Dixit – Influenza (2023) (single)

Dixit – Influenza (2023) (single)

Dixit lança o seu novo single. Chama-se “Influenza” e é um olhar sarcástico e Irónico sobre a cultura dos “Influencers”, que há quem diga, ser a epidemia dos nossos tempos. 

Um tema para dançar, com boa energia, que condiz com as temperaturas quentes deste verão.
O videoclipe, que colocamos em anexo, é novamente realizado e editado pelo Paulo Tomás. Inspirado nos videos popularizados pelas redes sociais, com a participação de amigos e familiares da banda.

Um tema para dançar nestes meses quentes de verão.

Kumpania Algazarra – Anda Comigo Ver O Mar (2023) (single)

Kumpania Algazarra – Anda Comigo Ver O Mar (2023) (single) ID

KUMPANIA ALGAZARRA APRESENTAM NOVO SINGLE “ANDA COMIGO VER O MAR” FEAT SYNIK E ANUNCIAM CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO DE NOVO DISCO

4 Agosto/ Santarém, Verão In.Santarém
12 Agosto/ Azenhas do Mar, Festas de S. Lourenço
18 Agosto/ A anunciar
9 Setembro/ Festival Sabura, Sesimbra
20 Outubro/ Loimas (FI), Oktoberfest
21 Outubro/ Kokemaki (FI), Oktoberfest
26 Outubro/ B.Leza, Lisboa
28 Outubro/ Evento Privado

SINGLE/ VIDEOCLIP “ANDA COMIGO VER O MAR” FEAT. SYNIK

Os Kumpania Algazarra estão de volta com um novo single “Anda comigo ver o Mar” feat. Synik. Este é o segundo tema do novo álbum da banda de Sintra, que tem edição agendada para 13 de Outubro. O concerto de apresentação do novo disco acontece em Lisboa no dia 26 de Outubro no B.Leza e os bilhetes já estão à venda aqui.

Este novo single fala sobre a importância de reparar nos pequenos detalhes da vida, a contemplação do mar, os pequenos momentos de beleza que muitas vezes deixamos passar sem nos apercebermos. “Anda comigo ver o Mar” tem a participação do rapper Synik, natural do Zimbábue, a residir em Portugal atualmente. Synik conta já com dois álbuns e três EP’s editados e, neste tema, junta o seu registo ao dos Kumpania Algazarra, resultando numa música que viaja por diferentes sonoridades. O tema “Anda comigo ver o mar” conta ainda com a participação de Marcelo Almeida na gaita de foles e Jaqueline Carvalho nas backing vocals.

Os Kumpania Algazarra estão neste momento em estúdio a terminar o seu próximo álbum, o nono da sua história, que contará com diferentes participações de músicos convidados, ao mesmo tempo que prepararam as celebrações dos seus 20 anos de carreira que se assinalam em 2024.

CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO:

  • 20 Outubro – Loimas (FI) – Oktoberfest
  • 21 Outubro – Kokemaki (FI) – Oktoberfest
  • 26 Outubro – B.Leza – Lisboa – bilhetes (https://ticketline.sapo.pt/evento/kumpanhia-algazarra-75615 )

AGENDA COMPLETA:

  • 04 Agosto – Santarém – Verão In.Santarém
  • 12 Agosto – Azenhas do Mar – Festas de S. Lourenço
  • 18 Agosto – a anunciar
  • 9 Setembro – Festival Sabura – Sesimbra
  • 20 Outubro – Loimas (FI) – Oktoberfest
  • 21 Outubro – Kokemaki (FI) – Oktoberfest
  • 26 Outubro – B.Leza – Lisboa – bilhetes (https://ticketline.sapo.pt/evento/kumpanhia-algazarra-75615 )
  • 28 Outubro – Evento Privado

Facebook: https://www.facebook.com/kumpanialgazarra/
Instagram: https://www.instagram.com/kumpaniaalgazarra/

John Wolf – New Ways Of Romance (2023) (single)

John Wolf – New Ways Of Romance (2023) (single)


John Wolf edita single “New Ways Of Romance”


Depois do lançamento do primeiro tema “Tomorrow Might Be Gone”, o artista emergente, que viaja pelo universo das primeiras décadas de Jazz e Blues, com influências de ritmos latinos e africanos, edita novo single intitulado “New Ways Of Romance”.

John Wolf é um músico cuja ambição é ser honesto consigo mesmo e que acredita que a música tem a função estética de submergir a audiência, ao mesmo tempo que a desafia. Sem procurar ser catalogado e sem medo de o ser, o seu propósito é a partilha das suas experiências e desejos, em que o seu habitat natural é o palco, onde a performance nos eleva a outro estado de consciência e o contacto direto com o público acorda uma qualquer memória ancestral em que a partilha pela música nos une.

“New Ways Of Romance” apresenta um episódio na vida de Val, um demónio solitário à procura de amor. “A história apresenta duas perspectivas do que pode ser o amor à primeira vista: o correspondido e o não correspondido. A catarse para o amor pode vir dos gestos mais mundanos, por quem menos esperamos”, sublinha John Wolf.

A faixa e o videoclipe que a acompanha, realizado pelo próprio, já se encontram disponíveis digitalmente.

Festival Todos #1 – Miguel Abreu

Festival Todos #1 – Miguel Abreu

Miguel Abreu, diretor do festival Todos, apresenta o festival e as atividades programadas entre 26 de Agosto e 10 de Setembro na Ameixoeira e na Charneca (Lisboa).

TODOS – Caminhada de Culturas 2023
ACERTAR O MUNDO EM SANTA CLARA

Arquipélago de bairros forçados, de difícil mobilidade entre si, distanciados por mares de betão em forma de viadutos e eixos rodoviários, Santa Clara é rocha-mãe de muitas e diversas energias humanas. Aqui, ao longo dos últimos três anos, desenhámos e ensaiámos espetáculos, conversas e oficinas, que registaram em textos, em murais, em vídeos e no património, os desabafos e as forças de um território repleto de urgências.

Motivados pelas inquietações e pelos afetos das gentes da Ameixoeira e da Charneca, inspirados pelos artistas que convidámos e pelos seus atos interrogativos e por vezes até mesmo transgressivos, convocámos milhares de pessoas a visitar esta parte da cidade e a conhecer as suas pessoas. Assim, contribuímos para uma cidadania urbana na qual a voz dos vizinhos e dos forasteiros, as tradições, as religiões, os modos de vida, as línguas e os sonhos nascidos nos quatro cantos do Mundo podem não só coabitar e desafiar-se, como complementar-se, desenhando novas formas individuais e coletivas de acertar o Mundo. Ao cabo de três anos, continuamos a sentir que os nossos corações deviam fazer isto mais vezes.

Como diz Italo Calvino, “vivemos num mundo de histórias que começam e não acabam”. Assim, este ano, a programação para o TODOS – Caminhada de Culturas é em simultâneo uma festa de despedida e um ponto de partida. Queremos defender os encontros, os diálogos e os debates – os que já aconteceram e os que ainda estão por vir. Queremos enaltecer a força das palavras ditas e das músicas que se enlaçam com as frases e se transformam em ação. Queremos dançar e libertar os corpos. Queremos ganhar força e energia para uma revolução, sempre inacabada, que nos faz avançar.

Convosco, queremos pensar que casas, que ruas, que bairros, que cidades, e que Europa e que Mundo de diversidade cultural queremos construir. E de que modo essa identidade plural se pode afirmar na defesa de valores inegociáveis, na distribuição de oportunidades e no afrontamento dos medos que não devem poder paralisar-nos. Queremos propor aos poderes políticos locais algumas utopias do bairro. Queremos imaginar uma Cidade do Destino, lembrando que os nossos corações são amigos muito antigos.

Venham até Santa Clara. Descubram-na. Venham conviver, ver e sentir. Tragam o vosso tempo, a vossa curiosidade, os vossos olhares. Venham entrelaçar novas ideias-raízes de uma identidade maravilhosa mas também complexa. Tragam afeto e esperança. Só assim poderemos TODOS juntos partilhar a comunidade intercultural do futuro, sem nunca sair de Lisboa e caminhando, sempre, ao encontro dos outros.

Tracklist:
Orquestra Todos – Rastafali
Orquestra Todos – N’ Zagi
Luca Argel – Sabina
A garota não & Luca Argel – Países que ninguém invade
Senza – Mistura (feat. Júlio Pereira)

Inês Apenas – Fim Do Mundo (Alex D’Alva Teixeira Re – Edit) (2023) (single)

Inês Apenas – Fim Do Mundo (Alex D’Alva Teixeira Re – Edit) (2023) (single)

INÊS APENAS E ALEX D’ALVA LANÇAM NOVA VERSÃO DE ‘FIM DO MUNDO’
(FESTIVAL DA CANÇÃO 2023)

A cantora, compositora e pianista INÊS APENAS edita a nova versão de ‘Fim do Mundo’, pronta para as pistas de dança neste verão. O Re-Edit de Alex D’Alva surge 5 meses depois do tema ter sido disponibilizado em formato lyric video na apresentação à imprensa do Festival da Canção 2023, escolhido entre mais de 650 candidaturas públicas da submissão livre e finalista do concurso da RTP.


“Foi impossível ficar indiferente a este Re-Edit do Alex D’Alva, que conjuga muito bem ritmos reggaeton com a estética original da canção. Confesso que fiquei viciada desde o primeiro dia em que ouvi e é muito bonito ver uma pessoa que admiro imenso artisticamente fazer uma versão duma música que compus”, confessa INÊS APENAS.
Segundo Alex D’Alva, a parceria aconteceu espontaneamente: “já nos bastidores da semifinal [do Festival da Canção], quando fui dar os parabéns à Inês e à sua equipa pelo brilhante trabalho, ela confidenciou que tinha um protótipo para uma versão brega funk do ‘Fim do Mundo’ e despertou a minha curiosidade e um sorriso“, afirma o músico.

“Mais tarde, fui desafiado pela Sara Soares (Cest Fantastique) d’ O Baile Todo a integrar esse protótipo no nosso DJ Set no Festival A Porta, em Leiria. Inspirei-me nas festas Digital Destiny onde podemos dançar ao som dos Re-Edits da DJ e produtora Von Di, afastei-me um pouco dos signos sónicos do brega funk e direcionei o ‘Fim do Mundo’ para o universo do Reggaeton e do Global Bass” conta Alex D’Alva acrescentando, ainda, que “esta nova visão preserva os elementos envolventes e etéreos da versão original mas também leva o tema para outros territórios, que desafiam as nossas noções de presença e ausência de classe na música que ouvimos diariamente. Após experienciar a energia efusiva que este Re-Edit despertou na pista de dança d’A Porta, concordámos que deveríamos partilhar esta versão com toda a gente”.

Sid Saint – Ela (2023) (single)

Sid Saint – Ela (2023) (single)

Lisboa, 28 de julho de 2023 – O músico multi-instrumentista e produtor, Sid Saint (alter-ego de Ricardo Martins), está de volta com o seu mais recente single “Ela”, uma canção ritmada e animada que questiona a perceção da realidade e a natureza subjetiva da imagem que criamos sobre as pessoas que conhecemos. Chegou no dia 28 de julho a todas as plataformas digitais.

“Ela” leva-nos numa abordagem direta que explora as nuances da imaginação e do desejo de um idealista descabido. Sid Saint convida-nos a refletir sobre a construção dos traços de uma pessoa na nossa mente, moldados pelo tempo e pela disposição do momento. Será que “ela” é apenas o resultado de um adolescente ingénuo que capturou um instante perfeito numa foto, ou será que é alguém que alcançou o sucesso e se tornou “boa demais” para ser real? Ao longo da canção, percebemos que apenas “ela” pode dar a conhecer a sua própria realidade.

“Esta canção é uma viagem introspetiva que nos leva a questionar as nossas próprias idealizações e expectativas em relação aos outros. É uma reflexão sobre como pintamos a imagem da outra pessoa de acordo com nossos desejos e circunstâncias e como isso pode afetar a nossa perceção da realidade. No fundo, é uma música que explora a complexidade das relações humanas e a procura incessante pelo ideal”, refere Sid Saint.

Esta canção convida os ouvintes a refletirem sobre as expectativas que colocamos nas pessoas que conhecemos e se “ela” é simplesmente uma criação platónica. Já o videoclipe que acompanha a canção mostra a idealização do amor por “ela” na perspetiva do artista. Desfasado da realidade, o espetador é levado para dentro de uma loucura imaginária, mostrando o tipo de cenários que o artista forma neste tipo de situação.

Este artista madeirense, residente em Lisboa, que escreve e produz as suas músicas e vídeos, tem cativado o público com o seu estilo original e dinâmico desde o lançamento da sua primeira música em português, “Troca de Estação”, em 2021. Já conta com vários singles a solo e colaborou com outros artistas como Vânia Fernandes e Pepperoni Passion. Entre os trabalhos anteriores, destaca-se “Numa Só Voz” que obteve quase 50 000 streams no Spotify, uma colaboração com o cantor cristão Ricardo Silva e a bailarina Sara Sá.

Sid Saint aposta também em performances dinâmicas e visuais únicos, através de um espetáculo Pop que inclui tanto músicas originais quanto interpretações criativas de clássicos da música portuguesa. A sua capacidade em transmitir uma “boa vibe” contagiante é um dos pontos de destaque do seu trabalho que continua a encantar o público com uma sonoridade eclética e positiva.
Acompanhe o trabalho de Sid Saint através das redes sociais e das plataformas digitais de música.
Sobre Sid Saint:

Nascido em 1990, na Madeira, Ricardo Martins, conhecido artisticamente como Sid Saint, é um músico multi-instrumentista e produtor que dedicou sua vida à busca de sua voz, rejeitando o convencional e o conformismo. Com influências musicais que vão desde Nu Metal e Pop Punk até Jazz, Música Erudita, Rock e Hip Hop, Sid Saint cria uma sonoridade eclética e enérgica, transmitindo sempre uma mensagem positiva.

Mito Urbano – Em Circulos (2023) (single)

Mito Urbano – Em Círculos (2023) (single)

Mito Urbano é uma banda de rock em português. Embora também explore outras sonoridades, o rock é a sua matriz. O grupo é constituído por Miguel Maleitas (voz), Pedro Domingos e Pedro Bitencourt (guitarras elétricas), João Marta (baixo elétrico) e Ricardo Martins (bateria).

O longo período em que a banda não saiu do estúdio para ver a luz do palco (inicialmente, por causa da pandemia e, posteriormente, pelo normal processo de amadurecimento das composições), justificou a denominação de Mito Urbano.

Nome que igualmente se adequa às letras do primeiro conjunto de músicas próprias, que não raras vezes oscilam entre a realidade e a ficção, a certeza e a dúvida, a ilusão e a desilusão. É nessa fronteira que se desenvolve a sonoridade dos Mito Urbano.

“Em Círculos” é o primeiro single a ser lançado, mas a ele se seguirão outros nos próximos meses. Paralelamente, os Mito Urbano estão a preparar o lançamento de um EP.

1 Álbum 100 Palavras #2: Kraftwerk – Trans Europe Express (1977)

1 Álbum 100 Palavras #2
Kraftwerk – Trans Europe Express (1977)

Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

Kraftwerk – Trans Europe Express (1977)

Os Kraftwerk, maestros do krautrock, do pop eletrónico, das atmosferas ambient e techno, são uma referência para os inúmeros Dj’s e artistas contemporâneos. O quarteto alemão explora o eletropop, com uma instrumentação baseada em sintetizadores, melodias, textos simples. A postura glacial e abaixo do “0” dos Kraftwerk, é uma característica presente nas suas performances ao vivo e na sua discografia, que começa com o primeiro álbum “Autobahn”. Neste álbum, destaca-se o tema homónimo, a inquietante “Showroom Dummies”, os glissandos dos sintetizadores em “The Hall of Mirrors”, a parêntese industrial de “Metal on Metal” e a doçura presente em “Franz Schubert”.

Sidebar – Before (2023) (single)

Sidebar – Before (2023) (single)

SideBar lançam o seu single de estreia “Before”

Lisboa, 08 de Agosto 2023

A jovem banda SideBar anuncia o lançamento do seu single de estreia “Before”.
Esta faixa marca o início de um projeto criado por dois amigos que procuram deixar a sua marca no panorama musical, levando os seus ouvintes numa viagem conjunta pela procura da sonoridade certa.
Combinando influências variadas que vão desde o Indie Pop até elementos de Indie Rock,”Before” promete ser um lugar onde a nostalgia e o presente se sentam para conversar. Através da junção de guitarras arrojadas, teclados etéreos e uma secção rítmica pulsante, culmina-se num crescendo emocionalmente carregado que promete cativar quem por aqui passar.

Vítor Nunes, o instrumentalista da banda, partilhou a sua empolgação com o novo single: “Estamos radiantes por apresentar “Before” a Portugal e ao mundo. Este lançamento é um marco muito importante para nós, pois sempre sonhámos fazer e partilhar música e sentir que conseguimos materializar aquilo que se iniciou como uma ideia, aproxima-nos, sem dúvida, do sonho.”

Em relação ao Videoclip que acompanha o lançamento, Miguel Ribeiro, vocalista e letrista do projeto, não deixa de anotar que “Tínhamos em nossa posse um conjunto de vídeos VHS da infância do Vítor e de momentos passados no Festival Vodafone Paredes de Coura com os meus amigos, pelo que mal ouvimos a música finalizada percebemos que faria todo o sentido que o Videoclip fosse construído a partir daí.”

“Before” está agora disponível em todas as plataformas de streamig de música, permitindo que os fãs mergulhem na atmosfera envolvente
criada pela banda.

Cristobal Rey – Volta A Crescer (2023) (single)

Cristobal Rey – Volta A Crescer (2023) (single)


Embarque em uma viagem musical transcendente através da paisagem rica e diversificada da música psicodélica brasileira. Dos sons alucinantes do movimento Tropicália às explorações modernas de artistas contemporâneos, Cristobal Rey Band levará você a uma viagem sonora cativante.

Bela Noia – Paranoia (2023) (single) ID

Bela Noia – Paranoia (2023) (single) ID

A Bela Noia existe… e é vossa.

Após mostrar a sua habilidade lírica e a sua capacidade de contar histórias em projetos anteriores, o artista multidisciplinar Pedro Vieira aventura-se por um outro caminho que o leva a refletir, procurando uma solução para uma realidade que o inquieta. Tentando reinventar-se, acaba por explorar uma nova linguagem, criando assim uma série de canções que amotinam os alicerces da música pop e inquietam quem as ouve, pelo constante salto ao rock e folk, sem largar a mão do noise e do prog rock. A Bela Noia surge quase que por vontade própria, como uma necessidade de espelhar o lado não explicativo e menos racional do processo criativo de Pedro Vieira.  

A Bela Noia cresce e amadurece com colaboração do músico e produtor viseense Gonçalo Alegre que acompanhou todo o processo desde o início, criando os arranjos para as canções e produzindo o primeiro disco de Bela Noia. A banda fica completa com Miguel Rodrigues, que assume as baterias e percussões do projeto, e Leonardo Outeiro, que interpreta os temas na guitarra, baixo ou teclado.

“Para quê voltar” assinala o avanço do disco de estreia de Bela Noia. Num single com fortes influências de música rock, folk e tradicional, edifica-se um hino à nostalgia, incitando uma reflexão sobre o conceito de memória. O sujeito poético grita por atenção e ajuda, procurando responder às suas dúvidas e apelando, sobretudo, à esperança, num misto de emoções que constituem esta viagem. Se recordar é viver e faz parte do que somos, então para quê querer voltar?

“Para quê voltar” é o quarto capítulo do disco Os Miúdos estão Bem, com lançamento marcado para este ano. O álbum exprime uma fase algo conturbada na vida do autor, que expõe os seus medos e turbulências emocionais. A Bela Noia procura, sobretudo, respostas para uma fase de emancipação e transição. A mudança é algo assustador e ao procurar uma resposta acaba por perceber-se que a falta dela é uma possibilidade… e está tudo bem!

A componente visual que acompanha o tema é realizada e filmada por Pedro Vieira e Leonardo Outeiro e editado por Pedro Vieira criando uma estética intima, caseira e pessoal sem grandes artifícios e recursos.

https://www.instagram.com/bela.noia/

https://www.youtube.com/@abelanoia

Daniel Catarino (entrevista) – Megafauna (2023) (álbum)

Daniel Catarino (entrevista) – Megafauna (2023) (álbum)

Autor: Francesco Valente
Entrevista realizada no dia 12/07/23

Daniel Catarino apresenta o novo álbum dos “Megafauna” (2023)e anuncia os próximos concertos na Rádio Olisipo.

DISCO MEGAFAUNA
Observar o mundo de perto com olhos de satélite
Megafauna é o primeiro disco da Trilogia Bioma, em que o artista alentejano migrado no Porto se propõe a ligar metaforicamente as diferentes formas de vida com as especificidades humanas. O álbum surge 2 anos depois do EP Isolamento Voluntário?, e 4 anos após o LP Sangue Quente Sangue Frio. Desde 2018 que Catarino se apresenta ao vivo em power trio, e o formato vê agora a sua sonoridade impressa neste novo registo, com mais rock para reforçar a acutilância das palavras.

O novo disco de Daniel Catarino aborda dúvidas existenciais sem propor qualquer resposta e se questiona sobre quem se acha no direito de ter certezas. É um disco de cantautor, mas com os amplificadores bem altos.

A fauna proposta no título do álbum surge representada logo no primeiro tema, “Manequim”, e propaga-se por “Fado do Caixão” e “Olho do Tubarão”, que retratam os humanos pela forma como tratam os animais e os seus habitats, entre porcos a que só é reconhecido valor pelo sabor dos seus cadáveres, repastos de peixes em extinção, cães e gatos maltratados, e um tubarão que chora plástico.

Se “Fodidos” e “Até o Mais Honesto é Guloso” abordam a política social na era das opiniões debitadas em instrumentos de plástico, também há entradas a pés juntos no osso da precariedade artística em “Sonhos Sem Objectivos” e “Berço de Ouro”, que soltam lágrimas de raiva e uivos de ironia por não vivermos o mundo que sonhámos.

Embora os temas sejam largamente universais, “Teias de Aranha” fecha o disco com desabafos pessoais, narrando hipóteses perdidas, arrependimentos mal resolvidos e o amor enquanto força (des)motivadora.

Musicalmente, é rock. São canções rock despretensiosas, interpretadas maioritariamente no formato power trio que apresenta ao vivo, com momentos de psicadelia não conformada. É possível que não seja disco de deixar a rodar enquanto se escreve uma tese de mestrado ou se lava a loiça. Há malhas de guitarra que entram para furar os ouvidos, as letras tanto dão coices como carícias, o baixo dança de crista em riste, a bateria evoca pentagramas. Se os tipos do grunge não tivessem morrido, talvez soassem assim agora. É rock, com a honestidade que se lhe deve quando se tenta observar a vida de perto com olhos de satélite. Só dúvidas, zero respostas.

Megafauna é lançado em vinil, CD e nas plataformas digitais a 5 de Maio, pela editora portuense Saliva Diva. Foi produzido pelo próprio com Ricardo Cabral e Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia) no entretanto gentrificado Quarto Escuro, no Porto.

Com a base rítmica fornecida por Molarinho (baixo) e Xinês (bateria), o disco conta com as participações de Francisco Lima (Conferência Inferno), Rodrigo Pedreira (Duas Semicolcheias Invertidas), e o coro formado por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh. A masterização ficou a cargo de Joel Figueiredo (Omitir) e a arte gráfica foi criada por Cristina Viana.
Os concertos de apresentação confirmados são: 18 de Março no CAEP em Portalegre, 29 de Abril no GentriFest no Porto, 24 de Junho no Maus Hábitos em Vila Real e 20 de Agosto nas Festas de São Fecundo em Abrantes.
https://danielcatarino.bandcamp.com
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