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Manta – 112 (2024) (single)

Manta – 112 (2024) (single)
Chama a ambulância pra hoje
Eu nem queria dizer alto isto
Mas eu sei que vai ser hoje
Não sinto cada parte minha
Está me a doer tudo no corpo
Eu sei que vai ser hoje
Chama o 112
Como é que eu te explico isto, como é que eu desligo?
Isto é sentimento misto, como é que eu te digo?
Hoje eu estou somente lixo e se a minha mente diz
Que o meu vício é ter um vício e que agora dependo disso
Nunca fui tão submisso
Será que tou possuído?
Chama a ambulância com um padre, liga e traz um crucifixo
Chama o 112
A sério que eu nunca me vi tão carente
Que a vida nunca me deixou ser tão crente
Que agora que a vida me cai de repente
Chapada na cara ‘tá a bater de frente
‘Tá a bater de frente e mesmo que tente
Não tiro a razão mas não fico ciente
E mesmo que invente
Caminhos diferentes, cabeça só mente
Estou escravo da mente
Estou escravo de que?
Estou escravo da mente
Estou escravo de mim, já nem faz sentido
Mas eu estou sentido, e num só sentido
Cuspir cá pra fora o que ficou contido
Tão como é que te explico isto?
Como é que eu desligo?
E se isto é sentimento misto, tão
Chama a ambulância pra hoje
Eu nem queria dizer alto isto
Mas eu sei que vai ser hoje
Não sinto cada parte minha
Está me a doer tudo no corpo
Eu sei que vai ser hoje
Chama o 112
Se me passares a mão na testa vais ver quanto é que eu estou quente
Enquanto ser humano até quando é que eu aguento?
Sempre tive esta falsa dor presente
Falso frente a frente
Cheiro a medo enquanto tento segurar tanto peso
Vou estar preso até que aprendo
Que na verdade, nesta vida há pouco tempo
Estou sendo no sofá as vinte e trinta
Está tudo à minha espera e eu sem saída
Sinto cada olhar em mim, mas ninguém imagina
O que é viver dentro de alguém com uma alma igual à minha
Que quando dói, dói tanto que eu nem respiro
Chama a ambulância pra hoje
Eu nem queria dizer alto isto
Mas eu sei que vai ser hoje
Não sinto cada parte minha
Está me a doer tudo no corpo
Eu sei que vai ser hoje
Chama o 112
Ghetthoven – Letters (2024) (single)

Ghetthoven – Letters (2024) (single)
Ghetthoven encerra um ciclo com o lançamento de double single
Ghetthoven, cantor, compositor e produtor oriundo do Porto, apresenta o seu mais recente trabalho, um double single composto por “New Day” (Lado A) e “Letters” (Lado B). Este lançamento, disponível nas plataformas digitais, marca o encerramento de uma fase romântica e introspectiva na trajetória do artista, assinalando a transição para uma nova era musical.
Com produção de Taseh, Saloio e Liquid, e uma forte componente lírica e métrica assinada pelo próprio Ghetthoven, este double single reflete as experiências e os sentimentos que moldaram o último capítulo da sua carreira. “New Day” surge como um hino ao renascimento e à superação de tempos sombrios, enquanto “Letters” é uma ode ao amor, apresentada sob a forma de uma carta destinada a todas as pessoas apaixonadas. Ambas as faixas mantêm a atmosfera soul e onírica que tem caracterizado a música do artista, mas apontam para o desfecho de uma etapa criativa que o viu explorar profundamente a sua expressão romântica.
“Este lançamento é o desfecho de uma season, um hiato da minha fase romântica. É também uma ode ao amor e ao renascer, uma forma de reagir aos tempos negros que atravessamos,” explica Ghetthoven, acrescentando que o futuro da sua música será marcado por uma abordagem mais ativista.
Desde a sua estreia em 2014 com “By My Side”, Ghetthoven tem vindo a afirmar-se no panorama nacional, integrando projetos como os Crisis e colaborando em produções de artistas como Moullinex, Voxels e Cut Slack.
“New Day” e “Letters” são um marco nesta trajetória, encerrando um ciclo que deu origem a obras como “Magical City”, lançada no início de 2023, um single descrito pelo artista como “um hino à esperança e à luta”. Ghetthoven, que escreve, interpreta e orquestra os seus trabalhos, sublinha que este lançamento simboliza não só um momento de reflexão e renovação, mas também o ponto de partida para um novo capítulo na sua música, onde temas sociais e interventivos ocuparão o centro do seu processo criativo.
Paulo Tó – Mudam- Se Os Tempos (2024) (single)

Paulo Tó – Mudam- Se Os Tempos (2024) (single) Id
O músico e compositor brasileiro Paulo Tó edita o single Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, releitura de José Mário Branco, a 22 de novembro. O tema apresenta o projeto Cantos da Revolução (ybmusic), que presta homenagem às canções do repertório de protesto que marcaram o período de luta contra a ditadura em Portugal, entre 1926 e 1974. A ideia para o disco foi inspirada por uma temporada em que o artista viveu no país. O single divulgado agora remonta à canção editada originalmente em 1971 por José Mário Branco, ícone da luta contra o fascismo português. Nesta releitura, o tema ganha sotaque e musicalidade brasileiras por meio da participação do saxofonista Thiago França e do duo de instrumentistas de sopro Os Bicudos. Integra também a música o violonista português Afonso Albuquerque. Oiça aqui.
“Essas canções, algumas feitas durante o processo revolucionário, carregam uma vitalidade poética e musical, além de revelarem os sonhos, as raivas e as alegrias de uma geração de artistas que viveram no exílio por anos e que, ao regressarem, participaram ativamente da revolução”, diz Paulo Tó.
No final de 2018, quando viveu em Portugal, Paulo Tó passou a conhecer o repertório que agora integra o disco. “Comecei a ouvir essas músicas por indicação de amigos e fiquei impressionado com a potência poética das canções, completamente desconhecidas no Brasil. Na época tive o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes compositores portugueses desta safra: José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias, com quem me encontrei algumas vezes e estabeleci mais contacto”, completa. Neste mês de novembro, completam-se cinco anos da morte do cantor José Mário Branco.
O álbum a ser lançado no próximo ano conta também com as participações de Siba, Jéssica Areias, Cauê Silva, Eugénia Melo e Castro e Arthur de Faria.
Duarte – Não Importou Que Ficasse (2024) (single)

Duarte – Não Importou Que Ficasse (2024) (single)
Duarte – Venham Mais Vinte (2004-2024) Edição a 22 de Novembro 2024
Não há como fugir-lhe. Sempre que um número redondo começa a ficar nítido no horizonte, a ideia de balanço vai-se impondo nas nossas cabeças. Olha-se para trás, faz-se contas àquilo que se concretizou e àquilo que ficou por concluir, toma-se uma consciência mais clara do caminho que se foi percorrendo, percebendo melhor aquilo que levou do ponto A até ao B, ao C e a todos os outros que o alfabeto permita nomear.
Com o fadista Duarte aconteceu o mesmo, ao ver aproximar-se a marca dos 20 anos de carreira. Só que, no seu caso muito particular, o balanço que decidiu empreender assume um duplo sentido. Na verdade, mais até do que um olhar para trás e uma celebração do caminho que fez dele uma das mais notáveis vozes do fado de hoje, aquilo que o move em Venham Mais Vinte 2004-2024 é uma mirada dirigida para a frente. O balanço, aqui, é sobretudo equivalente ao momento de dar uns passos atrás, ganhar espaço para a corrida e saltar em frente. Assumindo, talvez mais do que nunca, o risco desse salto. A experiência tem também destas coisas – minimiza as incertezas, aguça a ousadia, ajuda a uma definição mais inteira de quem se é, sem medo das opiniões de terceiros e sem o peso de querer adivinhar o que outras cabeças gostariam que fossem os passos seguintes.
Venham Mais Vinte, numa alusão evidente a José Afonso, é também um título feito dessa mesma vontade de imaginar que virá depois, sem pensar demasiado naquilo que já foi – porque o passado, quer queiramos quer não, carregamo-lo sempre connosco. E é, em vez da habitual celebração e do costumeiro “o melhor de”, um disco de risco assumido. Em vez de comprazimento, Duarte quis a ousadia. Em vez de dar palmadinhas nas costas de si mesmo, Duarte quer antes empurrar-se e ver onde vai cair.
Gonçalo Frota
Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)

Juliano Costa – Tudo Bem (2024) (single)
Vida Real: terceiro disco de Juliano Costa carrega sinceridade de cronista e leveza de poeta
Álbum chega às plataformas em 28 de novembro, acompanhado pelo clipe de “Tudo Bem”, marcando a narrativa envolvente e divertida do músico paulistano
Três anos depois do lançamento de “Barco Futuro”, sucessor do álbum visual “A Trilha da Trilha”, o músico e escritor Juliano Costa (Primos Distantes, Renato Medeiros) mistura sua inventividade sonora, criativa e literária no disco Vida Real, disponível em fonograma a partir do dia 28 de novembro, quinta-feira. O resultado é uma obra sincera, envolvente nas suas diferentes camadas, de leveza agridoce. Um trabalho que se parece com uma festa entre amigos íntimos, na qual você, ouvinte, está.
Vida Real é também um retrato do dia seguinte da festa, de ressaca e dúvidas existenciais. “Existem várias camadas de vida. Tem a vida íntima, tem a vida social, tem a vida de rede social. Tem a vida choradeira de pitanga e tem a vida de coragem e bola pra frente. Tem a vida arte, a vida canção, a vida palco, a vida tela, a vida personagem. Em todas essas vidas dá pra ter um pouco de sinceridade. Não é fácil, mas dá. Sempre dá pra ter um pouquinho de vida real no meio da ficção”.
A produção do disco é dele, ao lado de Renato Medeiros, que também mixou e masterizou o trabalho. O álbum conta com as já lançadas “Oração à Música”, “O Mundo é Gigante”, “Todo Amor do Mundo”, que ganhou clipe, “América do Sul”, “Glória”, também acompanhada por videoclipe, e Tudo Bem – que acaba de ganhar um clipe divertido e sensível: assista – somadas às inéditas “Filho do Vento”, “Quando a Noite Cai’, “Estrelas Solitárias em Constelação”, “O Sol”, “O Vazio” e “Eu Não Vou Deixar”.
São canções que funcionam como crônicas da vida e da fantasia da vida – memória ou imaginação. Feitas de momentos sinceros e sugestivas de uma experiência terna de vida, das que dão contorno aos sentidos de estar por aqui. “As participações de Luna França, Maria Tereza, Cauê Benetti, Caio Costa, e a presença constante do Renato Medeiros no disco, são resultado de encontros reais, coisas vividas e coisas cantadas e tocadas”.
Pra além de sua carreira solo, Juliano é baterista da banda de Renato Medeiros e escreve literatura. Seu romance Fumo (Patuá, 2023) figurou na lista de melhores livros do ano da revista de livros 451. Ele é também autor de um conto do livro “As Páginas do Relâmpago Elétrico” (Garoupa, 2023), baseado no disco de 1977 de Beto Guedes.
Ligados Às Máquinas – (Dormir) Em Direcção Ao Sonho (2024) (single)

Ligados Às Máquinas – (Dormir) Em Direcção Ao Sonho (2024) (single)
Os Ligados às Máquinas são, provavelmente, a primeira orquestra de samples composta por músicos em cadeiras de rodas do mundo. Nascidos há uma década no seio da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, lançam no próximo dia 6 de dezembro, pela Omnichord Records, o seu impressionante disco de estreia, Amor Dimensional.
Cruzando diferentes géneros musicais e explorando novas fronteiras criativas, os Ligados às Máquinas têm desenvolvido, com o musicoterapeuta Paulo Jacob, ferramentas e metodologias de trabalho inovadoras e promotoras da plena participação artística.
O processo criativo dos Ligados às Máquinas sempre se destacou pelo uso, adaptação e criação de soluções de hardware e software que permitem aos integrantes – músicos com alterações neuromotoras – ter controlo e autonomia para disparar samples em tempo real em dispositivos adaptados.
Nos primeiros anos, os elementos dos Ligados Às Máquinas foram convidados a partilhar, nas sessões de trabalho, as músicas e os sons mais importantes e significativos na sua vida. Com a utilização do hardware Makey Makey (que converte objetos do quotidiano – condutores de corrente elétrica – em controladores), deu-se a epifania: E que tal constituir uma “orquestra” de amostras musicais? Uma espécie de melting pot musical, onde cada um participa ativamente no processo criativo do coletivo, partilhando a sua identidade musical e cruzando-a com a dos outros. O resultado foi uma amálgama poética de construção sonora coletiva.
E o que torna isto possível? Para além da paixão musical que une o coletivo, o outro grande aliado é … a tecnologia. Um computador, um Makey Makey, muita cablagem e controladores personalizados ao movimento funcional de cada um dos músicos. Cada músico “dispara” um ou mais samples, de acordo com uma organização que foi previamente acordada entre todos (desde o processo de amostragem e tratamento dos excertos musicais até à composição colectiva).
Em 2023, em colaboração com a Omnichord e numa residência artística para o Festival NASCENTES, o projeto adotou uma nova abordagem criativa e participativa, iniciando um processo de colaboração direta com diversos músicos e compositores, que cederam excertos musicais inéditos. O poder da música e da criação participativa foi o mote para o convite lançado a diversos nomes para que, através da cedência de samples da sua voz ou dos seus instrumentos, permitissem aos Ligados às Máquinas a criação de um arquivo sonoro que potenciaria novas composições feitas a muitas mãos, vozes e corações. Entre os que aceitaram o convite estão nomes como Ana Deus, Bruno Pernadas, Cabrita, Carincur, Catarina Peixinho, Coro Ninfas do Lis, Dada Garbeck, Filipe Rocha, First Breath After Coma, Gala Drop, Gui Garrido, Joana Gama, Joana Guerra, João Doce, João Maneta, João Pedro Fonseca, José Valente, Lavoisier, Mano a Mano, Moullinex, Nuno Rancho, Orquestra e Coro da Gulbenkian, Pedro Marques, Retimbrar, Ricardo Martins, Rita Braga, Rita Redshoes, Salvador Sobral, Samuel Martins Coelho, Samuel Úria, Selma Uamusse, Senhor Vulcão, Surma e Vasco Silva. O resultado acaba por ser uma fusão única de estilos musicais, do hip-hop ao fado, do rock ao techno, do blues à world music e da música erudita à música concreta, culminando num disco que se traduz numa linguagem única.
Amor Dimensional é o resultado de uma década de trabalho e amadurecimento de um processo coletivo que começou a explorar o universo sonoro familiar dos seus elementos para depois conseguir explorar, interpretar e compor algo realmente novo e seu a partir da novidade e do desconhecido que lhes foi apresentado por mais de 30 artistas nacionais.
São nove temas originais, que desenham um dia na vida de cada um: do amanhecer ao acordar, da procrastinação à tensão, da obrigatoriedade à liberdade de escolha limitada, da melancolia confortável à refeição aconchegante até ao merecido descanso (enriquecido pela possibilidade de sonhar).
O grupo estreou-se em palco em 2014, a convite do Teatro Municipal da Guarda e, desde então, apesar da desafiante logística, tem vindo a apresentar-se ao vivo todos os anos e os seus espetáculos são muitas vezes descritos como um confronto de duas forças fundamentais opostas e complementares: a estaticidade física e o movimento musical.
A música dos Ligados às Máquinas é uma construção sui generis: junta excertos cuja coabitação pode parecer improvável ou impossível, apresentando um todo unificado e harmonioso que, muito provavelmente, não soa a nada do que se tenha escutado até hoje.
Os Ligados Às Máquinas são Andreia Matos, Dora Martins, Fátima Pinho, Hélia Maia, Jorge Arromba, José Morgado, Luís Capela, Mariana Brás, Paulo Jacob, Pedro Falcão e Sérgio Felício.
