‘Um Amor Assim’ é o single de estreia do cantor, compositor e ator Carlos Félix, já disponível em todas as plataformas digitais. Este é o primeiro lançamento do artista, que protagonizou recentemente “Tony”, uma série biográfica da Amazon Prime/TVI sobre Tony Carreira. Com uma sonoridade pop e uma estética retro inspirada pelos clássicos dos anos 60 e 70, a canção é marcada pelo piano épico, o som das cordas – guitarra, violoncelo e violinos – e as harmonias vocais e interpretação intensas de Carlos Félix. A letra foi coescrita pelo próprio com Rita Onofre, que é também a autora da música.
“Esta canção autobiográfica surge da necessidade de falar sobre as relações que têm tudo para dar certo e o fim não parece ser uma hipótese mas que, por alguma razão, terminam. Daí nasce uma certa inquietação por se ter investido tudo mas, ao mesmo tempo, uma tranquilidade por se acreditar que o destino também desenha o melhor para nós. ‘Um Amor Assim’ encerra, também, essa mensagem de esperança em transformar um amor passado num amor novo, revigorado e completo. E não há melhor do que querer voltar a viver um amor assim”, conta Carlos Félix.
O processo de escrita e composição de ‘Um Amor Assim’ teve início com uma partilha de histórias entre o cantor e compositor e a artista Rita Onofre. Rapidamente encontraram o rumo da canção que foi depois produzida por Ricardo Ferreira e se apresenta com um videoclipe realizado por Eva Mina.
“Eu e a Rita falámos de histórias reais, sobre a maneira como olhamos para os relacionamentos e o amor que ambos depositamos nas coisas que fazemos e nas relações em que estamos. A partir daí a energia fluiu e a música construiu-se com os dois ao piano a experimentar acordes e a regressar ao passado, não só nas nossas experiências, como aos clássicos e à forma de compor e escrever grandes baladas. O nosso objetivo com ‘Um Amor Assim’ tornou-se dar magnitude a uma mensagem de amor com uma grande produção musical e instrumentos clássicos e orgânicos, procurando uma certa ideia de fantasia com uma roupagem pop atual”, afirma Carlos Félix.
O cantor e compositor conta que “também o videoclipe que acompanha ‘Um Amor Assim’ tem elementos retro aliados a uma identidade mais edgy, num universo imagético que faz referência aos grandes artistas e às grandes bandas que, na segunda metade do século passado, se popularizaram junto do público através de programas de televisão. Realçamos também o fascínio pelo espetáculo, refletido num manifesto que sublinha a valorização das emoções e dos sentimentos e que se traduz num sonho e num lugar de imaginação”.
‘Um Amor Assim’ abre caminho para o percurso discográfico de Carlos Félix, com mais lançamentos previstos para este ano.
Akira Yamaoka – Silent Hill 2 (Original Soundtracks) (2001)
Akira Yamaoka – Silent Hill 2 (Original Soundtracks) (2001)
Memória de Elefante 06/02/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Prazeres Interrompidos #338: Tácito – Anais (116)
Prazeres Interrompidos #338: Tácito – Anais (116)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Anais (em latim: Annales) é o título de uma obra histórica escrita por Tácito que relata a vida de quatro imperadores, os que sucederam a César Augusto. As partes da obra que chegaram até a atualidade tratam de grande parte dos governos de Tibério e de Nero.
Os Anais foram a obra final de Tácito. Escreveu ao menos 16 livros, mas os livros 7-10 perderam-se, bem como parte dos livros 5, 6, 11 e 16. O livro 6 acaba com a morte de Tibério e os livros do 7 ao 12 cobriam presumivelmente os governos de Calígula e de Cláudio. Os demais livros tratam do governo de Nero, provavelmente até a sua morte em junho de 68, ou até final desse ano, para depois se juntar às Historiae. A segunda parte do livro 16 perdeu-se (termina narrando os eventos de 66). Não se sabe se Tácito completou a obra ou decidiu terminá-la antes de outros trabalhos que planejasse escrever; faleceu antes de poder trabalhar nas histórias de Nerva e Trajano e do período de Augusto e os começos do império, que havia prometido escrever.
Telmo Pires – O Corpo É Que Paga (2025) (single)
Telmo Pires – O Corpo É Que Paga (2025) (single)
2o Single – O Corpo é que paga – 17 Janeiro 2025
Já anunciado o EP em homenagem a António Variações, Telmo Pires vai revelando os temas que farão parte desse novo trabalho discográfico que compôs com o produtor Tiago Machado, e que tem edição marcada para o mês de Março.
Após a estreia do primeiro single “Voz-Amália-de-Nós”, editado a 3 de Dezembro de 2024, assinalando a data do nascimento de António Variações, o segundo single “O corpo é que paga” será editado no dia 17 de Janeiro.
Este tema lançado originalmente no álbum “Anjo da guarda” em 1983, “O corpo é que paga”, veio a ser uma das mais icónicas, inesquecíveis e conhecidas canções de António Variações. Telmo Pires leva-nos para um ambiente quase castiço e pela sua ligação ao fado, o som da guitarra portuguesa de José Manuel Neto, em “O corpo é que paga” tem um pé seguro no ambiente fadista característico do cantor. Um fado contemporâneo e vivo que com a parceria de Tiago Machado, parece ter sido feito à medida de Telmo Pires, mostrando mais uma vez a intemporalidade da arte de António Variações, que nos fala dos nossos vícios, medos e prazeres.
Um hino à vida, já que a sua bem curta foi, mas cuja memória perdurará para sempre, sendo um dos nomes mais marcantes na história da música nacional, e de quem Telmo Pires sempre foi fã.
Uma homenagem muito significativa para Telmo Pires, que com o seu cunho pessoal honra essa memória.
Um Corpo Estranho – Canção Da Paciência (José Afonso) (2025) (single)
Um Corpo Estranho – Canção Da Paciência (José Afonso) (2025) (single)
Um Corpo Estranho lança versão de “Canção da Paciência”, tema original de José Afonso
O duo setubalense formado por Pedro Franco e João Mota volta a editar novo single, desta vez uma versão de José Afonso, “Canção da Paciência”. Não sendo a primeira vez que se debruçam sobre o trabalho do “cantor andarilho”, por ser uma das suas grandes influências, os Um Corpo Estranho revisitam este tema inspirados pela sua mensagem ainda tão atual face ao rumo das sociedades modernas e da espuma dos dias que correm.
Referem ainda que sendo a música e as expressões artísticas um dos últimos redutos da liberdade e à qual cabe lutar por um lugar de reflexão e questionamento dentro das problemáticas humanas, é importante lembrar as razões e as condições nas quais tantos temas foram escritos, mantendo-os vivos, ainda que com diferentes roupagens.
O tema foi produzido por Sérgio Mendes e conta com Vídeo de Pedro Estevão Semedo e Fotografia de Mário Guilherme. A edição cabe à Setubalense Malafamado Records.
Coffee Breakz #102 – Vagabond Ways
Coffee Breakz #102 – Vagabond Ways
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Marianne Faithfull
1.1 As Tears Go By
1.2 The Ballad of Lucy Jordan
1.3 Vagabond Ways
2. Metallica — The Memory Remains
3. Bonnie “Prince” Billy — Tonight With the Dogs I’m Sleeping
4. MIKE
4.1 Clown of the Class (Work Harder)
4.2 Bear Trap
5. Just-Ice — Gangster of Hip Hop
6. Benjamin Epps
6.1 L’Enfant Sacré de Bellevue (ft. Abd Al Malik)
6.2 Shoe Box (ft. Conway the Machine)
7. Bad Bunny — Lo Que Le Pasó a Hawaii
8. Madvillain — All Caps (demo)
9. Ambrose Akinmusire — Bloomed (The Ongoing Processional of Nighas in Hoodies)
10. Deafheaven — Magnolia
Tiwa Savage – Water & Garri (original motion picture soundtrack) (2024)
Tiwa Savage – Water & Garri (original motion picture soundtrack) (2024)
Memória de Elefante 05/02/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Javisol – Tempestade (2025) (single)
Javisol – Tempestade (2025) (single)
JAVISOL, a força emergente do rock português de Loures, apresenta “Tempestade” – o primeiro single do seu álbum de estreia que será editado no próximo dia 21 de Março.
O novo single de JAVISOL mergulha nas profundezas da alma humana através de uma tempestade emocional crua e honesta. “Tempestade” é uma viagem introspectiva onde as dores física e emocional se fundem, embaladas por um rock alternativo intenso e visceral.
Entre momentos de calma contemplativa e explosões sonoras, a letra transporta-nos para um universo onde o tempo só existe na chuva e onde cada gota ecoa no interior.
A voz de Tiago Jesus conduz-nos por esta tempestade, onde passado e presente se confundem numa folha em branco, e onde o peso do não vivido se torna tão real quanto o já experienciado. O tema materializa esta prisão interior, transformando metáforas meteorológicas em reflexos da alma.
“Tempestade” dos JAVISOL é uma montanha-russa sonora que demonstra toda a força da banda. É impossível ficar indiferente – a música provoca reações físicas e emocionais intensas nos ouvintes, ao construir camadas de som penetrantes. O rock da banda ganha aqui uma nova dimensão, mostrando toda a sua capacidade de criar atmosferas densas e emotivas, onde a energia e a vulnerabilidade dançam num equilíbrio perfeito. É um tema que revela a maturidade musical dos JAVISOL e consolida o seu lugar como uma das bandas mais interessantes da nova música portuguesa.
O single vem acompanhado de um videoclip realizado por Fábio Rebelo, com a participação especial de Napoleão Mira. Produção assinada por Mike Simões.
JAVISOL é mais do que uma banda, é um retrato em constante busca pela luz que muitas vezes perdemos de vista. É uma paisagem onde o sol nasce quando a noite se põe.
Tudo começa na natureza artística de Tiago Jesus, que procura abraçar os ouvintes, através da partilha honesta das suas dores que, inevitavelmente, nos tocam a todos nós.
Em 2019, o instrumentista e produtor André Morais junta-se para trabalhar com Tiago no seu projeto. Amigos de longa data, embarcaram numa viagem de criação e pesquisa de várias direções musicais, até que em 2020 juntou-se o baterista Bruno Mimoso, e em 2022 deu-se a entrada do guitarrista João Aguiar. Em 2024 com a sua entrada na agência tuff, lançaram um EP dos seus temas ao vivo no MusicBox e no mesmo ano, Ricardo Rodrigues passa a ocupar o lugar na bateria, marcando um novo capítulo na história da banda.
Os espetáculos ao vivo são uma experiência única, uma fusão de sentimentos profundos e íntimos, onde cada palavra cantada na voz de Tiago Jesus nas suas letras é tangível. Prova disso, é o reconhecimento com o prémio de “Melhor Espetáculo” do Festival Emergente em 2022.
JAVISOL são canções cruas, verdadeiras e ao mesmo tempo, uma explosão onde se ouvem gritos de euforia. Um projeto rock recheado de influências e marcadamente de mãos dadas com a música portuguesa e o fado.
2025 ficará marcado pelo lançamento do primeiro disco de originais, intitulado JAVISOL.
JAVISOL não é apenas uma banda, é uma experiência visceral que transcende as fronteiras do musical para se tornar um testemunho emocional inesquecível. Um coletivo, que acima de tudo se tornou num grupo de amigos, cuja sinergia foi feita para se sentir ao vivo.
Libra – Spells (2025) (single)
Libra – Spells (2025) (single)
LIBRA lança “SPELLS”, o primeiro avanço para o álbum de estreia
LIBRA, rapper, cantora e compositora, apresenta “SPELLS”, o primeiro single do seu aguardado álbum de estreia. Este lançamento afirma a sua identidade artística e desafia os preconceitos quanto ao lugar que ocupa no rap. Com a sua escrita afiada e um tom que oscila entre a aspereza e a suavidade, LIBRA revela a sua primeira provocação — um manifesto de rap consciente que nos traz a raiva e a honra em ser mulher.
“SPELLS” traduz a urgência em mudar a forma como as mulheres são vistas e tratadas nos dias de hoje, focando-se especialmente no meio do Hip-Hop. A artista canaliza para a música a força de quem carrega na garganta um grito há demasiado tempo contido. Com este single, LIBRA rompe silêncios, enfrenta as estruturas e reivindica o espaço que também é seu.
“So many people wishing me to fall / What are you afraid of? / Casting spells to catch me? / What do you think I am made of?” — assim começa “SPELLS”, com versos que desafiam diretamente aqueles que duvidam do seu percurso. LIBRA faz da sua arte um ato de resistência e, ao mesmo tempo, uma busca pela sua ancestralidade e consciência sociopolítica.
Na fronteira entre o Conscious Rap e o R&B, LIBRA não se encaixa em definições rígidas. Pelo contrário, constrói a sua linguagem musical e performática equilibrando raízes, contrastes e oposições. Como o signo que carrega no nome, LIBRA é mulher e manifesto. A sua voz reflete uma demanda por justiça, equilíbrio e liberdade de expressão, trazendo para a música uma mensagem que contamina e transforma quem a ouve.
“SPELLS” marca o arranque dos lançamentos do álbum de estreia e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Hedvig Mollestad – Ekhidna (2020)
Hedvig Mollestad – Ekhidna (2020)
Memória de Elefante 04/02/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Trovador Urbano #36
Trovador Urbano #36
Autor:
David Calderon
(episódio de 4 de Febrero)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
O sofrimento e a esperança das mulheres afegãs são o motor desta peça. Fazel escreveu estes versos depois de falar com a sua irmã, cujo nome significa primavera, mas que nos últimos anos parece ter perdido esse significado. O rouxinol era um símbolo de amor e liberdade e agora uma mulher presa, o Afeganistão era um jardim verdejante e agora uma gaiola sombria. Mas é tempo de resignificar o mundo possibilitando a libertação, lembrando às mulheres afegãs atrás do véu a imensa força que há nelas, comunicando ao mundo que até o som das suas vozes foi proibido, como o da música. As palavras persas em azul procuram a liberdade na pele dela; um rubab, símbolo da música afegã, geme sobre uma árvore morta, um mundo que não escuta; um refugiado que só consegue comunicar-se com a natureza acaricia uma oliveira do país longínquo que o acolhe; esse mesmo homem dança com um vestido vazio que simboliza a desaparição da mulher na sociedade afegã… mas ela consegue escrever na pele dele a palavra Âzâdi, irmã da nossa liberdade.