Mateus Aleluia – Papel Machê (2024) (single)

Mateus Aleluia – Papel Machê (2024) (single)

O cantor, compositor e instrumentista brasileiro Mateus Aleluia Filho revisita o clássico Papel Machê, canção de Capinam e João Bosco, em releitura que evoca as raízes do reggae da Bahia – estado centro da cultura afro no Brasil. O tema tem participação dos conterrâneos Rafael Pondé (Diamba, Natiruts) e Eduardo Escariz – que assina a produção musical ao lado de Átila Santana (IFÁ). O single celebra o encontro dos músicos e traz à tona a importância do estilo que ajudou a embalar e projectar a música baiana. Gravaram também na canção o baterista Iuri Carvalho e o tecladista João Leão. A edição chega com um visualizer gravado na Ponte Dom Pedro II, que liga a cidade de Cachoeira à São Félix sob o Rio Paraguaçu. Oiça a música aqui e assista ao vídeo aqui.

Mateus Aleluia Filho traz para a música sua herança que vem de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Do canto aos sopros dos metais, a cidade onde nasceu o Tincoã Mateus Aleluia – pai do músico – também foi berço da identidade que originou a forma de tocar e compor o reggae da Bahia. Além de toda história de resistência e cultura, a cidade que beira o Rio Paraguaçu é um celeiro de instrumentistas de sopro, como é o caso de Mateus Aleluia Filho, que, inclusive, no single, além de cantar, também toca trompete, instrumento no qual é especialista.

A tradição do estilo musical na Bahia se desdobrou em diversas vertentes, entre elas, o samba reggae, que projectou o Pelourinho para fora do Brasil; o reggae de Gilberto Gil, que trouxe para o português versões de Bob Marley dando sua contribuição com grandes canções brasileiras sem perder a referência da fórmula básica jamaicana; e o reggae do Recôncavo, protagonizado por artistas como Edson Gomes, e conduzido por letras que denunciam a desigualdade social nas periferias, contos de personagens locais, protesto, religiosidade e pertencimento.

A versão de Papel Machê por Mateus Aleluia Filho tem mistura e masterização de Pedro Itán, multi-instrumentista e engenheiro de som que comanda o Hitlab. Itán conta com uma lista extensa de contribuições nas produções da nova música urbana de Salvador, com destaque para indicação ao Grammy Latino pela produção musical do disco “Território Conquistado”, de Larissa Luz. As bases da música foram gravadas no estúdio de Átila Santana em sociedade com o sueco Sebastian Notini, por onde passaram Tiganá Santana, Luedji Luna e Mãe Ana.

A versão de Papel Machê por Mateus Aleluia Filho tem mistura e masterização de Pedro Itán, multi-instrumentista e engenheiro de som que comanda o Hitlab. Itán conta com uma lista extensa de contribuições nas produções da nova música urbana de Salvador, com destaque para indicação ao Grammy Latino pela produção musical do disco “Território Conquistado”, de Larissa Luz. As bases da música foram gravadas no estúdio de Átila Santana em sociedade com o sueco Sebastian Notini, por onde passaram Tiganá Santana, Luedji Luna e Mãe Ana.

Direção, fotografia, montagem e correção de cor: Eduardo Escariz

Menino Marino – 31 Megatons (2024) (single)

Menino Marino – 31 Megatons (2024) (single)

MENINO MARINO, nome artístico do músico e produtor português André Marino, apresenta o seu mais recente projeto, “31”, um double single que inaugura uma nova fase na sua carreira e será lançado em duas partes. O lançamento inicial de “31” inclui a faixa principal, “31 MEGATONS”, acompanhada pelo instrumental “A NEW WORLD COLLIDES”. Este trabalho é complementado pelo videoclipe de “31 MEGATONS”, assinalando o primeiro vídeo oficial do artista.

Com uma sonoridade marcadamente experimental, “31” explora atmosferas electrónicas que remetem para influências de nomes como Daft Punk, em sintonia com o estilo alternativo que MENINO MARINO já evidenciou no seu EP de estreia. A canção “31 MEGATONS” conta uma história de amor intenso e autodestrutivo, onde o protagonista, movido pelo medo de magoar a pessoa amada, acaba por a excluir da sua vida – uma ideia traduzida na linha recorrente “I’ve built a fallout shelter tight around your heart”. Esta abordagem lírica sublinha a profundidade emocional e a autenticidade que o artista imprime na sua música.

Este lançamento será seguido de um segundo double single, intitulado “SKELETONS”, que complementa o conceito ao oferecer a perspetiva da pessoa que é afastada, numa narrativa em duas vozes e com uma estrutura única, em que cada single integra uma canção e um instrumental.

André Marino, é um jovem músico e produtor de 25 anos, originário do Porto. Com uma formação musical influenciada tanto pelo prog rock e metal, como pelo lado mais experimental da música eletrónica e alternativa, o artista começou a tocar guitarra aos 12 anos. A música sempre foi uma presença constante na sua vida, desde os vinis clássicos de Pink Floyd, Yes e Kraftwerk do seu pai, até às influências mais modernas como Kanye West e Daft Punk, partilhadas pelo irmão mais velho.

Durante a adolescência, André aprofundou a sua prática musical, desenvolvendo-se na guitarra inspirado por David Gilmour, e eventualmente expandiu-se para a produção musical, experimentando com sintetizadores e baixo. Após anos de criação, lançou o seu single de estreia “DNR” em agosto de 2023, seguido por outros lançamentos que culminaram no seu primeiro EP, “THE THIRD SUSPECT”, editado em janeiro de 2024. O EP explora temas de solidão e frustração, delineando uma jornada emocional que marca o estilo introspectivo do artista.

O double single “31” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, e o videoclipe de “31 MEGATONS” pode ser visualizado no canal oficial de MENINO MARINO.

Rita Ventura – Mente-me (2024) (single)

Rita Ventura – Mente-me (2024) (single) Id

‘Mente-me’ é o mais recente single de Rita Ventura, o terceiro desta sua viagem. Após lançar ‘Porque Foste?’ e ‘Eu Disse Adeus’, a artista aposta numa sonoridade que há muito desejava apresentar, num embalo mágico sobre o desamor, onde conseguimos imaginar um universo Disney envolto nas cordas que soam delicadamente.

Esta nova canção é o último avanço antes do lançamento do EP de estreia de Rita Ventura, que tem data de lançamento marcada para o primeiro trimestre de 2025 e se intitula ‘Sotão’. 

É neste ‘Sotão’ que a artista se debruça sobre o amor e o desamor e os temas que a inquietam e os apresenta através das canções. “‘Mente-me’ é o último single a sair antes do meu EP. É também o último que fala sobre o amor e é assim que me despeço de um momento onde não quero voltar – a não continuar a perpetuar a ilusão de que é melhor mentir a mim mesma a aceitar a verdade do fim das coisas.” afirma a cantora.

Tal como todas as canções que vão integrar o seu primeiro curta duração, ‘Mente-me’ conta com produção de João André, produtor que Rita Ventura assume melhor caracterizar a sonoridade que procura e, com ele, encontrou. 

“Sempre foi um sonho para mim imaginar um arranjo de cordas numa composição minha… Nesta produção tive essa oportunidade e o João André, que acompanha este projecto desde o início, percebeu desde logo isso e conseguiu concretizar tudo facilmente.” acrescenta Rita sobre a produção do single.

Tal como nos anteriores videoclipes que acompanham as suas canções, Rita Ventura realiza este ‘Mente-me’ numa harmonia única e extensão daquilo que aborda na canção, aliada à imagem que realiza. A artista é formada em Audiovisual e assume também este papel na sua carreira artística. 

O Ep de estreia da artista contará com canções vulneráveis como já nos tem habituado. “Percebi que o propósito das minhas canções é precisamente ter coragem de as escrever, de as mostrar, e que isso é muito mais sobre mim do que sobre os outros – a música é um dos meios que encontro para me enfrentar e isso faz-me sentir mais capaz.”.

Enquanto esperamos pelo lançamento de ‘Sotão’, é ao som do arranjo de cordas de ‘Mente-me’ e da voz celestial de Rita Ventura que ficamos. Este novo single já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. 

Sobre Rita Ventura 

Rita Ventura deu-se a conhecer ao grande público, em 2020, após aparição no programa The Voice Portugal com o duo de versões “Andor Violeta”. Em 2022 assume-se como compositora com o primeiro single “Porque foste?”. O seu segundo single “Eu disse adeus” distingue-se pela sonoridade acústica-eletrónica e ganha notoriedade nos media. “Mente-me”, é seu o terceiro single: uma balada pop que marca o regresso da artista e anuncia para 2025 o tão esperado EP de originais.

Dannii – Escuro (2024) (single)

Dannii – Escuro (2024) (single) 

Dannii lança “Escuro” , o segundo single do primeiro álbum de originais com data prevista para o primeiro trimestre de 2025.

A canção transmite uma mensagem de resiliência e coragem diante das dificuldades e dos julgamentos por parte das pessoas. É sobre luta pessoal para superar as inseguranças internas e as críticas que surgem ao tentar alcançar objetivos ou sonhos. O “escuro” representa um lugar de desafios, onde as limitações, o medo e as barreiras sociais impedem muitos de seguirem o seu próprio caminho.

“Falar desta canção é falar um pouco do que vivi, uma vez que sempre senti que as pessoas não têm abertura nem coragem para lutarem pelo que querem. É mais fácil resignarem-se ao básico. Quando temos palas nos olhos não nos permitimos olhar o mundo com clareza e abrir os horizontes. Sinto que vim do escuro precisamente por saber que quem ainda lá está e ficará tem essas limitações. A letra destaca a importância de ter força de vontade, resiliência e uma visão clara do que se quer alcançar, mesmo que a sociedade com olhares críticos e julgamentos limitados critique as nossas ações.” – confidencia Dannii.

“Escuro” tem a produção de Dannii e Tiago Barbosa dos Musicbycozy e autoria de Dannii.

Assista o vídeo aqui.

Bruno Celta – Atira-me ao Chão (2024) (single)

Bruno Celta – Atira-me ao Chão (2024) (single) Id

“A Catarse Não é o Fim” é o novo álbum de Bruno Celta.

Depois de quase duas décadas de estrada com outros trabalhos lançados em diversos projectos, Bruno Celta dá-nos agora um álbum pop rock com várias influências, totalmente pensado, executado e produzido pelo próprio.

Entre uma sonoridade mais pop (John Mayer), até referências mais Emo (Thirty Seconds to Mars), passando pela notória influência do grunge e de Chris Cornell, Bruno Celta traz-nos uma lufada de ar fresco no panorama da música nacional, 100% cantado em português.

Esteves – Os Fortes Não Choram (2024) (single)

Esteves – Os Fortes Não Choram (2024) (single)

“Fortes Não Choram” marca o regresso de Esteves com o primeiro single do seu próximo álbum, previsto para 2025.

Após o lançamento do seu disco homónimo em 2019, do bem recebido O Alpinista em 2022, e da gravação ao vivo Ao Vivo na Av. da Boavista em 2023, Esteves, letrista e vocalista dos Trêsporcento, está de regresso, com um hino à resiliência, que chega às plataformas digitais no dia 15 de novembro.

Neste novo tema, Esteves conta com a colaboração da sua banda habitual, formada por João Gil (SAL, You Can’t Win, Charlie Brown), David Santos (Golden Slumbers, Márcia) e João Sousa, além das participações especiais de Pedro Branco na guitarra elétrica e João Capinha nos sopros.

Esteves refete: “Os fortes choram, os homens choram, os pais choram, os músicos ainda mais. Mas, não serve a música para cantarmos não só aquilo que somos como aquilo que queremos ser?”.

“Os Fortes Não Choram” vem acompanhado de um vídeo de Miguel Esteves, >lmado durante as gravações do tema nos Estúdios Namouche, em Lisboa.

No seu último álbum, O Alpinista , abordou questões contemporâneas como o drama dos refugiados (Que o Mar Leve ), a pandemia (Ter Onde Ficar ) e a celebração da beleza natural de Portugal (Caminho Plano). Agora, prepara-se para continuar a explorar, através da sua música, temas que capturam a realidade humana, social e cultural do país (e não só), fundindo a tradição da música popular portuguesa com a folk anglo saxónica, sempre com a sua inconfundível escrita em português.

Ficha Técnica:

Letra e música por Tiago Esteves

Vídeo por Miguel Esteves

Esteves: Vozes e guitarra acústica

João Gil: Piano

David Santos: Contrabaixo

João Sousa: Bateria

Pedro Branco: Guitarra elétrica

João Capinha: Sopros

Gravado nos estúdios Namouche e Louva-a-Deus, por Diego Salema Reis, Nelson Carvalho e Tiago Correia.

Produzido por Esteves, misturado por Nelson Carvalho e masterizado por Diego Salema Reis.

Luis Pucarinho – Animal (2024) (single)

Luis Pucarinho – Animal (2024) (single)

“Animais” é o nome do primeiro single de avanço do novo álbum de Luís Pucarinho “Só as perguntas abrem portas” que será editado a 15 de Novembro.

“Animais” sintetiza nas palavras do cantautor o que este novo álbum nos oferece.

“Animais” designa metaforicamente o comportamento quase generalizado, humano ou desumano, que a atualidade espelha socialmente. Na sequência desta reflexão, surge a necessidade urgente de um virar de página que responsabiliza cada um de nós, a compreender que a sociedade é só um reflexo das nossas ações. Afinal somos mais que “Animais”, se em cada gesto pessoal, acrescentarmos valor coletivo.

Luís Pucarinho nasceu no ano de 1976 na cidade de Alcácer do Sal. Iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos de idade e o seu primeiro instrumento foi o clarinete. A partir dos 14 anos iniciou- se no conservatório nas classes de Oboé, Guitarra Clássica, Classes de conjunto (coro e orquestra), história da música, práticas de teclado e acústica. Começou a escrever canções e a cantar com 15 anos de idade. Aos 21 anos mudou-se para a cidade de Évora onde fundou o grupo “Sons de Cá” cujas canções escritas por si (música e letra) cruzavam estilos entre a música tradicional até ao Rock. Esta formação que perdurou 10 anos, editou um EP “ Sons de Cá 2003” e gravou um outro álbum “Liberdade Condicional” inédito até aos dias de hoje. Destacaram-se algumas atuações como; Festival Vilar de Mouros; Festival Tejo; Queima das Fitas de Leiria, com passagens por programas televisivos e radiofónicos que por si promoveram inúmeras atuações por todo o país. No ano de 2011 edita com o nome de Pucarinho e escreve o disco “Na Rua Amarela” com edição a cargo de Vachier & Associados. Este disco promoveu o seu trabalho além fronteiras com atuações por todo o país, passando ainda por Espanha, França e Itália. Seguiram-se os álbuns “Orgânica Mente Humana” (2015) e “Saia Rodada” (2018) com edição por AVM Music Editions e distribuição por Altafonte. Estes últimos dois trabalhos são resultado das experiências de pré e pós produção formativas que o autor prestou em África (São Tomé e Príncipe) e Oriente ( Timor) onde também atuou com músicos locais. Todos os discos contam com mais de 12 músicos diferentes que acompanharam o autor desde a criação até ao palco. “Só as Perguntas Abrem Portas” é o quarto álbum em nome próprio de Luís Pucarinho com edição marcada para 15 de Novembro (2024).

Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)

Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)

Chandi, cantoautora e voz recente no panorama artístico nacional, apresenta Oxalá, o primeiro single do seu disco de estreia. Uma canção folk contemporânea, adornada com laivos de world music e fusão, onde diversos universos e estórias dialogam.

Oxalá manifesta a esperança na reconexão com uma sensação interna de lar – “almoços de domingo”, um convívio à volta da mesa, a escuta de um disco em conjunto, a observação da natureza e dos seus ciclos, a urgência de ser em detrimento do parecer ou ter.

Numa era em que as polarizações se apresentam de forma tão radicalizada, a artista almeja o estabelecimento de pontes de encontro, mas também a provocação e agitação de consciências: como, onde e o que nos faz “sentir realmente em casa”?

A letra remete para um amor intemporal que une o Norte ao Sul, num encontro destas polaridades ao Centro. Convida-nos, ainda, para o processo de apaziguamento e enraizamento da cantautora na sua terra MATER (Portugal). Este encontro, por conseguinte, sustentado por outro(s) chão(s) potencia a descoberta de outros territórios como os da sua terra PATER (Índia). Estas indagações manifestam-se na musicalidade diversa e com influências assumidamente distintas.

Oxalá conta com a participação de Celina da Piedade no acordeão e na voz.

Durante o processo de produção e arranjos musicais, o produtor do disco, Nilson Dourado, sentiu que o tema se desenvolveu num caminho que ia ao encontro da estética de Celina da Piedade, cujo convite foi respondido com uma calorosa participação.

No seguimento da edição de Oxalá, o álbum de estreia Portal sairá para o Mundo em 2025.

Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single)

Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single) Id

Sérgio Onze acaba de editar o single ‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’. Composto por Raul Pinto, com letra de Manuela de Freitas e produção de Ricardo Ribeiro, o tema foi gravado ao vivo na Casa de Fados Tasca da Bela, em Lisboa, e encerra o alinhamento do álbum de estreia do fadista, “NÓS”,

CITAÇÃO SÉRGIO ONZE

‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’ é, ainda, acompanhado por um videoclipe filmado no mesmo espaço do bairro de Alfama, da autoria de Sebastião Vences.

Considerado um dos novos artistas que estão a marcar a música portuguesa em 2024 pelo Expresso/Blitz, o fadista Sérgio Onze lançou este ano o disco de estreia “NÓS”. O álbum foi produzido por Ricardo Ribeiro e Agir, inclui canções da autoria de artistas como CONAN OSIRIS, Joana Espadinha, Agir e Teresinha Landeiro e é editado pelo Museu do Fado.

“O disco chama-se “NÓS” e nenhuma música tem esse título, propositadamente. Cada faixa é um nó fortalecido pelo laço e o seu desenlace – tanto desafio como processo, tanto pergunta como resposta”, conta Sérgio Onze. “A base é firme e concreta: o fado inequívoco. E é com ele que se desatam outras luzes. São “NÓS” que ligam produções tão antagónicas como Ricardo Ribeiro e Agir, é no seu centro que coexistem composições tradicionais e poemas clássicos ao lado das visões estelares de CONAN OSIRIS ou Joana Espadinha”, revela ainda o fadista. 

“NÓS” conta com a participação dos músicos Bernardo Romão (guitarra portuguesa), Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Bernardo Saldanha (viola), Rodrigo Correia (viola), Manuel Oliveira (piano) e Daniel Pinto (viola Baixo). O álbum foi antecipado pelos singles ‘Canto Ainda Por Alguém’ – produzido por Ricardo Ribeiro e com base no poema com o mesmo título, da autoria de Manuel de Andrade – e ‘Sapatinhos’ – com produção de Agir e música e letra de CONAN OSIRIS. 

Sérgio Onze já apresentou o álbum “NÓS” em salas e festivais nacionais como o Centro Cultural de Belém, Museu do Fado, Sol da Caparica e Caixa Alfama. O fadista passou, ainda, pela FNAC Chiado no início deste mês e marca presença na FNAC Colombo no próximo dia 24 de novembro, pelas 17h00, com entrada gratuita.

Sérgio Onze começou a cantar aos seis anos. Venceu vários concursos nacionais – entre eles a Grande Noite do Fado, em 2003 -, estudou guitarra clássica no Conservatório de Setúbal porque a voz ainda não tinha amadurecido tanto como as suas ambições e aos 17 anos começa a viver de noite, nas Casas onde ainda se sente Fado. Passou pelas Jovens Vozes de Lisboa no São Carlos, atuou no Belém Art Fest e já pisou palcos como o Campo Pequeno, o CCB, o Salão Preto e Prata, o São Luiz, o São Jorge e o Tivoli. Internacionalmente, já fez espetáculos na Alemanha, França, Finlândia, Itália e Roménia. Em simultâneo, cultivou a sensibilidade artística na Faculdade de Belas Artes e explora a multidisciplinaridade da Moda enquanto stylist, concretizando uma elevada consciência conceptual e a exigência de um propósito em tudo o que faz.

Sérgio Onze não vem do Fado, não carrega um legado ancestral nem antepassados para honrar. O Fado foi, por isso, uma decisão. Uma escolha que pareceu intrínseca, natural, como se tivesse sido encontrado, ou nele se encontrasse. Como se só a noite, a vulnerabilidade e o espanto soubessem a casa. Começar a cantar desde cedo e construir-se em contacto direto com os grandes mestres fez com que se deslumbrasse por todos os mundos que cabem dentro do Fado tradicional. Com o Fado enquanto fim para um meio e uma voz profunda e retumbante, cheia de certezas mesmo quando só se pergunta, Sérgio Onze entrega-se ao precipício que é cantar sem deixar os pés em terra firme. Na viagem, leva-nos a todos com ele com tanta firmeza que, quando nos vemos de volta ao cais, temos o corpo virado do avesso e sentimo-nos, finalmente, inteiros. 

Após várias oportunidades e convites surge finalmente o seu primeiro disco “NÓS”. Uma resposta a várias perguntas que o foram assaltando durante o processo ao qual se foi enleando, fazendo, desfazendo: o próprio caminho. Não um lugar, não uma referência, mas ele por inteiro. Os nós criados com as pessoas, os processos porque passou, os caminhos que decidiu ou não escolher, refletem a sua personalidade e os mais diferentes lugares do fadista. Desde a própria produção, que conta com o cruzamento do fadista Ricardo Ribeiro e Agir; fados tradicionais, a poetas populares; a composições de CONAN OSIRIS e Joana Espadinha são pequenos mundos que se cruzam, entrelaçam e dão vida ao seu primeiro trabalho.

BODHI – Fake + People (2024) (single)

BODHI – Fake + People (2024) (single)

Bodhi apresenta video do primeiro avanço do disco a ser editado em Novembro 

Após duas décadas de espera, acontece a 25 de outubro de 2024, o lançamento do video do primeiro single do novo disco de Bodhi.

Fake Positive People é o primeiro single a ser lançado do disco “The Beauty of Degraded Media” a ser editado no dia 15 de Novembro. Apesar de ter sido a primeira escolha, este tema foi o último tema a ser composto e gravado. Por isso para Paulo Jacob: “(o tema) mantém, ainda, aquela energia de “caçula” e aborda uma temática que me apraz: a hipocrisia (o que é hipócrita da minha parte).”

BODHI, banda formada por Paulo Jacob em 1995, sempre se destacou pela sua capacidade de cruzar influências e géneros. Com a energia do indie rock, a sensibilidade melódica, e uma abordagem musical marcada pelo caos controlado, o grupo já havia deixado a sua marca no panorama musical português com o lançamento do EP “The Haunted Sessions” (1998) e do seu primeiro álbum de longa duração em 2001. 

quem são os Bodhi

A banda, formada por Paulo Jacob, deu os primeiros passos em finais de 1995, participando no primeiro festival Sempre no ar, promovido pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC).
A gravação de uma maqueta ultrapassa todas as expectativas e resulta num micro mediatismo fomentado pelos apoios da RUC e FM Radical (este último levando a banda aos tops de airplay da estação, ao lado de nomes internacionais como U2 e Offspring).
Em 1996 arrecadam o primeiro prémio na segunda edição do mesmo festival e, resultado disso, os BODHI registam o seu primeiro trabalho discográfico. Entre dois anos de azares de estúdio, problemas financeiros, monumentais concertos, cursos universitários, participações especiais (Miguel Guedes – Blind Zero, Rui Duarte dos Ramp) e muita distorção, o disco é concluído e a edição levada a cabo no ano de 1998.
The Haunted Sessions – EP (o título não poderia ser mais irónico!) recebe críticas favoráveis de toda a imprensa musical portuguesa, elogiando a sensibilidade melódica e a simplicidade das canções. O tema Sue’s Side Story extraído do EP viria mais tarde a integrar a banda sonora da curta-metragem Respirar (debaixo d’água) de António Ferreira.
A 24 de Setembro de 2001 (data escolhida como forma de homenagear a banda responsável pela formação do projecto: os Nirvana!) seria editado pela Lux Records o primeiro longa duração dos BODHI. Um disco marcado pela heterogeneidade de estilos, pelo cinismo e causticidade das letras, por uma perspectiva estrutural antitética de caos/ordem e, acima de tudo, não fugindo aos seus princípios, pela sensibilidade
melódica. O álbum contava com as participações especiais de Helder Bruno, Sérgio Costa e Marco Henriques (Belle Chase Hotel), Rodrigo Gomes, João Borges e de John Adrian Coburn (a.k.a. Le Petit Prince).
Na altura a banda contava na sua formação com Rodrigo Antunes no baixo, Nuno Leite na guitarra, Cândido Jacob na bateria e Paulo Jacob na guitarra e voz.
Os Bodhi assumem influências directas de: Guided by Voices, Captain Beefheart, Sebadoh, Built to Spill, Beck, Nirvana, Serge Gainsbourg, Beat Happening, Pussy Galore, Beatles, Make Up, Air, Sonic Youth, Atari Teenage Riot e Soulwax.
Em 2003, Paulo Jacob inicia as gravações de um novo disco nos estúdios Mastermix em Tentúgal. Pelo estúdio passam João Baptista (Belle Chase Hotel) que grava o seu baixo inconfundível em oito canções e também Rodrigo Queirós que regista violinos em quatro canções. Tudo o resto foi gravado por Paulo Jacob num disco que ficaria enfiado na gaveta durante largos anos.
Em 2020, o confinamento provocado pela pandemia Covid-19 levou Paulo Jacob a re-ouvir as gravações de 2003 e decidir encerrar esse capítulo. João Rui (aka John Mercy) misturou o disco que finalmente, 21 anos depois, será editado pela Lux Records.

Bombazine – Continuar Assim (2024) (single)

Bombazine – Continuar Assim (2024) (single) Id

A banda bombazine apresenta “Continuar Assim”, o último single de avanço do álbum Samba Celta, o primeiro longa duração da carreira do grupo, com lançamento marcado para o dia 15 de novembro de 2024.

O novo disco é fruto de cerca de um ano de trabalho criativo da banda em estúdio, culminando numa viagem por 9 faixas que consolidam as raízes e influências do grupo, pintando-as na tela de um Portugal moderno.

O título Samba Celta simboliza as balizas criativas que a banda usou na definição da estética do novo trabalho: “Estávamos com algumas influências de sonoridades mais tropicais e queríamos contrastá-las com uma emoção mais local, mais portuguesa. O resultado não é seguramente samba nem celta, mas acreditamos que as músicas têm todas um paralelismo estético que as une”.

Gravado no Bairroup Studios, em Lisboa, o disco conta com a produção e mistura de João Sampayo e a masterização de Miguel Pinheiro Marques (Arda Recorders).

Conta ainda com a participação dos músicos Fernão Biu (sopros), Sofia Ribeiro de Faria (violinos), Inérzio Macome (violoncelo) João Sampaio (percussões, coros) e Quica Granate (coros).

Em relação ao EP de estreia Grã-Matina, que assumiu uma verticalidade indie mais “rock”, Samba Celta representa “uma procura consciente por novos horizontes estéticos, sem nunca perder de vista os elementos de um tecido sonoro vincado pelo groove”. 

A base do novo disco está, segundo o grupo, na opção por uma base rítmica mais seca e orgânica, temperada com a presença dos elementos psicadélicos dos sintetizadores e com outras texturas mais dramáticas, como as cordas. 

“Os arranjos de cordas acabaram por se tornar um elemento característico do álbum e foi para nós uma experiência muito enriquecedora trabalhar com a Sofia e o Inérzio e perceber o processo e os desafios de dar vida às nossas composições fora da dinâmica normal da banda”.

Em Samba Celta predomina o lado mais alegre e festivo, mas também há espaço para momentos mais introspectivos.

Depois das notas quentes de “Cartago” e “Pouca Dura”, “Continuar Assim” é uma das canções do lado mais “chuvoso” do disco, assumindo uma balada que não descura o ritmo e explorando liricamente a tensão entre a presença e a ausência, entre o estar acompanhado e o estar só. “É um tema que convida à reflexão sobre as relações e os seus altos e baixos, lembrando que também há dias sem refrões”.

É uma canção que dá a conhecer a camada mais emotiva que a banda pretendeu introduzir no novo trabalho e que também estará presente noutras faixas do disco.

Samba Celta estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 15 de novembro e já há planos para a sua apresentação nos palcos, a anunciar em breve.

Formados em 2022, os bombazine são uma banda lisboeta de indie pop/ rock que conta com Filipe Andrade (baixo), Manuel Figueiredo (teclas), Manuel Granate (bateria), Manuel Protásio (guitarra) e Vasco Granate (voz/guitarra).

Redoma – 2572 (2024) (single)

Redoma – 2572 (2024) (single)

As redoma voltam em tom confessional no vídeo de “2572” 

Este é o primeiro single do álbum de estreia que sai no primeiro trimestre de 2025

Depois de se terem estreado há dois anos com o aclamado EP “parte”, seguindo-se o single solto “delírios mensais” no ano passado, as redoma estão de volta com “2572”, primeiro tema que antecipa o álbum de estreia a ser editado no primeiro trimestre de 2025.

A cada passo que dá, a dupla portuense formada por Carolina Viana (MALVA) e Joana Rodrigues, mostra-se cada vez mais interligada na sua expressão musical. O instrumental rap, numa cadência trip-hop, com uso delicado de texturas e samples, embala uma voz que se apresenta em tom introspectivo. Segundo a vocalista, Carolina, “2572 é uma reação bruta a uma ação indesejada. É também uma confissão e um bruto pedido de desculpas, uma vez que o sujeito a quem se direciona se foi tornando plural com o tempo”.

Num estilo lo-fi e simples, o videoclip que acompanha o single, reforça visualmente a mensagem da música: imagens projetadas na Carolina levam-nos por uma viagem interior com início numa reação, mas sem um fim à vista. No meio está a virtude, num caminho que se faz percorrendo na descoberta do que somos.

“2572” foi escrita por Carolina Viana e a produção ficou a cargo de Joana Rodrigues. O vídeo foi realizado por Carolina Viana e produzido também por Joana Rodrigues e Diana Gil.

As redoma fecham o ciclo de concertos deste ano com atuação no espaço cultural SOMA (Braga) no dia 9 de novembro.