Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)

Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Entre os Dois Palácios, primeiro volume da famosa Trilogia do Cairo, é um retrato abrangente e evocativo de uma família e de um país em luta pela independência numa sociedade que há séculos resiste à mudança.

Tendo como cenário a ocupação britânica do Egipto imediatamente após a I Guerra Mundial, este romance narra a história da família Gawwad. Ahmad, um comerciante da classe média, governa a sua casa rigorosamente segundo os princípios do Alcorão, enquanto à noite explora os prazeres do Cairo.

Tirano em casa, Ahmad obriga a mulher e as suas duas filhas, delicadas e oprimidas, a viverem prisioneiras por trás das machrabiyyas do seu próprio lar, enquanto os seus três filhos varões vivem com medo da sua vontade severa.

“Escrita digna de um Tolstoi, um Flaubert ou um Proust.” – THE INDEPENDENT

“Luminoso… Toda a magia, mistério e sofrimento do Egipto dos anos 20 do século passado são traduzidos numa escala humana.” – THE NEW YORK TIMES BOOK REVIEW

“Mahfouz é mestre na construção de cenas dramáticas e no retr ato pormenorizado de personagens complexas.” – PUBLISHERS WEEKLY

Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single)

Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single) 

O projeto musical Vanguarda, criado pela artista Vanessa Ferreira, lançou nas plataformas digitais o seu primeiro single “What Whispers Hide”, uma faixa etérea e experimental que explora, através da voz e de ambiências, a força interior e simbólica do feminino.

Disponível em todas as plataformas digitais, o single marca a estreia pública deste projeto português. Uma produção que funde camadas vocais, diversas texturas sonoras e uma abordagem estética, espiritual e emocional, com a voz como elemento principal.

“Esta música nasceu de um impulso intuitivo. Cantava-a repetidamente, como aquelas músicas que ficam presas na nossa cabeça. A certa altura, tive mesmo de a compor. Quis que a voz se tornasse o centro desta peça. Começa com um sussurro e, pouco a pouco, revela-se, multiplica-se e torna-se cada vez mais forte, em camadas, com a força da própria música”, explica Vanessa Ferreira, fundadora do projeto.

Embora este primeiro lançamento se situe num universo etéreo e vocal, Vanguarda propõe-se como um projeto multifacetado e experimental, com raízes no rock alternativo, rock progressivo e art rock, e pretende explorar sonoridades contrastantes. Este primeiro tema marca apenas o início de uma viagem criativa em expansão, onde outras estéticas, linguagens e direções musicais serão exploradas.

Do. Prata – Aurifero (2025) (single)

Do. Prata – Aurifero (2025) (single) 

Texto descritivo: “Aurífero” fala sobre o processo de procurar sentido através da criação — a tentativa de tocar algo maior através da arte. É uma reflexão sobre a exigência pessoal, a comparação, e a vontade de manter-se fiel a si mesmo no meio do ruído que possa existir. A música representa a transformação do pensamento em sentimento e do sentimento em algo que possa ser partilhado. É o fecho do meu EP Índice Temporal, e talvez o tema que melhor espelha aquilo que me move enquanto artista.

Lx Revolver #10: SHALABY EGY-PT

Lx Revolver #10: SHALABY EGY-PT

Autor: Simone Faresin & Calboni Edições

Entrevista com Dj Shalaby 

Inclui

MIXTAPE 18 Dj Shalaby

Year Of Release: 2025

Genre: Arabic Pop and Hip hop from Egypt, Yemen, Tunesia, Syria, Lebanon, Palestine, Maroque, Saudi-Arabia, Marocco

Total Time: 29:25 min

Trovador Urbano #62

Trovador Urbano #62

Autor:

David Calderon

(episódio de 12 de agosto) 

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single)

Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single) id

O ser, o não ser, o sentir o existir e o viver. Quantos de nós saberemos a diferença entre estas definições que nos moldam o dia a dia? O foco está na consciência e na vontade que temos de viver em comunhão connosco e com os nossos ideais, seguindo os nossos princípios e lutando pelos nossos sonhos. Se assim não for, somos mais um número, uma pessoa que existe no meio de outras tantas.

O novo álbum dos Wipeout Beat é um manifesto! A sonoridade que o compõe só podia ter acontecido assim — não por cálculo, mas por necessidade!

O título It Happens Because We Are, Not Because We Exist vem de uma corrente filosófica: o acidentalismo.

O acidentalismo foi impulsionado por Bruno Simões (Tu metes Nojo, Sean Riley) e a referência a esta filosofia fica como homenagem a este grande amigo. Trata-se de uma forma de dizer que o mundo não segue caminhos previsíveis ou confortáveis, mas sim acontecimentos que sucedem por acaso.

O terceiro disco dos Wipeout Beat é cru, direto, sem clichês, adornos ou virtuosismos desnecessários. É o som do momento a acontecer, sem pedir licença.

Alimenta-se da energia punk, vai beber ao espírito electro, à estética synthwave e à pulsação hipnótica do krautrock. Ao mesmo tempo, encontram-se ecos do minimalismo de nomes como Philip Glass ou Steve Reich, onde a repetição é uma forma de meditação sonora. Também se sente a herança dos Suicide, crua e industrial, com o toque lo-fi muito próprio dos Wipeout Beat. Tudo isto filtrado através da sua velha companheira de guerra: uma caixa-de-ritmos Roland CR-8000, que dita o compasso com teimosia mecânica e groove inegável.

As músicas não se preocupam em ser acessíveis ou fáceis. São densas, exigem tempo e pedem entrega. Mas quem aceita o convite, encontra um mundo inteiro por explorar. Um universo onde o som é matéria viva, onde os teclados “meio a brincar” se transformam em armas emocionais e onde a guitarra e as vozes não comandam, flutuam.

Gravado entre jams, improvisações e obsessões sonoras, este terceiro LP arrisca e provoca. Apresenta musicas construídas como paisagens em mutação constante, onde a repetição se transforma em viagem. Não é só música — é textura, é tensão, é libertação! São peças onde cada camada é colocada com intenção, mas sempre com espaço para o erro criativo, para a emoção crua que só existe naquele instante em que carregamos no botão “record” e tudo pode acontecer.

Este disco é, também, o reflexo da liberdade que só uma banda madura, sem pressões externas, pode alcançar. Wipeout Beat não esão a tentar provar nada. Estão apenas a existir, a fazer o que mais gostam: criar música intensa, honesta e inclassificável.

“Isto é assim porque tinha que ser assim. Não seria a mesma coisa se fôssemos por caminhos já percorridos.”

Memória de Elefante (11/08/25)

Memória de Elefante (11/08/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 11/08/25 a 18/08/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

01. Love – August (1969)

02. Manabendra Mukherjee – Amar Bijon Ghare (2007)

03. Pat Metheny Group – Have You Heard (1989)

04. Candido Camero – Afro Blue (1958)

05. Adele Sebastian – Belize (1981)

06. Crosby, Stills, Nash & Young – Woodstock (1974)

07. Nino Ferrer – Pour oublier qu’on s’est aimés (1971)

08. PBill Evans – The Peacocks (1981)

09. Tom Waits – Blow Wind Blow (1987)

10. Domenico Modugno, Modugno – La donna riccia (1958)

1 Álbum 100 Palavras #106: Crosby, Stills, Nash & Young – So Far (1974)

1 Álbum 100 Palavras #106: Crosby, Stills, Nash & Young – So Far (1974)

Um podcast de Francesco Valente:

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“So Far” (1974) é uma coletânea de Crosby, Stills, Nash & Young, reunindo sucessos dos primeiros álbuns Crosby, Stills & Nash (1969) e Déjà Vu (1970), além dos singles exclusivos “Ohio” e “Find the Cost of Freedom”. Com faixas icônicas e atemporais como “Suite: Judy Blue Eyes”, “Teach Your Children” e “Our House”, o álbum destaca as harmonias vocais marcantes e letras introspectivas. Lançado para acompanhar a primeira grande turnê do grupo, alcançou o topo da Billboard e foi multiplatina. A capa, pintada por Joni Mitchell, é emblemática. “So Far” é um registro essencial da era dourada do folk rock.

Prazeres Interrompidos #393: Salman Rushdie – A Feiticeira de Florença (2008)

Prazeres Interrompidos #393: Salman Rushdie – A Feiticeira de Florença (2008)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um jovem viajante europeu loiro, que se intitula “Mogor dell’Amore”, o Mogol do Amor, chega à corte do verdadeiro Grão-Mogol, o imperador Akbar, contando uma história que começa a obcecar toda a capital imperial. O estrangeiro pretende ser o filho de uma princesa mogol perdida, a irmã mais nova de Baber, avô de Akbar: Qara Köz, a “Dama Olhos Negros”, uma grande beldade alegadamente possuidora de poderes de encantamento e feitiçaria que é feita cativa, primeiro por um chefe guerreiro uzbeque e a seguir pelo xá da Pérsia, e que se torna por fim amante de um tal Argalia, um soldado da fortuna florentino, comandante dos exércitos do sultão otomano. Quando Argalia regressa à terra natal com a sua amante mogol, a cidade fica hipnotizada com a sua presença, o que dá azo a grandes complicações.

Mas será a história do Mogor verdadeira? Caso o seja, o que aconteceu à princesa perdida? E. se ele mente, terá de morrer?

A Feiticeira de Florença é a história de uma mulher que procura ser senhora do seu próprio destino num mundo de homens. Irmana duas cidades que quase não se conhecem: a hedonista capital mogol, onde o inteligente imperador se debate diariamente com questões de crenças, desejos e a traição dos filhos, e o mundo florentino, igualmente sensual, de poderosos cortesãos, filosofia humanista e desumana tortura.

Estes dois mundos, tão distantes, acabam por se revelar estranhamente semelhantes, e ambos são dominados pelos encantamentos das mulheres.

Daniela Galhoz – Happier (2025) (single)

Daniela Galhoz – Happier (2025) (single) id

Depois da energia contagiante de “Wild and Fun”, a cantora e compositora Daniela Galhoz regressa com “Happier”, o seu segundo single, já disponível em todas as plataformas digitais. O tema aprofunda a proposta artística de Daniela — marcada pela honestidade lírica e pela sensibilidade pop — e antecipa o seu álbum de estreia, atualmente em produção.

“Happier” nasce de uma pergunta simples, feita em voz baixa diante do espelho: “Estás bem?”. É uma balada introspetiva que oscila entre a esperança e a dúvida, entre o que aprendemos em crianças e aquilo que descobrimos à medida que crescemos. “Terá sido uma loucura acreditar nas histórias que sonhava em criança?”, questiona a artista, dando voz ao desencanto, mas também à coragem de continuar a procurar significado.

Num registo mais contido e emocional, Daniela expõe a fragilidade e a força que coexistem na jornada de nos tornarmos adultos. “Happier” não oferece respostas fáceis, mas algo talvez mais valioso: um espaço para sentir, reconhecer a confusão e aceitar que não temos de estar sempre bem.

Com apenas 24 anos, Daniela Galhoz vive atualmente em Madrid, depois de ter iniciado o seu percurso musical no Reino Unido. Entre Cambridge e Londres, apresentou-se em salas como The Half Moon e Amersham Arms, consolidando uma identidade sonora que cruza indie alternativo, pop confessional e influências anglo-saxónicas. Em Espanha, subiu a palcos como o Intruso e El Pez Gato, onde começou a partilhar canções que são retratos de uma geração que vive entre a esperança e o cansaço.

“Happier” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e marca o segundo capítulo de um percurso que Daniela quer autêntico, luminoso e plural. Uma canção para quem procura ser fiel a si mesmo — mesmo quando isso significa admitir que não está tudo bem.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #73

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #73

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Badbadnotgood – Talk Meaning

Bo!Led – Titolo Segretato

Jim Snidero – Minor Relief

Joe Farnsworth – New York Attitude

Billy Cobham – Searching for the Right Door/Spectrum

Pepper Adams – Hastings Street Bounce

Lee Konitz & Gerry Mulligan – These Foolish Things

Lex Gordon –  Gnu?

Louis Armstrong & Ella Fitzgerald –  They Can’t Take That Away from Me

Catman Plays The Blues #104

Catman Plays The Blues #104

Autor:

Manuel Pais

Shakura S’Aida
-One monkey don’t stop the show

B.B. King
-Ain’t nobody here but us chickens
-Caldonia
-Outskirts of town
-Saturday night fish fry
-Ain’t that just like a woman
-Let the good times roll

Mississippi Fred McDowell
-Highway 61
-Wished I was in heaven sittin down
-Baby please don’t go
-You got to move
-Kokomo Blues