Transe & Transe Espiritual e carnal, o novo som de Zoe Dorey
Um disco nascido na pandemia, que inspira encontros Há anos afastada de sua trajetória discográfica, Zoe Dorey volta batizando de “Transe” um novo álbum. O impacto de uma experiência espiritual profunda e a feliz exaustão de uma fase de intenso prazer sexual trouxe o título e ditou o conceito. “Transar é também entrar em transe”, diz ela, conectando os sentidos. O álbum gerado e produzido no meio da pandemia, em uma cidade em outro continente, parece trazer uma atmosfera brasileira que inspira o encontro, seja espiritual ou carnal. Logo na primeira faixa, a carioca moradora de Lisboa canta: “Eu estou vendo/um mundo novo está nascendo/só pra gente se encontrar” (“O Mundo Novo”). E se o disco fecha com uma música sobre separação, é com certa maturidade que faz isso: “Meu amor agora é tarde/ Nos perdemos no caminho/Esquecemos que o amor escapa sozinho” (“Fim”).
Nas cordas da música brasileira A forma como Zoe usa os elementos eletrônicos em sua música tem uma assinatura que é parte importantíssima da sua obra e em “Transe” não é diferente. No entanto, assim como antes, o trompete jazzístico, tocado por ela, tinha (e ainda tem) seu espaço de destaque, agora é o violão que chega junto sem qualquer timidez. O instrumento traz mais Brasil para dentro da música de Zoe. Ela chegou a ter aulas com Cezar Mendes – o violonista e compositor baiano já gravado por nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte e Chico Buarque – o que possivelmente teve influência no caminho que sua música tomou. “Foi a melhor escola que eu poderia ter feito. Eu aprendi a mão direita através de músicas de GIl, Caetano, Joao Gilberto. Cezinha sabe tudo, é um gênio! E essas aulas me inspiraram a compor outras coisas. ganhei vocabulário e pude experimentar novos terrenos”, confirma ela.
As músicas Entre o que Dorey realizou em alguns de seus álbuns anteriores e o ponto que agora está, “Rainha do Amor” (faixa 5), é o elo de ligação maior. As bases eletrônicas criam o clima, um Downtempo tropical. Por cima, o piano costurando uma bela melodia de claro DNA BR. A doçura da já citada “Mundo Novo” começa o disco de forma convidativa. “Bem Vinda” é a delícia pop do álbum. “Morena” parece nascida em alguma passagem inspiradíssima pela Bahia. “Shhh” é a cantada em inglês, mas é carregada da MPB “doreyana”. “Continente” acontece como uma bossa, só na voz e violão. Basta para arrepiar. Como única faixa não composta por Zoe, “Inquietação”, do cantautor José Mário Branco, é o som popular de Portugal convertido para o “Transe”. “Derreti” não tem pressa e sem ostentar vai como que sinuosa num clima de sensualidade. A reflexiva “Fim” fecha o álbum com uma atmosfera de intimidade com o ouvinte.
Para um disco cheio de delicadezas, a produção precisa entender o espírito da coisa. Foi o que fez Fred Ferreira, que produziu todas as faixas. O músico integrante da Banda do Mar veio para o projeto por meio de seu parceiro no trio, o brasileiro Marcelo Camelo, que além de participar em algumas músicas contribui de outras formas. Dorey conta como: “Ele é um dos homens mais delicados e dedicados que conheço. Mandei umas gravações voz e violão e ele me voltou com comentários importantes e sensíveis”.
A trilha percorrida Zoe Dorey chega nesse “Transe” com bagagem e história consistente. Por exemplo: ainda usando o nome Claudia Dorey realizou a trilogia musical “Respire” (2009), “Inspire” (2014) e “Justpire” (2015). Entre um e outro, em 2012, se transformou em Malika e lançou “One”, uma experiência eletrônica ousada. Já produziu outros artistas, fez trilhas para teatro e cinema, trabalhou com nomes como Gerald Thomas e Denise Stoklos. O bonito é que tudo isso está presente, de uma forma ou de outra, nesse mais recente álbum.
Kyohh – “HoneyDew” (2022) (single)
Música: HoneyDew Língua inglesa Artista: KYOHH (pronunciado – k-ay-yoh) Gênero: Jazz Moderno/Soul E-mail: kyohhmusic@gmail.com redes sociais: @kyohhmusic
Kimi Djabaté – Alidonke (2022) (single)
Alidonke is a joyful celebration of finding love and friendship and the various forms of communication–– smiling, talking, caring for each other and dancing together––that strengthens these relationships. Words & Music by Kimi Dkabaté
Published by Cumbancha Music Publishing (BMI)
Alidonke (Original Mandinka) Djelennhe kanunhoko djelenhe Kumanhe ikanunhoko kumanhe Ipulu dinma ikanunhoko ipulu dinma dé Ntebilele fé ntebilele fé molu Yoo ndjarabi ntebilele fé Ikanunho n nata de Ifuronho n nata dé Djelenhe Ikanunhoko djelenhe niman Djelenhe by djonbe djelelanhe Kumanhe ikanunhoko kumanhe niman Kumanhe by djon by kumalanhe Yoo ndjarabi ntebilele fé Yoo ndjarabi ntebilele fé Ikanana malya ikanana mokani Dianamola maluya djamaro alidonké Ifuronho nata dé Ikanunho nata Ifuronho nata Ikanunho
Let’s Dance (English Translation) Smile at me My love Speak to me Give me your hand It’s you that I want The love of my life arrived My friend has arrived Smile at me If you don’t smile at me, who will? Speak to me If you don’t speak to me, who will? Let’s take care of each other Let’s dance Let’s dance It’s you that I want The love of my life has arrived My friend has arrived
Kimi Djabaté was raised in Tabato, Guinea-Bissau, a village known for its griots, hereditary singer-poets whose songs of praise and tales of history and legends play an essential role in Africa’s musical life. Centuries ago, Djabaté’s ancestors, a wandering troupe of musicians from Mali, traveled to the region and the king of Guinea so loved their songs he invited them to stay and offered them the territory of Tabato. Ever since, the area has been a recognized center for music, dance, handcrafts and other creative arts.
In 2005, Djabaté independently released his first solo album, Teriké , followed by Karam in 2009, which was released by Cumbancha and met with resounding praise. His third album, Kanamalu , came out in 2016. Djabaté’s albums pay tribute to his griot heritage and the spirit of Africa, laying a foundation for his latest musical masterpiece, Dindin , scheduled for release by Cumbancha on February 24, 2023. Recently, Djabaté has worked with the pop star Madonna , who moved to Lisbon in 2017 and become entranced with the vibrant Afro-Portuguese music scene. She credits Djabaté with introducing her to the distinctive sound of gumbé music, which she then became committed to sharing with her millions of fans. In 2019, Djabaté was a featured singer on her song “Ciao Bella ,” and continues to strengthen his friendship with Madonna through their mutual love of African rhythms. The central themes of Djabaté’s music are the joys and challenges of life in Africa, from freedom and poverty to the rights of women and children and the many forms of love. Continuously optimistic about the power of music and its message to create a better future for Africans, Djabaté’s magical songs remain uplifting and hopeful even as they reflect on contemporary struggles and challenges. An expression of his griot roots, Djabaté pays tribute to the people, soul and spirit of Africa that is at the heart of his music.
Manuel Linhares – Suspenso (2022) (álbum)
Manuel Linhares – Suspenso (2022) (álbum)
Suspenso do cantor Manuel Linhares é reeditado dia 14 de Outubro em antecipação da tour com a participação especial do saxofonista David Binney
26 de Outubro/ 22h30m e 00h00m/ Hot Clube, Lisboa 28 de Outubro/ 22h30m/ Casa da Música, Porto 29 de Outubro/ 21h30m/ Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima 6 de Novembro/ 20h00m/ Sala Clamores, Madrid
especial do saxofonista americano David Binney já esta sexta-feira dia 14 de outubro. Suspenso está disponível no site e bandcamp do artista, bem como estará à venda nos concertos que aí vêm.
A primeira edição, limitada e numerada de 300 cópias, apoiada pela DGARTES e lançada pelo carimbo Porta-Jazz em Janeiro de 2022, esgotou com um considerável número de vendas para o mercado japonês. Supenso suscitou o interesse do distribuidor japonês Disk Union que conheceu o disco através do músico e multi-instrumentista brasileiro António Loureiro, produtor de Suspenso, que tem um forte percurso artístico no Japão.
Esta reedição numerada e de 300 exemplares assinala a tour com David Binney, o músico convidado de Manuel Linhares que diferencia e eleva estas apresentações ao vivo de Suspenso de todas as anteriores.
David Binney possui uma das mentes mais originais da música contemporânea, segundo a Stereophile Magazine. Aclamado como um talento da composição e da performance, o saxofonista David Binney é um dos músicos de jazz mais relevantes da atualidade. Recebendo elogios de críticos e colegas, David foi recentemente apontado pelo Jazz Times como um dos poucos músicos que criaram uma estética de jazz alternativa … todos tocando música original e aventureira. Binney venceu por três vezes o prémio dos críticos da revista Downbeat na categoria de Saxofone Alto, foi capa das revistas Jazz Times, Downbeat e do editorial de arte do NY Times Magazine. David Binney irá dar uma Masterclass no dia 27 de Outubro, pelas 14h00m, no Auditório 4 da Universidade Lusíada de Lisboa (entrada livre) onde irá partilhar a sua experiência artística, dar a conhecer a sua carreira, a forma como compõe e toca.
Manuel Linhares traz ainda para esta tour a sua banda de sempre – Paulo Barros no piano, José Carlos Barbosa no contrabaixo e João Cunha na bateria. A este elenco de luxo, juntam-se ainda os portugueses Paulo Perfeito no trombone e Gonçalo Marques no trompete.
A acompanhar esta reedição temos o lançamento do videoclip “Dança Macabra”, o segundo single de Suspenso, tema composto pelo cantor em parceria com a rapper e escritora Capicua e a sua extraordinária forma de escrever, através da letra que compôs para esta canção. Margarida Rêgo ficou a cargo da direcção artística do videoclip feito em colaboração com Miguel C. Tavares.
Spitz – “Slasher” (2022) (single)
Slasher é o single do seu recente álbum Infâmia que foi lançado em Julho 2022. Convidamos-vos a visualizar o vídeo na íntegra através do link https://youtu.be/sXL1Dtz0ado
Segue também uma breve uma explicação do projeto e do álbum:
Spitz é a união entre o rap e o cinema de terror, e fruto dessa ligação macabra nasceu o álbum Infâmia, que surgiu no dia 22 de Julho aos olhos de todos. Esta rapper nortenha, tem como primeiro destaque pertencer ao duo Poker, 2008. Entre participações em vários projetos, a rapper,recente membro do coletivo MCNk. Infâmia promete ser uma viagem cheia de mudanças e epifanias com pulso firme, e sobretudo sem dar qualquer quietude aos causais bons impulsos através da voz de uma interlocutora psicologicamente instável e deveras subversiva na sua visão de bem e mal. Inspiradas sobre as obras de Stephen King, as líricas particularmente sádicas deste álbum projetam o paralelismo entre o universo misterioso e a cultura hip-hop.
O projeto pode ser escutado através do seguinte site: www.spitz.pt
Seguem as outras redes sociais caso seja do vosso interesse www.instagram.com/a_spitz_ www.facebook.com/aspitzdazona4
Prehistoricos – “7488” (2022) (EP)
Prehistoricos – 7488 (2022)(EP)
7488 é o disco de estreia de prehistoricos!
Uma explosão de jazz, rock, funk e muito mais.
Prehistoricos tem na sua sonoridade uma combinação de gerações, fruto das vivências que cada um dos músicos traz para estúdio. Prehistoricos trazem-nos uma fusão de jazz, rock, world music, funk e até hip-hop no seu EP de estreia.
O EP “7488” é um código de acesso às ideias, às memórias e às influências de cada músico. Construído para viajar no tempo sem sair da sala de estar e para ser ouvido com tempo, como um bom velho whisky, saboreando a surpresa de cada nota e progressão a cada trago que é dado pelo ouvinte. Um disco que é quase que uma compilação das longas horas de ensaios e concertos que foram tendo ao longo dos anos.
Ao comando do baixista César Correia juntam-se no núcleo duro os irmãos André Gomes, Pedro Rodrigues, Rúben Garção Silva e Carlos Pires. O EP conta ainda com a participação de André Moreira, Dikas, Tânia Tavares e Vicente.
O disco foi gravado entre os estúdios tuff, BEEP e Comcordas e foi misturado por João Santos e masterizado por Paulo Abelha. O EP, que terá uma edição física e digital, já está disponível no site da editora tuff.pt, para pré-reserva, dado que o mesmo sairá no dia 14 de Outubro.
A festa de apresentação do projeto e EP será já no dia 15 de Outubro na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.
Sobre a música “Repeat/Tones”: Repeat/Tones fala-nos como todas as músicas devem ser uma viagem por sentimentos e sonoridades. De uma forma artística, é a maneira que o grupo tem de dizer que não é necessário repetir os padrões habituais – levando a que uma música seja mais um que uma repetição de tons – e que dentro de uma música podem ser criados vários momentos e transmitir várias sensações e permitir diversas emoções. Vejam o video Repeat/Tones aqui: https://youtu.be/r_H3Vu51aQA
Sobre a música “T3”: O projeto prehistoricos existe na cabeça de César Correia e dos outros músicos há vários anos. E o problema foi sempre um: o Tempo. E é disso que o T3 fala. Da voracidade do tempo que nos leva momentos e que faz com que não aproveitemos a vida como o espectáculo que deve ser. O tempo que nos consome e não nos deixa fazer aquilo que mais gostamos. Este que foi o primeiro tema a ser composto pela banda. Vejam o video T3 aqui: https://youtu.be/ckCowkC4ehk
Sobre a música “Zé Libório”: Zé Libório é uma daquelas personagens que existem em todos os bairros. Um pintas com a mania que era maior que os outros. É uma personagem da infância de César Correia, que marcou muito o seu crescimento e esta música seria a banda sonora perfeita para se um dia fizessem um filme sobre o Zé Libório.
Vejam o video Zé Libório aqui: https://youtu.be/3imMbXZhhvQ prehistoricos no Spotify: https://bit.ly/prehistoricos-no-spotifyMais informações em: tuff.pt/prehistoricos/
Lobo Mau – “Agarrado ao Mundo” (2022) (álbum)
Lobo Mau – Agarrado Ao Mundo (2022) (álbum)
AGARRADO AO MUNDO é o 3º álbum de LOBO MAU com lançamento marcado para 14 de Outubro de 2022.
LOBO MAU é a banda de David Jacinto, Gonçalo Ferreira e Lília Esteves. Depois de colaborarem na mítica banda TvRural, uniram-se na criação do universo sonoro das canções que nascem da sua partilha artística, enquanto músicos, autores, compositores, intérpretes e produtores.
Depois de NA CASA DELE (LP, 2020) e VINHA A CANTAR (EP, 2021), a banda prepara-se para apresentar o seu mais recente trabalho de originais, numa edição de autor apoiada pela República Portuguesa, através do ‘Programa Garantir Cultura’.
São 9 canções que nos transportam para o universo folk/rock português, tão característico da banda, em comunhão com o resultado da experimentação de novas texturas sonoras, como vem sendo habitual na composição do trio lisboeta e na personalidade sonora do lobo. À linguagem melódica e lírica que nasce da comunhão criativa dos 3 autores, compositores e músicos de Lobo Mau, juntam-se nestas canções a ousadia da electrónica, o arrojo dos trompetes e dos kazoos, e a insistência da caminhada no ritmo das peles, das cordas e das teclas que acompanham a génese das canções – a guitarra e as duas vozes.
Agarrado ao mundo, o lobo continua a sua perpétua caminhada e contempla, reflecte, transforma-se e uiva por trilhos sinuosos e desconhecidos, mas aos quais pertence.
Com a contribuição dos músicos João Pinheiro na bateria, David Santos no baixo, Jorge Machado na percussão e electrónica, João Gil nas teclas e Moisés Fernandes no trompete, este álbum é a afirmação poética e musical que se segue no percurso da banda.
António Vale da Conceição – “Slower” (2022) (single)
ANTÓNIO VALE DA CONCEIÇÃO ANUNCIA SEGUNDO EP AT YOUR SERVICE, MA’AM 2 COM SINGLE “SLOWER”.
SINGLE “SLOWER”
“Slower” – A canção de uma só frase.
O que inicialmente parece ser a gravação de uma confissão, rapidamente se transforma num tema de banda sonora dos anos 60 onde os violinos choram a única frase cantada e os metais acentuam a gravidade da confissão.
“Slower” é o tema que vem arrastar as memórias deste verão para o outono e inverno, abrandando o tempo e perpetuando os prazeres que não queremos terminados, nunca – não fosse a única frase da canção: “If this is dying slow… make it slower, babe.”
DISCO AT YOUR SERVICE, MA’AM
At your service, ma´am 2 (AYSM2) é o nome do EP sequela de António Vale da Conceição com edição marcada para 2 de Dezembro. O produtor e compositor traz-nos a conclusão à sua colecção de músicas At your service, ma´am com 7 temas que prometem manter o calor do Verão pelo Outono e Inverno dentro.
O que soava à banda sonora de um filme policial/ cómico/ romântico revela-se nesta sequela um filme, afinal, mais maduro e espiritual. AYSM2 debruça-se sobre uma paleta de estilos que oscilam entre o pop gingão, o Cha-Cha (50s & 60s) e as vozes de um coro clerical ou tribal. Mas não são só canções. São histórias, montagens áudio (do que parecem ser arquivos de televisão, gravações pessoais, depoimentos policiais…).
António Vale da Conceição já nos tem vindo a habituar a um filtro cinematográfico na sua música e este EP é, sem dúvida, um aprofundamento dessa assinatura ao explorar sentimentos, moods, personagens que vão além do enamorado/a, dos amores perdidos ou achados. AYSM 2 fala-nos de desafiar a monotonia, de confiança, de libertação espiritual, de “olhares largos” como nos diz na canção “Confidance” (Dança da confiança).
Eis o final de AYSM!
Melting Dreams – Serenity (2022) (single)
Melting Dreams – Serenity (2022)(single)
JUST LIKE THEY TOLD ME SERENITY SHOULD BE
O terceiro single dos Melting Dream, SERENITY, do LP de estreia CAN YOU SEE ME? foi lançado no passado dia 22 de setembro em todas as plataformas de streaming.
Serenity é uma balada de Dream Pop inspirada em contos de fadas, mitologia e na peça Sonho de Uma Noite de Verão. O tema reflete sobre a intensa relação entre um artista e as suas musas e sobre quão intensa e voraz a criatividade pode tornar-se, transformando-se numa papoila intensamente vermelha que flameja contra a terra negra e exige que os nossos olhos nela pousem, e que pousem nela apenas. Alcançar a verdadeira essência de uma ideia nunca é tarefa fácil. A musa é evasiva, raramente se deixa ver. Existe então o medo paralisante de jamais ser-se capaz de alcançar a sua verdadeira forma, e existe o medo de que o resultado seja terrível; de que o público o deteste. A verdadeira paz parece, então, ser alcançável apenas quando o artista abandona a ideia por inteiro. “Mato a semente e puxo os caules de debaixo dos meus pés, antes que comecem a exigir algo de mim.” A canção reflete a jornada criativa quando esta se torna esmagadora: primeiro repleta de sonho, depois bela, gloriosa; depois desconcertante, repleta de ansiedade; em seguida impotente; finalmente, abandonada. A melodia e o arranjo, com a sua esvoaçante e encantadora flauta ney, o violino alegre, os pratos ride urgentes, a guitarra cintilante e celestial, lembra-nos, ora contos de fadas, a beleza das criaturas Fae a vaguear pela floresta em noites de verão; ora desespero: os seu truques e travessuras caíram sobre nós. A voz navega por estas florestas; os puxões gravitacionais do rio e as vocalizações das criaturas, oferecendo ora abundância, ora terror, sentidos em cada inflexão. A questão que este tema coloca é a seguinte: Será que uma mente que vivencia um fluxo criativo intenso pode alguma vez sentir o calor envolvente da verdadeira serenidade?
Melting Dreams Melting Dreams é um duo independente de Dark Dream Pop formado por Inês Rebelo (Voz, Produção Vocal e Edição) e Asaf Rahamim (Composição e Produção), que se juntou a Artur Lenivenko (Piano e Sintetizadores) e convidou músicos de todo o mundo para gravar o seu álbum de estreia, Can You See Me?, com lançamento previsto para o final de 2022. A sua estética e estilo são inspirados em cinema noir, filmes de animação, e atos como Kate Bush, Florence and the Machine, Lana Del Rey, Chelsea Wolfe e Patrick Watson.
Créditos Composição, Produção; Backing Vocals – Asaf Rahamim Voz, Arranjo Vocal; Edição; Sampling de Prato Ride – Inês Rebelo Piano e Sintetizadores, Arranjo de Sintetizadores Artur Lenivenko Guitarra e Baixo (Arranjo e Performance) Sami Turunen Cordas (Arranjo e Performance)Lucia La Rezza Ney (Arranjo e Performance) Ido Romano Bateria (Arranjo e Performance) Emiliano Di Fiori Prato Ride (Performance) Timo Brülls Mistura e Masterização Xavier ‘Hill’ Collado Artwork Kupu Senja
Luizga, iZem – Pé da Laranjeira – From Elis Records (single) (2022)
Luizga, iZem – Pé da Laranjeira – From Elis Records (single) (2022)
“espero que desfrutem & espalhem por aí na pistinha, nas playlists, nas ondas do rádio!”
(Luíz Gabriel Lopes).
Cristina Clara no Teatro da Trindade no dia 18 de Outubro
Cristina Clara reúne elenco de luxo no Teatro da Trindade! e convida Maria João, Marco Mezquida, Batucadeiras Freirianas Guerreiras e Bárbara Faustino.
Ao vivo numa das mais belas salas da capital, a artista prepara o aniversário do seu primeiro álbum – Lua Adversa – da forma que melhor a caracteriza: transformando o palco numa verdadeira praça Lisboeta, onde culturas de diferentes partes do mundo se encontram.
Reuniu para isso uma banda brilhante, com músicos de Cabo Verde, Brasil, Espanha e Itália para apresentar temas do seu disco de estreia e revelar algumas surpresas.
Na noite de 18 de Outubro, pelas 21h00, Cristina Clara partilhará o palco com nomes incontornáveis do panorama musical nacional e internacional, como a cantora de jazz Maria João, uma das suas maiores inspirações, e o virtuoso pianista espanhol Marco Mezquida. Fascinada pela cultura de Cabo Verde, convidou o mais jovem grupo de batucadeiras – Freirianas Guerreiras – e ainda a bailarina Bárbara Faustino.
Foi no palco do Café -teatro da Trindade que Cristina Clara se estreou, pouco depois de se mudar do Minho para a capital, onde durante anos conciliou a enfermagem com a música.
Regressa agora ao Teatro da Trindade no mês da Womex, a maior feira internacional de música, para um espectáculo vibrante e diverso, criado especialmente para esta noite.
Bilhetes à venda na BOL: https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/114231-cristina_clara-teatro_da_trindade_inatel/
Lx Revolver #3
LX Revolver #3
“LX REVOLVER, a rubrica cultural italo-lisboeta de Rádio Olisipo. Com Simone Faresin e Calboni edições.”
Rubrica cultural italo-lisboeta. Promoção da criatividade made in Lisbon, entrevistas, agenda cultural, leituras e muita música italiana, portuguesa e do mundo.
Programa criado e apresentado por Simone Faresin e editado por Francesco Foggy Pintaudi. Em colaboração com a editora Calboni edições.
Simone Faresin (938 731 524) Italiano, criativo, dinamizador cultural, mora em Lisboa desde o Natal 2011, é um Lisbon Lover convencido e conseguiu trazer o seu amor pelas artes criando eventos, juntando artistas e dando vida a realidades como o ArtCasa (2013-2016) o coletivo Rosa d’Eventos, o Coletivo imprevisto e o projeto Maputo Criativa (em Maputo, Moçambique 2016-2018) e a atual oásis urbana e galeria de arte Secret Garden LX na Graça. @secretgarden_lx Escritor, apresenta ao longo do programa textos inéditos e outros do seu primeiro livro Fora do Ar edito com a Calboni edições em Lisboa.
FOGGY, Francesco Pintaudi Italiano, em Lisboa desde o 2016, musico e produtor. Lançou no início do ano o seu primeiro album, músicas e vídeos nas principais plataformas on-line. @Francesco Pintaudi @foggy_project Ajuda na realização do programa e com os contactos de músicos e produtores independentes em Lisboa.
LX Revolver #3
Tracklist:
Tracklist PODCAST 3 LX REVOLVER
SIGLA
Morgan – Altrove https://youtu.be/l9VezRcVnt4
Madredeus – ao longe do mar https://youtu.be/sCQpycvSF24
Madredeus – Alfama https://youtu.be/9f0mj6QbqsI
Audio LIVE JP ENTREVISTA
Branko – SRA https://youtu.be/UzwPFZ23gRY
Red eyes tribe – Evolution https://youtu.be/6MY__wOiQrs
Howie B – take your partner by the hand. https://youtu.be/iUJ0kprtBmE