Save Gaza Children

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Queria que as crianças não morressem.


Queria que fossem
temporiaramente
elevadas aos céus
até a guerra acabar.


Depois regressariam a casa seguras,
e quando os seus pais perguntassem
Onde estavam?


Elas diriam:
estávamos a brincar nas nuvens.


Ghassan Kanafani (1936-1972) Poeta palestiniano


[eng version]
I wish children didn’t die.
I wish they would be temporarily elevated
to the skies until the war ends.
Then they would return home safe,
and whren their parents would ask them,
where were you? They would say,
we were playing in the clouds.


Ghassan Kanafani (1936-1972) Palestinian Poet

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Festival Theia – Etrevista Com Beatriz Nunes

Beatriz Nunes, cantora, nos visitou no estúdio da Rádio Olisipo, para apresentar o Festival Theia e o ciclo de conferências integradas no mesmo festival.

Autor:
Francesco Valente

FESTIVAL THEIA
curadoria RITA MARIA
Link: https://malaposta.pt/festival-theia-2023/

“É com grande entusiasmo que apresentamos o Festival Theia, um evento pioneiro em Portugal que celebra e reconhece a liderança das artistas, compositoras e intérpretes contemporâneas. Inspirado na titânide grega Theia, associada à Visão e à Luz, o festival destaca a incrível criatividade feminina e o impacto significativo das mulheres na cena musical contemporânea.

Na tão aguardada segunda edição deste festival, o Theia tem o prazer de apresentar uma programação emocionante, composta por cinco concertos que valorizam a diversidade de propostas sonoras. Este evento oferece uma experiência musical única e enriquecedora.

Como parte fundamental do conceito, o Festival Theia promove um ciclo de conferências sobre as questões de Género e o Jazz, sob a liderança da respeitada cantora e investigadora Beatriz Nunes. Este ciclo é acompanhado por um painel diversificado de convidados e a sua missão é promover a divulgação e o debate saudável de ideias junto do público, explorando o papel fundamental das mulheres na música contemporânea.

A abertura do Festival será marcada, no final dos concertos, por uma jam session de celebração, criando um espaço de encontro e convívio entre artistas e público, fomentando a troca de experiências e paixão pela música.

A grande novidade deste ano é a residência artística para Ensemble, onde compositoras renomadas trabalharão em obras exclusivas para o festival. Essas composições inéditas serão estreadas no Theia e posteriormente disponibilizadas em formato fonográfico, contribuindo para o enriquecimento do legado da música contemporânea e experimental.

Para coroar esta edição, teremos também a honra de receber a artista internacional Fuensanta Méndez, uma renomada contrabaixista, cantora, compositora e poetisa, que ministrará uma masterclass.

O Festival Theia vai para além do conceito de festival; é um marco na promoção da excelência artística das mulheres e uma oportunidade para todos ampliarem os seus horizontes musicais. Convidamos todos a descobrir a programação completa e a juntarem-se a nós nesta celebração da música e da criatividade feminina.”
[Rita Maria]

17 Novembro 18h

Mulheres e Crítica Musical

Ângela Portela (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Nuno Catarino (editor da revista jazz.pt)

A produção de narrativas escritas sobre mulheres em contextos culturais é particularmente útil para

compreender processos de validação e canonização de artistas femininas: que qualidades e

características são utilizadas para valorizar o trabalho artístico produzido por mulheres nas artes do

espetáculo, em particular na música?

Nesta conversa iremos abordar de um ponto de vista histórico de que forma a imprensa escrita

antecipa a dimensão “mulher” na representação da figura artística feminina, avaliando-a primeiro

através dos modelos de género esperados nessa sociedade, e só depois aplicando as expectativas

transversais à proficiência artística. Num meio onde as mulheres ainda representam uma minoria,

iremos também refletir sobre o papel da crítica na desconstrução de expectativas normativas em

relação ao papel das mulheres na música.

18 Novembro 18h

Mulheres e Ensino da Música

Gonçalo Marques (coordenador pedagógico da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas)

Patrícia Pascal (Production manager da organização de educação Tomorrow’s Warriors)

É habitual considerar-se que a baixa participação de alunas em estudos de jazz é um fenómeno que

antecipa a falta de representação de mulheres em contextos profissionais.

Apesar da taxa de feminização no ensino especializado da música em Conservatórios em Portugal ser

de 60%, os contextos de ensino do jazz continuam a revelar uma profunda desigualdade de género.

Vários autores apontam o ensino do jazz ainda como um contexto dominantemente masculino e com

uma forte distinção de papéis musicais entre alunos e alunas. A tendência de alunos de jazz serem

instrumentistas e alunas de jazz serem vocalistas tem um forte impacto nas suas futuras opções

profissionais assim como no ecossistema artístico como um todo.

Nesta conversa iremos abordar estratégias educativas que têm incentivado contextos de ensino mais

equitativos, tentando também compreender que construções sociais sobre género poderão estar

subjacentes às escolhas artísticas de alunas e alunos de música.

19 Novembro 16h30

Novas publicações sobre Música e Género

Joana Freitas (doutoranda em Ciências Musicais, CESEM)

Monika Herzig (Professora na Universidade de Indiana, pianista jazz)

Desde os anos 70 que a implementação do pensamento feminista na Academia tem sido marcado

por resistências por parte das ciências sociais mais convencionais. Acabando muitas vezes por ocupar

um lugar marginal, um apontamento exótico em relação ao saber dominante, é de assinalar que

apenas em 2021 se tenha publicado o primeiro livro português inteiramente dedicado ao

cruzamento de estudos sobre Música e Género. Por sua vez, em 2022 é publicado o primeiro livro a

estudar de forma sistemática as relações entre género e jazz pela prestigiada editora Routledge,

marcando um momento histórico de reconhecimento sobre a importância deste assunto na

investigação musicológica.

Nesta conversa, os livros Musical Trouble…After Butler (2021) e The Routledge Companion to Jazz

and Gender (2022) serão apresentados pelas pessoas envolvidas na coordenação e edição destas

publicações, proporcionando uma oportunidade única para conhecer os processos de publicação e a

importância destas publicações no contexto do estudo musicológico sobre género.

1 Álbum 100 Palavras #15: The Pentangle – The Pentangle (1968)

1 Álbum 100 Palavras #15: The Pentangle – The Pentangle (1968)

Um podcast de Francesco Valente:

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Pentangle é uma das bandas de folk-rock mais conhecidas da cena musical britânica. Este é o álbum de estreia, que junta Terry Cox na bateria, Danny Thompson no contrabaixo, Jacqui McShee na voz, e dois guitarristas interessados na música popular, no blues e no jazz: Bert Jansch e John Rebourn. Neste album as harmonias da música popular convivem com sobriedade com a linguagem jazzística. Nesta aventura os Pentangle não ontem um sucesso de massa, mas constroem uma grande reputação que perdura através das décadas seguintes. Entre os temas do álbum, destacam-se Pentangling, Bruton Town, Way Behind the Sun. Boa escuta!”

Prazeres Interrompidos #208: O Alquimista – Paulo Coelho (2005)

Prazeres Interrompidos #208: O Alquimista – Paulo Coelho (2005)

Autor: Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

O Alquimista – Paulo Coelho (2005)

The Brazilian author PAULO COELHO was born in 1947 in the city of Rio de Janeiro. Before dedicating his life completely to literature, he worked as theatre director and actor, lyricist and journalist. In 1986, PAULO COELHO did the pilgrimage to Saint James of Compostella, an experience later to be documented in his book The Pilgrimage. In the following year, COELHO published The Alchemist. Slow initial sales convinced his first publisher to drop the novel, but it went on to become one of the best selling Brazilian books of all time. Other titles include Brida (1990), The Valkyries (1992), By the river Piedra I sat Down and Wept (1994), the collection of his best columns published in the Brazilian newspaper Folha de São Paulo entitle Maktub (1994), the compilation of texts Phrases (1995), The Fifth Mountain (1996), Manual of a Warrior of Light (1997), Veronika decides to die (1998), The Devil and Miss Prym (2000), the compilation of traditional tales in Stories for parents, children and grandchildren (2001), Eleven Minutes (2003), The Zahir (2005), The Witch of Portobello (2006) and Winner Stands Alone (to be released in 2009). During the months of March, April, May and June 2006, Paulo Coelho traveled to celebrate the 20th anniversary of his pilgrimage to Saint James of Compostella in 1986. He also held surprise book signings – announced one day in advance – in some cities along the way, to have a chance to meet his readers. In ninety days of pilgrimage the author traveled around the globe and took the famous Transiberrian train that took him to Vladivostok. During this experience Paulo Coelho launched his blog Walking the Path – The Pilgrimage in order to share with his readers his impressions. Since this first blog Paulo Coelho has expanded his presence in the internet with his daily blogs in WordPress, Myspace & Facebook. He is equally present in media sharing sites such as Youtube and Flickr, offering on a regular basis not only texts but also videos and pictures to his readers. From this intensive interest and use of the Internet sprang his bold new project: The Experimental Witch where he invites his readers to adapt to the screen his book The Witch of Portobello. Indeed Paulo Coelho is a firm believer of Internet as a new media and is the first Best-selling author to actively support online free distribution of his work.

Ana De Llor – Lourdes (2023) (single)

Ana De Llor – Lourdes (2023) (single)

Ana De Llor apresenta-se em Lisboa, no Musicbox dia 24 de Novembro.

Tendo apresentado o seu projeto em várias salas do circuito independente de Londres, a Ana recebeu inclusive o galardão dos Yolanda Drake Awards e vem agora pela primeira vez ao MusicBox para apresentar o seu EP de estreia – NOT YOUR HOLY GHOST, acompanhada por duas estrelas do drag em Lisboa –  Rezmorah e Paolle. 

Este concerto será a segunda apresentação nacional da artista em nome próprio, após ter pisado o palco do B.Leza na última edição do Festival Emergentes e a encabeçar a  Fábrica do Braço de Prata em Março deste ano.

Meses Sóbrio – Meio Sonho (2023) (single)

Meses Sóbrio – Meio Sonho (2023) (single)

“MEIO SONHO” É O 2º SINGLE
DE MESES SÓBRIO

Meses Sóbrio emergem das profundezas do seu mundo onírico para lançar o mais recente tesouro musical: Um single que promete ser a banda sonora de corações partidos e almas curiosas. A banda já conhecida pela sua maestria no cruzamento de diferentes dimensões musicais, mergulham pela primeira e única vez nas águas tumultuosas dos relacionamentos amorosos.

Neste novo single, Meses Sóbrio guiam-nos por um labirinto emocional, onde a vulnerabilidade é uma jóia rara e a dúvida é o fio que tece a trama dos nossos corações. Com uma sonoridade arrojada e uma narrativa que é ao mesmo tempo subtil e profunda, desafiam as convenções musicais e presenteiam-nos com uma obra-prima que é tão evocativa quanto etérea.

A banda convida-nos a explorar a teia complexa dos relacionamentos, onde cada nota ressoa como uma pergunta sem resposta, como uma brisa suave que balança as cortinas da alma: “Um meio sonho encapsulado em notas musicais que pretende que os ouvintes se percam nos vários universos musicais e que questionem as suas próprias jornadas emocionais.” 

Como ecos distantes de bandas como Tame Impala e Pond, Meses Sóbrio demonstram mais uma vez a sua habilidade para tecerem um tapete sonoro de pop sonhador que nos envolve e desafia a questionar sobre, a vontade que existe em estar dentro do amor, ser directamente proporcional às duvidas que vão surgindo pelo caminho. A questão que se impõe é: Amar é um acto de coragem. Queremos ou não entrar nessa viagem?
 

Toda a composição, gravação e produção da música ficou a cargo da banda, contanto com pós-produção por Metamito e mix por Pedro Ferreira. Estará disponível a partir do dia 27 de Outubro em todas as plataformas digitais com o selo Throwing Punches.

Sobre o artista:
Meses Sóbrio nasceram em Lisboa e em 2018 lançaram o primeiro EP “Folha”, onde foram comparados a The Doors, Pink Floyd e Tame Impala e tiveram a oportunidade de tocar no Festival Termómetro e em salas como Sabotage, Music Box e Titanic Sur Mer. Com o Longa Duração “Amanhã é noite” a surgir já no final de 2019 e bem aclamado pela crítica, juntaram-se à programação do Super Bock in Stock. Após a paragem inesperada de concertos em 2020, começaram o trabalho de estúdio no novo álbum “Lua Nova”. Em Junho de 2023 lançam o single “Tudo Faz o Ser”.

Recordat Palestine #0031 – Basel Naouri

Recordat Palestine #0031 – Basel Naouri

A one hour of original unreleased compositions made especially for recordat #0031 by @basel-naouri , aired first on May 15th, 2021 as part of the Sonic Liberation Front, an initiative for Palestine by a group of audio platforms and sound artists who came together to unify their sound for Palestine and protest against the ethnic cleansing of the Palestinian people.

Basel Naouri is a musician, producer and designer of sound and spatial media. His music does not commit to a specific genre and ranges from deep house to experimental and ambient soundscapes with Arab influence. He is a multi-instrumentalist who fuses sounds from samples and instruments to mold immersive stories of a tactile and detailed nature. In his other work, Basel is interested in translating natural systems and behaviors into immersive experiences through the design of multisensory media spaces. Basel works with diverse media on architectural, interior and sound design projects.

This is the 31st session of a series of sessions Recordat is hosting on Radio Alhara every other Sunday.

Andy Scotch – Mundo Roda Feat Pantera Mirex – G (2023) (single)

Andy Scotch – Mundo Roda Feat Pantera Mirex – G (2023) (single)

Andy Scotch lança “Mundo Roda”, novo single que inspira a vitória e o sucesso.

Andy Scotch, uma referência no panorama musical português, acaba de editar o seu mais recente single e videoclipe, intitulado “Mundo Roda” e que conta com a colaboração do artista conimbricense, Pantera Mirex-G.

O tema é uma faixa envolvente que faz parte do último álbum do artista, “ANDRÉ”, lançado em março de 2023 e que ganhou especial destaque por ser um dos três temas que integram a banda sonora da nova série dos “Morangos Com Açúcar”. Com uma abordagem profunda sobre a superação, “Mundo Roda” é direcionada àqueles que, em algum momento da sua jornada, encararam dúvidas e descrença alheia.

“A canção proclama a mensagem poderosa de que, apesar das adversidades e daqueles que disseram que não era possível, o mundo gira e prova que qualquer sonho é alcançável e que todos os objetivos podem ser conquistados”, sublinha Andy Scotch, artista com mais de vinte anos de carreira, pioneiro do rap bairradino e embaixador da juventude de Mealhada.

O videoclipe de “Mundo Roda” foi realizado por Gonçalo Cunha (Gonçalo VHS) e transporta os espectadores para um ambiente de luxo e tropicalidade. O tema está disponível em todas as plataformas digitais desde o dia 20 de outubro.

Gonçalo E Pronto – Sussurrar (2023) (single)

Gonçalo E Pronto – Sussurrar (2023) (single)

EP À Mesa Conceito
A ideia para o EP surgiu depois de perceber que as experiências, memórias e reflexões pessoais mais marcantes tinham sido passadas à mesa, quer seja com familiares, amigos, ou até sozinho. É um disco autobiográfico e o seu desenvolvimento traduziu-se num profundo exercício de autoconhecimento. Se “a falar é que a gente se entende”, então que seja à mesa. Cada tema é uma refeição diferente comigo, desde um pequeno-almoço ou aperitivo leve (Caju e Março), onde procuro retirar o peso de experiências mais difíceis de digerir, diria :); até a refeições mais densas (Pão Quente e Geleia e Música de Fundo) que me permitem explorar assuntos menos confortáveis, encarando-os e desmistificando certos de preconceitos ou crenças malformadas.

Luís Marvão – Por Ti (2023) (single)

Luís Marvão – Por Ti (2023) (single)

LUÍS MARVÃO LANÇA NOVO SINGLE ‘POR TI’, QUE ANTECIPA EP DE ESTREIA

Já está disponível em todas as plataformas digitais ‘Por Ti’, o novo single de Luís Marvão. A canção é uma balada Pop, na qual o artista reflete sobre a fase que normalmente se segue à paixão inicial e arrebatadora do início de uma relação, quando surgem as primeiras divergências, receios e dúvidas. O ritmo mais calmo e melódico do piano e as vozes adicionais inspiradas no Gospel contribuem para um mood mais emotivo e intimista.

“Esta canção surgiu de um riff ao piano que o Filipe Gonçalves me mostrou. Eu adorei a melodia e achei que poderia fazer das ideias que já lá estavam a minha história. A temática prende-se com aquele momento das relações em que pensamos se vale a pena fazer todos os esforços por um futuro com aquela pessoa. No fim, são todas essas dúvidas e incertezas que se materializam nesta canção e na crença de que vale a pena lutar por um grande amor”, revela Luís Marvão sobre o novo single. 

Com letra de Ary Rafeiro, Luís Marvão e Filipe Gonçalves, o autor da música, ‘Por Ti’ foi produzida por Zoo, Ary Rafeiro e Filipe Gonçalves e conta com a participação de Maninho, nas guitarras, e backing vocals de Rebeca Reinaldo, Isaías, Mafalda Rodrigues, Inês Andrade e Serginho Mota. O tema chega com um um videoclipe realizado por Edgar Esteves, com direção de fotografia de João Carneiro e produção da ZOF.

‘Por Ti’ sucede a ‘Para Sempre’, o dueto com Mafalda Rodrigues inspirado em ritmos do Brasil. Ambas as canções vão integrar “Para Sempre”, o EP de estreia do cantor, apresentador e ator, a editar em novembro. O curta-duração conta a história da relação de Luís Marvão com a atriz e cantora Mafalda Rodrigues em três capítulos (singles), com ritmos e influências distintas. 

Cantor, apresentador e ator, Luís Marvão subiu pela primeira vez a um palco para cantar quando tinha apenas 10 anos e logo percebeu que queria muito estar naquele lugar. Entra para o Teatro Bocage, em Lisboa, aos 14 anos e, na mesma altura, forma a sua primeira banda. 

Estudou Arquitetura e foi mantendo a ligação ao Teatro e à Música, em paralelo com a faculdade. Viveu no Rio de Janeiro e bebeu inspiração de toda a música e cultura brasileira, que influencia fortemente as suas canções. No regresso a Portugal termina o curso, faz formações na área da representação e começa a trabalhar como ator, integrando várias curtas-metragens, anúncios publicitários, o musical “A Conquista” e a novela “Rainha das Flores“, na SIC. 

Participou no The Voice Portugal, na RTP, e é apresentador da MTV Portugal. Em 2022 editou o single ‘Bae’ e prepara agora o lançamento de “Para Sempre”, o EP de estreia.

Prazeres Interrompidos #207: Dicionário Imperfeito – Agustina Bessa-Luís (2008)

Prazeres Interrompidos #207: Dicionário Imperfeito – Agustina Bessa-Luís (2008)

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Dicionário Imperfeito – Agustina Bessa-Luís (2008)

«Vocação.
Eu tenho só uma[vocação],que é escrever.Usar a palavra,dar-lhe vida,confiar nela para que nela vejam verdades poderosas,como a de sermos destinados a coisas maravilhosas.
Falar no maravilhoso,hoje em dia, é um risco muito grande.Que digo eu?Um risco,não;uma espécie de loucura.Sejamos loucos quando os sensatos falham,e vamos pensando como encarar o maravilhoso.»

in “Dicionário Imperfeito:Vocação”,Agustina Bessa-LuísOpera Omnia

Treewax – The Rift (2023) (single)

Treewax – The Rift (2023) (single)

‘Only Yesterday’ é o segundo álbum dos Treewax, banda de rock alternativo do Porto, Portugal.
Depois do bem-sucedido lançamento de ‘Bleak Fall’ em maio de 2021, a banda promoveu o álbum sem tirar os olhos do futuro e, entre fim de 2021 e meados de 2022, encontrava-se já a escrever (ou adaptar algumas composições pré-Bleak Fall) o material que viria a ser gravado entre setembro e dezembro de 2022.
Todo o trabalho árduo materializou-se num álbum que supera todas as expectativas criadas pela banda desde o primeiro lançamento de sempre até aos concertos mais recentes.
‘Only Yesterday’ é um álbum repleto de amor e realizações, de raiva e arrependimento. Uma amálgama da existência humana e todos os seus problemas e virtudes. É, mais que tudo, uma reflexão das vivências da banda e de tudo o que os rodeia, bem como uma prova de maturidade dos elementos, especialmente do Gonçalo Ferreira, principal compositor da banda. Mostra também a capacidade que a banda tem para escrever desde baladas e shoegaze a punk rock a roçar o sludge.
Gravado no Calhambirintho Studios (exceto a bateria, gravada no Yellow Cat Studios), ‘Only Yesterday’ conta com mais camadas de sons, sintetizadores e até mesmo orquestras que ornamentam canções como ‘Forget You Again’, ‘The Rift’ e ‘They Don’t Care’, entre outras que foram lançadas desde o início do ano, altura em que os Treewax começaram a promover este novo álbum com o lançamento do EP ‘Sweet Memories’.
No entanto, a base pesada do power trio e o estilo não se alteraram, continuaram intimamente inspirados pelo grunge e alt-rock dos anos 80, 90 e 2000 Os Treewaxeiros (nome da fanbase) que gostaram dos lançamentos anteriores, certamente irão receber este trabalho de braços abertos.
“O nosso segundo álbum foi composto com a ideia de seguir um tema. Foi tudo produzido por nós, soa mais natural, com muito menos correções. É uma excelente continuação do trabalho realizado por nós anteriormente e uma representação de quem somos agora.” – Gonçalo Ferreira (guitarra e voz)
“É um álbum mais maduro que o ‘Bleak Fall’. A produção acabou por ser mais complexa, as músicas mais completas, tem mais pós-produção e isso demonstra a maturidade de banda, de quem compôs, gravou e produziu.” – Gustavo Ribeiro (baixista)
“O ‘Only Yesterday’ foi mais um projeto de estúdio. Ao contrário do ‘Bleak Fall’, que foi construído com base em coisas tocadas e testadas ao vivo, este álbum é um projeto de estúdio.” – Francisco Amado (baterista)

The Rift: Uma das grandes novidades do álbum, ‘The Rift’ é uma balada de soft- rock comparável a projetos atuais de indie/bedroom/lofi. A canção convida o ouvinte a refletir sobre as escolhas que moldam as nossas vidas, especialmente as tentações e desejos mais profundos. Em termos de produção, é uma das músicas mais complexas. Repleta de camadas, de orquestra e ornamentação com imitações de Rhodes, Mellotron e até um metalofone de brincar modificado na pós-produção. Esta é, sem dúvida, uma das canções que promete ter uma receção extremamente positiva por parte dos fãs.