Memória de Elefante rubrica semanal de 18/08/25 a 24/08/25 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
Van Morrison – Cold Wind in August (1977)
Edith Frost – Telescopic (1998)
Angelo Debarre – Le Vieux Tzigane (1998)
I’ll Never Fall In Love Again by Isaac Hayes from Black Moses (1971)
The Clash – Ghetto Defendant (1982)
Grateful Dead – Help on the Way _ Slipknot! (1975)
Sun Ra – Images (1973)
Nino Ferrer – Pour oublier qu’on s’est aimés (1971)
James Gang – Woman (1970)
Beny Moré – Magdalena (1958)
1 Álbum 100 Palavras #107: Sun Ra – Space Is The Place (1973)
1 Álbum 100 Palavras #107: Sun Ra – Space Is The Place (1973)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Space Is the Place” (1973) é um dos álbuns mais icônicos de Sun Ra e sua Arkestra, fundindo free jazz, funk cósmico e experimentalismo. Inspirado pela filosofia afrofuturista de Sun Ra, o disco propõe a música como meio de libertação espiritual e viagem interplanetária. A faixa-título, com mais de 20 minutos, é um mantra hipnótico repleto de improvisações e grooves repetitivos. Outras faixas exploram texturas espaciais, metais explosivos e vocais ritualísticos. Gravado em meio ao auge da criatividade do grupo, mistura espiritualidade, ciência e mitologia. É uma obra essencial para entender a visão radical de Sun Ra sobre música e o universo.
Prazeres Interrompidos #395: Peter Doggers – A Revolução no Xadrez (2025)
Prazeres Interrompidos #395: Peter Doggers – A Revolução no Xadrez (2025)
Prazeres Interrompidos
Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Um dos melhores jornalistas de xadrez do mundo explora a razão pela qual, após 1500 anos de existência, o xadrez nunca foi tão popular como agora.
Maze – Florir (2025) (single)
Maze – Florir (2025) (single) id
MAZE – “O Eremita”
MAZE é rapper, poeta e pedagogo. Com uma carreira marcada por rigor lírico e compromisso estético, tem vindo a construir uma obra singular no panorama do rap na língua portuguesa. Integrante do mítico coletivo Dealema, MAZE explora, a solo, um território mais íntimo e filosófico, onde a palavra nunca serve para decorar, serve para pensar, sentir, mover. Em “O Eremita”, o seu novo trabalho, entrega um álbum de maturidade e contemplação: uma travessia poética pela interioridade, onde o silêncio não é ausência, mas gesto criativo.
MAZE apresenta “O Eremita”, um disco de reclusão, escuta e renascimento.
O rapper e poeta MAZE regressa com um inesperado disco: “O Eremita”, um disco de criação íntima, produzido e gravado em 2019, demorou 6 anos até ganhar vida e agora vê finalmente a luz do dia.
O Eremita é totalmente produzido por Maze e conta apenas com a colaboração de Francesco Valente na faixa Oblívio.
Gravado de forma caseira com um microfone condensador emprestado pelo amigo Mike Ghost, o álbum nasceu num período de afastamento social e reflexão profunda, em que o artista se desligou das redes e do ruído exterior para se focar na escuta interior e nos processos criativos. “O Eremita” é um manifesto de solitude e resiliência.
Ao longo de 19 faixas, MAZE conduz-nos por uma viagem emocional, espiritual e sonora que atravessa temas como a memória, o isolamento, o milagre da criação, a vertigem do mundo moderno e a busca pela verdade.
Faixas como “Safra do Coração”, “Mil Manuscritos”, “1984” ou “Florir” revelam a densidade lírica e a riqueza sonora deste álbum que combina o rap e a palavra dita em batidas clássicas e texturas atmosféricas.
“O Eremita” não é apenas um disco, é um ciclo que se fecha e que inicia um novo caminho, numa tentativa de tocar o outro através da escuta, do verbo e do silêncio.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #72
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #72
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Giovanni Mirabassi – What’s New
Costanza Alegiani – Lonesome Valley
Mike LeDonne – Matador
Dr Lonnie Smith – Move Your Hand
Thelonious Monk – Nutty
Steve Grossman – Star Eyes
Nicholas Payton & Doc Cheatham – Stardust
Theo Croker – Soul Call || Vibrate
Fool Arcana – Magnets
Catman Plays The Blues #103
Catman Plays The Blues #103
Autor:
Manuel Pais
Leyla McCalla
The capitalist Blues
Joel Astley
Secondhand kid
Born cryin
Work with what you got
Takin it with me
Buffalo Nichols
Cold black stare
The fatalist
Turn another stone
You’re gonna need somebody on your bond
The Cadillac Kings
Cadillac Boogie
When one door closes
Beer drinkin woman
Don’t fix it
It ain’t smart
Nite Chimp – Morning Routine (2025) (single)
Nite Chimp – Morning Routine (2025) (single)
Depois da edição de singles como “Morning Routine”, os Nite Chimp editam o seu novo EP “Mold Scare”, já disponível em todas as plataformas digitais. O primeiro concerto de apresentação acontece a 27 de setembro na Casa do Comum em Lisboa.
Para conhecer Mold Scare é preciso antes a apresentação dos Nite Chimp, banda lisboeta de surf-garage rock que começou como um projeto a solo e de paixão de Csaba Simon (guitarra e voz) em 2020 em Pécs, na Hungria.
Nite Chimp bebe de artistas como Oh Sees, Wavves e The White Stripes, ao mesmo tempo que se inspira nas influências oceânicas dos Beach Boys, com uma pitada groovy da lenda do blues Bo Diddley. Desde o lançamento do EP de estreia Panel Hoopla em 2022 e o primeiro álbum Done Depot em 2023, Nite Chimp lançou dois singles em 2024 (Beach Country e Morning Routine), lançando agora em 2025 o EP Mold Scare.
“O projeto Chimp nasceu em 2020 no meio das horas mais desesperadas dos ‘blues’ do isolamento global, foi aí que aperfeiçoei a habilidade de fazer rock sozinho. Fui muito influenciado pelos meus heróis de música DIY e comecei a fazer música no quarto na altura em que o projeto ainda era exclusivamente a solo”, refere Csaba Simon.
Os Gorillaz também são parte fulcral na formação dos Nite Chimp – até como o nome indica na ligação primata entre os dois -, não só como influência direta na sonoridade como pela rejeição que Damon Albarn deu a Csaba Simon quando este se candidatou a uma vaga para xilofonista na mítica banda britânica.
É neste contexto que o artista ruma em direção ao ocidente, não só encontrando o Atlântico como também Lisboa pelo caminho e na sua música. Formam-se assim os Nite Chimp, já em formato banda e que se podem considerar alfacinhas de crescimento, mas com referências sonoras e líricas que combinam várias culturas tornando-se num híbrido luso-húngaro de afinidades britânicas.
Mold Scare é um EP de 5 canções e que representa bem o híbrido de referências que são os Nite Chimp, tanto na sua escrita, como nas temáticas que aborda e na sonoridade em que tudo é envolvido. Há faixas de surf rock da Costa da Caparica sobre solidão, hinos cínicos sobre rotinas, jornadas elétricas sobre algumas das maiores ânsias que vivemos, como a emergência climática, o extremismo político ou a injustiça de um sistema capitalista viciado. Tudo isto ganha corpo com instrumentos tão diversos que vão desde a guitarra elétrica aos bongos, da marimba à pandeireta.
A partir de 1 de agosto este novo EP já está disponível em todas as plataformas digitais e pode ser ouvido na sua totalidade.
A primeira apresentação ao vivo de Mold Scare acontece já no próximo dia 27 de setembro na Casa do Comum, no coração do Bairro Alto, em Lisboa. Os bilhetes já estão à venda.
Ivo Dias – Joao Pestana (2025) (single) id
Ivo Dias – Joao Pestana (2025) (single) id
IVO DIAS – JOÃO PESTANA Ivo Dias dá continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver desde 2021 com este projeto inspirado no universo da música infantil. Sem cair na infantilização, o artista procura explorar esse imaginário através de singles que, em conjunto, contarão uma história e culminarão na criação de um álbum.
“Com esta canção tento demonstrar que estamos todos adormecidos, que procuramos dar sentido às nossas vidas com escolhas que nos dividem e nos fazem ser menos sociais, apesar de elas serem de cariz profundamente social. Tento falar com o ouvinte de uma forma paternal, com uma canção de embalar, mas o intuito do estímulo é exatamente o oposto”. – diz Ivo Dias.
Who Plays Sessions #3 – Wh0 Plays Sessions Episode 190 with Johan S
Who Plays Sessions #2 – Molly Mouse (August Wh0 2025)
Wh0 Plays Sessions Episode 190 with Johan S track list (w time stamps):
00:24 Johan S – Let’s Do It Again (Extended Mix)
04:37 Flo.Von, Max Metzinger – C’mon (Extended Mix)
06:36 Danny Rhys, Loz Seka – Got To Move (Extended Mix)
10:35 CID – Can You Really Feel Me (Extended Mix)
14:18 Deep Fiktion & Stephani B – Calling For More (Extended Mix)
18:16 Sinner & James – In Your Dream (Extended Mix)
21:29 Johan S – A Higher Place (Extended Mix)
25:13 Sophia Guerrero (feat. May Marnie) – Body Move (Extended Mix)
29:09 Camila Jun – Tell Us (Extended Mix)
31:16 Crystal Waters x ManyFew – You & Me (OFFAIAH Remix)
35:14 Camisra & James Hype – Let Me Show You (Extended Mix)
39:19 Sam Frandisco & Steve Martano – Rio (Extended Mix)
41:56 Jose De Mara, DGRACE – Keep On Pushing (Extended Mix)
43:47 Dario Nunez, Lobo Miro – Out Of Mind (Extended Mix)
46:52 Alaia & Gallo – Lipstick (Extended Mix)
50:20 Earth n Days, Franco Moiraghi – House Experience (Extended Mix)
54:34 Wh0, Josh Parkinson, CHRSTPHR – I Wanna Be Free (Extended Mix)
58:25 Wh0 & Mercer – Stronger (Extended Mix)
DJ SHALABY #11 – Mixtape 18
DJ SHALABY #11 – Mixtape 18
MIXTAPE 18 Dj Shalaby
Year Of Release: 2025
Genre: Arabic Pop and Hip hop from Egypt, Yemen, Tunesia, Syria, Lebanon, Palestine, Maroque, Saudi-Arabia, Marocco
Total Time: 29:25 min
Tracklist
1. Nagham Saleh, Shalaq 2024, Egypt
2. Nifrach Farach – Solo Moderna Remix SHIRAN, 2021, Yemen
3. Lullysnake-Hannah Montanaa 2025, Tunesia
4. Hala-Ento Kom-2025, Egypt
5. Wiha (Zeina Aftimos, Munsef Turkmani, and Sami Abou Louh)-Theeba, 2022, Syria
Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)
Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Entre os Dois Palácios, primeiro volume da famosa Trilogia do Cairo, é um retrato abrangente e evocativo de uma família e de um país em luta pela independência numa sociedade que há séculos resiste à mudança.
Tendo como cenário a ocupação britânica do Egipto imediatamente após a I Guerra Mundial, este romance narra a história da família Gawwad. Ahmad, um comerciante da classe média, governa a sua casa rigorosamente segundo os princípios do Alcorão, enquanto à noite explora os prazeres do Cairo.
Tirano em casa, Ahmad obriga a mulher e as suas duas filhas, delicadas e oprimidas, a viverem prisioneiras por trás das machrabiyyas do seu próprio lar, enquanto os seus três filhos varões vivem com medo da sua vontade severa.
“Escrita digna de um Tolstoi, um Flaubert ou um Proust.” – THE INDEPENDENT
“Luminoso… Toda a magia, mistério e sofrimento do Egipto dos anos 20 do século passado são traduzidos numa escala humana.” – THE NEW YORK TIMES BOOK REVIEW
“Mahfouz é mestre na construção de cenas dramáticas e no retr ato pormenorizado de personagens complexas.” – PUBLISHERS WEEKLY
Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single)
Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single)
O projeto musical Vanguarda, criado pela artista Vanessa Ferreira, lançou nas plataformas digitais o seu primeiro single “What Whispers Hide”, uma faixa etérea e experimental que explora, através da voz e de ambiências, a força interior e simbólica do feminino.
Disponível em todas as plataformas digitais, o single marca a estreia pública deste projeto português. Uma produção que funde camadas vocais, diversas texturas sonoras e uma abordagem estética, espiritual e emocional, com a voz como elemento principal.
“Esta música nasceu de um impulso intuitivo. Cantava-a repetidamente, como aquelas músicas que ficam presas na nossa cabeça. A certa altura, tive mesmo de a compor. Quis que a voz se tornasse o centro desta peça. Começa com um sussurro e, pouco a pouco, revela-se, multiplica-se e torna-se cada vez mais forte, em camadas, com a força da própria música”, explica Vanessa Ferreira, fundadora do projeto.
Embora este primeiro lançamento se situe num universo etéreo e vocal, Vanguarda propõe-se como um projeto multifacetado e experimental, com raízes no rock alternativo, rock progressivo e art rock, e pretende explorar sonoridades contrastantes. Este primeiro tema marca apenas o início de uma viagem criativa em expansão, onde outras estéticas, linguagens e direções musicais serão exploradas.