1 Álbum 100 Palavras #84: Mongo Santamaria – Fuego (1973)

1 Álbum 100 Palavras #84: Mongo Santamaria – Fuego (1973)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Fuego” é um álbum do percussionista cubano Mongo Santamaría, editado em 1973 pela Vaya Records. Destaca-se por fundir soul-jazz, funk e rock, refletindo a versatilidade de Santamaría. Destaco as faixas “Crazy Lady”, “Don’t Step On My Tears” e uma interpretação de “Last Tango in Paris”. A formação conta com Santamaría nas congas, Luis Ortiz no trompete e flugelhorn, Justo Almario no saxofone e flauta, Bill Saxton no saxofone, José Madrid no piano, William Allen no baixo e Tony Sanchez na bateria e timbales. “Fuego” exemplifica a habilidade de Santamaría em integrar diversos gêneros musicais, resultando numa sonoridade vibrante e inovadora.

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #347: H. Fortunato – Arqueulogia (2024)

Prazeres Interrompidos #347: H. Fortunato – Arqueulogia (2024)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

“Recebemos de diferentes pessoas, grupos, experiências e momentos marcas de identidade, substituindo ou perdendo outras que, por vezes, ficam esquecidas ou enterradas nas areias do tempo. Apesar de não ser sempre evidente a continuidade ou causalidade, há partículas quânticas de identidade que permanecem, aguardando a descoberta de quem se queira atrever a procurar e investigar numa arqueologia do seu ser.”

Arqueulogia é um percurso pessoal que contém obsessões, medos, alegrias e um espanto permanente com a consciência de existir. Estas sensações são conjugadas ao longo do texto numa reflexão sobre o lugar do indivíduo no mundo, partindo de uma “arqueologia do eu” para chegar a reflexões universais. A voz que encontramos em Arqueulogia é uma voz que todos podemos encontrar em nós mesmos, se nos quisermos atrever a procurar. Fazê-lo implica algum desconforto, como quem colocasse a cabeça fora da janela para confirmar se efetivamente é chuva aquilo que ouve.

Al-Qasar – Desse Barama feat. Alsarah (2025) (single) 

Al-Qasar – Desse Barama feat. Alsarah (2025) (single) 

Cover albums are a tricky business. They say nothing beats the original. But

when international psychedelic collective Al-Qasar tackles songs from the

Western pop to the Arab folk repertoires, you know you’re in for a

brain-melting, transcontinental trip. Cultures collide, and the result of this

fission is Depeche Mode sung in Turkish, Sean Paul in Arabic, Nubian legend

Hamza El Din with fuzz guitars and iconic Lebanese composer Wadih El Safi

through space echo.

Produced between Tunis, Lisbon, Los Angeles, London, and Paris,

UNCOVERED contains 7 tracks (4 covers and 3 originals) which tell the story

of a world in flux, with its ancestors deep in the past but its eyes set on the

zeitgeist. It’s retro-futurist Arab psychedelia with a foot in the Mojave and the

other in the Sahara.

The cast is stunning, with innovators, breakthroughs and legends from nine

nationalities represented. All joined forces with studio wizard and composer

Thomas Attar, his vibrant, thick production style enhanced by

Grammy-winner Matt Hyde’s mix (Slayer, Deftones) and by a mastering from

multi Grammy-nominee Frank Merritt (Madlib, Aphex Twin).

Sudanese-American vocalist (and frequent Al-Qasar collaborator) Alsarah

tackles DESSE BARAMA, a peace song by Nubian oud player and singer

Hamza El Din, her hypnotic, soulful voice solidly anchored in a retro, almost

dubby instrumental. PROMISES is an Afro-futurist heavy-psych track in

Bambara which features Malian singer Mamani Keita (Salif Keita) on lead

vocals and the renowned “Black Buddah” Cheick Tidiane Seck (Gorillaz,

Black Eyed Peas, Santana) on keys and backing vocals. Mamani tackles the

subject of commitment, taking a stab at corrupt political leaders who do not

hold their word, while Cheick lets loose brain-melting keyboard lines and

deep, spell-binding vocals. On drums, it’s Souleymane Ibrahim (from

Touareg sensations, Mdou Moctar) unleashing a fury of grooves.

Tricycles – Great White Sharks (2025) (single)

Tricycles – Great White Sharks (2025) (single) 

“Great White Sharks” não é uma canção sobre tubarões, mas sobre sonhos desfeitos e a vontade de trepar pela chuva acima até às nuvens. Uma canção com dentes afiados e notas suaves, para ouvir com delicadeza e fúria. É a última canção do álbum White sharks don’t eat flowers a dar origem a um videoclipe e, também, a que lhe deu nome.

Os Tricycles estão já a trabalhar em novas músicas para um novo disco.

Imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: “Apetece-me apanhar o próximo barco para Marte e desviá-lo até ao centro do Sol”. É mais ou menos isto que os Tricycles são: uma coisa vagamente improvável, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histórias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas músicas prontas a explodir, lentamente, a mil à hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias. Os Tricycles são tudo isto e, claro, não são absolutamente nada disto, porque “isto” não passa de palavras que tentam descrever música – algo que, sabemos todos, é impossível de se fazer apropriadamente.

Os Tricycles são uma banda de Lisboa com ligações a Coimbra formada por Sérgio Dias (bateria), Rui Tiago Narciso (baixo), Afonso Almeida (guitarra eléctrica, voz) e João Taborda (voz, guitarra acústica, teclas). Gostam de andar na estrada, como qualquer veículo digno desse nome. A energia da lua no alcatrão quente sobe pelos pedais até ao volante e explode em concertos onde o público e a banda comungam raivas e melodias.

O primeiro álbum, Tricycles, saiu em 2019 com o selo da Lux Records. O segundo trabalho, White sharks don’t eat flowers, foi gravado nos estúdios da Blue House, por Henrique Toscano (Birds Are Indie), misturado e masterizado por João Rui (a Jigsaw / John Mercy) e produzido por João Taborda e Afonso Almeida. O álbum saiu a 13 de Novembro de 2023 com o selo da Lux Records.

Zakir Hussain: Shakti With John McLaughlin – Natural Elements (1977)

Zakir Hussain: Shakti With John McLaughlin – Natural Elements (1977)

Memória de Elefante 09/03/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #206

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #206

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Isaiah Collier → The Time is Now

Dayna Stephens → Hopium

Lux Quartet →  Congratulations and Condolences

Franco D’Andrea e Gianluigi Trovesi → Sorapis

Kenny Wheeler, The Royal Academy of Music Jazz Orchestra, Frost Jazz Orchestra → Dallab

John Surman → Jack Knife

Cannonball Adderley → Love for Sale

Ornette Coleman → The Blessing

Air → King Porter Stomp

Tiziana Ghiglioni → I Giardini di Marzo

Catman Plays The Blues #164

Catman Plays The Blues #164

Partimos esta semana á descoberta de algumas das muitas novidades discográficas e ficamos ainda a conhecer os nomeados para mais uma categoria dos Blues Music Awards de 2025.

Manifesto Sonoro #60

Manifesto Sonoro #60

MANIFESTO SONORO escolheu os melhores trabalhos da nova música nacional de 2024.

Este é o segundo de dois episódios com a lista dos mais relevantes e criativos álbuns deste ano, das edições mais independentes da musica feita em Portugal ou em língua portuguesa.

Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, de divulgação de música nacional ou em língua portuguesa, com a realização de Carlos Ramos Cleto e a produção de Nuno Duarte.

OS MANIFESTANTES DESTA SEMANA  FORAM :

Capicua – Chiaroscuro

EVAYA – Florir

Marcia – Paz do Sono

Rui Reininho · Orquestra Jazz de Matosinhos – Fartos do Mar (feat. Alexandre Soares, Paulo Borges)

Quase Nicolau – Beira-fogo

Rei Marte – Nós na Garganta

Alex Figueira – Curry Crispy

Alek Rein – Invocation of Murmur

Dean Zucchero – Mama’s Bottle (feat. Sean Riley)

Criolo – Subirusdoistiozin

Barbara Eugénia – Sozinha

Cassete Pirata – Pó no Pé

Catarina Branco – Já ‘tou num poço

Marquise – Algodão

Birds Are Indie – Shake Shake

#radiolisipo Radio Olisipo

Don Carlo Gesualdo: Bor Zuljan – Gesualdo – Il liuto del Principe (2022)

Don Carlo Gesualdo: Bor Zuljan – Gesualdo – Il liuto del Principe (2022)

Memória de Elefante 08/03/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Krazye Loko – Haterz (feat. Allen Halloween) (2025) (single)

Krazye Loko – Haterz (feat. Allen Halloween) (2025) (single) 

Biografia (Krazye Loko)

Pedro Miguel dos Santos Castro nascido em Setúbal a 11 de Agosto de 1990, Krazye Loko é filho de mãe portuguesa e pai angolano. Começou como rapper em Setúbal, na mesma cidade onde nasceu e viveu a sua vida inteira.

Krazye Loko iniciou a sua carreira musical em 2003 apenas com 13 anos de idade, mostrando desde cedo o seu interesse pela cultura e a vontade de se expressar através da música. Entregando-nos um rap inspirado nas suas experiencias de vida, sem filtros e com muito sentimento. Inspirando-se nas camadas multifacetadas da sua história pessoal e nas lutas e triunfos diários que encontra. Inicialmente formando um grupo de hip-hop constituído por quatro elementos (Mc Produções). Conseguindo nessa época alcançar o primeiro lugar no concurso Bocage Rap em 2005, organizado pela Camara Municipal de Setúbal e tendo como júri Boss AC, um dos grandes nomes da música em Portugal. Algum tempo depois, em Agosto de 2006 Krazye Loko saiu do grupo para seguir a sua carreira solo. Em 2008, derivado a problemas pessoais, manteve-se inativo por um extenso período de 3 anos.

Krazye Loko, regressou em 2011, na exploração do seu passado abraçando graciosamente a noção de uma vida vivida sem arrependimentos, reconhecendo que cada reviravolta contribuiu para a sua evolução atual como artista e como indivíduo. Esta visão profunda confere novamente à sua música autenticidade, oferecendo uma narrativa profunda que fala ao coração dos seus ouvintes, mas agora desta vez bem mais maduro. Lançando assim algumas faixas de destaque na sua carreira musical como “Mafia Family”, a música que lhe deu vida novamente e abriu portas para novos projetos. Com essa faixa concorreu ao concurso Rock Rendez Worten 2011, com um júri composto por Paula Homem, directora geral da Arthouse, uma editora de novos talentos do grupo Valentim de Carvalho, e por Nuno Calado, locutor da Antena 3 e comentador assíduo da SIC Radical. Passando na primeira fase e conseguindo conquistar a semi-final do concurso. Em meados de 2013 Krazye Loko partiu para França, onde gravou as faixas que deram forma ao álbum ”O meu espaço (álbum)”.

Depois de feita a pré-produção e a gravação do disco em Brive-la-Gaillarde, Krazye Loko regressou a Portugal, onde registou as vozes que participaram em ”O meu espaço (álbum)”. O artista convidou nomes como Player, Black Mastah, Prophecy, Dani Xito, Bishop, Maliman. ”O meu espaço” chegou às distribuidoras digitais ainda em 2013.

Entre os vários concertos que Krazye Loko deu de norte a sul do país (Portugal), a 15 de Março de 2014 em um concerto na Amora, Seixal no clube Roots, cruzou-se com Allen Halloween que era cabeça de cartaz nessa mesma festa, trocaram palavras no backstage e recebeu um convite para participar em “Hibrido” album de Allen Halloween lançado um ano após o convite, em 2015, participando dessa forma na faixa “O Último mundo”.

“Haterz” foi outra grande faixa que marcou a carreira de Krazye Loko, lançada em 2018 com a participação de Allen Halloween, em que retratam a desconfiança, traição e maldade do própio ser humano mas lutando contra isso e com vontade de progredir na paz, protegido do mal e com foco nos objetivos.

Alguns anos depois, já em 2022, Krazye Loko decidiu começar a trabalhar no seu album “Viagem” totalmente produzido, misturado e masterizado por Split_86. O album “Viagem” é composto por uma coleção de dez faixas meticulosamente selecionadas, o álbum promete uma experiência auditiva imersiva que mergulha nas profundezas do espírito humano, servindo como um veículo para profunda introspecção e catarse emocional.

Atualmente em 2025, Krazye Loko já lançou o seu album “Viagem” digital e fisicamente. Este album musical pode ser ouvido nas plataformas digitais habituais como Spotify, Apple Music, YouTube… O mesmo informou que está atualmente a trabalhar no seu próximo album que está previsto para principios de 2026.

Links de Krazye Loko:

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4I6Abuoma3TJBURyGNTI1G?si=tbhehZiFQACDRlEEi3zuLQ

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCwOnDMcbn5ijystdBODzs3w

Apple Music: https://music.apple.com/pt/artist/krazye-loko/915870546

Instagram: https://www.instagram.com/krazyeloko/

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Rapper Krazye Loko lança o álbum “Viagem”

Data de lançamento: 27 de Setembro 2024

Após uma paragem na sua atividade musical, o rapper Krazye Loko que completou 20 anos de carreira, presenteia agora o seu público com o álbum “Viagem”.

Um trabalho onde mostra a essência do rap.
Composto por 11 faixas inéditas com mensagens de reflexão claras e objetivas, o artista convida todos a fazerem parte desta “viagem” que apesar das turbulências, lhe deixou em bom porto.
A transmissão de sentimentos carregando o dom do rap, como o artista nos tem habituado.

Lista de faixas:
* Cansado
* Maníaco do parque
* Quando nada tinha
* Salvação
* Renascimento
* Desabafos
* Ponto de partida
* Sê real
* Viagem
* Virei cinza
* Haterz (com Allen Halloween) [Faixa bonus]

Sendo todos estes temas originais e exclusivos do artista, o álbum trás como brinde uma bónus track resultante de uma parceria entre Krazye Loko e Allen Halloween.

De forma a obter mais informações acerca do álbum e do rapper basta acompanhar as suas redes sociais e plataformas musicais.

Wildchains – Another Lie (2025) (single)

Wildchains – Another Lie (2025) (single) 

Desde a sua formação em 2021, em Braga, os Wildchains têm carregado orgulhosamente o espírito intemporal do rock, fundindo influências que vão do rock clássico ao metal moderno, criando uma sonoridade que é ao mesmo tempo familiar e inovadora. .

A banda é atualmente composta por Rangel (voz), Wizro (guitarra), Nobre (guitarra), Tuito (bateria) e Louro (baixo), uma equipa que rapidamente se afirmou no panorama nacional. Com atuações explosivas e uma forte interação com o público, os Wildchains garantem que ninguém fica indiferente – mesmo aqueles que os ouvem pela primeira vez são arrastados pela energia dos seus concertos.

O seu percurso ao vivo tem sido marcado por passagens em festivais e palcos de renome por todo o país, incluindo a Receção ao Caloiro no Multiusos de Guimarães, as Festas D’Amares, Sto. António de Vila Verde, o Enterro da Gata no Fórum Braga e o Glória ao Rock na Glória do Ribatejo. Além disso, foram vencedores dos concursos UMplugged e Distorção, destacando-se ainda no XXVII Festival de Música Moderna de Corroios e nos concursos de bandas de Vizela e Viana do Castelo.

O single de estreia, Chaotic Needs (2021), abriu caminho para um percurso de ascensão, consolidado pelo EP The Underground Inn (2023). Com letras inspiradas em experiências e pensamentos reais, as músicas dos Wildchains são uma forma de contar as suas histórias, criando uma conexão autêntica com o público.

Atualmente, a banda prepara-se para um novo capítulo com o lançamento do seu primeiro álbum, antecipado pelo single Another Lie. Este trabalho promete captar toda a intensidade dos seus concertos e afirmar os Wildchains como um nome a ter debaixo de olho no panorama do rock nacional.

Lola Beltrán – Llanto Y Coraje (1970)

Lola Beltrán – Llanto Y Coraje (1970)

Memória de Elefante 07/03/25
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.