Catman Plays The Blues #169

Catman Plays The Blues #169

Escutamos esta semana o novo trabalho do guitarrista Seth Walker e redescobrimos o disco que maior satisfação terá proporcionado ao lendário Johnny Winter.

Mantū – Deixa de ser criança (2025) (single)

Mantū – Deixa de ser criança (2025) (single) 

mantū acaba de editar o single de estreia ‘deixa de ser criança’, já disponível em todas as plataformas digitais. Depois de se tornar conhecido do grande público como finalista no The Voice Portugal em 2023, na equipa de Sónia Tavares, Manuel Antunes revela agora a sua nova identidade artística. Com letra e música da autoria do próprio, a sonoridade deste primeiro tema é crua, nostálgica, melancólica e marcada pela simplicidade melódica do piano e do violoncelo.

Nas palavras de mantū, ‘deixa de ser criança’ “retrata o sentimento de enevoamento das memórias de uma criança que se perdeu por entre as dores de se tornar adulto. Este tema intensifica a presença de um “eu” adulto angustiado e consumido pela vontade de reavivar a felicidade do seu “eu” criança, tendo plena consciência da impossibilidade desse desejo. Sempre tive alguma dificuldade em escrever canções na minha própria língua, sobretudo pela sua sonoridade, mas esta acabou por ser bastante rápida de escrever e a letra surgiu de forma bastante intuitiva”.

mantū confessa ainda que “a escolha de ‘deixa de ser criança’ como rampa de lançamento artístico deve-se muito ao facto de ser a primeira música que escrevi com o sentimento certo, no momento certo e que rapidamente percebi que era algo que gostaria de eternizar. Não olho para ela com o receio de ‘será esta a canção certa?’ porque para mim é a que mais importa neste início’”.

Samuel Mor – Nova Iorque (2025) (single)

Samuel Mor – Nova Iorque (2025) (single) 

Samuel Mor, nome artístico de Samuel Moreira, é um cantor e compositor natural do Grande Porto, que se destaca no panorama indie Pop português. Estreou-se em 2017 com o single “Broken Heart” e, desde então, tem explorado uma sonoridade versátil, combinando elementos de pop e eletrónica com letras introspectivas e emocionais.

Com vários singles lançados, incluindo “labirinto” e “espaço”, samuel afirma-se como uma das vozes emergentes, capaz de transformar vivências pessoais em música autêntica e cativante.

António Norton – Paraíso Perdido (2025) (single)

António Norton – Paraíso Perdido (2025) (single) 

Por vezes o pano reabre nas nossas vidas e de um sono adormecido passamos a estar novamente acordados.

A convite de uma dança perfumada saímos de um sonambulismo entorpecido para revisitar um paraíso que tínhamos como perdido.

Esta canção fala sobre a experiência de nos voltarmos a apaixonar.

Sobre esse estado de graça, em que a melancolia da poesia deixa de ser uma presença constante e pode finalmente descansar.

Mas talvez esse repouso não possa ser eterno…

As cordas entram em cena fulgurantes! Cheias de alegria, entusiasmo e esperança, anunciando que algo está para chegar!

Os pizzicatos das cordas são alegres e vão colorindo a letra.

A guitarra entra de mansinho e ganha confiança para nos embalar no seu ritmo até ao refrão.

Tudo está pleno e envolto de alegria até que se dá a quebra do embalo rítmico, anunciando o regresso de algo…

Uma canção onde os grandes protagonistas são a voz, a guitarra acústica e eléctrica e um ensemble de cordas.

Uma vénia à magia do enamoramento e ao retorno da poesia como lugar de refúgio inquebrável.

Tomás Meirelles – Sonho (2025) (single)

Tomás Meirelles – Sonho (2025) (single) 

Tomás Meirelles acaba de lançar o seu ‘Sonho’ ao mundo, ou o ‘Sonho’ de qualquer um que neste mundo habita. Artista do Estúdio Zeco, conhecido pelo timbre distinto e letras emocionantes, entrega-nos agora mais uma balada melancólica que nos cativa a cada acorde, a cada melodia.

Em 2024, após esgotar o Espaço Moche, Tomás lançou ‘Vou Ficar Por Cá’ que não deixou ninguém indiferente. A cada canção o artista entrega o reflexo daquela que é a sua jornada de autodescoberta artística e também pessoal.

A letra da sua nova canção surgiu-lhe de forma muito natural, sendo autobiográfica e totalmente despida do abstrato: dizer de forma simples o que no sonho, ou naquilo que imaginamos para a nossa história, podemos complicar por ser tão abstrato. 

“Sempre me fascinou essa ideia de projetar sentimentos, de tentar sentir através dos outros. ‘Sonho’ nasceu precisamente desse impulso – de observar a felicidade dos outros e transportá-la para mim.” afirma o artista. A produção ficou a cargo de João Só, seu parceiro na criação das suas mais recentes canções. 

“A música surgiu como uma espécie de narrativa imaginada. Pensei no início de uma relação, na euforia das primeiras conversas, naquela sensação quase mágica de estar tão feliz que tudo o que queremos é contar a toda a gente. Mais do que descrever uma história específica, ‘Sonho’ fala sobre a vontade de sentir. Não apenas ver a felicidade nos outros, mas tê-la nas mãos, vivê-la intensamente.” acrescenta.

A letra refletiu essa urgência, essa sede de emoção genuína. Cada acorde, cada palavra, carrega essa essência de desejo e esperança, que todos conseguimos sentir quando Sonhamos. “No fundo, “Sonho” é sobre querer sentir. Sobre dar a si próprio a oportunidade de viver aquilo que tantas vezes apenas imaginamos.” conclui Tomás Meirelles.

Este ‘Sonho’ vem então abrir o ano de 2025 para Tomás, que tem concerto marcado no Auditório Carlos Paredes, em Benfica, já no próximo dia 28 de março. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais.

Prazeres Interrompidos #356: Jon Fosse – Manhã e Noite (2000)

Prazeres Interrompidos #356: Jon Fosse – Manhã e Noite (2000)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um menino está prestes a nascer ― chamar-se-á Johannes como o avô e será pescador como o pai. Uma vida boa, é esse o desejo de quem o traz ao mundo, embora este seja um mundo duro, ruim e cruel. Um homem, velho e sozinho, morre ― chama-se Johannes e foi pescador. É o seu melhor amigo quem o vem buscar rumo a esse destino onde não há corpos nem palavras, apenas tudo aquilo que se ama. Antes do regresso definitivo ao nada, Johannes revisita o museu da sua vida, longa, simples e quotidiana, confrontando-se paulatinamente com a morte num constante entrelaçamento de real e alucinação, passado e presente.

Manhã e Noite é um romance sobre o maravilhoso sonho que é viver e a aceitação do ciclo natural das coisas. Numa linguagem poética e elíptica, inovadora e despojada, Jon Fosse condensa toda uma existência em dois momentos-chave, urdindo uma reflexão encantatória sobre o significado da vida, Deus e a morte.

Contraluz – Pedra Mole em Agua Dura (2025) (single)

Contraluz – Pedra Mole em Agua Dura (2025) (single) 

Após um ano de trabalho, que encerrou um período de regresso aos palcos no seguimento do álbum de estreia “Onze”, Contraluz, uma banda de rock e indie de Lisboa, está de volta de forma abrasiva com o seu single “Pedra Mole em Água Dura”.

O mundo arde, polarizado; a violência e o ódio encontram terreno fértil nos corações humanos; a História está de volta; e a morte está na moda. Será que alguma vez deixou de estar, desde que o primeiro ser humano pegou num pau e numa pedra para matar outro? E será que a pedra, símbolo da calma e da estabilidade, é assim tão dura, ou verga perante a nossa persistência fratricida?

São estas reflexões que Contraluz partilha no seu caótico, ritmado e pulsante single “Pedra Mole em Água Dura” em antecipação do segundo disco BATEQUEBRAFURA, acompanhado de um vídeo surrealista realizado por Fábio Rebelo.

Contraluz são Pedro Verdelho (Voz), João Francisco Pinto (Guitarra), António Rolo (Baixo), Hugo Pereira (Bateria) e Vasco Guerlixa (teclas).

Peculiar – João Pestana (2025) (single)

Peculiar – João Pestana (2025) (single) 

Depois de ‘Adamastor’, no Festival da Canção, Peculiar lança ‘João Pestana’

Peculiar acaba de lançar ‘João Pestana’, o terceiro single do seu segundo EP ‘E No Sétimo Dia Deus Criou’. O artista que defendeu a canção ‘Adamastor’ no Festival da Canção 2025, continua a explorar o mesmo universo da canção levada a concurso, e apresenta agora ‘João Pestana’ no seguimento do seu estudo sobre Mitologia Popular Portuguesa. 

Com uma sonoridade pop alternativo dark, como já nos habituou, no mesmo universo de Billie Eilish, ‘João Pestana’ explora a incapacidade de dormir devido à inquietação mental de uma mente criativa que não consegue desligar, nem ao deitar. A temática da música é também uma metáfora sobre os sonhos, sugerindo que as pessoas que cumprem os seus sonhos na vida real, na verdade, nunca acordam. 

Este novo single continua a explorar a tradição portuguesa fazendo referência à figura de João Pestana, o ser mitológico português responsável por trazer o sono às crianças, adicionando uma camada cultural que diferencia a música de tudo o que está a acontecer no universo do pop alternativo. 

Acompanhado de um videoclipe realizado novamente por Maria Beatriz Castelo, ‘João Pestana’ tem todos os elementos para se destacar: uma sonoridade única, uma temática cativante, uma produção visual impactante e um artista bastante irreverente.

Ainda sobre o tema anterior e a sua passagem pelo Festival da Canção, o artista refere: “A minha passagem no Festival foi uma constante superação de barreiras pessoais e profissionais. Uma prova a mim próprio de que sou capaz. Só tenho de agradecer a toda a minha equipa por toda a fé, dedicação e carinho que colocaram neste projeto. Porque apesar de ser cliché a realidade é que “aqui ao leme, sou muito mais do que eu”, somos um conjunto de pessoas que luta todos os dias para mostrarmos quem realmente somos, sem máscaras. Espero que o público tenha sentido isso, que a coragem está dentro de cada um de nós, apenas à espera de ser descoberta.”.

Peculiar conta já com algumas confirmações nos festivais de 2025, como o Festival Vivacidade, na Madeira, várias cidades de Portugal como Estoi e Pinhal Novo e, em breve, no Musicbox do artista Xico Gaiato, como convidado especial. 

O novo single ‘João Pestana’ promete fazer sonhar todos os que o ouvirem, como bons suplementos que garantem ser. Encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

Coffee Breakz #110 — Rabbit Season

Coffee Breakz #110 — Rabbit Season

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Violet Cold — Golfo de México 

2. Destroyer — Dan’s Boogie 

3. Hanashi — Ancient Samurai (ft. Chester Watson) 

4. Kae Tempest — Statue in the Square 

5. Freddie Gibbs — Nobody 

6. Oddateee — Bang 

7. Saba & No ID — Every Painting Has a Price (ft. BJ the Chicago Kid & Eryn Allen Kane) 

8. Mountain — Long Red (live at Woodstock, Bethel, NY, August 1969) 

9. Jimmie D & Nicholas Craven — High Winds (ft. Koncept Jack$on) 

10. Richard Smallwood Singers — I’ve Got Something 

11. clipping. — Dominator 

12. Backxwash — Wake Up 

13. Deafheaven — The Garden Route

PZ – Blame It On Other People (2025) (single)

PZ – Blame It On Other People (2025) (single) 

PZ está a celebrar 20 anos de carreira, mas não há tempo para festas – o fim do mundo continua a ser o grande tema. Desde “Anticorpos” (2005), o músico tem espalhado grooves marados, ironia fina e reflexões absurdas que, no fundo, fazem todo o sentido. Agora, com “Apocalypse Later”, troca os sintetizadores pelas guitarras e deixa o seu alter-ego Joe Zé ao volante. O rock toma conta do recado e a eletrónica vai para o banco de trás.

Se “O Fim do Mundo em Cuecas” (2024) foi um aperitivo para o colapso global, “Apocalypse Later” carrega na distorção e mostra que a desgraça pode ser compreendida por mais gente – desta vez, em inglês. É a primeira vez que PZ canta exclusivamente noutra língua, mas o sarcasmo, a crítica social e os refrões viciantes continuam intactos.

O mundo parece cada vez mais à beira do abismo e PZ afia a ironia como arma da transparência. Entre guerras, crise climática e líderes a brincar com o caos, a humanidade está a viver um plot twist escrito por alguém sem noção. É aí que entram faixas como “Blame It On Other People”, “The Shithole Countries” e “Apocalypse Later”- três temas que deitam sal na ferida de uma realidade cada vez mais distorcida. O primeiro, um hino punk-rock perfeito para uma sociedade onde a culpa é sempre dos outros e ninguém assume responsabilidades. O segundo, uma sátira mordaz à falta de decência e empatia de uma visão política que transforma países desfavorecidos em slogans de campanha, reduzindo vidas humanas a meras palavras de efeito corrosivo. O terceiro, um grito sarcástico que resume a atitude coletiva perante o apocalipse: “Deixa andar, lidamos com isso depois” – se ainda houver um depois. O dedo aponta-se, a culpa roda, e a instabilidade cresce – mas a música não deixa passar nada em branco.

Wildchains – Another Lie (2025) (single)

Wildchains – Another Lie (2025) (single) 

A mais recente e emocionante novidade da nossa banda, Wildchains, é o lançamento da versão acústica de “Another Lie” – “Another Lie (Heavenly Version)”. 

Esta reinterpretação intimista e emocional, com voz crua e instrumental minimalista, destaca a vulnerabilidade da letra e aborda questões existenciais profundas.

Título: Another Lie (Heavenly Version)

Artista: Wildchains

Gênero: Rock Acústico / Alternativo

Duração: 2:38

Boucanyeah Mix #1 – French Music Boogie

Boucanyeah Mix #1 – French Music Boogie

1st episode “French Music Boogie” (mix and selection by Clément Bustelo, Engineer – Jumon.Juice and cover art by Nathan Rizet):

A journey through the French boogie underground of the 80s and 90s

62:45 minutes of rare grooves and unlikely reissues, with a vintage cover customized for the occasion.