Luís Fialho acaba de lançar o seu novo single “Vem ter Comigo”, já disponível em todas as plataformas digitais. Escrito e composto em colaboração com Khiaro e Mário Monginho, o tema remete para uma história de amor vivida no Alentejo, região de onde o artista é natural.
“Vem ter Comigo” narra a história de um rapaz que se apaixona por uma rapariga de Lisboa, que passa as férias de verão no Alentejo, em casa da avó. O jovem faz tudo para conquistar o coração da rapariga, mas o fim das férias dificulta um desfecho feliz para este romance que parecia destinado a resultar.
Musicalmente, a canção é uma fusão entre pop e cante alentejano, destacando-se pela interpretação de Luís Fialho, que imprime na música o seu estilo único, enraizado nas tradições da sua terra. O tema termina com a participação de um coro alentejano, sublinhando as influências culturais do artista. “As pessoas receberam muito bem esta canção”, refere Luís Fialho, após a apresentação ao vivo no seu primeiro auditório em Lisboa, no dia 21 de setembro, que esgotou. “Vieram falar comigo no final do espetáculo e elogiaram a ideia de incluir um coro alentejano numa canção pop.”
O single faz parte de um projeto mais amplo, com lançamento de disco previsto para 2025, onde Luís Fialho continuará a explorar as suas influências musicais, desde o cante alentejano ao fado. O videoclipe de “Vem ter Comigo” também já se encontra disponível no canal de YouTube do artista, reforçando a ligação visual e emocional à sua terra natal.
Natural de São Manços, perto de Évora, Luís Fialho tem vindo a combinar as tradições do Cante Alentejano com a música popular portuguesa. O seu primeiro single, “Tardes Contigo”, lançado em setembro de 2023, somou mais de 100 mil visualizações em poucas semanas. Em março de 2024, lançou a canção “Milagre do Santo”, uma homenagem à sua terra, com mais de 115 mil visualizações. A sua carreira foi também destacada pela participação no The Voice Portugal 2023, onde demonstrou uma forte capacidade de se conectar com o público.
Agora, com o lançamento de “Vem ter Comigo”, Luís Fialho continua a expandir a sua identidade musical, preparando o terreno para o seu aguardado disco de estreia.
Human Natures – Tides (2024) (single)
Human Natures – Tides (2024) (single)
HUMAN NATURES, banda constituída por artistas emergentes nacionais e alter-ego de João Ribeiro, apresenta o seu terceiro e penúltimo single – Tides – que antecede o lançamento do álbum de estreia ELECTRIC DREAMS. Com a exploração de sonoridades mais agressivas e acelerações de dinâmicas ao longo da faixa, esta é cantada por Constança Ochoa (Líquen, Peixinhos da Horta), Francisco Frutuoso (Eigreen, Flying Cages) e João Ribeiro. A canção expressa as oscilações que fazem parte da experiência humana, com todos os seus altos e baixos que a caracterizam, procurando navegar as ondas entre a bonança e tempestades que ocorrem ao longo da nossa existência. A música foi gravada nos Estúdios da EMA (Coimbra), misturada e produzida por Buga Lopes, masterizada por Miguel Pinheiro Marques na Arda Recorders (Porto) e conta com videoclip realizado pela We Are Frames (Lisboa).
A criação de HUMAN NATURES surge a partir das ideias que João Ribeiro criou ao longo dos últimos 12 anos, encontrando na música uma forma de expressar as suas emoções, culminando com o lapidar das canções com um novo grupo de artistas provenientes de vários projetos nacionais emergentes, tais como Eigreen, Líquen, LVI, Masena, MaZela e Peixinhos da Horta, nomeadamente: Alexandre Loureiro, Carlos Serra, Constança Ochoa, Francisco Frutuoso, José Santos, Luísa Levi, Maria Roque e Vasco Faim.
Os primeiros singles The Now e The Road e The Meaning Song foram bem recebidos pelo público, rádios ibéricas e norte-americanas (Antena 1, Antena 3, RUC, RADAR, FUTURA, RUM, SBSR, esRadio, WPRK, entre outras) sendo a banda selecionada a integrar o CD de Novos Talentos FNAC 2023, a Mostra Nacional de Jovens Criadores 2023 do Gerador e ainda o Festival Emergente 2023 no Musicbox, Lisboa. Encontram-se neste momento a realizar os concertos de pré-apresentação do álbum, com concerto na Fábrica Braço de Prata (Lisboa) a 11 de Outubro, no Rádioclube Agramonte (Porto) dia 2 de Novembro e no Centro Cultural Penedo da Saudade (Coimbra) dia 1 de Dezembro.
Surge assim o LP de estreia ELECTRIC DREAMS (com lançamento no 1o trimestre de 2025), através da fusão de diversos géneros musicais – desde o dream rock, trip hop, indie eletrónica e shoegaze – tendo como principais influências nomes tais como Beach House, David Bowie, Fleet Foxes, Hania Rani, Massive Attack, Radiohead, Slowdive ou Tame Impala, onde são exploradas texturas melódicas, criadas através de guitarras elétricas, vozes e coros modulados, pianos, sintetizadores, e ainda contando com a participação do quarteto de cordas Almedina Ensemble e septeto de sopros Coimbrass Band.
O novo tema Tides, pertence ao Capítulo III do álbum que contará com 12 faixas, divulgando assim as músicas que farão parte dos 3 primeiros capítulos (só mais um por desvendar!). Ao longo dos próximos meses são desvendados um total de 4 singles, todos acompanhados por videoclipes criados pela filmográfica We Are Frames, com realização e produção por Laura Couto, Júlio Droguetti e Zhang Qinzhe.
Sofia Ramos – Não Sei Quantas Almas Tenho (2024) (single)
Sofia Ramos – Não Sei Quantas Almas Tenho (2024) (single) Id
Conhecida por cantar o Fado há largos anos, por encantar nos Hospitais com a sua voz e pelo seu projeto do coração “Magano”, que já conta com dois álbuns editados, Sofia Ramos lança agora o primeiro single daquele que será o seu álbum de estreia a solo.
É num poema de Fernando Pessoa que Sofia Ramos aposta o seu início de carreira a solo. “Não sei quantas almas tenho” conta com música da própria e fala-nos sobre a oposição entre sentir e pensar. “Como se quem pensa, não sentisse e quem sente, não pensasse, conjugando a pluralidade de almas que existem dentro de nós”.
___
“Como se quem pensa, não sentisse e quem sente, não pensasse”
___
“A importância deste single é toda e é nenhuma para mim. Não vou mudar o mundo nem despertar consciências. É um tema bastante introspetivo e vale por isso. É uma reflexão com a qual me identifico muito porque estou sempre a querer saber dos problemas do mundo mas ao mesmo tempo sinto que se não souber vivo mais feliz.” afirma a fadista.
Esta é uma música original que sabe a Fado Tradicional, e na distinta voz de Sofia, embala-nos e abre a porta, para que nos possamos sentar com ela e questionar quantas almas temos, sem medos. É assim que nos entrega o mote para o álbum de estreia “Tudo o que não sei” que conta com Produção, Direção Musical e Arranjos de Bernardo Couto, Francisco Brito, Pedro Saltão, Francisco Guimarães e Sofia Ramos, com lançamento previsto para outubro, e edição Museu do Fado / Lisboa Cultura.
“Depois de ser mãe sentia-me muito confusa. Há muitas coisas para assimilar e muitas dicotomias para digerir. Lembro-me de encontrar esta letra num dia em que estava completamente perdida nos meus pensamentos e de ter sido importante para mim. Validou a minha confusão sentimental.” acrescenta Sofia sobre o processo de criação não só do seu primeiro single, mas também do álbum.
“Não sei quantas almas tenho” encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
SOBRE SOFIA RAMOS
Sofia Ramos começa a dar os primeiros passos no mundo do Fado, em 2014, como fdista residente no “Povo”. Desde então, a par do seu trabalho enquanto atriz, a sua área de formação, começa a cantar Fado regularmente. Em 2017 ganha o concurso “O meu Fado” da Rádio Sim e em 2020, vence o concurso “Vodafone Inéditos” com o conjunto de Guitarras da Madragoa.
Cantou nas mais variadas Casas de Fado de Lisboa como: CaféLuso, Adega Machado, Sr. Vinho, entre outras. Atualmente é fadista residente no Clube de Fado e no Fado ao Carmo.
Em 2024 edita o seu primeiro disco pela label do Museu do Fado “Tudo o que não sei”. O disco reúne tudo aquilo que aprendeu nos últimos 10 anos e pretende ser uma expressão honesta daquilo que é o Fado para a artista. É composto por 12 temas que contam com a colaboração de Carlos Leitão, João Espadinha, Marta Rosa, Teresinha Landeiro e Bernardo Couto, visitando também clássicos de Hermínia Silva, Carlos Ramos, Beatriz da Conceição, sem nunca deixar o Fado tradicional de parte.
Diz quem a ouve cantar que Sofia saboreia as palavras num timbre que lembra tempos antigos mas com uma pitada de frescura da atualidade.
Micro Audio Waves – Neon Gods (2024) (single)
Micro Audio Waves – Neon Gods (2024) (single)
MICRO AUDIO WAVES – “Neon Gods” – 3.º single do Glimmer anuncia a 2.º parte da tour de “Glimmer”
“Neon Gods” é o 3.º single retirado de “Glimmer”, disco/espectáculo que marca o regresso da banda em 2024
Os Micro Audio Waves voltam a fazer reluzir “Glimmer” apresentando “Neon Gods”, o 3.º single do álbum que marca o regresso de Cláudia Efe, Flak, C.Morg e Francisco Rebelo às edições em 2024.
Este é o novo capítulo da narrativa utópica/distópica multidisciplinar da banda que teve início com os viciantes “Liquid Luck” e “The Day We Left Earth”. A electrónica envolvente e o groove marcante continuam a explorar as tensões entre humanidade e tecnologia, reflectindo directamente sobre o papel das novas divindades que parecem definir a modernidade — a tecnologia, o consumo e a interconectividade.
Intensificando essa narrativa, os Micro Audio Waves fazem-se acompanhar de cúmplices de várias áreas artísticas — como Gaya de Medeiros, André e. Teodósio, Daniel Matos, Paulo Lisboa, Máximo Francisco, entre outros —, para tomar as ruas da Lisboa noturna no videoclipe que acompanha o single. Realizado por Stella Horta, “Neon Gods” é uma poderosa e cintilante manifestação que tem tanto de diversidade como de esperança.
“Neon Gods” já está disponível em todas as plataformas digitais!
Micro Audio Waves ao vivo
“Glimmer” é também um surpreendente espectáculo performático que junta a banda com a bailarina Gaya de Medeiros, sob a orientação do coreógrafo Rui Horta. Prepara-se para uma segunda volta por várias cidades onde promete uma experiência imersiva de som, imagem e performance.
Próximas datas confirmadas:
12 de Outubro – Centro de Artes de Águeda 19 de Outubro – Casa das Artes, Famalicão 26 de Outubro – Cine-Teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo 31 de Outubro – Casa da Música, Porto 16 de Novembro – Teatro Municipal de Bragança 21 a 23 de Novembro – Teatro São Luiz, Lisboa
Bilhetes à venda!
Sofia Cecilio & Dannii – Quando O Sol Se Poe (2024) (single)
Sofia Cecilio & Dannii – Quando O Sol Se Poe (2024) (single) Id
“Quando o Sol Se Põe” é o sexto original da artista Sofia Cecílio, que se junta a Dannii para esta colaboração. A canção é uma mensagem de resiliência e esperança, lembrando que, mesmo quando tudo parece desmoronar, ainda há força e beleza a serem encontradas. Reflete sobre a perda, o medo e a incerteza, sugerindo que, mesmo diante da escuridão, ainda há espaço para a mudança.
“Foi das canções mais rápidas que fizemos. Após começarmos a tocar uns acordes, de forma improvisada surgiu a letra. Em duas horas tínhamos a demo completamente fechada.”
Francisco Ganchinho, responsável pela gravação e composição das guitarras, traz ao tema um cariz acústico e envolvente.
Produzida por Dannii e Alexandre Carvalho e misturada e masterizada nos Slowbreak Music estúdios.
Marta Lima – Postal Em Branco (2024) (single)
Marta Lima – Postal Em Branco (2024) (single) Id
Marta Lima está de volta com o novo single ‘Postal em Branco’, já disponível em todas as plataformas digitais. Com uma sonoridade que une a pop à música tradicional portuguesa, afro e funk, este é o tema título do próximo EP da cantora e compositora, a editar no dia 9 de janeiro.
“‘Postal em Branco’ é uma canção introspetiva que explora a dificuldade em expressar emoções. A letra reflete o peso de guardar esses sentimentos não verbalizados, como uma carta nunca enviada. A frase ‘escreverei em mim’ simboliza, precisamente, essa repressão emocional”, conta Marta Lima. “Através de uma linguagem poética e simbólica, o tema transmite a sensação de prisão interior e o desejo de libertação. A metáfora do ‘postal em branco’ capta o conflito de quem tem muito para dizer, mas que, por medo ou incompreensão, guarda tudo para si. O sujeito poético procura uma forma de lidar com os sentimentos reprimidos e alcançar o bem-estar emocional”, diz ainda a cantautora.
Gravada e produzida nos Great Dane Studios, ‘Postal em Branco’ marca o início de uma fase criativa mais profunda para Marta Lima, com novas canções e colaborações. A melodia foi composta pela artista com Afonso Lima e a letra foi coescrita pela dupla com Ben Monteiro, o produtor do tema, com quem a cantora e compositora já tinha colaborado no single anterior, ‘Passos Marcados’.
Líquen parte do imaginário e da expressividade de Constança Ochoa, cantora natural de Coimbra, que unindo a voz à poesia e às polifonias vocais, assume um projecto com uma identidade fluída, circulando através do pop, o jazz, a MPP e outras influências.
A co-criadora de Peixinhos da Horta e membro de Human Natures abraça agora composição a solo, e mergulha numa estratégia colectiva de produção das suas canções, aliada aos três músicos e produtores Buga Lopes, Leonardo Patrício e Pepas.
Enquanto organismo simbiótico, um líquen representa a metáfora perfeita à identidade do projeto: uma simbiose entre diferentes géneros musicais, preferências pessoais e sonoridades de caráter electro-acústico.
Jorge Cruz – Passou Tanto Tempo (2024) (single)
Jorge Cruz – Passou Tanto Tempo (2024) (single)
‘Passou Tanto Tempo’ é o single de estreia de Jorge Cruz, o jovem alentejano, natural de Beja, conhecido do grande público pela sua passagem pelo The Voice Portugal 2023.
Começou muito cedo a ouvir as histórias do seu avô, que tinha uma casa de Fados em Queluz por onde passaram nomes como Alfredo Marceneiro, Fernando Farinha e até o grande guitarrista Carlos Paredes, e essas histórias sempre o fascinaram. Com apenas 10 anos, este avô que tanto o influenciou, começou por lhe ensinar algumas modas do cancioneiro alentejano na guitarra e desde então a música começou a ganhar asas nas suas mãos e mais tarde na sua voz.
A par das aulas de guitarra de Jazz, do Rock e da guitarra clássica autodidata, o artista depressa percebeu que junto aos instrumentos podia vir aquilo que herdou da família libertando os sentimentos na voz. Entre modas alentejanas com amigos nos cafés, nos intervalos da escola, começou a perceber que de facto havia uma fusão mágica naquilo que era o instrumento e a sua voz.
Participa no THE VOICE PORTUGAL e é então, depois de virar quatro cadeiras a cantar “O meu nome é saudade” canção original de Luís Trigacheiro, seu conterrâneo (Beja), que percebe que o seu caminho é na música e muito mais do que imaginava. É nesta fase que começa a criar a sua identidade artística.
“Passou Tanto Tempo” surge no meio de tantas canções que começou a coleccionar, mas esta tem a particularidade de conter na letra palavras escritas pelo avô que lhe deu asas para começar neste caminho que é agora o sonho.
Este é o primeiro single de Jorge Cruz, que conta com letra de Jorge Cruz e uma quadra do seu avô, vozes de Bandidos do Cante e Jorge Benvinda, e produção de Eduardo Espinho.
“Passou tanto tanto tempo, que de tanto fica pouco.
Passando tanto assim tão louco, não sobra mais que um momento”.
“Escolhi esta canção para primeiro single em parte porque tem um toque especial do meu avô. Houve um dia que ao jantar com a minha família ele começou a declarar a quadra do refrão, perguntei logo ao meu avô se a podia usar numa música minha e decidi escrever o resto da letra à volta desta quadra, esta canção carrega para mim um valor sentimental muito grande” afirma Jorge Cruz sobre o single de estreia.
Jorge Cruz é atualmente o substituto de Luís Aleixo, em guitarra e voz, na banda do Buba Espinho, que somou mais de 70 concertos este ano. Este tem sido o projeto que, para o artista, lhe tem dado a “maior bagagem de palco e uma experiência única”.
Por agora podemos ouvi-lo no YouTube e em todas as plataformas digitais com o seu primeiro de muitos singles num registo Pop com muitas influências de Cante Alentejano, aquele que carrega consigo e se orgulha de levar pelo país.
Fushi – Luz (2024) (single)
Fushi – Luz (2024) (single)
A banda FUSHI, formada pelo guitarrista André Fernandes, a cantora Sara Badalo e o baterista Alexandre Frazão, acaba de lançar o single “Luz”, que antecipa o lançamento do seu álbum de estreia, a ser editado em novembro pela Timbuktu Records. “Luz” distingue-se pela fusão entre uma sonoridade futurista e eletrónica, com uma letra introspetiva que reflete sobre o desenvolvimento humano, a liberdade de expressão e a busca pela autenticidade.
A letra evoca imagens poéticas, como corpos que se transformam em templos e telas, sugerindo uma jornada de crescimento pessoal. A frase “Entre os muros movem-se na luz” ilustra essa evolução e a complexidade das experiências humanas. A música celebra a luz interior de cada ser e convida os ouvintes a refletirem sobre a sua própria trajetória.
André Fernandes, um dos mais conceituados músicos de jazz em Portugal, construiu uma carreira sólida, marcada por colaborações de relevo com figuras como Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Maria João. Além disso, tem explorado outros géneros musicais, integrando projetos de rock, como The Spill, e eletrónica, em parceria com artistas como Kalaf, João Gomes e Dmars. Sara Badalo, que já fez parte de vários projetos musicais, como Rádio Royale, The Happy Mess, The Spill, Sam Alone & the Gravediggers e STORM & the Sun, é atualmente a vocalista de The Legendary Tigerman. Alexandre Frazão, um dos bateristas mais requisitados do panorama musical português, tem colaborado com bandas como Dead Combo, Mário Laginha Trio e Led On. Juntos, oferecem uma sonoridade singular e envolvente, que foge a qualquer rótulo convencional.
A faixa foi gravada nos Timbuktu Studios, em Lisboa, por Ricardo Riquier e André Fernandes, com mistura e masterização também a cargo de André Fernandes. O álbum de estreia será apresentado ao vivo no Tokyo, em Lisboa, no dia 27 de novembro, data em que será lançado oficialmente.
O visualizer que acompanha “Luz” foi realizado por Mike Ghost, que também assumiu a direção de fotografia e edição. A direção de arte e o styling ficaram a cargo de Sara Badalo, enquanto a maquilhagem foi feita por Tânia Doce.
O single “Luz” e o visualizer já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.
Gustavito – E Se Vier (2024) (single)
Gustavito – E Se Vier (2024) (single) Id
“E Se Vier”, novo single de Gustavito, chega nas plataformas de música no próximo
dia 18 de outubro, antecedendo a chegada do seu novo e aguardado disco, com
previsão de lançamento para 2025. A canção de autoria de Camila Borenstain em
parceria com o cantautor mineiro poderia ter como principal sinônimo a palavra
“delicadeza”. Na gravação, Gustavito convida Tainá para um dueto cuja doçura e
suavidade têm o poder de envolver o ouvinte numa profunda sensação de
acolhimento. Tainá, cantora e compositora brasileira radicada em Portugal, tem
vivido uma ascensão no cenário internacional, e acaba de lançar “Âmbar”, seu novo
disco sob produção de Marcelo Camelo.
“E Se Vier” foi produzida por Fabio Pinczowski (produtor de “Belezas São Coisas
Acesas por Dentro”, de Filipe Catto) e teve direção musical de César Lacerda
(compositor já gravado por nomes como Gal Costa e Maria Bethânia). O arranjo de
cordas é de Felipe Pacheco Ventura (que já trabalhou com nomes como Elza
Soares, Tim Bernardes e Nando Reis).
Gustavito
Gustavito é um cantautor brasileiro, de Minas Gerais, com doze anos de carreira. Circulou em
diversos estados do país e também em festivais pelo mundo em países como Canadá, México, Itália,
República Tcheca e Portugal. Seu som é marcado pela presença dos ritmos brasileiros em seu estilo
característico ao violão. Gustavito canta em diferentes línguas trazendo mensagens de notória
sensibilidade. A experiência de suas apresentações ao vivo leva o público numa jornada por ritmos e
melodias, sempre convidando as pessoas a participar com vocalizações, danças e visualizações.
Nos últimos tempos, realizou alguns lançamentos envolvendo diversas vertentes de seu trabalho. Os
mais notórios dentre eles foram “O Destino do Clã”, álbum em parceria com Nanan e Luizga, que foi
lançado em 2023 com 2 digressões passando por 6 capitais do Brasil e 7 concertos entre Portugal e
Galiza; “Mahàtupã”, EP de sonoridade eletroacústica produzido em parceria com o DJ português
Mushina, pelo selo “Resueño”, que tem sede na Guatemala; e o álbum duplo de música medicina
“AHO AHA”, com 3 videoclipes. Dentre os festivais onde Gustavito já se apresentou destacam-se
Embodiment Festival (Guatemala 2023), Transcendence Festival (México 2023), Sacredsoul Fest
(Portugal 2023/22), Medicine Festival (UK 2023), MUMI – Musicas do Minho (Galiza 2023), Vibrant
Ecstatic Gathering (Portugal 2023), Mundo Sol (Brasil 2022/19), Virada Musical Xamânica (Brasil
2022), Kiva Fest (Itália 2022), FMM Sines – Músicas do Mundo (Portugal 2017), Sunfest (Canadá
2017), Ollin Kan (México 2017).
Tainá
Tainá aterrou em Portugal vinda do seu Brasil natal, onde estudou música à revelia da família,
trabalhando na escola para pagar o seu curso. Com 21 anos gravou um disco de estreia em Lisboa,
quando se propunha gravar apenas uma maquete. O talento transbordante não cabia numa demo,
nem sequer num EP, pelo que urgia registar toda aquela música cheia e prístina, até à última nota, à
derradeira palavra, ao silêncio final… Passeava Tainá pelas ruas de Lisboa, quando se juntou
espontaneamente a uma jam de um grupo de músicos e foi desafiada a cantar “Corcovado”, de Tom
Jobim. No final soube que se tratava da banda de Erlend Øye, dos Kings of Convenience, que no dia
seguinte actuava a solo no Capitólio, em Lisboa. Convidada a assistir ao concerto, Tainá cantava à
porta do Capitólio quando Erlend Øye a ouviu e se lhe juntou e, impressionado, propôs-lhe actuar na
primeira parte dos seus dois concertos seguintes em Portugal. Mas estes e outros factos
transformam-se em histórias fascinantes quando relatados por Tainá, exímia contadora, cantora e
compositora, que em “Sonhos” revela apenas o primeiro capítulo de uma estreia notável. O namoro
oficial da artista com o público português começa hoje e continua ao longo de todo o verão, em
vários concertos de norte a sul do país, com datas e locais a revelar em breve, que antecipam a
edição do disco prevista para meados de Setembro. Porque há paixões de verão que se transformam
em amores de uma vida.
Mira Kendo – N Dija Nha Africa (2024) (single)
Mira Kendo – N Dija Nha Africa (2024) (single)
Braima Galissá nasceu na Guiné-Bissau, cresceu na tradição familiar dos griots, figuras íntimas da história cultural e identitária do povo Mandinga. Durante anos, dedicou-se a explorar as profundezas da sua herança, praticando a arte e o ofício da Kora.
Tocando o seu instrumento, sentado à sombra de uma mangueira outrora plantada em Bankulé Bissau, a sincronicidade existente na circularidade dos tempos trouxe à cena o músico holandês Jori Collignon. Produtor, teclista e músico eletrónico, Collignon vê-se como um amante das raízes tradicionais da música, que utiliza para tecer, na sua própria trama identitária, as pontes sonoras que interligam diferentes povos, origens e gerações.
Juntamente com o célebre guitarrista da Guiné-Bissau, Eliseu Imbana Forna e o baterista de Selma Uamusse, Gonçalo Santos, colaboraram na criação de Mira Kendô, ou “bem pensado”, um projeto que traz à conversa a naturalidade dos seus caminhos e eleva a sensibilidade das relações com os outros e com o mundo ao seu redor.
Após a apresentação do novo grupo no festival Le Guess Who? em 2023, nos Países Baixos, Mira Kendô lança o seu álbum de estreia pela Gris Gris Records no próximo dia 8 de Novembro.
“Kano” é o primeiro single de Mira Kendô. Uma doce e animada canção de amor. Esta homenagem ao jovem romance é cantada pelo Mestre Braima Galissá, acompanhado pelos sons hipnotizantes do seu kora. O guitarrista, Eliseu Imbana Forna, tece as suas partes de guitarra e baixo ao longo do arranjo, enquanto o orgão Farfisa de Collignon entrega algumas belas melodias e o baterista Gonçalo Santos marca o groove acelerado e envolvente. “Kano” é uma canção feita para mover corpos e corações.
Braima Galissá: “O Híbrido Improvável”
Texto de Fininho Sousa
Conheci Braima Galissá lentamente. Não num determinado momento, mas ao longo de anos. Quando nos tornámos amigos próximos e começámos a trabalhar juntos, éramos já incapazes de traçar a origem exacta da nossa amizade. Braima é uma figura cultural de talento cristalino, colocado perante uma ambiguidade azeda. Por um lado, é um artista disciplinado e meticuloso, que atingiu um nível de desempenho raro, colaborou com algumas das maiores figuras da música nacional como Sara Tavares e General D, toca Kora todos os dias há 55 anos e impõe um estilo especialmente tecnicista, sofisticado, e absorvente de todas as linguagens musicais valiosas à sua volta. Por outro, a arquitectura dos costumes culturais Europeus delineou-lhe limites por ele sempre rejeitados mas impossíveis de ignorar. Vezes sem conta, em sua representação perante o interesse – mais ou menos formal – de editoras na gravação e edição dos seus temas, ouvíamos propostas ou planos de pré-produção já definitivos que consistiam apenas no Braima, sozinho, a tocar os seus temas na Kora, cantando. Sem metrónomo, sem efeitos; “Puro”. E sem interesse em ouvir o próprio artista que, repetindo em vários idiomas e ao longo de variações gramaticais, afirmava que a sua música era de dança, criada para uma banda de pelo menos cinco elementos. Estes editores independentes, bem versados nos obscuros nomes do Jazz, nunca se aperceberam da arbitrariedade daquela arrogância; seria este paternalismo também calmamente explicado a discípulos dos Weather Report? A identidade histórica do Djidiu como contador de histórias e a sua formação histórica como compositor para Kora e voz é inegável. O que se duvida é do músico tradicional Guineense exclusivamente como agente do passado, estático no tempo, representante de uma pureza cultural imaginada. A Kora, como tantos outros instrumentos desenvolvidos ao longo de séculos, evoluiu. Braima, como qualquer músico Guineense, toca Salsa. O Gumbé, cuja versão Guineense é o orgulho nacional da Guiné-Bissau, teve muitas vidas, e tem muitas versões distintas pela África ocidental adiante. A Morna Cabo verdiana, como argumenta Vasco Martins, tem fortes influências da Argentina, via ilha da Boavista. A modernidade não é um projecto exclusivamente Europeu, e é um desperdício que músicos associados a territórios (erradamente) vistos como alheios à modernidade tenham constantemente de provar que também pertencem ao clube dos “cosmopolitas”. Os Tabanka Djaz que o digam.
A 8 de Junho de 1998, de regresso à Guiné-Bissau depois de ter actuado em dois concertos, viu os seus voos cancelados ao saber que Ansumane Mané tinha reunido tropas para depor Nino Vieira em Bissau, iniciando uma Guerra Civil. Braima viu-se, então, inadvertidamente retido em Portugal e uma nova vida tomou forma. Um novo país por tempo incerto, com novas tradições musicais e formas de comunicação, e muitos admiradores de braços abertos. Uma das maiores diferenças que Braima refere ter encontrado em Lisboa foi a de poder colaborar com músicos de conservatório. Estes músicos, experimentados na composição colectiva, impunham um método e uma estrutura, tanto nas composições como nos ensaios, que o fez repensar as possibilidades da Kora e voz em estúdio. Tudo, afinal, era possível. Lembro-me de, em certos períodos de abertura e inspiração, ter ouvido pelo WhatsApp experiências quase diárias que o Braima ia fazendo com músicos de todos os ângulos. Da Kora em loop e sob efeitos, enleada numa manta de texturas de electrónica experimental, a um tema onde a Kora parecia arrastar-se, distorcida, em linguagem blues ou, frequentemente, a Kora tocando sobre uma caixa de ritmos. A vontade de absorver a diversidade espantosa de tradições musicais na metrópole não influenciou, no entanto, um dos pilares fundamentais da sua arte. Braima representa uma forma artística rara entre as elites culturais das grandes cidades contemporâneas: carrega a sua arte como um desígnio que exige disciplina, repetição, rigor e paciência. A Kora exige constantes afinações, manutenção e tipicamente um período de aprendizagem de vários anos, incompatível com a era artística contemporânea de expectativa de resultados imediatos. Braima não vê a sua carreira de músico como uma forma de escape ou de liberdade de expressão, mas como uma responsabilidade herdada, honrosa e que importa cumprir em pleno.
A minha geração, nascida pouco depois do 25 de abril em Portugal, foi totalmente dominada pela cultura do eixo EUA-Reino Unido. Essa preponderância, que abordei de forma juvenil mas enérgica no panfleto “Colónia Cultural Voluntária”, tem como uma das consequências a marginalização imediata de música de tradições afastadas desse eixo. A música de dança electrónica sem Detroit, Chicago, Londres e Manchester perde peso e transforma-se numa de duas hipóteses: um papagaio irrelevante, ou uma novidade imperceptível para a maioria esmagadora das populações ocidentais urbanas, educadas, viajadas e democráticas. As portas da aceitação são sempre, por muitas razões, abertas por projectos das mesmas metrópoles: Nova Iorque, Paris, Londres, LA, Berlim. A World Music como um projecto unitário (que é cada vez menos), mostrava “o outro lado” empurrado pela contracultura e pelos cooperantes entretanto regressados. Esse lado, hoje, está esgotado porque traz consigo percepções essencialistas que o novo entusiasta já não patrocina: genuinidade, simplicidade, primitivismo.
Braima, continuamente avaliado por editores Europeus como apenas um representante, revelou repetidamente para quem o ouviu ao longo da sua longa carreira, todas as qualidades de um compositor tradicional em constante evolução, bem como as de um experimentador urbano implacável. Essas frequências, no entanto, permaneceram inaudíveis às mesmas elites que, nos anos 80, precaviam Youssou N´Dour para que não se degradasse fazendo música sofisticada. Este disco, ao aninhar-se em redor das suas composições enquanto busca um som híbrido e desabrigado, encurta distâncias e junta finalmente a arte de Braima ao corpo árduo de trabalho que cria novos pólos, novas misturas, novos riscos, novas alternativas aos mesmos centros urbanos que ainda hoje nos ditam o gosto. Porque é neste trabalho de lento aperfeiçoamento que se cria cultura: um achatamento intercultural radical que gera uma equivalência e familiaridade, facilitando a troca de argumentos musicais ao ponto das fusões parecerem, afinal, naturais.