“Freedom of Expression—it’s easy to take it for granted until it’s gone. We speak up for those who speak out, for those imprisoned around the globe for having raised their voice in dissent. We have to stand up for each other, no matter the distance, no matter the borders. You never know when you’ll need the same in return” (Peter Gabriel, 2016) (link: https://petergabriel.com/news/imprisoned-for-art/).
No dia 17/11/2016, Peter Gabriel lançou a campanha “Imprisoned For Art”, para defender artistas de todo o mundo que foram presos por se oporem aos seus governos através de sua arte.
Esta campanha parte da iniciativa chamada The Voice Project. O objetivo é defender a liberdade de expressão, aumentar a conscientização e angariar fundos para apoiar e libertar dissidentes e presos políticos. Para apoiar esta campanha, podem visitar o seguinte link: http://voiceproject.org
Hoje vamos ouvir uma seleção de artistas que estão atualmente presos em prisões de vários países do mundo. Segue a tracklist:
Kovan Song on Bagath Singh – Antha Veeran innum saagavillai
Hozan Canê – Delal
Zuhal Olcay – Söyleyemedim
Archivo Digital: “Alicia Camacho Garcés: La Caracola” #1
Valerio Giovannini – “O Poder Revolucionário da Verdade” #2 Entrevista (23/11/22)
Valerio Giovannini, artista visual, plástico e pintor, nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências, em que vai realizar uma exposição com um título inspirado por Gramsci: “O Poder Revolucionário da Verdade”, a partir do dia 18/11/2022, às 18h. Valerio convida para as projeções dos filmes por ele realizados, que vão acontecer nos dias 24 e 25 de Novembro, às 18h.
Valerio contextualiza as suas obras em relação ao seu percurso na arte e às suas viagens. Com referência no passado etrusco, na profecia, a sua pintura é também entendida como um processo que se desenvolve em múltiplos layers, que se acumulam com o passar do tempo: transformações, elementos, materiais, vivência, passado, presente e futuro.
Estão convidados a visitar a sua exposição no Hangar – Largo das Residências a partir de dia 18/11/2022 às 18h.
Valerio sugeriu ainda uma músicaa para integrar na sua entrevista:
Nicolas Farruggia “Sotaque do Mar” (lyrics by Piera Schnaider)
Rita Dias – Morremos Tanto Para Crescer – (2022) (álbum + entrevista)
Rita Dias – Morremos Tanto Para Crescer – (2022) (álbum + entrevista).
Rita Dias apresenta nesta entrevista o seu recente disco “Morremos Tanto Para Crescer” (2022) e anuncia a sua próxima apresentação no Festival Super Bock em Stock no dia 25 de Novembro de 2022.
Rita Dias começou por apresentar “A Ti, Nunca” primeiro single de avanço do seu segundo álbum com a participação de Noiserv e banda sonora da série da RTP play “A Mim, Nunca”. Morremos tanto para crescer, conta ainda com a participação de Ana Moura, produção musical de André Santos e participações de músicos como Ricardo Toscano.
Desde abril deste ano que Rita Dias tem apresentado em várias cidades este seu segundo registo – Coimbra, Figueira da Foz e Porto, sendo que esta é a primeira vez que apresenta o disco em Lisboa. Entretanto, lançou o single “Disse que sim” com videoclipe e extra deste seu disco.
“Disse que sim” foi selecionado pelo site italiano oaplus como um dos 20 temas que importa conhecer figurando assim ao lado de nomes internacionais, tendo ficado em 12º lugar: https://bit.ly/3DlqyGd . Sobre Rita o site oaplus escreveu:
“Dodicesimo posto per la cantante portoghese Rita Dias e la sua deliziosa ballata romantica “Disse que sim“.
Gaia Mobilij é cantora, pianista, acordeonista e compositora oriunda de Itália. Durante os dias do Womex em Lisboa, Gaia passou na Rádio Olisipo para apresentar o seu último disco “Disad’ttata” e anunciar os seus próximos lançamentos. Nesta conversa descobrimos uma viajadora apaixonada que coloca na sua música as suas experiências de viagens, as aprendizagens e o seu encanto pela música de vários países do mundo, incluindo a própria música tradicional de Itália. Boa escuta!
DISAD’TTATA is the first solo album of GAIA MOBILIJ.
It has been realized during 7 month in very different countries and conditions : courtyards of houses in Quintana Roo , an apartment in Mexico city, an Indian home studio , master’s house in Calcutta in India, and a traditional trullo construction in Salento ( south of Italy ) . Musicians who too part of it are all friends and incredible artists :
Supriyo Dutta (vocals), Subrata Bhattacharya (tabla), Debashish Haldar from INDIA. -Alfonso Paxtian(jacana, requite and vocals), Rodrigo Martinez (percussions), Jerónimo González (bass), Gabriel Gonzalez (bass), from MEXICO .
Arroneous Goldsworth (guitarron) from USA.
Max Shchedrovitzki (electric oud) from Israel.
Marina Latorraca (trumpet and trombone).
Andrea Rizzo (drums), Peppe Leone (Percussions), Antonio Marrone (bass), Simone Carrino (tambourine) from Italy.
GAIA MOBILIJ ’s parts songs and arrangements has been recorded , mixed and mastered at SUDESTUDIO ( Lecce ,Italy) by Stefano Manca.
Luizga, iZem – Yemamaya (2022) (EP)
Luizga, iZem – Yemamaya (2022) (EP)
At the crossroads between Brazil and Europe, between electronic rhythms and acoustic song, “Yemamaya” was crafted by Luizga, rising star of Brazilian music (Graveola, TiãoDuá, Rosa Neon) and nomadic DJ and producer iZem (Mayra Andrade, Elza Soares, Guts).
At a time when Brazil is going through a period of great social and political tension, this EP suggests taking a step back. “Yemamaya” is a positive and joyful manifesto, which explicitly pays tribute to the country’s Afro-Brazilian and indigenous heritage. It also contemplates a future inspired by the philosophical heritage of these communities and open to the rest of the world.
This project, which gave birth to the release of the EP “Yemamaya”, brings together two nomadic artists whose heart swings between Brazil and Europe, electronic rhythms and acoustic songs. Luizga brings his talent as a melodist, composer and instrumentalist, and iZem this urban and hybrid sound that is enhanced by electronic arrangements.
They first met in Lisbon, on the shore of the Atlantic Ocean, the great protagonist of the first single Yemamaya, released in the summer of 2022 and accompanied by a videoclip. Yemamaya is a made up word which was whispered to Luizga in his sleep. It’s a reference to Yemanjá, the divinity of the sea in Afro-Brazilian culture, but also to the figure of the mother (“iya” means mother in Yoruba). Luizga grew up under the influence of Afro- brazilian cultures. His music and his spirituality are imbued with it. Yemamaya is a healing cry and one of liberation. A spiritual awakening through joy and movement, an ode to the sacred spirit of this goddess. The sea infuses vital energy, it consoles, restores courage and connects the continents.
Txaísmo, second single released in September 2022, is a musical journey through the depths of the Amazon rainforest. Luizga stayed with the indigenous Hunikuin community and brought back this reggae imbued with ancient spirituality which we can catch a glimpse of in the videoclip dedicated to this community. Under its positive and joyful tone, this song, which features the rapper Oreia and the leader Txana Tuin Hunikin, highlights these minorities’ ability to exist and resist despite the terrible injustices which they are victims of in Brazil.
It’s also a shared passion for Caetano Veloso and the taste for Brazilian songs of the 70s that brought the two protagonists of this adventure together. It gives the EP a sense of fusion and of hybridization inherited from the greats of the Tropicalia movement. Creating a hybrid, timeless and universal sound is incidentally the leitmotif of iZem’s work; a sound he weaves through his many collaborations with Latin American composers and singers like Josyara, Giovani Cidreira and Jimena Angel.
Elisa Rodrigues ft. Rita Onofre – Sonhar (2022) (single)
«Sempre fiquei impressionada com a naturalidade com que o meu filho voltava a tentar andar logo a seguir a cair e com a rapidez com que o choro e a frustração se transformavam em força para tentar outra vez de uma maneira leve, simples e descomplexada. Para mim, esta canção é sobre essa leveza, esse prazer de encarar um desafio mesmo sabendo que se vai perder muitas vezes. Sobre essa coragem infantil que precisamos de reaprender se não queremos desistir de sonhar, nem de ser quem somos a caminho dos nossos sonhos» – Elisa Rodrigues
Elisa Rodrigues regressa às canções com a edição do single “Sonhar”, um dueto onde se faz acompanhar por Rita Onofre, uma cantautora promissora da mais nova geração da música nacional.
A doçura e a tranquilidade presentes nas vozes embalam e hipnotizam-nos, com uma melodia leve e quase infantil. A letra remete para a coragem de continuar a tentar, mesmo sabendo que se vai cair muitas vezes a caminho dos sonhos.
Ambas as artistas vêm do universo do jazz e a escolha de Luís Figueiredo para assinar a produção vinca ainda mais a marca desse género musical neste novo registo. Elisa destaca-se como uma artista completa que define cada vez mais a sua identidade estética, sem se limitar ao exercício de estilo das suas referências.
Sonhar é assinado por Elisa Rodrigues, Rita Onofre e Clara Dualibi. O single está disponível em todas as plataformas digitais.
Elisa Rodrigues encontra-se a trabalhar no novo EP que deverá ser lançado em breve. Entretanto vai atuar no Festival Soul de Inverno, no dia 18 de Novembro, na Casa das Artes de Famalicão. No dia 25 de Novembro sobe ao palco do Teatro Micaelense, nos Açores.
BIOGRAFIA
Elisa Rodrigues surge em 2011 com o seu álbum de estreia, “Heart Mouth Dialogues”, após vários anos de estudos musicais e participações em projetos ligados ao jazz. Com o disco de estreia apresenta uma linguagem personalizada que traduzia o gosto de múltiplas referências e uma aprendizagem com influências distintas, em especial aquela que lhe valeu, sobretudo no meio musical, passar a ser identificada como uma voz do jazz. Foi pouco tempo depois recrutada para gravar com a banda britânica These New Puritans no álbum “Field Of Reeds”, de 2013, acabando por integrar depois a digressão intercontinental do grupo.
Deixou a sua impressão digital em palcos internacionais de grande visibilidade como o do Barbican (em Londres) ou no mítico Hollywood Bowl, em Los Angeles. Por cá marcou presença em diversos festivais como o Vodafone Mexefest, Cool Jazz, MED, Douro Jazz.
Em 2018, Elisa Rodrigues lançou “As Blue As Red” o seu segundo disco de longa-duração, no qual colaboraram nomes que já passaram pelo Festival da Canção nas edições dos últimos anos como Luísa Sobral, Joana Espadinha ou Pedro da Silva Martins.
Em breve Elisa Rodrigues prepara-se para lançar o seu novo trabalho, do qual faz parte o single “Sonhar”.
Horoya – Grigribá (2022) (álbum)
Höröyá’s fourth album is called Grigri Ba – “the great spell” or “the great sorcerer” in Malinke, one of the languages of the Mandeng culture, a key influence of the band. In this album, Höröyá presents complex rhythms in a harmonious and fluid way through a mixture of afrobeat and afrojazz. This mix consolides the group’s avant-garde style: AfroBrazilian Beat, uniting Brazil and Africa in an unprecedented way, with depth and cultural affirmation. With a unique artistic proposal, bringing the traditional and the modern together, Grigri Ba appeals to a wide audience ranging from Pop to Funk/Jazz.
The group performs both on large party stages or festivals, as well as in theaters. The show’s format favors the participation of guest artists, musicians and dancers, making the performances even more vibrant. With their fourth album, Horoya has fully emerged as a powerhouse in Brazil’s music scene, bringing again to the fore the cultural and historic identity connecting the two sides of the Atlantic.
Bio:
Höröyá is from São Paulo and formed by Brazilian and West African musicians, connecting different cultures and establishing a dialogue between Brazil and the African continent. André “Piruka”, multi instrumentalist, is the creator of the group and the conception of the musicality. Behind Höröyá’s musical force is a powerful mix of percussion instruments from different cultures, such as sabar, atabaque, djembe, cuica and dunduns. They share space with instruments of African Griots, including balafon and ngoni, along with guitars, bass, trumpet and saxophones. Höröyá’s music creates a permanent contact between different traditions, while keeping their essence. Through music, Höröyá reinterprets in a new format the origins and influences of the African and Afro-Brazilian cultures.
Aixa Figini – Trama (2022) (álbum)
Cantantautora, musicóloga, productora, educadora. Aixa es una artista versátil y multifacética, apasionada por la multiculturalidad y el diálogo entre la diversidad de lenguajes musicales.
Hoy, desde la multicultural Lisboa que elige su hogar, Aixa desenvuelve distintos proyectos artísticos: su grupo de música autoral y latinoamericana, el ensamble femenino de improvisación vocal CIRCULAR del que es creadora y directora, el proyecto À Beira do Cais – fado & tango -un espectáculo que co-creó y busca construir puentes entre ambas tradiciones urbanas, y el trabajo con improvisación y canto comunitarios con el que da workshops regularmente, entre otros.
En octubre de 2022 Aixa lanzó Trama, su primer disco solista, donde presenta composiciones propias, colaboraciones y reversiones de clásicos del folklore latinoamericano, a través de ritmos y sonidos que van desde la zamba argentina, el folklore venezolano o la guitarra portuguesa, hasta la musicalización de un poema de Octavio Paz.
Valerio Giovannini “O Poder Revolucionário da Verdade” (entrevista 17/11/2022)
Valerio Giovannini, artista visual, plástico e pintor, nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências, em que vai realizar uma exposição com um título inspirado por Gramsci: “O Poder Revolucionário da Verdade”, a partir do dia 18/11/2022, às 18h.
Valerio contextualiza as suas obras em relação ao seu percurso na arte e às suas viagens. Com referência no passado etrusco, na profecia, a sua pintura é também entendida como um processo que se desenvolve em múltiplos layers, que se acumulam com o passar do tempo: transformações, elementos, materiais, vivência, passado, presente e futuro.
Estão convidados a visitar a sua exposição no Hangar – Largo das Residências a partir de dia 18/11/2022 às 18h.
Valerio sugeriu ainda duas músicas para integrar na sua entrevista:
Chico Buarque “Brejo da Cruz” Jimmy Fontana “Il Mondo”
Boa escuta!
The Voice Project – “Imprisoned For Art” #1
The Voice Project – “Imprisoned For Art”
“Freedom of Expression—it’s easy to take it for granted until it’s gone. We speak up for those who speak out, for those imprisoned around the globe for having raised their voice in dissent. We have to stand up for each other, no matter the distance, no matter the borders. You never know when you’ll need the same in return” (Peter Gabriel, 2016) (link: https://petergabriel.com/news/imprisoned-for-art/).
No dia 17/11/2016, Peter Gabriel lançou a campanha “Imprisoned For Art”, para defender artistas de todo o mundo que foram presos por se oporem aos seus governos através de sua arte.
Esta campanha parte da iniciativa chamada The Voice Project. O objetivo é defender a liberdade de expressão, aumentar a conscientização e angariar fundos para apoiar e libertar dissidentes e presos políticos. Para apoiar esta campanha, podem visitar o seguinte link: http://voiceproject.org
Hoje vamos ouvir uma seleção de artistas que estão atualmente presos em prisões de vários países do mundo. Segue a tracklist:
Raquel Castro nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências em que se instalou com a Associação Sonora com um projeto residente.
Raquel contextualiza o festival “Lisboa Soa”, alguns conceitos relativos à ecologia acústica e introduz também a sua programação prevista para o Largo das Residências que vai se chamar “Matiné Sonora”: trata-se de um ciclo de atividades/performances, entendidas como uma extensão do Festival Lisboa Soa ao longo do ano.
A programação começa no dia 19/11/22 a partir das 17h, com a projeção de um filme/concerto (18h) que junta dois artistas do Porto: o Miguel Tavares (vídeo) e José Alberto Gomes (música e sonoplastia. Os dois artistas convidados apresentam uma viagem entre as ilhas açorianas numa espécie de performance audiovisual ou filme/concerto.
Sala Estúdio – Largo das Residências a partir das 17h.