Depois do envolvente single de estreia ‘Sulfuraste’, Lituo regressa com ‘Estrondoso Fim’, um seguimento linear e musical daquela que foi a primeira canção que nos deu a conhecer.
O ‘Estrondoso Fim’ é, para o artista, o fim de um martírio. De um estado indesejado, quase que impingido forçosamente e o qual, finalmente, acaba.
“A manipulação que aparentemente pressupõe a aniquilação do outro, de mim, sem se perceber nada do que está a acontecer. Um estado de hipnose involuntário que te tira o brilho, a paz e afasta-te de ti. Estive numa prisão mexicana de alta insegurança. Perdi-me de mim. Mais uma vez entra a música que sustenta a sobrevivência e nos faz vislumbrar a luz que afinal ainda não desistiu de nós, só parecia que sim. Já não te quero mal, só já não te quero.” afirma o artista sobre este fim, que é também a sua nova canção – a conclusão do sofrimento.
Ao ouvirmos este tema, somos quase levados para um universo paralelo, onde ressoam ecos de uma canção de intervenção. O início sugere, com igual força, uma tempestade repentina ou o estático confuso de uma televisão sem sinal. A voz de Lituo embala a dor com uma doçura crua, e, em conjunto com os coros, harmonias, violino e piano, transporta-nos até esse Estrondoso Fim — belo, sim, mas implacável, a corroer-nos dia após dia. Cada nota soa como uma carta de despedida, selando o fim de uma história inevitável.
“Quando um “outro não existe”, não é verdadeiro, é mentira de si mesmo, entrega na relação aquilo que é. Mentira. Enxofre. Quando um é a intenção da Oração e no outro habita o imundo, o sujo, o falso, alimenta-se e bebem-se, num espaço que deveria ser Sagrado, águas sulfuradas, lamacentas e “chocas”. Quando um “não sabe que é filho de deus desenhado à medida” da oração que se quer construir, “enganos e enganados” caminham numa rede armadilha sem chão. Dói de um horror tamanho e um mergulho profundo aos infernos da nossa essência é um chamado. Estes espaços narrados na mentira precisam da coragem de almas que sabem mergulhar o caminho do luto e ser desmascarados e transformados à Luz do Amor. Da dor gerada ressurgir o Dom, a Arte, a Música que estava escondida dentro de nós, a gritar por nós. Nenhum encontro é frívolo. Do amargo e cáustico brotam, porque fazemos essa escolha, pétalas de rosas, com espinhos. Do lodo e do lamacento o “deus” que nos habita floresce, quando o conseguimos ouvir e dar-lhe espaço para Criar através de nós e do nosso sofrimento. Do abismo nasce o fecundo. Renascemos e ajudamos outros a renascer. Do estrondoso fim somos o princípio.” Ana Catarina S. Infante
Lituo, nome artístico de Carlos Martins, artista de vários ofícios, fez parte de vários projetos musicais como Zedisaneonlight, em 2002, Umpletrue em 2007 e Caruma, entre 2010 e 2017.
Atualmente é um dos músicos intervenientes na Associação Portuguesa de Música nos Hospitais desde outubro de 2017, até ao presente. “Foi nesta associação que entendi o real poder transformativo da música, de como uma música com intenção pode resgatar momentos, memórias, pessoas, colocando-as em contacto com elas próprias e com os outros. A música será a plataforma onde todos se encontram num lugar comum, uma base que sustenta a experiência, a identificação, a compaixão capacitada pela vibração sonora que nos aproxima e proporciona a verdadeira conexão.” afirma o artista.
Este novo tema conta com letra de Lituo, coros de Nuno Ramos, Maria Inês Rebelo e Inês Correia, vários instrumentos peculiares que nos levam exatamente para esse universo único: violino por Maria Inês Rebelo, Violoncelo e Teclados por Hugo Correia, Braguesa e Contrabaixo por Adelino Oliveira, Da Ruan por Rui Costa e Percussões por Iuri Oliveira. Já a produção conta, tal como em Sulfuraste, com Paulo Bernardino.
‘Estrondoso Fim’ continua a dar início à história musical de Lituo, e encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Trovador Urbano #57
Trovador Urbano #57
Autor:
David Calderon
(episódio de 08 de julho)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)
Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)
Após sete anos a construir a sua identidade musical, a banda Paper Hearts, prepara-se para dar um passo decisivo com o lançamento do seu primeiro álbum em 2025.
Formada por Ana Luz, vocalista com ascendência belga e Carolina Roque, guitarrista natural da margem sul, as Paper Hearts formaram a banda em Lisboa com o objetivo de criar músicas simples, mas memoráveis, que ressoem no coração de quem as ouve. A amizade profunda que uniu as duas artistas ao longo dos anos é a força motriz por trás das suas composições, que são ao mesmo tempo sinceras e universais.
O álbum foi produzido por Sérgio Mendes, um nome bem conhecido no cenário musical português. Sérgio Mendes foi o responsável por moldar o som das Paper Hearts, ajudando-as a criar uma sonoridade única que mistura simplicidade e profundidade emocional.
Especial agradecimento também ao Diogo Sousa, que gravou as baterias do álbum e deu à música a energia rítmica característica das Paper Hearts.
A banda promete um álbum repleto de músicas que, tal como obras de arte, são criadas para deixar uma marca duradoura.
Ao vivo juntam-se Telmo Gonçalves no baixo e André Figueiredo na bateria.
As Paper Hearts estão agora prontas para se afirmar como uma nova e vibrante presença na cena musical portuguesa.
Rafa – Giro o disco (2025) (single)
Rafa – Giro o disco (2025) (single)
Depois de “aqui não há quem não dance.”, em que rafa. fez da música um mote para pôr todos aqueles que o ouvem a dançar em qualquer lugar, o artista apresenta, agora, “giro o disco.”, o terceiro single do seu EP ‘sobre viver.’ — uma viagem sonora para deixarmos de sobreviver e termos espaço para viver.
Com alma disco e corpo dance-pop, “giro o disco.” é mais do que uma música: é um manifesto em forma de som e imagem. Em cima de beats brilhantes com uma nostalgia dos anos 80, rafa. renova, com força e vulnerabilidade, o grito sobre quem dita as regras, quem impõe as normas — e garante, que “somos nós” quem toma a decisão e assume o controlo.
“giro o disco.” é o ponto de viragem: do recusar em sobreviver preso a padrões até à celebração em tomar o controlo da sua própria narrativa.
“Foi a música que mais me desafiou entre todas as do “sobreviver.”: a nível pessoal por ser um grito de revolta contra tudo aquilo que me prende, como também, a nível profissional por saber que é um estilo musical difícil de ser aceite em Portugal” – afirma rafa. com a promessa de que “gira o disco.” mas que não vai tocar o mesmo.
Com um refrão que nos transporta para uma visão leve da vida e uma mensagem de resistência suave e objetiva, esta faixa promete ecoar tanto nas pistas de dança como nas playlists com propósito de bem-estar. A “giro o disco.” fala diretamente a uma geração que recusa silenciar-se e que quer viver com coragem, autenticidade — e com voz.
João Svayam – Plantio (2025) (single)
João Svayam – Plantio (2025) (single)
O Cantigas de Ser é o primeiro disco (longa duração) de João Svayam com a banda que o suporta. Nasceu de um movimento de expansão destas cantigas do cantautor a outros músicos. No disco tocam João Svayam (guitarra, voz, sitar e adufe), Rui Miguel Aires (handpan, viola da terra, guitarra, bajin), João Mata (voz), Bárbara de Sá (voz), Hugo “Vicky” Marques (bateria), José Lencastre (saxofones alto e tenor) e Ary (baixo).
“Cantigas de Ser” é um conjunto de 8 cantigas, com foco em temas focados na existência, no contacto com a Natureza, com os mundos visíveis e invisíveis das nossas relações, parte de um cancioneiro maior, e inspiradas pelas Ilhas dos Açores, por Arruda dos Vinhos, pelas Beiras e as suas paisagens visuais, imaginárias e musicais, pela infância, pelo presente e pela vida.
A sua sonoridade viaja entre os autores que João Svayam ouve desde pequeno (José Afonso, José Mário Branco, Fausto, entre outros), até às sonoridades da música do subcontinente indiano, de tradições musicais associadas à meditação, e a sonoridades folclóricas de cá e de outros lugares.
Foi criado em residência artística, na StartUp Cultural de Arruda dos Vinhos, no fim de 2023, no momento em que João Svayam convidou Bárbara de Sá, Rui Miguel Aires, João da Mata, Hugo “Vicky” Marques e José Lencastre, para tocar 8 temas da sua autoria. Ao longo de três meses a banda criou arranjos únicos para cada tema, com concerto de apresentação como meta. Em Dezembro de 2023 o concerto deu-se no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos.
Em Janeiro de 2024, começam as gravações nos Toolateman Studios com Ary, resultando num processo de criação maravilhoso com os músicos.
Plantio
Plantio fala sobre como as relações entre seres humanos podem, quando vividas de forma consciente, aberta e com vontade de um mergulho na profundidade, funcionar como as sementes do nosso futuro. Uma cantiga de viagem, que fala sobre conhecer-se a si mesmo através das histórias que criamos sobre os outros e com os outros.
Memória de Elefante (07/07/25)
Memória de Elefante (07/07/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 07/07/25 a 13/07/25 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
Al Di Meola Project – July (1985)
Weather Report – Birdland (1977)
John Zorn, Craig Taborn, Christian McBride, Tyshawn Sorey – Agbas (2016)
Mercedes Sosa – Gracias A La Vida (1993)
Béla Fleck and the Flecktones – Hurricane Camille (1990)
Sixto Rodriguez – Can’t Get Away (2012)
Vitorino – Queda do império (1985)
Santana – La Fuente del Ritmo (1973)
Sezen Aksu – Zalim (1996)
1 álbum 100 palavras #101: Bela Fleck And The Flecktones* – Bela Fleck And The Flecktones (1990)
1 álbum 100 palavras #101: Bela Fleck And The Flecktones* – Bela Fleck And The Flecktones (1990)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Béla Fleck and the Flecktones” (1990) é o álbum de estreia do virtuoso do banjo Béla Fleck e sua inovadora banda The Flecktones, formada por músicos como Victor Wooten no baixo e Future Man na percussão eletrónica. O disco mistura bluegrass, jazz, funk e música eletrónica, criando um som único e futurista apelidado de “blu-bop”. Destacam-se faixas como “The Sinister Minister”, que valeu ao grupo um Grammy, e “Sea Brazil”, evidenciando a técnica excepcional e a criatividade dos músicos. Este álbum abriu caminho para novas possibilidades sonoras, rompendo barreiras entre géneros e consolidando os Flecktones como referência da música instrumental contemporânea.
Prazeres Interrompidos #383: Vinicius de Moraes – Todo Amor (2013)
Prazeres Interrompidos #383: Vinicius de Moraes – Todo Amor (2013)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Vinicius de Moraes reinventou o amor. O tema parecia velho quando ele aliou a poesia dos livros à música popular, trazendo o amor para o centro das atenções como uma emoção sempre nova. Com organização do poeta Eucanaã Ferraz, Todo amor reúne mais de cem fragmentos — entre cartas, crônicas, poemas e letras de canção — que formam um painel admirável e apaixonante. De “Eu sei que vou te amar” até “Canto triste”, o leitor pode observar a enorme variedade de formas que esse sentimento assume na produção do poeta: a alegria, a tristeza, o ciúme, a devoção absoluta, a veneração, o arrependimento, o perdão, o lance cômico e a expectativa do fim.
Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single)
Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single) id
Dez anos após o lançamento do disco de estreia “Último Caboverdiano Triste” — e com o álbum “Pomba Pardal” (2019) e inúmeras colaborações pelo caminho — Cachupa Psicadélica (Luís Gomes) prepara-se para lançar seu novo disco, “Qrê voltá”, que será editado com o apoio da Fundação GDA. A canção que dá nome ao disco é o primeiro single de avanço e chega às plataformas de streaming no dia 18 de junho.
“Quando no mundo tudo tem um preço, ter um lugar para onde regressar e o amor te espera para con3rmar que o melhor da vida é de graça… Qrê voltá”. (Luís Gomes).
Este tema conta com a participação especial do guitarrista Timorense Kay Limak e vem acompanhado de um visualizer, com imagem de Raquel da Silva e do realizador luso-suiço Basil da Cunha.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #78
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #78
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Pasquale Grasso
Bill Charlap
Irreversible Entanglements
Chet Baker
Dexter Gordon
Billy Higgins
Fred Hersch & Enrico Rava
Alan Pasqua, Darek Oles, Peter Erskine
Weather Report
Pasquale Grasso – In a Mellow Tone
Bill Charlap – Out Of Nowhere
Irreversible Entanglements – Lágrimas Del Mar
Chet Baker – In Your Own Sweet Way/My Funny Valentine
Dexter Gordon – Our love is here to stay
Billy Higgins – A Night Has Thousand Eyes
Fred Hersch & Enrico Rava – Cheek to Cheek
Alan Pasqua, Darek Oles, Peter Erskine – Stickslap
Weather Report – Rockin’ in Rhythm
Catman Plays The Blues #181
Catman Plays The Blues #181
Autor:
Manuel Pais
Neste mês de Julho, mês de festivais um pouco por todo o lado, iremos até Chicago e ao seu festival de Blues de 2025 que ocorreu nesta cidade no passado mês de Junho. Ficamos esta semana com um concerto de tributo á cantora Denise Lassale desaparecida em 2018.
Nesta muito justa homenagem escutaremos as vozes das cantoras Mz Reese, Thornetta Davis e Nora Jean Bruso.
Pomadinha – Time (2025) (single)
Pomadinha – Time (2025) (single)
Pomadinha estreiam “Time”, o primeiro single com letra
A banda rock portuense anuncia 3 concertos para o mês de junho
Pomadinha, uma das bandas rock emergentes do Porto lança “Time”, o seu primeiro tema com letra, marcando uma nova fase criativa. Com sonoridade cinematográfica, “Time” reflete sobre algo tão simples quanto urgente: o tempo não se compra.
A canção nasceu de uma melodia assobiada numa garagem de hotel, evoluindo naturalmente em ensaio até se tornar um hino emocional e cru, como já é marca da banda. O tema tornou-se até inside joke — o grupo de WhatsApp da banda passou a chamar-se “TTTTIIIIIIIMMMMMMEEEE”, como descrição de um bug mental.
A canção nasceu de uma ideia do Marco Barbosa (guitarrista), que compôs a letra e a malha base, desenvolvida depois em conjunto pela banda. A produção e gravação ficaram a cargo de Gonçalo Cabral, com master de Pedro Rafael Santos.
O lançamento antecipa uma semana recheada de concertos. A banda sobe ao palco da ESAD (Matosinhos) a 18 de junho, numa festa de final de aulas organizada pela associação de estudantes. Seguem-se os concertos no RCA Radioclube Agramonte (Porto) a 20 de junho e a final do Indie Talents – Indie Music Fest, no Centro Cultural de Paredes, a 21 de junho.
“Time” já está disponível em todas as plataformas digitais e é acompanhado por vídeo ao vivo.