1 Álbum 100 Palavras #85: Bill Frisell – East / West (2005)
1 Álbum 100 Palavras #85: Bill Frisell – East / West (2005)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“East / West” (2005) é um álbum duplo ao vivo do guitarrista Bill Frisell, capturando sua abordagem única ao jazz, folk e experimentalismo. O disco é dividido em duas partes: “East”, gravado no Village Vanguard, em Nova York, e “West”, registrado no Yoshi’s, em Oakland. Frisell apresenta interpretações inventivas de clássicos como “I Heard It Through the Grapevine” e “Shenandoah”, além de composições autorais. Com uma sonoridade atmosférica e improvisação expressiva, ele transita entre o lirismo e a abstração. “East / West” destaca sua capacidade de reinventar melodias, criando paisagens sonoras que unem tradição e inovação com fluidez e sensibilidade.
Prazeres Interrompidos #349: Malba Tahan – O homem que sabia contar (1938)
Prazeres Interrompidos #349: Malba Tahan – O homem que sabia contar (1938)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Um humilde pastor persa do século XIII, Beremiz Samir, exímio no exercício da arte de calcular, é o protagonista deste livro. O enredo ambienta-se no exotismo do Médio Oriente, mesclando aspectos da cultura islâmica, da herança grega e de outras grandes culturas com curiosidades da matemática e reflecte com fascinante realismo o clima filosófico, religioso e social da época. No universo narrativo são integrados curiosos problemas e enigmas matemáticos e lógicos, aparentemente complicados mas sempre iluminados pela simplicidade dos raciocínios que lhes proporcionam solução, desvendados por Beremiz, o personagem com habilidade e raciocínio lógico. A acção termina com a tomada de Bagdad pelos mongóis, no ano de 1258 da nossa era, marco histórico que assinala o fim da hegemonia árabe no Médio Oriente.
O leitor aprende a matemática pela história, e a história pela matemática.
Bandua – Senhora d’Azenha (2025) (single)
Bandua – Senhora d’Azenha (2025) (single)
A Senhora d’Azenha pertence a uma tradição centenária portuguesa de Carpideiras – mulheres profissionais de luto que choravam e cantavam pelos mortos. Outrora uma atividade considerada inadequada para os homens, agora os Bandua abraçam este ritual num mundo que morre e se renova perpetuamente, honrando uma prática que permanece profundamente relevante.
BANDUA LANÇA NOVO SINGLE ‘SENHORA D’AZENHA’
O novo single dos Bandua é a sua interpretação de um antigo canto e oração que lhes foi transmitido pela cantadeira Idalina Gameiro de Penha Garcia.
Um dueto etéreo e profundamente comovente de baixo e voz, esta canção é uma interpretação de uma oração tradicional da região da Beira Baixa, que apela à Nossa Senhora da Azenha para proteger o povo e a terra de Portugal. O seu santuário, situado entre as aldeias de Monsanto e Penha Garcia, guarda os ecos de uma antiga lenda – de um pastor, de uma boneca escondida e de um carvalho que não quis revelar o seu segredo. Ainda hoje, dizem que os restos dessa mesma árvore fazem parte das paredes do altar.
Juntamente com a canção, é publicado um videoclipe fascinante, por Vincent Moon, um cineasta profundamente talentoso, explorador de som e viajante cujo trabalho captou vozes e rituais de todos os cantos do mundo. O seu olhar perspicaz transformou este momento em algo verdadeiramente especial.
E para aqueles que estão a pensar – sim, isto marca o primeiro vislumbre tão esperado segundo álbum dos Bandua, que chegará no final deste ano. Até lá, mais música surgirá, tecendo o caminho para o seu lançamento.
Ficha técnica do single e do vídeo SENHORA D’AZENHA
Música de Bandua Tempura & Edgar Valente
Letra de canção popular “Senhora d’Azenha” interpretada por Bandua Produção/Mixagem por Bernardo d’Addario
Masterização por Mike Simões
Vídeo de Vincent Moon (Petites Planètes)
Filmado no Palácio do Grilo, Lisboa
Fotografia promocional: Tomás Antunes Capa do Single: Vincent Moon
SolNaMente – Sonhei (2025) (single)
SolNaMente – Sonhei (2025) (single)
“Sonhei” é um tema calmo e nostálgico que nos faz viajar através das várias melodias de guitarra e elementos ambientais, que ao desenvolver-se vai ganhando força levando-nos a uma catarse emocional.
É sobre sonhar que alguém muito importante para nós ainda está nas nossas vidas.
Escrito e interpretado por SolNaMente, produzido por TALVS, mix e master por José Diogo Neves.
É uma Cantautora de 20 anos, do distrito de Leiria que, desde pequena traz consigo o amor pela música. O seu interesse ampliou quando lhe foi oferecida uma guitarra clássica e começou a estudar música como autodidata. Desde então o amor pela arte só aumentou. O Nome artístico surge da necessidade de ser luz (Sol) na escuridão, e ter uma mente livre de preocupações desnecessárias.
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #207
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #207
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Billy Hart → Naaj
John Patitucci → Think Fast
Renè Rosnes → Frevo
Artemis → Footprints
Sullivan Fortner → Tres Palabras
Duduca de Fonseca → Navegar
Fats Waller → Jitterbug Waltz
Fats Waller → Ain’t Misbehavin’
Bria Skonberg → Petite Fleur
Buster Poindexter → Bad Boy
Catman Plays The Blues #165
Catman Plays The Blues #165
Apresentamos esta semana uma obra de um obscuro músico americano que vale a pena descobrir.Espaço ainda para conhecermos os nomeados para melhor disco de Blues acústico do ano passado na opinião da Blues Foundation em mais uma categoria dos Blues Music Awards.
Nayr Faquirá – On & On (2025) (single)
Nayr Faquirá – On & On (2025) (single)
Nayr Faquirá apresenta “On & On”, o primeiro single de avanço para o seu aguardado álbum de estreia, “Entrelinhas”. A cantora, produtora e compositora luso-moçambicana de 26 anos dá assim o primeiro passo para um trabalho que considera ser o mais pessoal e autêntico da sua carreira, onde explora a sua identidade artística e as vivências que a moldaram.
Com uma sonoridade que cruza influências do rnb/hip-hop e soul, “On & On” reflete um ciclo contínuo de desafios e obstáculos que Nayr, tal como muitas mulheres na indústria da música, enfrenta. A letra expõe a luta pela afirmação num meio onde a voz feminina nem sempre tem espaço para ser ouvida sem julgamentos ou conotações externas. “Com este tema de apresentação do meu projeto mais vulnerável até à data, falo do proveito que tiram de mim e da coragem que tenho e terei de ter em, finalmente, independentemente do que vier, não me calar mais nem fugir de mim e da minha essência”, afirma a artista.
“Entrelinhas”, que será editado nos próximos meses, é descrito por Nayr Faquirá como um manifesto, um espaço onde pode expressar-se com total liberdade. Ao longo de 14 faixas, a artista mergulha nas suas experiências enquanto mulher na indústria da música, dando voz a histórias que tantas vezes ficam por contar. “Finalmente sinto que estou pronta para me afirmar enquanto artista a solo”, revela, sublinhando a importância deste momento de transformação na sua trajetória.
Nayr Faquirá tem vindo a consolidar um percurso sólido na música ao longo da última década. Com dois EPs editados e colaborações com nomes como Selma Uamusse, Valete, Ivandro, Deezy e Garry, tem explorado diversas sonoridades e cimentado o seu espaço na cena musical lusófona. Um dos momentos marcantes da sua carreira foi a criação do genérico da série Morangos com Açúcar, com o tema “Quem Tu És”, que a projetou para o reconhecimento do grande público.
Com “On & On”, Nayr Faquirá dá início a um novo capítulo, antecipando um álbum que promete trazer uma narrativa íntima e real sobre a sua experiência na indústria da música e na sociedade. O single e o videoclipe que o acompanha já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.
African Roots #70
African Roots #70
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Séga Sidibé – Fin Sang
2 – Miriam Makeba – Xica Da Silva
3 – Kwi Bamba & L’orchestre de Gama Berema – Pele Ka Noua
4 – Mpharanyana and The Peddlers – Freak Out with Botsotso
5 – Papa Yankson – Yaa Yaa Nkoba
6 – Ondeno Rebieno – Mayolye
7 – Zanzibara – Cuban Marimba Naumiya
8 – Max Rambhojan – Tou’t jou pa min’m
9 – Lucky Strike Sisters – Mr J.S. Mpanza
10 – Aichata Sidibe – La Vie Est Si Belle
11 – Sekou Kouyaté – Badiya
12 – Susso – Bani
13 – Kondi Band – Shake Your Tumba
14 – The Four Brothers – Mukadzi Wepiri
15 – Attarazat Addahabia – Al Hadaoui
Filipe Keil – Ser Ruim (2025) (single)
Filipe Keil – Ser Ruim (2025) (single)
Filipe Keil acaba de lançar o seu mais recente single ‘Ser Ruim’. Desde 2019 já lançou 3 EPs e vários singles, sendo este o novo avanço do artista. Ainda nesse ano participou no Festival da Canção da RTP com o tema ‘Hoje’.
O artista escreve, compõe e produz as suas canções, pelo que se destaca explorando tanto elementos eletrónicos como acústicos nas suas produções, integrando diferentes abordagens dentro do género Pop.
Este novo tema ‘Ser Ruim’ reflete uma nova fase no seu percurso artístico, caracterizada por um retorno a uma expressão musical mais simples, com uma orquestração minimalista focada na letra e na melodia.
É sobre confrontos internos entre frustração e beleza, explorando a complexidade das emoções humanas perante a realidade que o seu mais recente single nos fala. Esta ambiguidade sugere uma crítica a esse conflito e à dificuldade de interpretar o mundo sem recorrer a dicotomias simplistas.
A falta de diálogo e a indignação perante um cenário de desinformação, ou falta de comunicação são também pontos importantes explorados metaforicamente em ‘Ser Ruim’. A repetição do verso “A apontar p’ró que é tão belo neste duelo de ser ruim” sugere um contraste entre a capacidade de admirar o belo e, ao mesmo tempo, sentir-se parte de um conflito interno e externo.
Em “Não me queiram já carimbar, com ódio à diferença”, Filipe Keil apresenta um cenário onde pessoas que fogem à norma são alvo de rótulos e censura, fazendo ainda referência à cultura do cancelamento que se sente hoje em dia.
‘Ser Ruim’ transmite uma atmosfera de realidade que nos leva a refletir sobre a atualidade e as interações humanas – o single encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Roxanne – Passado (2025) (single)
Roxanne – Passado (2025) (single)
Roxanne Bea é o nome artístico da cantora e bailarina profissional conimbricense Ana Beatriz Capitão, que gosta de brincar com as suas muitas inflências musicais, misturando a música mais moderna com as raízes tradicionais da música portuguesa e também da música africana.
Depois da sua participação no projeto Revenge of the 2000’s, no qual atuou perante milhares de pessoas e impressionou o público com as suas energéticas e carismáticas performances ao vivo, Roxanne apostou num percurso a solo, conquistando, com as suas intepretações, uma audiência de alguns milhares de visualizações no Tik Tok e no Instagram.
“Passado” é o título do seu segundo single a solo, recém chegado às plataformas digitais.
Composição: Roxanne Bea e André Mousinho Produção: André Mousinho | F22Records
“Passado” é uma balada intimista que explora a dor, a saudade e as memórias deixadas pelo final de uma relação. A melodia combina influências modernas e toques tradicionais da música portuguesa. Roxanne entrega uma interpretação crua, autêntica e cheia de sentimento, intimidde e perda.
A produção de André Mousinho pretendeu trazer alguma sofisticação a um conteúdo evocativo de estados de alma habitualmente carregados.
Disponível em todas as plataformas digitais a partir de 31 de janeiro de 2025.
MENSAGEM DA ARTISTA
“Passado foi escrita num momento de introspeção, refletindo sobre memórias que, de alguma forma, continuam a fazer parte de nós. Espero que esta música toque o coração de quem a ouvir e que cada pessoa a sinta como sua.”
Prazeres Interrompidos #348: Jean Chamblin – Lady Bobs, o seu irmão e eu (1905)
Prazeres Interrompidos #348: Jean Chamblin – Lady Bobs, o seu irmão e eu (1905)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
«Minha querida, encontrei-as!
Estão aqui todas, as nove ilhas dos Açores. Pequenas ilhas cheias de orações e santuários e sinos vespertinos, enfiadas num fio de água, como as dezenas nas voltas de um Rosário do Mar.»
«Lady Bobs equilibra-se com leveza feminina, muito humor e virtuo- sa elegância no cruzamento entre a literatura de viagem e o roman- ce epistolar. Escrito após uma digressão de Jean Chamblin pelo ar- quipélago açoriano, o livro oferece um interessante retrato da socie- dade micaelense em inícios do século XX. Por entre descrições de paisagens rurais que se iluminam ou fantasmagorizam consoante os caprichos do clima, o olhar sensível da viajante americana capta as pessoas, lugares e costumes ilhéus, tecendo uma narrativa anco- rada no casamento fértil entre a estranheza, o equívoco, a ironia e o fascínio. Um livro imprescindível, finalmente publicado nos Açores.» – PAULO RAMALHO
«Romance epistolar publicado em 1905, agora traduzido para portu- guês, Lady Bobs, o seu irmão e eu vem juntar-se à literatura dos Açores ou que tem o arquipélago como tema, e muito deve ao zelo do tradutor e editor Manuel Menezes de Sequeira, que o apresenta e a par e passo anota com máxima atenção aos contextos biográfico, literário e açórico, em favor de uma melhor compreensão e deleite dos leitores contemporâneos. Uma edição verdadeiramente exem- plar, portanto, que cumpre saudar entusiasticamente.» – VASCO ROSA
Erika Sofia Pawlick David – Frágil (2025) (single)
Erika Sofia Pawlick David – Frágil (2025) (single)
O meu nome Erika Sofia Pawlick David, é com muito entusiasmo que vos apresento o meu novo single, Frágil.
Esta canção é uma homenagem a todas as mulheres que, apesar da sua aparente fragilidade, carregam dentro de si uma força imensa.
Frágil nasce da emoção e da realidade de tantas histórias fala da resiliência da coragem e da beleza que existe na vulnerabilidade.
Um tema que mistura delicadeza e intensidade, numa melodia que convida a introspecção mas também à celebração da força feminina.