PZ está a celebrar 20 anos de carreira, mas não há tempo para festas – o fim do mundo continua a ser o grande tema. Desde “Anticorpos” (2005), o músico tem espalhado grooves marados, ironia fina e reflexões absurdas que, no fundo, fazem todo o sentido. Agora, com “Apocalypse Later”, troca os sintetizadores pelas guitarras e deixa o seu alter-ego Joe Zé ao volante. O rock toma conta do recado e a eletrónica vai para o banco de trás.
Se “O Fim do Mundo em Cuecas” (2024) foi um aperitivo para o colapso global, “Apocalypse Later” carrega na distorção e mostra que a desgraça pode ser compreendida por mais gente – desta vez, em inglês. É a primeira vez que PZ canta exclusivamente noutra língua, mas o sarcasmo, a crítica social e os refrões viciantes continuam intactos.
O mundo parece cada vez mais à beira do abismo e PZ afia a ironia como arma da transparência. Entre guerras, crise climática e líderes a brincar com o caos, a humanidade está a viver um plot twist escrito por alguém sem noção. É aí que entram faixas como “Blame It On Other People”, “The Shithole Countries” e “Apocalypse Later”- três temas que deitam sal na ferida de uma realidade cada vez mais distorcida. O primeiro, um hino punk-rock perfeito para uma sociedade onde a culpa é sempre dos outros e ninguém assume responsabilidades. O segundo, uma sátira mordaz à falta de decência e empatia de uma visão política que transforma países desfavorecidos em slogans de campanha, reduzindo vidas humanas a meras palavras de efeito corrosivo. O terceiro, um grito sarcástico que resume a atitude coletiva perante o apocalipse: “Deixa andar, lidamos com isso depois” – se ainda houver um depois. O dedo aponta-se, a culpa roda, e a instabilidade cresce – mas a música não deixa passar nada em branco.
Wildchains – Another Lie (2025) (single)
Wildchains – Another Lie (2025) (single)
A mais recente e emocionante novidade da nossa banda, Wildchains, é o lançamento da versão acústica de “Another Lie” – “Another Lie (Heavenly Version)”.
Esta reinterpretação intimista e emocional, com voz crua e instrumental minimalista, destaca a vulnerabilidade da letra e aborda questões existenciais profundas.
Francisco Mascarenhas – Fácil Falar (2025) (single)
Francisco Mascarenhas – Fácil Falar (2025) (single)
A ‘Fácil Falar’ é um hino para os people pleasers – aquelas pessoas que, tal como eu, vivem para agradar a alguém que não nós próprios. Funciona também como uma ode à empatia que, quando é usada e excesso, pode tornar-se num fardo demasiado pesado para se carregar sozinho! Com um estilo mais upbeat e como promete uma mudança em todo o meu estilo artístico e na minha tão bem definida ‘zona de conforto’, a ‘Fácil Falar’ é a primeira canção do meu ainda-secreto-novo EP que, também ele funciona como uma nova página na minha vida, no meu processo criativo e em toda a minha carreira artística!
Decline and Fall – As All Ends (2025) (single)
Decline and Fall – As All Ends (2025) (single)
A primeira introdução a “Scars and Ashes”, álbum de estreia dos Decline and Fall, aconteceu com “Lost Astray”, mas “As All Ends” é, no sentido clássico do termo, o primeiro single do disco. Partindo da sonoridade electrónica que está na génese da banda, a canção tem um sentido orgânico muito particular, e perpassa um sentimento de claustrofobia e impotência perante a inevitabilidade do fim. Num mundo cada vez mais incerto e polarizado, parece que a única certeza que temos é a da finitude de tudo, de alguma forma.
37 anos depois, José de Pina reencontra-se com Armando Teixeira para quem tinha filmado, na altura, num vídeo premiado dos Ik Mux, uma das bandas de que o músico fez parte. “As All Ends” marca este reencontro e poderá não ficar por aqui. Nas palavras do realizador, “As músicas sofisticadas dos Decline and Fall têm ambientes sonoros que pedem e merecem ter um filme“.
“Scars and Ashes” é editado dia 4 de Abril em formato digital e em vinil, podendo as pre-orders ser realizadas no Bandcamp oficial dos Decline and Fall em https://declineandfallmusic.bandcamp.com. “Scars and Ashes” parte das explorações iniciadas nos EP anteriores, “Gloom” e “Pulse”, mas acrescenta-lhes um vocabulário musical cada vez mais vasto e sofisticado.
Farko – Sadim (2025) (single)
Farko – Sadim (2025) (single)
FARKO
rock trio not so jazz
Riffs intensos e ritmos complexos sob uma paisagem sónica onde o improviso torna cada performance numa experiência única.
“Sadim” é o novo single, começa e termina em força. Um estrondo, com a habitual improvisação FARKO™ pelo meio.
Uma música sobre querer tudo, e lidar com isso quando lá chegas.
www.linktr.ee/farko.band
Tresporcento – Dedicados (2025) (single)
Tresporcento – Dedicados (2025) (single)
“Dedicados” é a primeira canção da banda lisboeta a ser lançada em 8 anos, antecipando um disco a editar ainda em 2025.
Dedicados é o primeiro tema de avanço de um disco que verá a luz do dia ainda em 2025 e que marca o regresso ao formato preferido da banda: gravações em ensemble, numa linha de continuidade entre a sala de ensaios e o estúdio de gravação – que desta vez é o Namouche, em Lisboa.
Mais do que trabalhar para atingir um resultado planeado, os Trêsporcento voltam a dar prioridade ao processo como resultado em si mesmo. É com impaciência que esperam o momento de poder mostrá-lo a toda a gente.
A produção ficou a cargo de JP Mendes (que é também o responsável pela identidade visual do novo trabalho), as gravações foram feitas pelo Diego Salema Reis (que também masteriza) e a mistura ficou a cargo de Eduardo Vinhas. A capa, por sua vez, pertence ao colectivo ABCC (formado por Alexandre Camarao e Bernardo Simões Correia).
Os Trêsporcento têm no seu currículo três álbuns de originais – Hora Extraordinária (2011), Quadro (2012) e Território Desconhecido (2017) – além de um registo ao vivo, Lotação 136, gravado no Teatro Aberto (2014).
Sophia & Os Senhores Roubados – Fora Do Tempo (2025) (single)
Sophia & Os Senhores Roubados – Fora Do Tempo (2025) (single)
Libra – Use Your Pain Wisely (2025) (single)
Libra – Use Your Pain Wisely (2025) (single)
LIBRA lança “USE YOUR PAIN WISELY”, um retrato intimista sobre resiliência e superação
Depois do lançamento de “SPELLS”, no passado dia 31 de janeiro, LIBRA disponibiliza “USE YOUR PAIN WISELY”, o segundo single em antecipação ao seu álbum de estreia. A rapper, cantora e compositora regressa, assim, com uma faixa que mergulha no seu passado e na forma como transformou a dor em força.
“USE YOUR PAIN WISELY” é um boom bap de raiz, onde LIBRA nos conduz por um storytelling íntimo sobre como usou a adversidade para evoluir. Através de um flow preciso e versos introspetivos, revisita a casa onde cresceu, reflete sobre a sua própria relação com a dor e dá-se a conhecer ao público de uma forma ainda mais intrínseca. A música assume-se como um mantra de resiliência, aquela voz interna que, no momento de maior fragilidade, ordena que se continue a lutar.
Com este single, LIBRA continua a expandir a sua narrativa artística, posicionando-se na interseção entre o Conscious Rap e o R&B. A sua linguagem musical e performática resiste a definições rígidas, procurando o equilíbrio entre contrastes e raízes. Através da arte, explora a sua ancestralidade e a sua própria consciência sociopolítica, contagiando quem a ouve com essa mesma busca.
“USE YOUR PAIN WISELY” e o videoclipe que acompanha a faixa já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.
Rumia – Role Model (2025) (single)
Rumia – Role Model (2025) (single)
A cantora e compositora Rumia regressa com o seu aguardado segundo álbum de estúdio, no dia 4 de Abril. ’Old Enough to Save Myself’, é um disco introspectivo, onde a electrónica pulsante dos anos 90 se funde com a intimidade dos sons orgânicos, criando um universo sonoro tão íntimo quanto expansivo.
O novo single, ‘Role Model’, é já a quarta canção apresentada, depois de ‘Emergency’, a versão de ‘Desfado’ de Ana Moura e, ‘Shift In The Air’.
‘Role Model’, não é apenas de uma canção sobre crescer e libertar-se das expectativas externas, mas um lamento silencioso que se transforma em libertação. Entre os acordes suaves e as palavras cruas, a música celebra a força de quem aprende a soltar o que nunca foi verdadeiramente seu, como se de uma dança do desapego se tratasse.
O single já está disponível em todas as plataformas digitais.
A partir de Março 2025, Mariana começa a viagem de lançamento do seu segundo álbum. Sairá um single por mês até sair o álbum completo no Outono deste ano. A primeira canção chama-se “Perguntas Respostas” e sai no dia 14 de Março em todas as plataformas digitais. É uma música que foi escrita a chorar e com a consciência de que algo bom estava para vir, porque a vida redirecciona-nos para onde temos de estar. É uma ode à perda, à desilusão, ao não saber o que aí vem depois de tudo parecer desmoronar, mas também à confiança de que caminhando vamos descobrindo as respostas e o sentido de tudo o que acontece. Mariana Guimarães escolhe esta música pop-rock-folk, como o primeiro single do seu segundo álbum,
single este que cantou ao vivo durante o último ano e que já conquistou muitos corações.
Se o seu primeiro álbum, “Alguém me leve”, muito bem acolhido pela RTP e outros canais de media nacionais, apresentado ao vivo nas FNACs e Café da Casa da Música, “cheira a campo”, como bem disse Jorge Afonso da Antena 1, este seu segundo álbum dá voz à experiência ao longo da uma fase de radical mudança na sua vida, uma fase de reposicionamento no mundo artístico, de separação, de estar solteira e todas as experiências associadas, os tabus a desfazerem-se, a verdade a vir ao de cima, uma mulher a empoderar-se e subir no seu amor- próprio mais um nível. As canções são de uma sinceridade que harmoniza e catalisa, de um lugar de consciência que expande e inspira, escritas em transformação e abrindo espaço para
a transformação de quem a escuta e sente.
Este seu álbum vai ser promovido entre os media, nas redes sociais, em workshops, e ações de rua e os espetáculos de apresentação cruzarão a música, com a dança, com a palavra e contarão com a participação de comunidades locais e artistas convidados numa experiência
única e completamente inesquecível para público e participantes.
Lisa Sereno – Tan Line (2025) (single)
Lisa Sereno – Tan Line (2025) (single)
Através de “Tan Line”, acompanhamos a história de dias de verão
aparentemente perfeitos, que rapidamente se tornam misteriosos e
acabam sem deixar certezas. A única certeza é que, eventualmente, a
linha de bronzeado que sobrou dessa memória, acaba por desaparecer
e, com ela, um amor que parecia ser real, desaparece também.
Inspirada na sonoridade da folk norte-americana, esta canção convidanos
a mergulhar em águas enigmáticas e incertas, contrastantes com o
som suave de guitarras que embalam e evocam a calma e constância
das ondas do mar. No final, ouve-se o desligar de um leitor de cassetes
— a história acabou.
Sobre esta história, fica a questão: foi real ou foi um sonho? Se de um
sonho se tratou, fica, agora, realizado nesta canção.