1 álbum 100 palavras #105: Baden Powell – Tristeza on Guitar (1966)
1 álbum 100 palavras #105: Baden Powell – Tristeza on Guitar (1966)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Tristeza on Guitar” (1966) é um dos álbuns mais celebrados do violonista brasileiro Baden Powell, gravado no Rio de Janeiro e lançado pelo selo alemão MPS/SABA. Nele, Baden combina virtuosismo técnico e profundo lirismo, explorando samba, bossa nova e ritmos afro-brasileiros. O repertório traz clássicos como “Manhã de Carnaval” (Luiz Bonfá) e composições próprias em parceria com Vinícius de Moraes, como “Canto de Ossanha” e “Canto de Xangô”, impregnadas de espiritualidade e sofisticação harmónica. Acompanhado por músicos como Milton Banana e Copinha, Baden cria um diálogo entre tradição e modernidade, consolidando este disco como um marco do violão brasileiro.
Boa escuta!
Prazeres Interrompidos #391: Martin Latham – Crónicas de um Livreiro (2020)
Prazeres Interrompidos #391: Martin Latham – Crónicas de um Livreiro (2020)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Esta é a história da nossa relação amorosa com os livros, quer os organizemos nas nossas prateleiras, inalemos o seu cheiro, rabisquemos nas suas margens ou apenas nos enrosquemos com eles na cama. Levando-nos numa viagem através de leituras de conforto, bancas de livros de rua, bibliotecas míticas, vendedores ambulantes, panfletos radicais, clientes de livraria extraordinários e colecionadores fanáticos, o livreiro Martin Latham revela a curiosa história da nossa – e da sua – obsessão pelos livros.
Em parte história cultural, em parte carta de amor aos livros e em parte memórias relutantes, estas são as crónicas de um livreiro que honra o seu ofício.
LIVRO DO ANO 2020 PARA O SPECTATOR E PARA O EVENING STANDARD
«Uma alegria. Cada capítulo tornou-se instantaneamente o meu favorito.»
David Mitchell, autor de Atlas das Nuvens
Sucuri – Bike (2025) (single)
Sucuri – Bike (2025) (single) id
Banda brasileira de reconhecimento internacional, BIKE apresenta o primeiro single do novo disco: oiça Sucuri
O grupo que é referência da nova psicodelia completa uma década de existência e vai editar Noise Meditations em Setembro – o vinil já está em pré-venda
A banda brasileira BIKE, referência na nova psicodelia e autora de cinco álbuns, apresenta agora Sucuri, o primeiro single do novo disco – que marca os 10 anos de existência do projeto – com edição prevista para Setembro. “Sucuri é uma canção que traz a interação da terra natural com a terra ocupada”, conta o guitarrista e vocalista Júlio Cavalcante. O tema propõe uma reflexão que convida a aprender a interagir com a natureza animal. Oiça aqui.
No arranjo, o ritmo pulsante da percussão e da bateria remete aos mestres brasileiros Dom Um Romão e Robertinho Silva, conferindo uma levada dançante, tribal e contemporânea. As guitarras, por sua vez, cantam como pássaros ruidosos – melodias que voam e improvisam livremente – guiadas por drones que acompanham a música do começo ao fim.
A letra de Sucuri é inspirada na lenda Yube e a Sucuri, da tradição indígena Kaxinawá, em que um homem apaixona-se por uma mulher sucuri. Para viver esse amor, ele também transforma-se em sucuri, e mergulha no mundo profundo das águas. Lá, descobre uma bebida alucinógena que oferece poderes de cura e acesso ao conhecimento — uma metáfora poderosa para os estados de transe, transformação e sabedoria espiritual que a música evoca.
O tema é um dos 10 que compõem o repertório de Noise Meditations, sexto disco da banda que já tem vinil em pré-venda (acesse o link aqui). Para aqueles que garantirem o LP antecipadamente, o vinil chegará antes da data de lançamento nas plataformas de streaming. Uma iniciativa que busca conversar diretamente com o público cativo da banda que os acompanha em turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos.
BIKE é formada por Júlio Cavalcante (voz e guitarra), Diego Xavier (voz e guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino – novo integrante que passa a assumir o baixo.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #74
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #74
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Franco Cerri – Blues For Jo
Django Reinhardt – Nuages
John Dennis – Odissey
Stacey Kent – Bonita
Gato Barbieri – Brazil
Bansigu Big Band – Giant Steps
Brad Mehldau – Blackbird
Broken Shadows – Una Muy Bonita
Ornette Coleman – Lonely Woman
Catman Plays The Blues #105
Catman Plays The Blues #105
Autor: Manuel Pais
Curley Bridges My girl Josephine
Chris O’Leary Lost my mind Who robs a musician Funky little club on Decatur
Buddy Fleet Linin Track Mama’s Kitchen Hideaway on’t you lie to me Mississippi sea
Luther Tucker Person to person Playboy I hate to see you go Sweet sixteen Keep on drinking
Tomás Meirelles – Sei (2025) (single)
Tomás Meirelles – Sei (2025) (single) id
Tomás Meirelles lança novo single ‘Sei’
Depois de nos entregar o ‘Sonho’, Tomás Meirelles lança ‘Sei’, um novo single, com uma sonoridade mais alegre e descontraída.
Esta nova canção nasce da vontade de criar algo mais leve e alegre em termos de ritmo — um contraste propositado com a profundidade emocional da letra, e que chega na altura certa.
“Comecei a compor esta música no meu jardim, com a guitarra ao colo. Foi um momento simples, mas marcante. Percebi logo que a canção queria seguir um caminho muito próprio”, afirma o artista.
A melodia esconde uma letra onde a nostalgia e as memórias de uma relação que já terminou continuam vivas. É essa dualidade — entre o som e o sentimento — que torna esta faixa tão especial.
A canção conta com a participação do cantor e compositor João Só, que colaborou na escrita da letra, trazendo um contributo emocional e lírico especiais que já lhe são característicos. “O João entendeu exatamente aquilo que eu queria dizer, mesmo nas entrelinhas. Trabalhar com ele foi um privilégio.” acrescenta Tomás.
Nas guitarras e percussões, o talento de Francisco Sales foi determinante para levar a música a um novo patamar. O artista conclui “O Francisco deu à canção uma nova alma. Quando ouvi o que ele criou, percebi imediatamente: era isto que eu estava à procura sem saber.”.
Este single é um retrato honesto de uma relação que já não existe, mas que continua viva nos lugares, nos gestos e nas canções. Uma história que, mesmo com finais imperfeitos, ficou eterna.
Eternizou-a assim, Tomás Meirelles, numa canção que nos leva aos sonhos mesmo com os pés bem assentes na terra. ‘Sei’ encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Bruno Pereira – Melancolia (2025) (single)
Bruno Pereira – Melancolia (2025) (single) id
“Nascido a 8 de Setembro de 1995, Bruno Pereira deu os seus primeiros passos na música com apenas 7 anos, ao integrar as fileiras de um grupo coral no município mais a norte do país (Melgaço), projeto no qual permaneceu durante 14 anos.
Em 2016, iniciou um percurso em formato acústico, onde realizava covers em concertos para diferentes públicos, num trajeto em crescendo que teve como momento de maior destaque a sua participação num concerto de António Zambujo em Agosto de 2019.
Em Março de 2024 apresentou “Ainda Espero Que Me Escrevas”, o primeiro tema original que nasceu através de um poema da autoria de Joana Malheiro, em jeito de homenagem a alguém que partiu cedo demais.
Em Julho de 2025 (disponível a 17 de Julho no YouTube com um lyric vídeo e no dia seguinte disponível em todas as plataformas digitais), apresenta “Melancolia”, resultado de uma nova parceria entre Bruno Pereira (autor da música e da letra) e Rui Paiva, responsável pelo arranjo, produção e com participação ativa, nomeadamente, ao nível dos coros do tema. Com uma roupagem voltada para o pop rock e uma sonoridade “vintage”, “Melancolia” é o segundo single de um autor que procura – através da ambiguidade da sua letra – fazer o ouvinte viajar pelas suas memórias, experiências e histórias de vida.”
Who Plays Sessions #1 – Rue Jay (WPS 188)
Playlist Lançamentos Julho 2025
Playlist Lançamentos Julho 2025
A Radio Olisipo recebe diariamente solicitações de músicos que pretendem divulgar suas obras. A cada mês publicamos uma seleção em formato de playlist, com temas de álbuns, new releases e singles em destaque. Aqui apresentamos a playlist dos destaques do mês de Julho 2025. Boa Escuta!
Playlist Lançamentos Julho 2025 I
01. Leo Valmont – Ignore the current (2025) (single)
02. Marla – Vejo Tudo Morrer (2025) (single)
03. Neon Soho – Shall We Begin (2025) (single)
04. Pedro Sáfara E Vitorino – Tanto Tu (2025) (single)
05. Pomadinha – Time (2025) (single)
06. Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single)
07. João Svayama – Plantio (2025) (single)
08. Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)
09. Rafa – Giro o disco (2025) (single)
10. Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single)
11. Lituo – Estrondoso fim (2025) (single)
12. Coletivo A Perifeira – Saint John’s (2025) (single)
13. Marta Sofia – Preto e Branco (2025) (single)
14. Carlos Félix – Quero Ir (2025) (single)
15. Henrique Tomé – Rope (2025) (single)
16. Andre Viamonte & Janeiro – Tanta Pena (2025) (single)
17. Tomás Rocha – Panamá (2025) (single)
Playlist Lançamentos Julho 2025 II
18. Baco – Não Estás Lá (2025) (single)
19. João Svayama – Há um infinito (2025) (single)
20. Martim Taborda – Brisa Coisa Breve (2025) (single)
21. Too Many Suns – Teenage Dreams (2025) (single)
26. Barry White Gone Wrong – Deep House (2025) (single)
27. Silva Lining Band – All I Know (2025) (single)
28. Esteves sem Metafísica – Dar-me de volta (2025) (single)
29. Jonny Abbey – Jiji’s whisper (2025) (single)
30. Astra Vaga – Cor-de-Rosa (2025) (single)
31. Mar – Old Money (2025) (single)
32. Marcelo Lobato – Vida Rasteja (2025) (single)
33. Jay Mezo – Vinho (2025) (single)
BEST OF JUNE 2025 B&W Humanist and Street Photography Corner
Prazeres Interrompidos #390: 2001: Uma odisseia no espaço Arthur C. Clarke (1968)
Prazeres Interrompidos #390: 2001: Uma odisseia no espaço Arthur C. Clarke (1968)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monólito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido, uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick.
Jay Mezo – Vinho (2025) (single)
Jay Mezo – Vinho (2025) (single)
Jay Mezo serve ‘Vinho’ – uma Nova Bossa Nova
‘Vinho’ é o último lançamento do cantor e compositor luso-brasileiro Jay Mezo antes do tão aguardado álbum de estreia ‘Só, Tão’.
O artista de sucessos como ‘Tudo O Que Lá Vai Um Dia Volta’ e ‘Funk Triste’ apresenta agora esta que é, para si, “uma nova Bossa Nova”, que traz as suas raízes brasileiras na sonoridade, nos ritmos e funde com a portugalidade das palavras e do bom vinho.
Esta nova faixa reflete a sua identidade artística singular: uma fusão arrojada entre a tradição da bossa nova, os ritmos urbanos do Hip-Hop e a sensibilidade melódica do Pop contemporâneo. O resultado é uma Bossa moderna, pessoal e absolutamente única.
Neste novo tema, o artista resgata o espírito contemplativo da Bossa Nova e apresenta-o com uma nova roupagem: beats urbanos, arranjos minimalistas e uma poética que se dirige à realidade emocional do presente, marcada pela migração, pela sensação de não-pertença e pelas cicatrizes invisíveis de quem vive entre geografias e identidades. A canção conta com produção de b-mywingz e letra do próprio artista.
‘Vinho’ entra no corpo, desta vez, como metáfora de um estado entre extremos, sem que o seu efeito seja físico, mas apenas sonoro e emocional. Os extremos abordados enaltecem dor e alívio, presença e ausência. É uma canção despida, ou melhor, vestida de vulnerabilidade de quem se encontra entre fronteiras físicas e emocionais.
“No fundo desse mar estou eu / No fundo desse mar tão frio / Confundo os imorais com os meus / E afundo nesse mar vazio”
Mais à frente, a metáfora do mar transforma-se em imagem de exílio emocional: “Eu bebo vinho pra ficar mais cá / Eu bebo vinho pra ficar mais claro / Eu bebo vinho pra ficar machucado / Eu bebo vinho pra ficar mais cá”.
“É como se as feridas encontrassem abrigo, ou quase-cura, em forma de canção” afirma o cantor.
Com raízes no Brasil e em Portugal, Jay Mezo destaca-se como uma das vozes mais singulares da nova música lusófona. A estética cruza sotaques, géneros e emoções com naturalidade, aliando a introspecção urbana portuguesa ao lirismo da tradição brasileira. A sua obra rompe fronteiras estilísticas, com influências que vão do R&B ao funk triste, passando pelo spoken word e pela música popular brasileira.
Com presença confirmada no festival AgitÁgueda, no próximo dia 14 de Julho, Jay sobe ao palco com um espectáculo que promete traduzir em som e emoção todo o universo que constrói nas suas canções. ‘Vinho’, a sua nova canção, encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.