Memória de Elefante (16/06/25)

Memória de Elefante (16/06/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 16/06/25 a 22/06/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

01. Nina Simone – Memphis in June (1959)

02. Stan Kenton – Carnival (1956)

03. Willie Colon – El Malo (1967)

04. Raffaella Carrà – Sono nera (1978)

05. Below The Bassline – Ernest Ranglin (1996)

06. Nick Drake – Fruit Tree (1969)

07. Isotope – Temper Tantrum (1974)

08. Augustus Pablo – Ital Dub (1974) – Road Block (1974)

09. Hermeto Pascoal & Grupo – Rebuliço (1987)

1 Álbum 100 Palavras #98: Ernest Ranglin – Below The Bassline (1996)

1 Álbum 100 Palavras #98: Ernest Ranglin – Below The Bassline (1996)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Below the Bassline” (1996) é um álbum do guitarrista jamaicano Ernest Ranglin, reconhecido pela habilidade em fundir jazz, reggae e ska com influências caribenhas e africanas. Neste trabalho, Ranglin explora grooves e melodias cativantes, combinando técnica refinada com uma sensibilidade rítmica única. O álbum destaca seu virtuosismo e sua capacidade de criar atmosferas envolventes, com faixas que transitam entre o groove dançante e momentos mais introspectivos. “Below the Bassline” reafirma Ranglin como uma lenda viva da música jamaicana, capaz de inovar e preservar as raízes sonoras do Caribe com elegância e criatividade. Este álbum destaca-se pela colaboração com Monty Alexander.

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #375: Kazuo Ishiguro – O Gigante Enterrado (2015)

Prazeres Interrompidos #375: Kazuo Ishiguro – O Gigante Enterrado (2015)

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova — será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? 

Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R.R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, O gigante enterrado fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

Ilana Volcov – Acariciando (2025) (single)

Ilana Volcov – Acariciando (2025) (single)

ACARICIANDO
Álbum de Ilana Volcov, cantora paulistana radicada em Lisboa, e de Cristovão Bastos, pianista carioca, gravado do Porto e lançado pela gravadora brasileira Biscoito Fino (março/2025).
O repertório contempla autores como Abel Ferreira, Tom Jobim, Guinga, Vadico, Edu Lobo, Aldir Blanc, Chico Buarque e Paulinho da Viola, passando por diversos géneros musicais como valsa, choro, maxixe e samba-canção.

ADVERTÊNCIA

Acariciando é uma breve coleção de canções fantásticas*: tudo acontece no âmbito da imaginação, entre devaneios, desejos, suposições.

Num exagero à duplicidade, como numa sala de espelhos, o duo (de voz e piano) ilustra diálogos. Fictícios, irreais. Conversas internas, silenciosas, de alguém com o seu amor – ou sobre ele. E quem as escuta, por meio de reflexões ilusórias, não são os destinatários, mas o ouvinte do álbum!

* Termo emprestado do gênero literário marcado pela fantasia, pelo sobrenatural, a literatura fantástica.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #220

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #220

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Anthony Braxton → Too Marvelous for Words

Tomin → Movement

Tomin → Warm Canto

Tommaso Perazzo & Marcello Cardillo → Alba Sul Mare

Paul Bley → Improvisation on Black and Blue

Louis Armstrong → Black and Blue

Jimmie Lunceford → For Dancers Only

Tony Scott → Lover Man (Oh, Where Can You Be)

Billie Holiday → You Don’t Know What Love Is (Take 1-3)

Ella Fitzgerald → You’ve Changed

Catman Plays The Blues #178

Catman Plays The Blues #178

Para o programa desta semana recorremos ao baù das memórias e recordamos um magnífico album da dupla Memphis Slim-Willie Dixon e ainda o único e excelente trabalho da cantora Mavis Staples para a Alligator Records.

Maria do Monte – Nunca Mais Era Sábado (2025) (single) id

Maria do Monte – Nunca Mais Era Sábado (2025) (single) 

Nunca Mais Era Sábado estreiam-se com “Maria do Monte” — uma viagem sonora por uma floresta encantada e eletrónica

Já se encontra disponível “Maria do Monte”, o single de estreia do projeto Nunca Mais Era Sábado. O tema, gravado no estúdio Blue House e com videoclipe realizado por Tiago Cerveira, é uma viagem noturna por uma floresta onde o mistério espreita a cada passo. Entre paisagens oníricas moldadas pela ruralidade encantada da lua cheia, a ameaça do lobo e ecos de eletrónica sombria, “Maria do Monte” desenha uma fábula moderna pronta para ser desbravada.

O projeto, que junta Diogo Félix (FeMa), Eduardo Ricarte e Daniel Silva, nasceu da amizade entre os três músicos e do amor partilhado pela música e pela cultura popular portuguesa. A canção agora editada foi uma das selecionadas pela convocatória MIC: Música Independente de Coimbra (2024), marcando o arranque de um percurso que culminará no EP de estreia, intitulado “Quatro Corpos”.

De uma garagem no topo da Serra dos Candeeiros para o universo da música independente nacional, Nunca Mais Era Sábado é uma proposta que cruza a vida rural com a experimentação sonora. Daniel Silva assume o baixo, Diogo Félix (a voz e os instrumentos melódicos, e Eduardo Ricarte a percussão e as vozes. Juntos, compõem canções onde a serenidade do quotidiano bucólico se encontra com texturas eletrónicas e elementos da música moderna.

“Maria do Monte” é o primeiro passo de uma caminhada que promete surpreender pela forma como funde tradição e vanguarda, natureza e enigma, dia e noite — numa linguagem sonora própria, tão atmosférica quanto telúrica.

O single e o videoclipe de “Maria do Monte” já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.

Pink Pussycats From Hell – Hellton John (2025) (single)

Pink Pussycats From Hell – Hellton John (2025) (single) 

 Pink Pussycats From Hell – HEIII

E se existirem deusas com forma de gato, todas irmãs, cada uma vestindo uma tentação diferente que andam em modo independente e altivo, tal como um gato doméstico, a rondar os seres humanos numa versão toca e foge sensual que faz qualquer um ficar desarmado, podendo até desmaiar, acordando com riffs graves no calor do inferno?

Em HElll isso é possível. Existe uma mitologia felina onde três gatas irmãs: “Hellsa”, “Hell Niña” e “Helektra” estão dispostas a abanar os seres humanos, causando desordem e alguma inquietação. Cada uma delas com o seu poder de tentação, podem tornar-se bastante viciantes.

No submundo onde elas vivem, podem conseguir várias formas de encantamento e fazer com que o ser humano desperte a cavalgar por entre as chamas quentes do rock’n’roll que ocupam um belo espaço no inferno. Este inferno está cheio de riffs electrizantes e densos que são acompanhados por uma bateria garageira e uma voz grave e encorpada que ajudam ao aconchego do calor. Tudo isto disperso por 9 contos que compõem a história de HElll.

Os Pink Pussycats From Hell lançam agora o seu terceiro álbum, HElll, a sair no dia 20 de Janeiro com o selo da Raging Planet. Como cartão de visita, apresentaram “Hellsa” a 20 de junho de 2024 e “Hellektra” a 9 de Dezembro, ambos acompanhados de videoclipes.

Caravananana – Tequila (2025) (single)

Caravananana – Tequila (2025) (single) 

Os CARAVANANANA apresentam os seus novos singles: LONELY BIRD / TEQUILA. Já disponíveis nas plataformas digitais.

Entre concertos, tours e tocar na rua, os Caravananana fizeram uma breve paragem em Lisboa no Estúdio Roma 49 para gravar estes dois singles. Entre os quais Lonely Bird, que tem um videoclipe gravado entre o Porto e a sua cidade natal de Setúbal. Para partilhar estes singles os Caravananana embarcaram numa tour de 3 meses rumo à Inglaterra!

Pedro Venceslau na voz e guitarra, João Figueiras na bateria, Mauro no baixo e participação especial de José Zambujo na flauta transversal e saxofone. Este é o power trio que certamente vos vai pôr a mexer!

Ilana Volcov – Odalisca (2025) (single)

Ilana Volcov – Odalisca (2025) (single) 

ODALISCA
Single

Música: Guinga
Letra: Aldir Blanc

Intérpretes: Ilana Volcov / Cristovão Bastos

Animação. Marcio H Mota

Ilana Volcov e Cristovão Bastos lançaram, em março, o single da canção ODALISCA, de Guinga e Aldir Blanc, acompanhada de um videoclipe de animação de Marcio H Mota.
A música foi criada para concorrer à trilha sonora de uma novela como tema de uma personagem inspirada em “La Gioconda”, de Leonardo da Vinci. Por esta razão, Guinga desenvolveu a valsa a partir da primeira frase melódica de “Mona Lisa” (Ray Evans / Jay Livingston). A melodia sinuosa do violonista inspirou a letra de Aldir Blanc, centrada numa dançarina. Entretanto, a musa da canção é descrita de forma poética, metafórica, com espaço para cada ouvinte imaginar sua própria odalisca, de acordo com seu ideal feminino.

A tarefa do animador Marcio H Mota era ilustrar a tal musa, sem apelar para padrões de beleza. Assim, o videoclipe retrata a odalisca de forma imprecisa, em tons de rouge e manchas de aquarela, para diluir biotipos corporais e convidar o espectador a completar a figura na sua imaginação.

Animação :: Marcio H Mota

Voz, Direção Artística e Produção Executiva :: Ilana Volcov 

Piano e Direção Musical :: Cristovão Bastos 

Gravação, Mixagem e Masterização :: Carlos Fuchs

Assistentes de gravação :: Bárbara Santos e Rui Velho Rebelo

Estúdios :: Arda Recorders e Tenda da Raposa

Editora :: Universal Music Publishing

Distribuição :: Biscoito Fino

Logo :: Estúdio m-cau

Gravada, mixada e masterizada no Porto, Portugal, e animada em São Paulo, Brasil.

Prazeres Interrompidos #374: João Tordo – Hotel Memória (2007)

Prazeres Interrompidos #374: João Tordo – Hotel Memória (2007)

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Onde termina a culpa e começa a expiação? Em Nova Iorque, um estudante apaixona-se por uma rapariga enigmática com quem vive uma intensa relação. Mas a morte desta, inesperada e violenta, enche o protagonista de culpa e remorso, lançando-o numa espiral descendente até o transformar num vagabundo, sem dinheiro e sem posses. Prisioneiro do Memory Hotel, um pardieiro da baixa de Manhattan que parece destinado a albergar criaturas perdidas como ele próprio, é contratado por Samuel, um milionário excêntrico, para procurar um fadista português emigrado para os estados Unidos quarenta anos antes.

Tendo Nova Iorque como pano de fundo, dos anos sessenta até ao presente, e criando a figura inesquecível de Daniel da Silva, o fadista que conquista Manhattan com o seu talento, Hotel Memória é, ao mesmo tempo, um romance de mistério e aventura nos meandros da condição humana – uma história simultaneamente intrigante e comovente, que lida com os fantasmas da memória, da culpa e da redenção.

aBAND’onados – Baixar os Braços (Não) (2025) (single)

aBAND’onados – Baixar os Braços (Não) (2025) (single) 

aBAND’onados lançam novo single “Baixar os Braços (Não)” Um grito de resistência contra a rotina

Os aBAND’onados, banda de rock de Coimbra, lançam o single “Baixar os Braços (Não)”, o primeiro avanço do seu álbum de estreia com o mesmo nome, que será editado no dia 11 de julho.

Esta música é um manifesto de resiliência pessoal, nascido do confronto com a rotina sufocante e da vontade de mudar. Com este tema, os aBAND’onados traduzem em música o que muitos vivem em silêncio: a luta interior por sentido, movimento e identidade.

“O tempo não espera, os braços não vou baixar” é o verso que resume a essência do single – um convite direto à ação, ao despertar e à quebra da apatia.

A letra descreve a vida de alguém preso ao ciclo casa-trabalho, isolado no próprio quarto, mas que recusa continuar estático.

“Baixar os Braços (Não)” é, assim, um hino à persistência e à autonomia, com energia contagiante e uma mensagem atual.

Este é o primeiro de três singles que antecedem o lançamento do álbum.