João Espadinha – Em Terra Alheia Sei Onde Ficar (2022) (álbum)
Em terra alheia sei onde ficar é o novo álbum do guitarrista e autor João Espadinha. Sucessor de Kill the boy (Sintoma Records – 2018), este novo trabalho faz uma aproximação ao universo das canções – toda a música e letra é escrita pelo guitarrista, sem abandonar totalmente a matriz jazzística que marca o percurso artístico do autor.
Encontrar lugares comuns entre diferentes contextos musicais, nomeadamente resgatar o espaço que a canção (ainda) tem no universo do jazz, e o espaço que a improvisação pode ter no universo das canções, são alguns dos desafios a que o guitarrista se propõe neste novo trabalho.
O resultado final combina eléctrico e acústico, escrito e improvisado, cantado e instrumental. É um universo musical onde cada um tem o seu lugar, mesmo em terra alheia. Com esse propósito, o disco alia um conjunto de intérpretes convidados de diferentes espectros musicais – Primeira Dama e João Firmino (Cassete Pirata) do lado do Indie/Rock, Marta Garrett (Zoe, Just in trio) e Mariana Dionísio (Pedro Melo Alves OMNIAE)do lado do jazz; a um Ensemble que cruza diferentes gerações do Jazz nacional: Luís Cunha (dir. Orquestra de Jazz do Hot Clube) no trompete e Bernardo Tinoco (Garfo) no saxofone , João Pedro Coelho (Ricardo Toscano Quarteto, Trio de Jazz de Loulé) no piano e João Pereira (Idem, Centauri) na bateria; Ricardo Marques (F.E.R.A., H.O.M.E.) e Francisco Brito (Centauri, Saga Cega) no contrabaixo.
João Espadinha é um guitarrista e compositor português, nascido em 1991. Natural de Cascais, começa a tocar guitarra aos 12 anos. Em 2009 ingressa na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, estudando em Lisboa durante 3 anos, e frequentando paralelamente a licenciatura em Ciências da Comunicação. No verão de 2012 ingressa no Conservatório de Amesterdão, cidade onde vive durante 4 anos. Nesse período estabelece contacto com músicos de diferentes nacionalidades e culturas, e é nesse contexto que começa a trabalhar nas suas composições originais. Regressa a Portugal em 2016, estabelecendo-se em Lisboa. No final de 2017 lança o seu disco de estreia – Kill the boy, editado pela Sintoma Records. Ao longo do seu percurso artístico e profissional teve oportunidade de apresentar a sua música ao vivo em diversas ocasiões, colaborando também com outros projectos na área do Jazz e da Pop. Quer enquanto líder como enquanto sideman, pisou já palcos como o EDP CoolJazz, Hot Clube de Portugal, Teatro Nacional São Carlos, entre outros. Em 2022 prepara-se para lançar o seu segundo trabalho discográfico – Em terra alheia sei onde ficar, com apoio da Fundação GDA. Neste novo trabalho, para o qual escreveu toda a música e letra, convidou um grupo de intérpretes tanto do jazz (Mariana Dionísio, Marta Garrett) como do indie/rock (João Firmino, e Primeira Dama). É professor na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, na Sociedade Musical Capricho Setubalense e na Academia de Música de Telheiras, tendo ainda passado pelo Serviço Educativo de Música da Fundação Gulbenkian. Colaborou ainda, durante um ano, com a Associação Gerador, escrevendo uma crónica quinzenal dedicada a diferentes espaços com programação de música ao vivo em Portugal.
Orfélia (entrevista/álbum): “Tudo O Que Move “(2022)
“Tudo o que Move” é o disco que apresenta Antera e Filipe Mattos, que criaram o seu universo musical a partir das suas origens, Portugal e Brasil. Na intimidade lusófona da sua música, Orfélia mistura ritmos tradicionais com o mistério envolvente do psicadelismo. Filha do tropicalismo, expõe e celebra a música multicultural entre dois povos irmãos.
Em 2020 lançaram o single “Lagos”, que foi um dos temas vencedores do concurso Inéditos Vodafone, promovido pela Vodafone e Sony Music Portugal.
Este mês lançam finalmente o álbum de estreia que vai ser apresentado ao vivo no dia 2 de Novembro, no B.LEZA.
Diogo Picão – Palavras Caras (2022)(álbum)
Diogo Picão – Palavras Caras (2022)(álbum)
Colorido, alegre, diverso, profundo. Estas poderão ser algumas das palavras que descrevem o novo álbum do cantautor Diogo Picão: “Palavras Caras”.
Caras de estimadas, caras de custosas, caras da vintena de músicos que o gravaram sob a influência da cosmopolita Lisboa. Dez temas que viajam pelos vários portos do Atlântico, misturando Samba, Jazz, Son Cubano, e outros. Participam, também, com suas vozes marcantes: Salvador Sobral, Mônica Salmaso e Luca Argel.
Carinhoso, reflexivo, divertido, incisivo, é um trabalho com palavras extraídas das próprias vivências e memórias e das palavras emprestadas de autores que admira, como Fernando Pessoa e Paulo Lemniski.
Depois do seu álbum de estreia, “Cidade Saloia” (2018), Diogo Picão apresenta “Palavras Caras” um disco de ouvido fácil, mas com linhas instrumentais ricas e vozes maravilhosas.
Lançado a 30 de Setembro, com o apoio da Antena 1, Garantir Cultura e Sociedade Portuguesa de Autores, “Palavras Caras”, está disponível nas plataformas digitais e no site oficial (www.diogopicao.com) em CD e Vinil.
Francisco Sales – Fogo na Água (2022) (álbum)
Anunciamos o concerto de lançamento do novo álbum de Francisco Sales no âmbito do Misty Fest hoje dia 30/10, no Espelho d’Agua em Lisboa.
Francisco Sales – Fogo na Água (2022) (álbum)
Com Fogo na Água, o músico e compositor Francisco Sales entra numa nova fase da sua carreira. Neste terceiro álbum – com que sucede ao muito aclamado Miles Away de 2017 -, o guitarrista investiu quatro anos de trabalho e apresenta-se a explorar a sonoridade de diferentes instrumentos – não apenas as guitarras elétrica e acústica, mas também a de 12 cordas ou a icónica guitarra metálica conhecida por dobro – para erguer um muito emocional conjunto de peças que evocam ideias de força, luta e resiliência, navegando igualmente por algumas noções contrastantes já apontadas no título: o fogo e água, a terra e o ar, elementos primordiais que aqui se traduzem em música altamente evocativa e em que a identidade funda portuguesa é explorada – como acontece em “Pulsar da Terra”, por exemplo.
O músico que em Inglaterra trabalhou de perto com os Incognito de Jean Paul Maunick, agora chamou Beatriz Nunes, aclamada cantora de jazz que chegou a integrar os Madredeus, para pela primeira vez adicionar vozes a composições de sua autoria. Garante Francisco que Beatriz representa a sua própria alma. Neste trabalho que o próprio compositor descreve como sendo mais cinematográfico e em que garante ter-se reinventado como compositor, a produção foi divida com Tiago Gomes.
Ao vivo, Francisco Sales vai pela primeira vez apresentar-se em trio, assumindo ele mesmo todas as guitarras enquanto Sandra Martins assegura violoncelo e voz e Edu Mundo se ocupa de baterias, percussões e ainda dá uma ajuda em guitarras e voz. Um novo trio para uma nova música que Francisco Sales agora quer partilhar com o mundo.
Song by Francisco Sales and Beatriz Nunes Vocals: Beatriz Nunes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Mix & Master by Mo Hausler
2 – GRITO NO SILÊNCIO (1º single)
Song by Francisco Sales, Beatriz Nunes and Pedro Pires Acoustic and Dobro Guitars: Francisco Sales Vocals: Beatriz Nunes and Pedro Pires Strings Arranged by Rui Ribeiro Violin 1: Denys Stetsenko Violin 2: Viviane Tupikova Viola: Bruno Miguel Castro Silva Cello: Carlos Tony Gomes Double Bass: Miguel Menezes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Mix & Master by Mo Hausler
3 – ALMA ERRANTE
Song by Francisco Sales and Tiago Gomes Acoustic, Electric, Dobro and 12 Strings Guitars / Flutes: Francisco Sales Electric / Fretless Bass: Tiago Gomes Percussion / Nature Sounds: Sebastian Scheriff Drums: André Silva Strings Arranged by Rui Ribeiro Violin 1: Denys Stetsenko Violin 2: Viviane Tupikova Viola: Bruno Miguel Castro Silva Cello: Carlos Tony Gomes Double Bass: Miguel Menezes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Mix & Master by Mo Hausler
4 – O ENTERRO DO SOL (2º single)
Song by Francisco Sales Acoustic, Electric, Dobro and 12 Strings Guitars: Francisco Sales Vocals: Beatriz Nunes and Pedro Pires Percussion / Nature Sounds: Francisco Sales and Sebastian Scheriff Synth Bass: Bruno Miguel Strings Arranged by Rui Ribeiro Violin 1: Denys Stetsenko Violin 2: Viviane Tupikova Viola: Bruno Miguel Castro Silva Cello: Carlos Tony Gomes Double Bass: Miguel Menezes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Co-Produced by Bruno Miguel Mix & Master by Mo Hausler
5 – HORIZONTE
Song by Francisco Sales and Tiago Gomes Acoustic Electric and Dobro Guitars/Synth Bass: Francisco Sales Percussion: Marito Marques Vocals: Pedro Pires Synth pad: Joaquim Rodrigues Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Co-Produced by Bruno Miguel Mix & Master by Mo Hausler
6 – DANÇA DO FOGO
Song by Francisco Sales and Tiago Gomes Acoustic Guitars: Francisco Sales Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Mix & Master by Mo Hausler
7 – CHAMA SUBMERSA
Song by Francisco Sales Acoustic and Dobro Guitars: Francisco Sales Sine Bass: Bruno Miguel Synth pad: Joaquim Rodrigues Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Co-Produced by Bruno Miguel Mix & Master by Mo Hausler
8 – PULSAR DA TERRA
Song by Francisco Sales Acoustic Guitars: Francisco Sales Synth Bass written by António Quintino Trumpet: Gileno Santana Percussion: Marito Marques, André Silva, João Lencastre, Miguel Casais e Alexandre Tomás Strings Arranged by Rui Ribeiro Violin 1: Denys Stetsenko Violin 2: Viviane Tupikova Viola: Bruno Miguel Castro Silva Cello: Carlos Tony Gomes Double Bass: Miguel Menezes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Co-Produced by Bruno Miguel Mix & Master by Mo Hausler
9 – CHEGADA
Song by Francisco Sales, Beatriz Nunes and Pedro Pires Acoustic and Dobro Guitars/Percussion: Francisco Sales Vocals: Beatriz Nunes and Pedro Pires Strings Arranged by Rui Ribeiro Violin 1: Denys Stetsenko Violin 2: Viviane Tupikova Viola: Bruno Miguel Castro Silva Cello: Carlos Tony Gomes Double Bass: Miguel Menezes Produced by Francisco Sales Co-Produced by Tiago Gomes Mix & Master by Mo Hausler
BIOGRAFIA Francisco Sales é um músico que gosta de aventura, o que não é uma característica assim tão comum nos músicos. Autor de dois álbuns aclamados pelos mais fervorosos conhecedores de música, Valediction e Miles Away, Francisco Sales acaba de editar Fogo na Água, o seu terceiro registo em nome próprio, projeto que, confessa-nos está a servir para se reencontrar como artista: “Sinto a tentar-me encontrar de novo como artista, mas de uma forma diferente. De certa forma como qualquer grande artista sempre fez. É fácil perceber porque a Joni Mitchell ou o Miles Davis entre tantos outros foram sempre tendo momentos diferentes nas suas carreiras. Simplesmente porque as nossas criações são fruto das nossas vivências. É isso que me atrai na arte”. O espírito de aventura de Francisco Sales levou-o a criar um som próprio, bastante cinemático, com muitas das nuances e lições que aprendeu a estudar jazz, mas a espraiar-se em peças atmosféricas capazes de carregar a imaginação para longe, tal como mestres da estirpe de Ry Cooder ou John Scofield pontualmente fizeram. O caminho de Francisco Sales levou-o a licenciar-se em jazz, linguagem que descobriu nas jam sessions promovidas pela ESMAE no Porto, levando até ao fim os seus estudos na escola Superior de Música de Lisboa. E depois de aprender, foi preciso colocar em prática o que os livros e mestres lhe ensinaram: mal sabendo inglês e com muito pouco dinheiro no bolso abalou para Londres. “Via tantas vezes o canal Mezzo e só sonhava em um dia poder tocar naqueles festivais todos de jazz!”, diz-nos. As suas demandas colocaram-no no caminho de Bluey, líder dos míticos Incognito. Tudo começou quando conheceu João Caetano, percussionista que tocava com a veterana banda de acid jazz, tendo-o ajudado a fazer o seu primeiro disco a solo como cantor. Foi esse trabalho que lhe abriu as portas do estúdio de “Bluey” Maunick. E de repente, tocar com Incognito em vários locais do mundo trouxe-lhe um outro universo de possibilidades. “Com os Incognito não só tocamos muito pelo mundo inteiro como também fazemos de banda de suporte para outros artistas. Já fizemos uma tour com a diva do soul Chaka Khan, outra com o famoso DJ Carl Cox, com gente como Amp Fiddler, Omar…” No fundo, e mesmo que a modéstia não lhe permita dizer mais, Francisco Sales tem tocado com uma certa elite de música sofisticada, gente que tem feito do jazz e da soul, da eletrónica e do funk terrenos de inventividade máxima. E, claro, Francisco tem colecionado todas essas experiências com a avidez de quem quer deixar a sua própria marca. “Voltei para Portugal em 2017 onde vivo desde então. É o país onde me sinto mais inspirado para compor, onde gosto de apreciar a vida e onde me sinto mais seguro e feliz. Hoje em dia continuo a tocar com outros artistas pelo mundo inteiro, mas estou a viver em Portugal”, diz-nos o Francisco, que se mostra centrado e focado em desenhar agora o seu próprio futuro. “Quando regresso a casa destes concertos todos, tenho sempre trabalhado muito na minha carreira a solo e tenho tentado crescer com ela”. Esse trabalho passa pelo desenvolver da sua visão artística e pelo aprofundar da sua relação com um instrumento que pode soar surpreendente nas mãos certas. Essa surpresa tem sido uma constante quando Francisco Sales se apresenta a solo, mostrando a sua forma particular, aventureira e altamente hipnótica de tocar guitarra. Essa originalidade já lhe valeu, aliás, convites para abrir concertos para gente como Rodrigo Leão, Avishai Cohen ou Diana Krall. Agora é o seu momento, com um terceiro capítulo de um livro longo quase pronto para ser revelado, levando a guitarra e o seu som particular até novos planos com um conjunto de ambiciosas novas composições.
Luca Bassanese & la Piccola Orchestra Popolare – “Reset” (2022) (single)
Luca Bassanese & La Piccola Orchestra Popolare – Reset (2022) (single) & more songs
Luca Bassanese Apresenta-se hoje 29/10/22 no Teatrocine de Torres Vedras às 21:30.
É uma das figuras mais relevantes da música popular italiana e um cantor e compositor a conhecer. A sua música pode ser entendida como uma fusão entre Fabrizio de André, Goran Bregovic e Manu Chao, com uma abordagem digna de Fellini.
Luca Bassanese lançou treze discos, desde 2006. Destaca-se pela força de suas performance cheias de energia positiva. Luca tem uma missão como todos os guerreiros romanticos dos tempos modernos, com uma particular atenção para as questões sociais.
Hoje Às 19h vamos ouvir o último single “Reset” que preanuncia o novo álbum que a banda gravou com o apoio dos seus fans, graças a um projeto de crowdfounding e que irá sair nos próximos meses. Além disso, vamos ouvir algumas das suas canções mais conhecidas.
Line-up:
Luca Bassanese: Voz, acordeгo, tammorra, guitarra, bass drum Stefano Florio: Guitarras, bouzouki, efeitos e voz Tommaso Maddalena: Percussгo Elodie Lebigre: Voz e danзa Domenico de Nichilo: Trompete Paolo Cecchin: Baixo e voz
Manifesto Sonoro #5
Equinōcio,- “Metamorfose” (2022) (álbum)
Equinôcio – Metamorfose (2022) (álbum)
Os Equinōcio, grupo formado por Beatriz Capote e Diogo Santos, lançam o EP de estreia “Metamorfose” a 28 de outubro. Numa fusão de estilos, com passagens pelo jazz, pop, folk, eletrónica e R&B, surgem 6 faixas originais, interpretadas em português e inglês.
Nesta “Metamorfose” de géneros musicais, os Equinōcio guiam uma viagem com início no “dentro” e a passagem até ao “fora”. Os temas contam com a colaboração de diversos músicos portugueses, entre os quais Isabel Azevedo (flautista), Catarina Silva (acordeonista) e Francisco Sá (trompetista).
Beatriz Capote é cantora e violinista. Natural de Aveiro, começou a formação musical no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian. Estudou no Porto, em Itália, formou-se mestre em Ensino de Música, em Aveiro, e é também vocalista e teclista dos Perpétua.
Diogo Santos é pianista e compositor. Natural da Guarda, iniciou os estudos musicais em Leiria. Licenciou-se e tirou mestrado em Música, na Universidade de Aveiro. Em 2020, criou o projeto Philip, com arranjos clássicos de canções pop ao piano, contabilizando mais de 8 milhões de streams no Spotify.
Depois de “Dentro de Mim” e “Moreno”, “Metamorfose” inclui ainda o novo single “Oarendê”, a faixa-transformação que simboliza o contacto com o mundo imaginário. O tema conta com a participação das redoma, dupla formada por Carolina Viana (cantora e rapper) e Joana Rodrigues (produtora). O videoclip em formato animação estreia a 26 de outubro e tem autoria do realizador Tiago Iuri.
“Metamorfose” é lançado em todas as plataformas digitais a 28 de outubro.
Entrevista com Pedro Saavedra – A REPÚBLICA ALEXANDRINA
A REPÚBLICA ALEXANDRINA de Pedro Saavedra – Entrevista
Apresentamos uma entrevista realizada na Rádio Olisipo com Pedro Saavedra, realizador da peça A República Alexandina.
“Num tempo em que diferentes linhas de possibilidades se cruzam, em realidades paralelas, e que, acima de tudo, duas ideologias se desafiam continuamente, nada, mas mesmo nada, os fará parar de lutar. Lá fora, os sons das máquinas e dos violinos começam a ouvir-se.
“ A REPÚBLICA ALEXANDRINA de Pedro Saavedra em parceria com @ofimdoteatro Espectáculo de Teatro
20 a 30 Out 2022 Qui. a Sáb. às 19h / Dom. às 16h Sala Estúdio A, LARGO Residências – Quartel do Largo do Cabeço de Bola, Lisboa
Bilhetes – 10 euros (preço único) Online – Ticketline link na bio FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
exto e encenação – Pedro Saavedra @eusouosaavedra Interpretação – Andreia dos Santos, Edmundo Rosa, Inês Fernandes, Pedro Saavedra, Ricardo Barbosa e Rogério Jacques Design de cena – SurumakiFigurinos – Cláudia RibeiroMúsica – Clothilde Masterização de música – João MeloDesenho de luz – Paulo SabinoSonoplastia – Rui Miguel Fotografia – Andreia MayerIlustração – Rui Guerra Assistência de encenação – Rafael Fonseca Produção executiva – Bernardo Carreiras Uma produção em parceria com LARGO Residências
Entrevista com Pietro Paris Quartet – “Underneath” (2021) (álbum)
Pietro Paris Quartet – Underneath (2021) (álbum)
Apresentamos a entrevista com Pietro Paris, um contrabaixista italiano que acabou de realizar uma residência artística no Quartel (Lisboa), em que se cruzou com músicos locais. Vamos apresentar também o seu recente trabalho discográfico, que é também o seu primeiro álbum á solo: “Underneath” (2021).
Bio: Born in Perugia in 1984. A bachelor degree in Physics and a deep love for jazz that moved him to dedicate himself full time to music.
In 2019 has been released “Seamless”, the first album from “The Sycamore”, pubblished by Emme Record Label.
In 2020 won the “Artist in Residence” endorsed by Midj (the Italian Association for Jazz Musicians) that consists in an artistic residency of a month in Lisbon, Portugal.
Passione scolorita già al primo lavaggio. Amore consumato una volta e subito stantìo. Passione ordinata e portata a domicilio. Amore in confezioni monodose, come lo zucchero al bar. Passione subordinata alle leggi del mercato. Ammore [ai tempi del capitalismo:] consumato.
Il brano è un misto di suoni derivanti dai miei assidui ascolti di canzone napoletana e suoni magrebini: due mie grandi passioni. L’ammore consumato è l’amore “usa e getta”: qualcosa in perfetta sintonia con i tempi che corrono, in cui tutto si consuma velocemente, nei quali si rastrella lì dove è necessario invece scavare (e provare a piantare qualcosa?). Apparire conta più che essere, l’individuo solo e [IN]felice è un modello per la società. L’amore come pratica da fastfood in una vita spesa a sgobbare, competere, accumulare – non c’è tempo per soffermarsi.
musicisti: Sergio Peón, Andres Balbucea, Alessio Pignorio, Antonino Anastasia e Michele Signore. Registrazione e mix di Kammermuzak (Napoli), cover di Lavinia Parlamenti.
Matteo Nocera, musicista, arrangiatore, compositore e storico dei movimenti musicali, si interessa su tutto ciò che concerne le musiche popolari e l’universo sonoro mediterraneo. Lavora tra la Francia e l’Italia spaziando tra attività di ricerca, di studio e pratica musicale. È il fondatore e batterista del gruppo ISMA!, collettivo di musicisti che fonde le sonorità popolari del mediteraneo a quelle del jazz contemporaneo, ha pubblicato a suo nome un primo EP, la sua musica è disponibile online in tutti gli store digitali. Si interessa maggiormente alle opportunità date dall’incontro tra la musica di Napoli della Sicilia con quelle cugine del Maghreb e della sponda occidentale del Mediterraneo.
ÁLBUM DE ESTREIA DE DESCONECTADOS JUNTA GRANDES NOMES DA MÚSICA PORTUGUESA
“Liberdade Incondicional” é o álbum de estreia de Desconectados, o projeto liderado por Pedro Vidal, guitarrista e diretor musical de Jorge Palma, parceiro de estúdio e palco dos Wraygunn, guitarrista e companheiro de discos e digressões durante oito anos dos Blind Zero, assim como produtor musical de “Filhos do Rock”, série da RTP. Pedro Vidal faz-se acompanhar por músicos de excelência, Eurico Amorim nas teclas, Miguel Barros no baixo e Bruno Oliveira na bateria. O disco apresenta 12 temas, que são o culminar de um percurso trilhado por Pedro Vidal, na busca da sua voz, da sua palavra, da sua música. “Liberdade Incondicional” apresenta três temas da autoria de Carlos Tê, um dos maiores autores da música portuguesa, outro com a colaboração de Manuel Cruz, que deu palavras a uma música de Pedro Vidal com o seu génio lírico, um dueto com o seu mestre e amigo Jorge Palma, “Frio de Inverno”, e a participação de Mário Laginha que fez também os arranjos do tema “Se eu fosse Deus”. O disco foi masterizado por Mário Barreiros, outro dos grandes talentos da história da música portuguesa. A distribuição é da Sony Music. Destaca-se também a participação das secções rítmicas compostas por Pedro Santos (Clã) e Pedro Vasconcelos, Nuno Lucas (Bruno Pernadas, Jorge Palma) e João Correia (Tape Junk, Jorge Palma). O elenco de luxo do disco inclui ainda arranjos de cordas de Filipe Melo, interpretados pelo quarteto da violoncelista Ana Cláudia Serrão. A inspiração para o nome do projeto “Desconectados” e segundo Pedro Vidal, “surge por causa da falsa conexão que existe hoje em dia, mas principalmente devido a um livro que li do Johann Hari, “Lost Connections. Não paramos para prestar atenção às coisas simples, mas que nos fazem falta, à nossa ligação ao próprio planeta, à ligação às pessoas.” “Liberdade Incondicional” viaja entre a energia elétrica das guitarras e ritmos intensos liderados por vozes rasgadas ou apenas melodias vocais acompanhadas por um só piano. É um disco de canções abraçadas pela língua portuguesa e transportadas pela energia do rock, seja na sua vertente mais enérgica, seja em momentos de pura contemplação. O génio musical de Pedro Vidal espelhado num disco seu, brindado com algum do melhor talento nacional.
Marta Lima – No Mesmo Instante (2022) (single)
Marta Lima – No Mesmo Instante (2022) (single). O fiel retrato do caminho da vida de Marta Lima surge pela primeira vez eternizado na sua canção. “No Mesmo Instante” assume-se não só como single de estreia do EP que decerto sucederá, como da carreira que promete prosseguir. A nostalgia do vivido, motivada pela ausência de presente, levaram Marta Lima à escrita de canções sinceras, com a devida importância ao detalhe e à mensagem que pretende transmitir. “No Mesmo Instante” aborda a diferença emocional de momentos, entre a intensidade do tão breve vivido e do nefasto brilho que o presente vislumbra. Misturado por João Ornelas e masterizado por John Ruberto, conta ainda com a produção do músico terceirense Cristóvam e da prestação musical do baterista Francisco Santos, da teclista Maria Carvalho, do baixista Vasco Trindade e do guitarrista Afonso Lima. A ambição de Marta Lima em conferir ao pop português uma nova visão, com pequenas incursões pelas cores e ambientes do jazz e do indie, levou a que no início do ano de 2020 iniciasse a escrita de canções delicadas, denotando um claro cuidado pela harmonia entre a palavra e a música. Em fevereiro de 2022, inicia o trabalho em estúdio, desaguando no nascimento do seu primeiro EP, com previsão de lançamento para o início do ano de 2023. pelas cores e ambientes do jazz e do indie, levou a que no início do ano de 2020 iniciasse a escrita de canções delicadas, denotando um claro cuidado pela harmonia entre a palavra e a música. Em fevereiro de 2022, inicia o trabalho em estúdio, desaguando no nascimento do seu primeiro EP, com previsão de lançamento para o início do ano de 2023.