mais tarde em A Vida Secreta das Máquinas, surge agora com nova personalidade graças à colaboração de Fazel na voz e sítar, instrumento muito presente na música clássica indiana que Rodrigo Leão muito admira e que são a escola e fonte de inspiração de Ustad Fazel Sapand.

Rodrigo Leão é o primeiro a dizer que não é pianista, mas o piano tem surgido na sua obra como um complemento dos sintetizadores que já usou muitas vezes para escrever memoráveis melodias e pensar nos envolventes arranjos a que foi dando corpo com os ensembles que criou. Agora, um novo álbum: Piano Para Piano é um projeto que nasceu depois de uma encomenda do Festival de Piano em Vila Nova de Cerveira, desafio que o levou a compor duas novas peças que são também o princípio de um novo caminho.

Sobre este projecto, Rodrigo Leão afirma que considerou “interessante estabelecer um diálogo com quem estudou e estuda seriamente o instrumento”, apesar de não ter estudado piano, em termos académicos. Neste espetáculo, apresentado como “uma viagem ao maravilhoso desconhecido”, Rodrigo Leão partilha o palco com sua filha Rosa, de 19 anos, numa digressão nacional iniciada em Abril deste ano. Um diálogo em palco entre dois pianos acústicos.

Neste projeto, Rodrigo Leão apresenta composições da sua autoria, pensadas para serem executadas em dois pianos acústicos. Um diálogo em palco protagonizado pelo compositor e pela sua filha, Rosa.

Rita Guê – Fada (2023) (single)

Rita Guê – Fada (2023) (single)

Tudo começou com “Perdidamente” dos Trovante numa aula de matemática.
Seguiu-se o Conservatório Regional de Setúbal, a tuna ArquitecTuna, a Escola de Música do Conservatório de Lisboa.
Deu voz à marcha popular da S.F.P. Azeitonense e criou o duo de covers “Rita & João”.
No youtube tem covers com amigos, o “Sons na Mezzanine”, e lives de instagram durante a pandemia, o “Ao Vivo e a Cores”.
A banda, composta por Carolina Moura, Francisco Neves e João Alexandre, e o primeiro original “dejavu” surgiram em 2021.
Em 2022 foi selecionada para a final do Concurso de Bandas Amadoras de Palmela e representou Setúbal no Festival Liberdade da AMRS.
O primeiro EP “gota” foi lançado em outubro deste ano, já sob o nome de Rita Guê como cantautora, e encontra-se disponível em todas as plataformas digitais.

Sobre o EP “gota”:
O primeiro EP da Rita Guê foi lançado numa 6a feira 13 em outubro, chama-se gota e define-se como pop “místico”, de execução pop mas com abordagem a temas fantasiosos como escape à realidade.
A primeira faixa “dejavu” foi lançada em 2021 com uma live session no youtube. Esta surgiu do refrão de “Pensa Bem” de Joana Espadinha e é apresenta-se como um tema nostálgico que reflete a sensação de reviver momentos e, por isso, emoções.
A segunda faixa é a mais esperançosa do EP, chama-se “aparição” e foi inspirada no filme italiano “Troppa Grazzia” de Gianni Zanasi.
A terceira faixa chama-se “fada” (canção a destacar) e é uma canção de embalar com reviravolta sobre um ser fantástico que vive à espera de oferendas dos que dormem. A letra resulta de um diálogo entre a fada e a pessoa que dorme, em que a segunda apela ao desabafo da fada e a primeira revela a sua ganância e insatisfação.
A última faixa, qua dá o nome ao EP, traduz o misticismo de uma sequência em que num caldeirão se juntam três ingredientes – mel, sangue e água – todos a seu tempo.
Entre os pingos da chuva surgiu o EP “gota”, que dá a conhecer a cantautora e oferece universos novos aos magos que o ouvem.
Créditos EP:

Letra, Música e Voz: Rita Guerreiro
Teclas e Flauta Transversal: Carolina Moura
Baixo, Guitarra e Voz: Francisco Neves
Bateria e Percussões: João Alexandre
Captação/Produção: Paulo Araújo e Jorge Correia, Duqk studios Mix/Master: Paulo Araújo, Sky – studio 33
Capa EP: Rita Guerreiro e Teresa Trindade

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #18

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #18

JazznewbloodTAPES é um projecto de Patricia Pascal criado a partir da plataforma Jazznewblood que desde 2015 suporta e promove novos talentos do Jazz Europeu com enfase na cena Londrina/UK.
É um projecto em formato radiofónico/podcast que visa dar visibilidade a novos nomes em inicio de carreira, nova musica divulgada na cena Jazzista contemporânea e outras musica inspiradas no Jazz a surgir em UK e pelo mundo fora.

O programa é transmitido mensalmente, desde 2020, em lingua Inglesa na Radio AlHara na Palestina, na Radio Resonance em Uk, na Radio Pacoul em França e em lingua Portuguesa na Radio Nacional de Cabo Verde. 

Está também disponível em streaming em todas as principais plataformas de podcasts como Apple podcasts e Amazon podcasts, etc. Destacamos o facto deste podcast ter ganho posições no Top 50 da Apple podcast charts, na categoria de Musica comentada em mais de 27 Paises. #1 Portugal, #1 Chile, #1 Bosnia and Herzegovina, #2 Antigua and Barbuda, #4 Spain, #5 Italy, #5 Cameron, #6 Mexico, #6 South Africa,#6 Vietnam, #9 Netherlands, #10 Côte d’Ivoire.

Patricia Pascal
(patriciapascal.com)

Portuguesa, de mãe Cabo Verdiana, está radicada em Londres desde 2007 e desenvolve trabalho na Industria da musica em todo o mundo desde 2001. É manager de Carmen Souza, desde o inicio da sua carreira, e de Theo Pascal para além de ser formada em Live Arts Management pela London Metropolitan University. Paralelamente á gestão da carreira de Souza e Pascal desde 2015 tem vindo a investir na sua paixão por fotografia e promoção de novos talentos através do seu projecto Jazznewblood.org.
Este projecto inclui, entre várias iniciativas, um Showcase anual parte do London Jazz Festival e uma editora digital que
lança musica gravada ao vivo por jovens talentos do Jazz em inicio de carreira.

Durante o London Jazz Festival, faz também a curadoria do Festival WledJazz focado em projectos liderados por Instrumentistas. Uma parceria com a sala Woolwich Works em Londres.
Recentemente passou também a fazer parte da equipa por trás da conceituada organização Inglesa – Tomorrow´s Warriors.
Em Portugal é co-fundadora e residente Internacional no Espaço/studio – thisissessions.com
 
Links:
Jazznewblood.org/jazznewbloodtapes
Patriciapascal.com

Maria Café – Entardecer (2023) (single)

Maria Café – Entardecer (2023) (single)

Aveirenses Maria Café lançam primeiro single “Entardecer”

No dia 11 de novembro, 11ª mês do ano, quando o relógio assinalar as 11:11, os Maria Café lançam o seu primeiro single: “Entardecer”. Este é o primeiro avanço da banda de Aveiro, composta por André Morais (piano), João Areias (baixo), João Carvalho (percussão), Ricardo Neto (voz e guitarra acústica) e Tomás Lacerda (guitarra elétrica).

“Entardecer”, canção pop descomprometida e luminosa sobre o final de um amor que abre a porta para o futuro (os Maria Café cantam “acabou, tenho muito pra viver”), foi a primeira música que criaram em conjunto. O single conta com a gravação, mistura, produção e masterização de Rúben Teixeira (Perpétua), da Wakai Studios. Com a primeira música, surge também o primeiro videoclipe, em que a banda surge em vários pontos da região: Pateira de Espinhel, Óis da Ribeira, Praça do Peixe de Aveiro, Vista Alegre e praia da Costa Nova. Realizado por Ricardo Neto, a captação de imagem é de Pedro Santos e conta com a assistência na produção de Pedro Simões.

Apesar dos seus membros se terem reunido e afirmado enquanto banda no dia 31 de outubro de 2021, há cerca de dois anos, a banda atuou pela primeira vez em junho de 2022, no Festival CRUA, em Aveiro. Maria Café é o nome surgido da reunião da banda em torno de uma garrafa de hidromel, a partir do nome que a avó de um dos membros, natural de Amiais-de-Baixo, em Santarém, dá às plantas conhecidas como “azedas”. A música da banda tem a influência de nomes como Tiago Bettencourt, Os Quatro e Meia e Os Azeitonas.

Em outubro de 2023, venceram o Prémio Carlos Paião, no 22º Festival Canção Vida organizado pelo Grupo de Jovens “A Tulha”, em Ílhavo. Atuaram nas lojas Fnac de Aveiro, Leiria e Viseu e alguns festivais portugueses, como o Agit’Águeda, o Festival de Bacalhau ou a Feira de S.Mateus.

O single “Entardecer” fica disponível, com videoclip incluído, a partir do dia 11 de novembro nas plataformas habituais.

1 Álbum 100 Palavras #16: Brian Eno – Disrceet Music (1975)

1 Álbum 100 Palavras #16: Brian Eno – Disrceet Music (1975)

Um podcast de Francesco Valente:

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Brian Eno, compositor e produtor, ao longo da sua carreira e das inúmeras colaborações, soube transferir em vinil uma série de projetos únicos e uma experimentação musical caracterizada pela abundância de elementos eletrónicos e por uma construção musical distante de esquemas pre-constituídos. Este álbum que sai em 1975 pela sua label pessoal, dá início a uma série de trabalhos sobre a música ambiental, ou “ambient”. Menciono “Music For Films” (1978) e “Ambient One: Music for Airports” (1978). Trata-se de uma música impalpável e iluminada, um sonho, onde existe uma procura quase obsessiva de um ambiente limpo e poético. Boa escuta!”

Prazeres Interrompidos #210: O Estrangeiro – Albert Camus (Editora Livros do Brasil) (1942)

Prazeres Interrompidos #210: O Estrangeiro – Albert Camus (Editora Livros do Brasil) (1942)

Autor:
Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

O Estrangeiro é uma obra-prima da literatura existencialista escrita por Albert Camus. Publicado em 1942, o livro oferece uma visão provocativa da alienação e da falta de sentido na vida. A história gira em torno de Meursault, o protagonista, um homem indiferente e apático que parece flutuar passivamente pela vida, alheio às convenções sociais e às expectativas dos outros. Quando comete um ato aparentemente sem sentido, o assassinato de um árabe em uma praia argelina, ele é levado a julgamento, não apenas por seu crime, mas também por sua apatia perante a vida. A narrativa se desenrola de maneira minimalista, refletindo a perspectiva existencial de Meursault. Camus explora temas profundos, como a alienação, a absurdez da vida, a busca por significado e a luta do indivíduo contra as expectativas sociais. O livro desafia o leitor a questionar as normas da sociedade e a examinar a própria existência. A prosa de Camus é nua e direta, destacando a falta de conexão emocional de Meursault com o mundo ao seu redor. O Estrangeiro é uma leitura provocativa que continua a cativar leitores com sua exploração da condição humana e sua reflexão sobre o absurdo da vida. A obra de Camus permanece relevante e influente, convidando os leitores a contemplar as complexidades da existência e a busca por sentido em um mundo indiferente.

Duques Do Precariado – Lacerda (2023) (single)

Duques Do Precariado – Lacerda (2023) (single)

LACERDA é o single de avanço do disco de estreia “Antropocenas”

Pouco mais sabemos dos duques à parte de serem precários.
Preparam-se para editar o disco de estreia mas é um disco que já foi feito há muito tempo. É difícil de explicar. Por isso, perguntámos ao ChatGPT se os conhecia e ele respondeu: “Sim, conheço os “Duces do Precariedade”!
Porque ficámos um bocado na mesma, arriscamos a afirmar que são uma banda portuguesa de rock alternativo e punk rock formada em Lisboa. Foram dois, foram cinco, agora talvez sejam mais, talvez sejam menos. São o Pedro Mendonça e o João Fragoso de certeza.
Dão-se a conhecer com o single Lacerda, entrada directa para o universo peculiar de letras acutilantes, ainda que engraçadas, sobre questões sociais e políticas, incluindo a precariedade no trabalho, os traumas históricos e a vida na cidade. Parece que este Lacerda foi feito para tentar vender a uma fadista. A fadista não quis. Resolveram dar-lhe música. Arriscaram um primeiro videoclip mas resolveram não riscar os ares do tempo deixando que seja apenas a linha de baixo e os riffs da guitarra do Gonçalo Mendonça a passar a mensagem. E essa ainda agora começou a ser revelada. O resultado, está aqui abaixo.
Têm pouco a dizer, muito a esconder e ainda mais a tocar.
Para saber mais sobre eles, não procurem na internet ou nas redes sociais. Sigam o youtube da Lux Records, editora por quem se preparam para editar o disco de estreia “Antropocenas”, em Outubro.

José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)

José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)

Memória de Elefante 19/11/23
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido por José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 – Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico, cantautor, compositor/arranjador e produtor musical português. É descrito como “um dos nomes maiores da canção portuguesa” e apresenta uma extensa actividade musical nas mais variadas áreas, contando com uma carreira de cinco décadas.

Em 1963 e com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir ao serviço militar na guerra colonial, à qual era expressamente contra. Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos.

Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!