African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Etienne Ngbozo – Naa-koro 1
2 – Francis Bebey – Forest Nativity
3 – Netos do N’ Gumbé – Tchon Di Na Lú
4 – Kavita Shah – Cape Verdean Blues
5 – Florence Adooni – Mam Pe’ela Su’ure
6 – Orchestra Marrabenta Star de Mocambique – Matilde
7 – Abacothozi – Thema Maboneng
8 – Batsumi – Evil Spirits (1977 Version)
9 – Franklin Boukaka – Bibi
10 – Saka Acquaye & His African Ensemble From Ghana – Ebony
11 – N’ Kassa Cobra – Badjuda Bonito
12 – Jose Casimiro – Mocinhos
13 – Sum Alvarinho – Mãnha d’Inem N’gunu
14 – Sibiri Samaké – Bambara
Luster – Sou Do Porto (2025) (single)
Luster – Sou Do Porto (2025) (single)
Já está disponível “Destrambelhado”, o álbum de estreia a solo do músico e produtor Luster. Depois de anos de colaborações e atuações ao vivo, o artista nascido em Vila Nova de Gaia apresenta um disco profundamente pessoal, construído ao longo de cinco anos — entre 2020 e 2025 — e onde a identidade se faz da mistura entre vivências, sonoridades urbanas e rimas que não têm medo de mergulhar fundo. O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single e videoclipe “Sou do Porto”.
Com produção assinada maioritariamente pelo próprio Luster, o álbum conta também com a colaboração de Meireles (Caixa Cartão Collective), Boy Rodo (5DM) e Vilas Boas (2o Piso). Participam ainda Anta.Wav, Free Thirty, SPVSR, David Mourão (saxofone) e DJ Score, que contribuem para a riqueza de um disco que funde hip-hop, dub, jazz e uma linguagem lírica que oscila entre o humor, a crítica social e a introspeção. A mistura e a masterização do disco ficaram a cargo de D One.
O tema “Sou do Porto”, produzido por Meireles, é uma ode à cidade que viu crescer o artista. “As ruas, as pessoas, as tradições e as histórias, tudo misturado num prato bem temperado”, diz Luster sobre a canção, que é também uma afirmação de identidade e um gesto de revolta. “Ser do Porto também é um ato de revolta contra o centralismo e a desigualdade social”, reforça o artista. Com a participação de DJ Score nos cortes finais, o tema consolida-se como um manifesto musical com alma tripeira.
“Destrambelhado” é, nas palavras do próprio artista, “um mundo contado através do rap, um rap meio trapalhão na forma, mas sempre detalhado na mensagem”. Os três primeiros temas do álbum abrem a porta ao passado — família, memórias, crenças e desafios. Os restantes temas exploram o presente de Luster, personagem real que caminha pela cidade do Porto e retrata, em cada faixa, um retrato agudo da realidade local.
Fiel à sua identidade, Luster não esquece a sua ligação à exploração psicotrópica: “Abro ainda mais a cortina, como essa relação molda a minha realidade e pensamento. Mesmo sendo habitual, o consumo pode ser responsável e até vantajoso. Às vezes também, prejudicial… Mas nunca inconsciente.” A sonoridade jazzística, o pulsar urbano e a busca por uma mensagem positiva cruzam-se neste disco que propõe uma viagem tão crua quanto necessária.
Natural de Gaia, Luster iniciou-se na música com apenas 5 anos, na guitarra clássica. Ao longo de 15 anos de formação, sentiu que não bastava o que sabia e, de forma autodidata, explorou baixo, piano e bateria, desenvolvendo-se como produtor e multi-instrumentista. O hip-hop, o reggae, o jazz e o gospel são as suas referências — não como rótulos, mas como ferramentas para o seu verdadeiro propósito: “Transmitir para a sociedade presente uma mensagem positiva e de revitalização sonora e energética.”
O álbum “Destrambelhado” e o single “Sou do Porto” já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.
Prazeres Interrompidos #398: John Steinbeck – A Longa Noite Sem Lua (1942)
Prazeres Interrompidos #398: John Steinbeck – A Longa Noite Sem Lua (1942)
Prazeres Interrompidos
Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Escrito em 1942, aborda um tema universal que continua válido: a vitória inevitável da liberdade humana sobre a violência. O romance conta sobre o cotidiano dos habitantes de uma pequena cidade portuária ocupada por tropas invasoras na Segunda Guerra Mundial. Esse livro circulou bastante na época entre os participantes da Resistência e outros movimentos subterrâneos, em cópias mimeografadas. Os nazistas fuzilavam quem fosse flagrado com ele.
Lindu Mona – Ginga Amor (2025) (single)
Lindu Mona – Ginga Amor (2025) (single) id
Ao contrário do que muitos podem imaginar, Jinga de Angola não foi uma líder passiva ou subjugada pelos portugueses. Seu reinado, longe de ser marcado por submissão, foi um período de luta intensa contra a colonização. Diferente de um governo frágil, ela comandou os reinos de Matamba e Ndongo com astúcia e estratégia, utilizando tanto a guerra quanto a diplomacia para proteger sua terra e seu povo.
Em vez de aceitar a imposição portuguesa, Jinga resistiu. O reino de Ndongo, longe de ser um território disperso, era centralizado e possuía um sistema político organizado, no qual os sobas desempenhavam papel fundamental ao prestar tributo ao Ngola em troca de proteção. Ao contrário da ideia de que os portugueses estabeleceram o comércio, Ndongo já possuía uma ampla rede comercial consolidada, aproveitada posteriormente pelos colonizadores.
Enquanto a tradição europeia poderia sugerir a subordinação das mulheres, Jinga contrariou essa expectativa. Ao invés de ser uma figura marginal, ela foi a primeira mulher a governar Ndongo, rompendo padrões e liderando seu povo de forma firme e decidida. Sua participação na diplomacia com os portugueses não foi um sinal de fraqueza, mas sim de inteligência política: ela negociou em termos favoráveis ao seu reino e recusou submeter-se a uma vassalagem imposta.
Se a presença portuguesa poderia ser vista como uma força intransponível, Jinga provou o contrário ao enfrentar os colonizadores por décadas, recorrendo a alianças, estratégias militares e ao uso das práticas culturais e religiosas de seu povo. Sua conversão ao cristianismo, muitas vezes interpretada como submissão, foi, na verdade, um movimento tático para obter vantagens políticas.
Assim, em vez de se render à imposição europeia, Jinga se tornou um símbolo de resistência, forjando um legado de luta e autonomia para os povos da África Central. Seu reinado não foi de decadência, mas de resiliência. O contrário de um líder derrotado, Jinga marcou a história como uma soberana destemida, cuja influência ecoa até os dias atuais.
Who Plays Sessions #4 (#191)
Who Plays Sessions #4 (#191)
TRACKLIST: 00:00 – Royksopp – What Else Is There (Wh0 Remix) 05:10 – Fedde Le Grand – Liquid Music 07:41 – Johan S – Let’s Do It Again 11:13 – Low Steppa x Reza x Rue Jay – I Am The Creator 14:55 – Illyus Barrientos – Peoples Party 18:09 – DJ Snake & J Balvin – Noventa (Tony Romera Extended Remix) 20:54 – Paul Johnson – Baby (Mercer Rework) 25:10 – Wh0 & Mercer – Stronger 28:05 – Thehouseaddict – Pray 31:50 – Daniel Steinberg – Sample 34:16 – Sinner & James – In Your Dreams 38.03 – Rhythm Masters – Mutator 42:13 – Jewel Kid – What Happened 46:00 – Jonas Blue, Malive – Edge Of Desire 48:46 – Koldar – The Night 52:27 – Richard Vission – Can’t You See 54:53 – Harry Romero, Chris Lake ft. Leo Wood – Fool For Love
Cábula – Dança do Fogo (2025) (single) id
Cábula – Dança do Fogo (2025) (single) id
Os Cábula são uma banda rock portuguesa fundada a 1 de Janeiro de 2016 e formada por Ricardo Maravalhas (guitarra e voz), Leonardo Ferreira (bateria e segunda-voz) e Telmo Brandão (guitarra), elementos da bem sucedida banda Checkpoint, entretanto extinta. Após algum tempo de hiato, explorando outros projetos, os elementos fundadores retomaram o trabalho em 2024, acolhendo também Marcelo Oliveira (baixo) e César Silva (teclado) tendo, pouco tempo depois, lançado “Tempos Mortos”, o primeiro single do seu novo álbum, já em produção. A 15 de Agosto de 2025 foi lançado o segundo single do álbum, “Dança do Fogo”, e o terceiro e último single será divulgado em Outubro, a tempo do regresso da banda aos palcos, no Milheirós Fest 2025.
Trovador Urbano #64
Trovador Urbano #64
Autor: David Calderon (episódio de 26 de Agosto)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón Inicio emisiones: Año 1994 Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid) Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am Tipo: Directo Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!! Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com País: Madrid (España)
Maya – Chinfrim (2025) (single)
Maya – Chinfrim (2025) (single) id
“Nesta edição, a artista recifense MAYA apresenta a faixa “Chinfrim”, uma canção de ruptura, fatalismo e beleza, que evoca o universo sombrio e cinematográfico do trip hop com referências a Portishead, Ennio Morricone, Gal Costa e Queen. A música parte de uma exaustão emocional e encontra força na recusa: do amor, da performance e da submissão. Com letra carregada de imagens de palco, memória e colisões afetivas, “Chinfrim” faz do lamento um ato de liberdade. A produção musical de Habacuque Lima equilibra beats densos, arranjos eletrônicos e guitarras dramáticas, enquanto MAYA entrega uma interpretação intensa, crua e encantatória. Gravada em imersão no Trampolim Estúdio e Torii Synth Studio, a faixa recebe vídeo captado durante o processo criativo, lançado no canal oficial da Sound Department e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.”
Para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=F8rymooRtEA&list=RDF8rymooRtEA&start_radio=1
Memória de Elefante (25/08/25)
Memória de Elefante (25/08/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 25/08/25 a 31/08/25 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
The Doors – Summer’s Almost Gone (1968)
Wayne Shorter – Juju (1965)
Cedric Burnside – Call On Me (2018)
Alice Coltrane – Los Caballos (1976)
The Clash – Ghetto Defendant (1982)
Cesária Évora – Sabine Largam’ (2002)
Ustad Vilayat Khan – Raga Piloo (1962)
Meshell Ndegeocello, Jason Moran – Perceptions (2023)
Santana – Persuasion (1969)
Lily Laskine – Pour les enfants I. Petit reverie (1958)
1 Álbum 100 Palavras #108: Cesaria Evora – The Very Best Of Cesaria Evora (2002)
1 Álbum 100 Palavras #108: Cesaria Evora – The Very Best Of Cesaria Evora (2002)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“The Very Best of Cesária Évora” (2002) é uma coletânea que reúne alguns dos maiores sucessos da inesquecível “diva dos pés descalços”, embaixadora da morna e da música cabo-verdiana no mundo. O álbum passeia por clássicos como “Sodade”, “Petit Pays” e “Angola”, celebrando a voz profunda e melancólica de Cesária, marcada pela doçura e pela força emocional. As canções misturam mornas e coladeiras, refletindo tanto a saudade da diáspora quanto a alegria das ilhas. Esta compilação funciona como uma porta de entrada perfeita para novos ouvintes e como celebração definitiva do legado da artista que levou Cabo Verde ao mapa musical mundial.
Prazeres Interrompidos #397: Jojo Moyes – As Mensageiras da Esperança (2019)
Prazeres Interrompidos #397: Jojo Moyes – As Mensageiras da Esperança (2019)
Prazeres Interrompidos Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Alice Wright casa-se com o belo americano Bennett Van Cleve na esperança de escapar a uma vida sufocante, em Inglaterra. Mas a pequena cidade de Kentucky rapidamente se revela igualmente claustrofóbica, sobretudo vivendo Alice com o sogro autoritário. É então que é feito um apelo para a participação das mulheres da cidade numa equipa para entregar livros; um projeto da nova biblioteca itinerante de Eleanor Roosevelt. Alice adere com entusiasmo. Alice conhece assim Margery, a líder desta equipa, uma mulher autossuficiente e de discurso inteligente que nunca pediu permissão a um homem para nada. A elas juntar-se-ão três outras mulheres singulares que ficarão conhecidas como as Packhorse Librarians of Kentucky. A aventura destas mulheres – e dos homens que amam – torna-se um drama inesquecível de lealdade, justiça, humanidade e paixão. Estas mulheres, autênticas heroínas, recusam-se a ser intimidadas pelos homens ou pelas convenções. E embora enfrentem todos os tipos de perigos, não desistem da missão que abraçaram: levar a sabedoria, a leitura e o mundo fantástico dos livros até aos mais pobres e desfavorecidos. Mas quando a comunidade de Baileyville se voltar contra elas, será que a determinação – e o poder da palavra escrita – será suficiente para as salvar?
André Caroço – The Clock (2025) (single)
André Caroço – The Clock (2025) (single)
O meu nome é André Caroço e sou um artista português no universo singer-songwriter, com uma abordagem acústica e intimista. Escrevo para partilhar convosco o meu novo single, “The Clock”, lançado no passado dia 4 de maio.
A música fala do tempo como espelho interno — da pressa e das nossas ambições, que nos fazem perder no tempo, sem aproveitar o momento presente. É uma reflexão crua e honesta, que convida a parar, respirar e ouvir o que muitas vezes calamos.