Memória de Elefante (22/09/25)

Memória de Elefante (22/09/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 22/09/25 a 28/09/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

01. The Tempos – See You in September (1973)

02. Osibisa – Chooboi (Heave Ho) (1997)

03. Steely Dan – Aja (1977)

04. Tower Of Power – Can’t You See (You Doin’ Me Wrong) (1974)

05. Couple Coffee   Conversa de Botequim (2005)

06. Gal Costa, Caetano Veloso – Que Pena (Ele Já Não Gosta Mais De Mim) (1969)

07. Trio Mocotó – Voltei Amor (2001)

08. Tim Maia – Imunização Racional (Que Beleza) (1974)

09. Victor Jara – Deja la Vida Volar (1966)

1 Álbum 100 Palavras #112: Victor Jara – Victor Jara (1966)

1 Álbum 100 Palavras #112: Victor Jara – Victor Jara (1966)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta! 

“Víctor Jara” (1966) é o primeiro álbum homónimo do grande cantor, compositor e ativista chileno. Lançado pela Demon, o disco marca o início da sua carreira fonográfica dentro do movimento Nueva Canción Chilena, trazendo canções que unem poesia social, tradição folclórica e arranjos simples, focados na voz clara e no violão expressivo. Faixas como “El Arado”, “La Luna Siempre es Muy Linda” e “Ojitos Verdes” revelam o olhar atento de Jara para o cotidiano dos trabalhadores e a beleza das paisagens andinas. Este trabalho estabelece o tom humanista e comprometido que caracterizaria toda a sua obra posterior.

Prazeres Interrompidos #405: Kōbō Abe – A Mulher da Areia (1962)

Prazeres Interrompidos #405: Kōbō Abe – A Mulher da Areia (1962)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Romance considerado uma das obras-primas da literatura japonesa pós-Segunda Guerra Mundial e que foi adaptado para o cinema, num filme de Hiroshi Teshigahara, premiado no Festival de Cannes. O Autor, já falecido, é um dos mais importantes escritores japoneses contemporâneos, sendo muitas vezes comparado a Kafka.

A história dum professor de Tóquio, entomologista nas horas vagas, que, aproveitando umas pequenas férias, partiu à descoberta de insectos das areias ainda desconhecidos e foi dar a uma aldeola no fundo das dunas, caindo, por assim dizer, numa armadilha – prisioneiro da areia, a areia que invade tudo, que se infiltra na mínima fenda e que é preciso afastar continuamente. Romance duro e angustiante que sob a exactidão dos pormenores de uma ficção realista reencontra a dimensão dos mitos eternos – uma fantasia simbólica, uma fábula, talvez uma parábola, talvez mesmo uma alegoria – uma obra insólita e duma perfeição surpreendente que revela um escritor de primeira grandeza.

Alcabala – Encarar o Vendaval (2025) (single)

Alcabala – Encarar o Vendaval (2025) (single)

Alcabala lança novo single “Encarar o Vendaval” — tema integra a coletânea Novos Talentos Fnac 2025 e antecipa álbum produzido por Makoto Yagyu

Já disponível em todas as plataformas digitais, “Encarar o Vendaval” é o novo single de Alcabala, projeto a solo do músico lisboeta João Leal, e integra também a edição de 2025 da coletânea Novos Talentos Fnac. O tema antecipa o segundo álbum de longa duração do artista, “Dinossauro Azul”, com lançamento previsto para o início de 2026. A produção do disco ficou a cargo de Makoto Yagyu (PAUS, Riding Pânico, If Lucy Fell), gravado no HAUS estúdio e masterizado por Steve Kitch.

Com letra e música de João Leal, “Encarar o Vendaval” apresenta-se como um tema de fusão sonora e narrativa conceptual. É também a primeira aparição de uma personagem central — o Dinossauro Azul — que dá nome ao disco e conduz o ouvinte por uma história de alienação, busca de identidade e resistência. A canção reflete o percurso de alguém que, apesar do conformismo inicial, encontra forças para redefinir o seu caminho, enfrentando medos e dúvidas com um propósito renovado. “Será assim tão mau encarar o vendaval?”, ouve-se, entre a tensão da percussão e os ambientes melódicos que misturam eletrónica, rock progressivo e texturas orgânicas.

O single conta ainda com arranjos de João Leal e Makoto Yagyu, com participações de Iuri Oliveira (percussão), Ana Roque (baixo) e Daniel Constantino (teclados). O videoclipe, lançado em simultâneo com a canção, foi realizado pelo artista Daniele Arcuri e recorre à animação para dar corpo ao universo do Dinossauro Azul, numa viagem visual onírica, introspetiva e envolvente.

Alcabala é o nome artístico de João Leal, músico de 25 anos com uma linguagem autoral que cruza fragilidade e experimentação, melodia e ruído, canção e abstração. As suas composições nascem da guitarra e da voz, evoluindo por entre atmosferas imprevisíveis, onde o som revela tanto vulnerabilidade quanto inquietação. Ao vivo, apresenta-se em formato solo ou com banda, tendo passado por salas como Tokyo Lisboa, Cine-Incrível (Almada), Fábrica Braço de Prata e Casa do Comum. Alcabala estreou-se nas edições discográficas no ano passado, com o lançamento do álbum “A Viagem Atrás do Sol”. 

“Encarar o Vendaval” é o primeiro capítulo do universo de “Dinossauro Azul” — um álbum conceptual que aborda o desconforto do presente e a urgência de encontrar lugar e sentido num mundo em constante colapso.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #67

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #67

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Dado Moroni Giovanni Scasciamacchia Giuseppe Bassi – Never let me go

Bill Evans – Blue Serge

Bojan Z – Ashes to Ashes

Louis Armstrong and his Hot Seven – Potato Head Blues

Duke Ellington – I Got It bad and Ain’t Good

Charles Mingus – Peggy’s blue skylight

Karu – Blackbird

Nina Simone – My Baby Just Cares for Me

Billie Holiday – God Bless the Child

Sonny Rollins – St. Thomas

Catman Plays The Blues #187

Catman Plays The Blues #187

Apresentamos esta semana o mais recente trabalho do britânico Connor Selby e recordamos o Blues intemporal de Arthur Big Boy Crudup.

Nuno da Câmara Pereira – Alentejo (2025) (single)

Nuno da Câmara Pereira – Alentejo (2025) (single) 

“Alentejo” — Nuno da Câmara Pereira no álbum “Fado! Tal como o conheci!”

No seu mais recente trabalho, “Fado! Tal como o conheci!”, Nuno da Camara Pereira dá voz ao poema “Alentejo”, uma homenagem sentida à terra, à memória e à alma portuguesa.

Com a profundidade que lhe é característica, o artista revisita o fado na sua forma mais genuína, trazendo à superfície o silêncio das planícies, o calor das vozes antigas e a melancolia que só o Alentejo sabe guardar.

Este tema é mais do que uma canção — é um retrato lírico de um território que vive dentro de quem o canta.

Produzido por Mestre Custódio Castelo, o álbum marca uma nova etapa na carreira de Nuno da Câmara Pereira, celebrando mais de quatro décadas de dedicação ao fado e à cultura portuguesa.

“Alentejo” destaca-se como um dos momentos mais poéticos do disco, evocando raízes, paisagens e afetos com a força de quem canta com verdade.

Minta & The Brook – Random Information (2025) (single)

Minta & The Brook – Random Information (2025) (single)

CRÉDITOS:

gravado no estúdio louva-a-deus, em Lisboa

por Tiago Correia e Nelson Carvalho

gravações adicionais por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

misturado por Eduardo Vinhas

produzido por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

letra e música: Francisca Cortesão

arranjo: Minta & The Brook Trout

misturado por Eduardo Vinhas

produzido por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

artwork do single: Pedro Serpa 

vídeo: filmado e realizado por Miguel Bonneville (editado por Joana Linda)

NOTAS:

o quinto álbum de estúdio de Minta & The Brook Trout está a ser criado com o apoio da Fundação GDA  

o estúdio louva-a-deus conta com o apoio do Fundo Cultural da SPA no biénio 2024/2025

Who Plays Sessions #7 (#194)

Who Plays Sessions #7 (#194)

WH0 PLAYS SESSIONS 194 

With Rue Jay 

TRACKLIST

1. Most Precious Love ft. (Barbara Tucker) )Sam Dvine remix) (0.00) Armada

2. Husko – Milkshake (5:30) Wh0 Worx

3. Ben Hemsley & Gaskin – If Your Girl (9:45) Ministry of sound  

4. Julian Fijma Get Stupid (15:00) TSZR

5. Wh0, Sam Frandisco & Marco Melissen – Let it in (20:25) Wh0 Plays  

6. The Cure & The Cause – Fish go deep (G-Double-E remix) (23:40) Dubplate 

7. Low Steppa, Rue Jay & Reza – The Creator (29:10) Toolroom Records 

8. Calvin Harris – I’m Not alone (MPH Mix) (34:00) Sony Music

9. Rue Jay, Kroose x Degrees Of Motion – Shine On (37:45) New State Music

10. Rue Jay & DJ Rae – Something Inside (41:45) Wh0 plays 

11. Todd Terry, Low Steppa, Loop Da Loop – Somethings Going On (47:00) Low Trax

12. Royksopp – What Else Is There (Wh0 Remix) 51:40 Dog Triumph

13. Xpansions – Move Your Body (Rue Jay 2025 Remix) (56:40) White Label 

Prazeres Interrompidos #404: Charles Baudelaire – As Flores do Mal (1857)

Prazeres Interrompidos #404:  Charles Baudelaire – As Flores do Mal (1857)

Prazeres Interrompidos

Autor: Octavio Nuno 

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

As Flores do Mal foi editado em 1857 provocando imediatamente um grande escândalo. Seis poemas do livro foram condenados e proibidos de circular, no dia 20 de Agosto desse ano, pelo tribunal correccional de Paris. A primeira edição era constituída por 1300 exemplares em papel Angoulème e dez em papel Vergé. Os editores Poulet-Melassis et de Broise tinham no armazém duzentos exemplares aquando da condenação e para não destruírem os livros, limitaram-se a retirar as páginas dos poemas proibidos. Nasceram assim os exemplares amputados que são disputadíssimos pelos bibliófilos, valendo quantias avultadas. Em 1992, As Flores do Mal foi pela primeira vez publicado integralmente, em edição bilingue, com tradução e introdução de Fernando Pinto do Amaral.

Jorge Rivotti – Vent froid (2025) (single)

Jorge Rivotti – Vent froid (2025) (single) id

“Vent Froid” o novo single de Jorge Rivotti retirado do álbum “…e outras canções que não quiseram ficar para Tias” – Volume 2.

De um texto da música tradicional francesa com recriação literária, é cantado agora pelo editor do próprio disco, Alain Vachier (francês a residir em Portugal há já 49 anos) e com a participação no acordeão de Fernando Nunes (Nana).

Coffee Breakz #126 – Inglorious Bastards

Coffee Breakz #126 – Inglorious Bastards

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Gorillaz — The Happy Dictator (ft. Sparks) 

2. Christian McBride — Moanin’ (ft. José James) 

3. Art Blakey and the Jazz Messengers — Moanin’ 

4. Hermeto Pascoal — Bebê 

5. Clipse — Inglorious Bastards (ft. Ab-Liva) 

6. Reverend Jesse Jackson — Introduction 

7. Grand Wizard Theodore — Subway Theme 

8. Chance the Rapper — The Negro Problem (ft. BJ the Chicago Kid) 

9. Anita Baker — Sweet Love 

10. Rasheed Chappell & Mickey Blue — Sink 

11. Little Simz — Don’t Leave Too Soon 

12. Ho99o9 — Target Practice