Catman Plays The Blues #156

Catman Plays The Blues  #156

Partimos esta semana á descoberta de novos discos do guitarrista Grant Sabin e da cantora Kat Riggins. Celebramos ainda o aniversário do harmonicista Lester Davenport.

Manifesto Sonoro #57

\Manifesto Sonoro #57

MANIFESTO SONORO escolheu os melhores trabalhos da nova música nacional de 2024.

Este é o segundo de dois episódios com a lista dos mais relevantes e criativos álbuns deste ano, das edições mais independentes da musica feita em Portugal ou em língua portuguesa.

Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, de divulgação de música nacional ou em língua portuguesa, com a realização de Carlos Ramos Cleto e a produção de Nuno Duarte.

Os manifestantes desta semana foram:

Afonso Cabral – Indivisível

Afonso Cabral & Shugo Tokumaru – Confusão ⧸ ざわめき

Cassete Pirata – A Rotina

Evaya – morro nasço e nunca é tarde

Club Makumba – King Poejo

Cara de Espelho – Dr. Coisinho

Capitão Fausto – Na Na Nada

Minta & The Brook Trout · Random Information

MaZela – Naveguei (onde os outros vão)

Ganso – Papel de Jornal

Capital da Bulgária – Vem comigo

Ana Lua Caiano – Deixem o Morto Morrer

emmy Curl – Candeia Amor

Azar Azar – Space Gazing

Wilton “Bogey” Gaynair – Blue Bogey (1959)

Wilton “Bogey” Gaynair – Blue Bogey (1959)

Memória de Elefante 11/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tsunamiz – Forgiveness (2024) (single)

Tsunamiz –  Forgiveness (2024) (single)

O sétimo álbum de Tsunamiz, “Behold the Man”, é um disco do mundo, exótico e simultaneamente pessoal e apaixonado.

Bruno Sobral, um dos artistas portugueses mais prolíficos da sua geração, tem procurado sempre unir sonoridades que não costumam ser misturadas, e consegui-o, uma vez mais, de uma forma ainda mais radical com este novo trabalho.

Composto e produzido pelo próprio Tsunamiz, no seu estúdio caseiro, “Behold the Man” aventura-se pelos territórios da música electrónica urbana de influência latina e africana, não esquecendo a música tradicional portuguesa, o punk rock e a pop alternativa.

A obra é composta por 8 canções que refletem a diversidade e mistura musical de Tsunamiz e a sua aptidão para melodias memoráveis e universais. Liricamente, o músico aborda narrativas acerca de relacionamentos tóxicos, o fracasso pessoal, a resiliência, a condição humana e a crítica social.

“Behold the Man” encontra-se disponível nas principais plataformas de streaming de música.

Don Letts: Big Audio Dynamite – Tighten Up Vol. 88 (1988)

Don Letts: Big Audio Dynamite – Tighten Up Vol. 88 (1988)

Memória de Elefante 10/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Raquel Santos – My Fault? (2024) (single)

Raquel Santos – My Fault? (2024) (single)

“MY FAULT?” É O TERCEIRO SINGLE DA CANTORA

RAQUEL SANTOS LANÇA M” Y FAULT?” 

UMA MELODIA QUE EXPLORA OS DESAFIOS DO AMOR E DA VULNERABILIDADE.

” MY FAULT ? ” É UMA VIAGEM EMOCIONAL PELAS NUANCES DE UMA RELAÇÃO

Fumaça #22 – Quase da Família #3: O Sindicato (Série)

Fumaça #22 – Quase da Família #3: O Sindicato (Série)

QUASE DA FAMÍLIA

O SINDICATO

26 DEZEMBRO 2024

Quase da Família é uma série produzida para ser ouvida. Se puderes, aconselhamos a que ouças este episódio com auscultadores. Assim, poderás ouvir as vozes das mulheres reais que fizeram parte desta história e terás uma experiência imersiva que é impossível transpor para texto.

Tim Hart: Steeleye Span – Hark! The Village Wait (1970)

Tim Hart: Steeleye Span – Hark! The Village Wait (1970)

Memória de Elefante 09/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #330: José Pacheco Pereira – Personalia (2021)

Prazeres Interrompidos #330: José Pacheco Pereira – Personalia (2021)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Os textos reunidos neste volume dividem‑se em duas partes.

Em «Poeiras», um singular calendário transporta‑nos vertiginosamente no tempo, revelando o que fizeram, onde estavam, em que pensavam personagens tão díspares como Samuel Pepys — cujo diário regista o quotidiano na capital britânica do século XVII — Virgina Woolf, Albert Camus, Franz Kafka e outros escritores que deixaram notas diarísticas inestimáveis, os generais Lee e Grant no final da guerra civil americana, entre dezenas de outras.

Nos «Textos» da segunda parte, reúnem‑se ensaios sobre temas de especial valor intelectual e pessoal para José Pacheco Pereira, aos quais tem dedicado reflexão. É assim que revisitamos figuras centrais da democratização de Portugal, autores clássicos mas também muitos «livros de quadradinhos» acarinhados pelo autor, ou ainda os contextos de formação cultural desde a sua infância até aos tempos digitais em que hoje vivemos.

«Caibo mal apenas na ‘pequena caixa’ em que me metem. Durante quase toda a minha vida escrevi (e falei) sobre assuntos que se consideram fora da política. Não sei pesar bem as quantidades e muito menos as qualidades, mas é um número substancial, da crítica de arte a uma parceria com Óscar Lopes no suplemento literário do Comércio do Porto, de escritos diversos no Diário de Lisboa, no &etc e noutros jornais esquecidos a uma espécie de sessão de vanguarda com o Jorge Lima Barreto e o Ângelo de Sousa, a traduções de Emily Dickinson, René Char, Henri Michaux e Bertolt Brecht, a ensaios sobre Rilke e Bashô, de discretas aulas de cosmologia e filosofia das ciências em várias escolas a conversas públicas sobre arte, como uma sobre o homem da escola da capa deste livro, John Frederick Peto (há muitos anos em Serralves).

Significa esta enumeração que desejo algum reconhecimento intelectual por essa ‘obra’? Não há ‘obra’ nenhuma, apenas fragmentos. E aqui têm a resposta tão arrogante como muita outra coisa: sei demais para ter qualquer ilusão sobre essa fama. Sei demais para atribuir qualquer valor a um reconhecimento, por um lado por razões dos tempos, cheios de famas de 15 minutos e de salamaleques literários, mas também por uma razão mais de fundo: eu próprio não dou muito valor a tudo isto, porque já vi muita coisa, e já li muita coisa.

E sou, digamos assim, especialista do efémero.»

Coffee Breakz #98 – Funeral for Justice

Coffee Breakz #98 – Funeral for Justice

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Kendrick Lamar — Not Like Us 

2. SZA — 30 for 30 (ft. Kendrick Lamar) 

3. Skaiwater — Rain 

4. Roy & God Colony — Loss Is Not Infinite 

5. Beth Gibbons — Floating on a Moment 

6. Geordie Greep — Holy, Holy 

7. Mdou Moctar — Sousoume Tamacheq 

8. Mica Levi — Slob Air 

9. Burial — Dreamfear

Teresa Salgueiro: Madredeus – Ainda (1995)

Teresa Salgueiro: Madredeus – Ainda (1995)

Memória de Elefante 08/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Malibu Gas Station – Small Horse (2024) (single)

Malibu Gas Station – Small Horse (2024) (single)

Malibu Gas Station lançam o álbum “Never Never” e preparam regresso aos palcos em 2025

Os Malibu Gas Station, trio portuense formado em 2016 por Vítor Pinto, David Félix e, mais tarde, consolidado com João Losa, apresentam o seu segundo álbum, “Never Never”, que sucede ao disco de estreia “World Wide Dance”. Este trabalho chega ao público no final de dezembro, num gesto deliberadamente contracorrente — porque lançar um álbum num mês em que “ninguém quer saber” parece ser a atitude mais autêntica da banda.

O título, “Never Never”, carrega múltiplos significados. Por um lado, remete à qualidade imaginária, idealista e fantasiosa que define o termo no inglês britânico. Por outro, revela um capítulo que, segundo os próprios músicos, talvez queiram deixar para trás o quanto antes. “Adormecemos todos os dias sob o aplauso da nossa consciência”, poderia dizer alguém com autoridade, como um treinador português outrora citou. Este disco é o reflexo de uma banda que encerra ciclos, resolve carolices e se prepara para um futuro onde, esperam, o terceiro álbum seja o verdadeiro — ler “o verdadeiro” com o sotaque do Porto.

Desde que Vítor Pinto e David Félix formaram os Malibu Gas Station, foi na entrada de João Losa — antigo colega na banda O Abominável — que encontraram o tão sonhado “never-never”: aquele ideal utópico e perfeito de banda que parecia sempre fora de alcance. Este segundo disco reflete uma paz de espírito e, ao mesmo tempo, uma inquietação constante. Não é um álbum para agradar, talvez nem para a banda, mas é um passo necessário.

Parte do charme dos Malibu Gas Station reside na sua autossuficiência. Vítor Pinto é designer, David Félix trabalha como assessor de imprensa e João Losa é produtor musical. Combinando estas competências, o trio sabe que tem tudo para correr mal, e corre, sempre, mal, como previsto, mas com sentido.

“Desde que somos três, as coisas fazem sentido”, comentam Vítor e David. Mas esse sentido não vem de respostas fáceis. Ao longo deste projeto, tiraram elementos, adicionaram outros, voltaram a tirar. O resultado? Um disco que parece falar tanto de dúvidas como de certezas, e que anuncia, já em 2025, o regresso aos palcos — algo que não acontece desde o lançamento do single de estreia “Ellie Parker” em 2016.

Será que agora é que é? Será que os Malibu Gas Station se encontram finalmente resolvidos? Como agrupamento musical, preferem posicionar-se como um Braga ou um Belenenses, quem sabe até um Boavista, no campeonato — já que ir a um concerto é quase como ir à bola: sólidos, alternativos e fiéis a si mesmos, longe da pressão dos “três grandes”; uma defesa consistente, mas perto da reforma; ataque a duvidar de si mesmo; e um meio-campo inexistente nas transições defensivas e ofensivas que só vê jogar. “Somos todos amigos, a três, porque o gasóleo sai mais barato”, brincam. O preço do combustível, futebol e música também está relacionado, se usarmos o imaginário “Never Never”.

No entanto, a verdade é que os Malibu Gas Station nunca foram uma banda purista. Sempre carregaram consigo o impulso criativo e a resistência pragmática. “Nunca nos sentimos tão vivos como agora”, confessam. E isso, para eles, é o mais importante.

Com “Never Never”, a banda parece estar a fechar capítulos para abrir novos. O terceiro álbum, já prometido para o próximo ano, é onde as apostas estão. O que está para vir é sempre o melhor — a doce ansiedade. Até lá, este segundo disco é um lembrete de que a estrada é longa, mas nunca menos interessante.

A acompanhar o álbum, foi lançado o single “Small Horse”, o terceiro single de apresentação de “Never Never”. Inspirado pela reflexão de Darwin — “Poderia um pequeno potro, nascido numa estrebaria humilde, um dia galopar num hipódromo prestigiado? Não é essa, afinal, a questão e aspiração de muitos indivíduos nas sociedades?”. 

“Never Never” acaba de ser editado e está disponível em todas as plataformas digitais. O regresso aos concertos está previsto para 2025, prometendo trazer aos palcos a energia renovada que agora define a banda.