Não existe um vazio absoluto, mas um estado mínimo de energia,
o chamado “estado fundamental”.
(Deepak Chopra)
Um sentimento de inquietude, cuja origem não sabia definir,
começou a habitar-me.
Durante algum tempo senti necessidade de me isolar, alternando
entre meditações e a composição de paisagens sonoras. Tornei-me
numa espécie de posto de escuta à procura de “estações” num
gigantesco rádio cósmico.
Às vezes chegavam-me mensagens vindas de várias fontes e origens:
do interior da Terra, de um ponto distante na galáxia ou de outra
dimensão algures no Cosmos… ou de dentro de mim próprio.
Senti e ouvi a Luz, as sombras, mundos e civilizações deste e de outro
tempo (e sem tempo algum); o Vazio absoluto e também pleno de
possibilidades; a luz ténue de uma centelha a nascer no interior de
gigantescos núcleos de Matéria Negra.
A Teia Cósmica que une os corpos celestes e tudo o que É.
A Humanidade, feita do pó das Estrelas e o Amor, energia que nutre,
que expande e materializa .
Este álbum é uma partilha desta experiência, uma centelha na
experiência coletiva maior, a de Ser.
Assim foi, assim É.
Fiat Lux
Mariana Guimaraes – Quando te conheci (2025) (single)
Mariana Guimaraes – Quando te conheci (2025) (single)
Mariana Guimarães
Em tempos tão conturbados e agitados, “Quando te conheci” é mais do que uma música, é uma experiência de amor, de paz, de cura. É uma canção sobre o amor que nos leva à paz dentro de nós, à paz nas nossas relações, à paz no mundo.
Coffee Breakz #112 — Blood-Stained Katanas
Coffee Breakz #112 — Blood-Stained Katanas
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
2. Crisi, Reverand William Burks, Rugged Monk, RZA, Tré Irie, Leggezin, Bobby Digital, Kinetic, 60 Second Assassin & Christ Bearer — Take the Sword, pt. III
3. Thundercat — Dragonball Durag
4. Ilan Eshkeri — The Way of the Ghost
5. Yoshida Brothers — Overland Blues
6. DJ Krush — Song 2
7. Kitaro — Theme From Silk Road
8. Taiko Drum Ensemble — Nimba/Matsuri Daiko
9. Kodo — O-Daiko
10. Michio Miyagi & Yoko Suzuki — Haru no Umi
11. Tengger Cavalry — Blood Sacrifice Shaman
Eugenia Cecchini – Relampeia (2025) (single)
Eugenia Cecchini – Relampeia (2025) (single)
Xote de Sampa: “relampeia” é estreia do EP “ay, amor!”, de Eugenia Cecchini
Faixa teve produção musical e arranjos de Davi Bernardo e sai no próximo dia 07 de abril, segunda-feira
Difícil imaginar quem nunca tenha “sorrido por dentro” ao se encontrar com a pessoa amada. Para Eugenia Cecchini, a cena é digna de fazer um coração relampejar. É nesse sentido que a atriz, cantora e violonista abre a trilha de seu EP de estreia, “ay, amor!”, produzido e arranjado por Davi Bernardo. “relampeia” chega até as plataformas de música no dia 07 de abril, segunda-feira – escolha onde escutar.
Xote de Sampa – “relampeia” tem um tanto de Céu, outro de Mautner. É uma canção referenciada por ritmos tradicionais nordestinos, mas envolta numa atmosfera paulistana, onde Eugenia atua com teatro há 17 anos. Cantar e compor profissionalmente veio um pouco depois. Entre 2020 e 2022, fez a série de lives “Live Love”, cantando sobre o amor. Compôs para teatro e cinema, participou de fonogramas e circulou com o show de variedades “Mulheres que Riem com os Lobos” por bares da cidade de São Paulo. Em 2023, lançou o single-clipe “Embananada” e prepara, agora, o lançamento do EP “ay, amor!”.
“As músicas nascem em um momento muito particular de descoberta amorosa, quando passo a olhar e me encantar pelo feminino. Amores que pareciam ser possíveis mas que por diversas circunstâncias não avançaram. São canções que surgem nessa toada de amor e apaixonamento, por algo novo e que também pode se tornar inacessível em pouco tempo. E o que sobra é ausência, falta”, comenta Eugenia. Em meio a esse percurso, há um momento em que é possível levantar e começar de novo e fazer pulsar o corpo. Toda vez que te vejo, relampeia meu coração.
Maria João – Tudo O Que Quis (2025) (single)
Maria João – Tudo O Que Quis (2025) (single)
Natural da cidade berço de Portugal, com apenas 20 anos, Maria João estreia-se com ‘Tudo O Que Quis’ e uma sonoridade muito própria, muito dela e das suas raízes, da tradição que bebe e carrega, e daquilo que a faz sonhar.
Cresceu com a música à sua volta: da tábua de ferro em miniatura fazia um piano, da sala de estar fazia um palco, e da família os seus espetadores. Desses palcos de brincar a estudar música a sério foi um ápice – dedicou-se à música durante 8 anos, a formação musical e instrumentos, neste caso, piano, trompete e voz.
Surge o The Voice Portugal na sua vida e, de repente, um brilhante segundo lugar na edição de 2023. Foi então que percebeu que este seria o caminho, “Tudo O Que Quis”.
“Desde então interesso-me imenso sobre a escrita de canções e de que forma posso expressar aquilo que sinto e vivo para elas com o propósito de outros se puderem identificar comigo. O que mais desejo é isso mesmo, que possam usar a música para a banda sonora da vossa vida.” afirma Maria João.
Em ‘Tudo O Que Quis’ a artista tentou passar-nos exatamente tudo o que quer, o que deseja, o que ambiciona. “A letra desta canção é a minha vida, os meus pensamentos, os meus gostos, os meus sonhos. É um espelho daquilo que digo, da forma como gosto das pessoas que me rodeiam, das asneiras que por vezes faço, de amores não correspondidos.” acrescenta.
Nada tem sido banal neste caminho, e não será certamente na sonoridade que nos entrega, pois o seu grande objetivo é transportar toda a tradição que tem bebido nos locais por onde passa e de onde é. A sonoridade tradicional com muita alegria em cada frase leva-nos exatamente ao Minho, de onde é Maria João — esta sonoridade faz-nos imaginar e pensar nos avós que viveram para o trabalho, que nasceram num meio fechado e conservador. Um meio onde o amor era simples, guardado com muita sensibilidade e cuidado no coração de cada um.
“Que privilégio é querer fazer um single que transmita toda esta vivência, esta coragem e força de crescer, de querer ser alguém, de querer ter um amor, de não querer ter ninguém, de querer.” conclui a artista.
Este projeto reflete a forma como a cantora vê as pessoas que a rodeiam e as suas vivências. Revê-se ao escrever para quem vive com ela neste “mundo maluco” porque são, como refere, “os primeiros a contar-me peripécias das suas vidas e dar mote para as minhas canções. E é tão bom escrever sobre as pessoas de quem gosto.”.
O single de estreia de Maria João conta com letra da própria e de Vitor Lusquiños, e produção de Gabriel Faria. Encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Astra Vaga – Lamento (2025) (single)
Astra Vaga – Lamento (2025) (single)
“Lamento” é o single de estreia de Astra Vaga, o novo projeto de Pedro Ledo
Pedro Ledo, músico português com duas décadas de atividade em projetos como The Miami Flu e Lululemon, estreia-se agora com Astra Vaga, assumindo pela primeira vez a composição e escrita em português. O single de estreia, “Lamento”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado por um videoclipe.
Com influências que oscilam entre o rock, o pós-punk e o dream pop, Astra Vaga é um exercício de libertação artística e pessoal. Após anos a cantar em inglês e a conciliar a música com uma carreira no mundo corporativo, Pedro Ledo propõe-se a um novo começo. “Durante anos vivi uma vida dupla, dividida em duas realidades: de dia, trabalhava num emprego com grandes responsabilidades; à noite, mergulhava num mundo secreto para criar música e trabalhar com vídeo analógico. Tenho sentido, com cada vez mais força, que se não tentar agora viver de forma diferente, talvez nunca venha a descobrir o que é realmente viver da arte”, partilha.
“Lamento” é uma canção de despedida e frustração – mas também de autodescoberta. “Tenho vivido numa busca constante por uma relação que, para minha tristeza, acabou sempre em desilusão. No entanto, quanto mais ouço a canção, mais percebo que também estou a cantar sobre mim e a minha relação comigo próprio”, explica o artista. A faixa retrata um desencanto amoroso que, inevitavelmente, se transforma num retrato íntimo da própria existência. Para Pedro Ledo, este foi também um tema dos mais sensíveis, frágeis e difíceis do disco – razão pela qual o escolheu como ponto de partida.
O single assenta em camadas contrastantes: linhas de baixo melódicas com ressonância gótica, batidas aceleradas que evocam urgência, sintetizadores inspirados em videojogos japoneses dos anos 90 e guitarras distorcidas que remetem para uma infância marcada pela nostalgia e pela evasão. Esta tensão entre peso e leveza reflete o conflito interno do artista, dividido entre a liberdade criativa e os constrangimentos do mundo empresarial.
Ao vivo, Astra Vaga apresenta-se em formato quarteto, com duas guitarras, baixo e bateria. O visual de Pedro Ledo — inspirado na moda japonesa dos anos 1980-90 — não é apenas estético, mas simbólico: os fatos corporativos que veste são uma crítica ao modelo de vida frio e eficiente do mundo do trabalho, e uma declaração de emancipação pessoal.
Com um percurso que inclui atuações em festivais e palcos como o NOS Alive, Lisbon Psych Fest, L’International Paris (França) e Wavves Wien (Áustria), Pedro Ledo dá agora um novo passo com Astra Vaga, apostando numa identidade mais crua, sincera e portuguesa.
O single “Lamento” conta com letra e música de Pedro Ledo, mistura de Zé Nando Pimenta (ARDA Recorders) e masterização do próprio artista. As fotografias são da autoria de Hugo Adelino e o styling de Manuel Couto.
“Lamento”, assim como o videoclipe que acompanha o lançamento, realizado por Nicolás Sánchez, já está disponível em todas as plataformas digitais.
Faya – Desde un Son (2025) (single)
Faya – Desde un Son (2025) (single)
O trio multicultural Faya lança o seu primeiro EP, uma obra que funde influências musicais de todo o mundo, resultado de anos de viagens e criação compartilhada. Com seis músicas que incluem sonoridades da América Latina, dos Balcãs e da Índia, o EP oferece uma viagem sonora carregada de emoções intensas e matizes delicados, com flauta, guitarra, violino, vozes e percussões. O primeiro single, “Seu Grito”, foi lançado no dia 25 de novembro de 2024, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Esta canção coral denuncia a violência de género e o feminicídio, prestando também homenagem às raízes culturais afro-brasileiras. Com colaborações de artistas internacionais, o EP já está disponível em todas as plataformas de streaming.
Para celebrar o lançamento, Faya apresentará a sua música ao vivo numa série de concertos que incluem:
Memória de Elefante rubrica semanal de 21/04/25 a 27/04/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
01. Massive Attack – Five Man Army (2012 Mix_Master) (feat. Horace Andy & Tricky) (1991)
02. Laurel Aitken – Green Banana (2015)
03. Charles Mingus – Boogie Stop Shuffle (1959)
04. King Crimson – Book Of Saturday (1973)
05. Joe Henderson – Afro-Centric (1969)
06. Mário Laginha – Onagra (2022)
07. The Johnny Shines Band – Black Panther (1994)
08. David Bowie – Wild Is the Wind (1976)
1 Álbum 100 Palavras #90: Charles Mingus – Mingus Ah Um (1959)
1 Álbum 100 Palavras #90: Charles Mingus – Mingus Ah Um (1959)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Mingus Ah Um” (1959) é uma obra-prima do contrabaixista e compositor Charles Mingus, celebrada como um dos álbuns mais importantes da história do jazz. Lançado pela Columbia Records, o disco mistura swing, gospel, blues e bebop com uma linguagem profundamente pessoal e inovadora. Homenagens como “Goodbye Pork Pie Hat” (a Lester Young) e “Fables of Faubus” (crítica ao racismo) mostram o engajamento político e emocional de Mingus. Com arranjos complexos e improvisações vibrantes, o álbum destaca-se pela expressividade dos músicos e pela originalidade composicional. “Mingus Ah Um” é um manifesto artístico e social, intenso, sofisticado e profundamente humano.
Boa escuta!
Prazeres Interrompidos #359: Valérie Perrin – A Breve Vida das Flores (2018)
Prazeres Interrompidos #359: Valérie Perrin – A Breve Vida das Flores (2018)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Íntimo, poético e luminoso.
O romance protagonizado por uma mulher que, contra tudo e contra todos, nunca deixa de acreditar na felicidade.
Violette Toussaint é guarda de cemitério numa pequena vila da Borgonha. A sua vida é preenchida pelas confidências – comoventes, trágicas, cómicas – dos visitantes do cemitério e pelos seus colegas: três coveiros, três agentes funerários e um padre. E os seus dias pareciam ser assim para sempre. Até à chegada do chefe de polícia Julien Seul, que quer deixar as cinzas da mãe na campa de um desconhecido.
A história de amor clandestino da mãe daquele homem afeta de tal forma Violette, que toda a dor que tentou calar, toda a tristeza pela morte da sua filha vêm ao de cima. É tempo de descobrir o responsável por aquela tragédia.
Atmosférico, tocante e – tantas vezes – hilariante, este é um romance de vida: dos que partiram e vivem em nós, da luz que se pode revelar mesmo na mais plena escuridão. Porque às vezes basta a simplicidade de um gesto, basta a frescura da água viva para nos devolver ao mundo, a nós mesmos e aos outros.
Antonio Portanet – Sonhos De Abril (2025) (single)
Antonio Portanet – Sonhos De Abril (2025) (single)
Antonio Portanet, músico e cantautor, afirma-se como tendo duas almas – uma espanhola e outra portuguesa. Na realidade aprendeu simultaneamente as duas línguas, cresceu entre as duas culturas, conhece os seus hábitos e tradições. Apaixonado pelas formas musicais da sua Andaluzia natal e o flamenco, também o é pelas tradições musicais lusitanas e o fado e agora, pela primeira vez, escreveu duas composições, que cantará em português, facto inédito na sua carreira.
“Sonhos de Abril” é o novo single dedicado ao espírito eterno de Abril. A ideia que impulsionou a criação de “Sonhos de Abril”, texto e música, está ligada ao desejo de criar um tema comprometido com os valores eternos da humanidade, na procura incessante de uma vida melhor, mais justa e mais digna para todos.
Nunca panfletário, nobre, longe da banalidade, da mediocridade, da submissão e da pequenez de espírito que persistentemente nos rodeia, é um texto para cantar de pé, digno, dedicado ao maior acontecimento da história recente de Portugal, o 25 de Abril de 1974.
Voz: Antonio Portanet
Guitarra Portuguesa: José Manuel Neto
Viola: Carlos Manuel Proença
Baixo: Norton Daiello
Produção: Pedro Jóia e Antonio Portanet
Engenheiro de Som: Fernando Gomes
Beatriz Pessoa – A Pique, C’est Chique (2025) (single)
Beatriz Pessoa – A Pique, C’est Chique (2025) (single)
“A pique c’est Chique”
Há uns tempos escrevi uma canção para uma fadista amiga, a música acabou por não entrar no
disco e ficou na minha gaveta.
O refrão da dita cuja ficou grudado no meu cérebro e durante o processo para este próximo disco
acabei por não conseguir evitar ressuscitá-la. Em conjunto com o Gus demos-lhe esta roupagem
caótica que foi de referências como Brigite Bardott e Françoise Hardy para Footlose e disco dos
anos 70. A letra foi atrás da irreverência e duma espécie de cansaço associado ao que vejo na Tv
e Notícias. Se vamos todos cair a pique, ao menos que seja trés trés chique.