Democrash – The Concept Of Clothing (2025) (single)
Democrash – The Concept Of Clothing (2025) (single)
Com Important People, os Democrash ampliam o seu universo distópico e confrontacional, mergulhando mais fundo nas estruturas invisíveis que moldam a nossa percepção de identidade, de valor e de realidade.
Cada faixa é um episódio desse colapso moderno, onde o reconhecimento se torna moeda, o corpo se torna um símbolo e a linguagem é uma armadilha. O single “The Concept of Clothing” despe-nos da pertença e “Important People” questiona o véu do estatuto social, enquanto que o resto do álbum continua esse percurso de desprogramação, entre sistemas manipulados, escolhas impostas e verdades disfarçadas.
Da alienação urbana ao hacking emocional, da memória que se desfaz às relações que nunca se concretizam, o disco não oferece respostas. Tenta apenas expor o ruído, o vazio e as sombras do tempo em que vivemos.
Important People é um grito para um espelho partido. É uma denúncia musical e estética do colapso lento do “eu” no meio de algoritmos, distrações e falsas utopias, com a urgência de dizer o que importa.
Antes que o silêncio nos substitua.
O segundo LP da banda tem data de lançamento marcada para o dia 12 de Maio com o selo da Raging Planet e Vinil Experience e vai ser apresentado no dia 16 de Maio no Tokyo em Lisboa.
Hugo Costa – Sempre Gostei do Inverno (2025) (single)
Hugo Costa – Sempre Gostei do Inverno (2025) (single)
‘Sempre Gostei do Inverno’ é o single de avanço do novo álbum de Hugo Costa
‘Sempre Gostei do Inverno’ é o primeiro single de avanço de ‘Onde Vivem os Carneiros’, o novo álbum de Hugo Costa.
Neste tema de tom íntimo, o cantor aborda um amor pelas coisas que acabam, pelas estações que morrem – mas sem nunca perder de vista a promessa de uma nova primavera.
A canção cruza o lirismo folk com a energia do rock e a ousadia do prog, num arranjo onde convivem o alaúde árabe, clarinete, acordeão, guitarras elétricas, baixo e bateria.
Este single é o levantar do véu de um disco onde a canção se entrelaça com a experimentação eletroacústica — um projeto nascido da sua investigação de mestrado sobre este território e que consolida Hugo Costa como uma voz ímpar da música alternativa portuguesa, situada entre a tradição e a vanguarda.
Hugo Costa é músico e compositor português que habita o espaço onde a canção encontra a experimentação, onde a tradição se abre ao risco e a emoção se alia à reflexão. A sua obra percorre diferentes universos sonoros — do folk-rock à música tradicional portuguesa, do swing ao jazz, da escrita erudita à eletroacústica — num caminho em que palavra e som avançam em permanente diálogo.
Depois da estreia discográfica em 2023 com ‘Isto é o Vento’, e de um ano repleto de concertos memoráveis por todo o país com a Banda do Vento – culminando na vitória no concurso de bandas da Festa do Avante em 2024 – Hugo Costa prepara agora o lançamento de ‘Onde Vivem os Carneiros’, o seu segundo disco, que leva a canção ainda mais longe: cruzando-a com a música eletroacústica, almejando a criação de uma nova linguagem.
As suas letras falam de amor e de política, da crise climática e das raízes familiares, da memória e da inquietação contemporânea. É um trovador moderno, com influências tão diversas que vão de Messiaen à Brigada Victor Jara, de Zeca Afonso a Nick Cave, de Fiona Apple a Pauline Oliveros. Na sua música, cabe o íntimo e o coletivo, o poético e o político – sempre com uma voz singular e aberta ao amanhã.
A letra e a produção ficaram a cargo do artista, e a masterização de Francisco Duque.
No próximo dia 6 de setembro, o artista apresentará estas novas canções num concerto especial, onde contará também com a sua banda, no Palco Paz da Festa do Avante. O novo single ‘Sempre Gostei do Inverno’ encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
ben&G – Introspectiva Parte I (2025) (single)
ben&G – Introspectiva Parte I (2025) (single)
INTROSPECTIVA Pt. 1 – BEN&G Uma reflexão sobre a indústria musical
A nova dupla nortenha ben&G apresenta o single Introspectiva Pt. 1 no dia 1 de setembro. Este tema mostra o grupo com vontade de expelir a sua crítica sobre certas dinâmicas da indústria musical e aquilo que os move a fazer música, partilhando as suas referências e o quão importante é executar. Os artistas do Grande Porto lançam um videoclipe gravado pelas ruas da cidade, com uma estética mais crua do que nos habituaram, uma produção hipnotizante e barras afiadas com o objetivo de abanar os monopólios culturais.
Num momento da história da música em que a credibilidade é construída por números, mesmo quando estes são falsos, e pela supremacia de vídeos de ingestão rápida, ben&G quer apelar à escuta dos artistas emergentes, apontando o dedo aos arquitetos do mainstream.
O single Introspectiva Pt. 1 é a 3a faixa lançada pela dupla e vai estar disponível no próximo dia 1 na plataforma BandCamp e no YouTube com videoclipe, mais tarde disponível nas restantes plataformas de streaming.
ben&G é uma banda emergente do Grande Porto, composta por Rúben Pérola (ben) e Manuel Gonçalves (Manel G) que surge após um writing camp, proporcionado pela Pluma, label de Viana do Castelo, em 2024.
A dupla encontrou rapidamente um “lugar comum” que passa pelo universo do Pop e do Hip-Hop e através de alguma teatralidade abordam temas do quotidiano, como por exemplo, identidade, amor e excesso de uma forma amplificada e dramática, muitas vezes com uma energia kitsh contemporânea muito contagiante.
Depois dos singles Antídoto e Sara, a dupla nortenha tem trabalhado no LP, previsto para ainda este ano, 2025.
Valentim Frateschi – Estreito (2025) (single)
Valentim Frateschi – Estreito (2025) (single) id
Valentim Frateschi estreia-se com ESTREITO, disco que junta Nina Maia e Sophia Chablau
Com lançamento pela Seloki Records, as nove faixas do disco foram construídas ao longo dos últimos cinco anos e trazem participações de Nina Maia e Sophia Chablau
ESTREITO é o álbum de estreia do compositor, produtor e arranjador de São Paulo Valentim Frateschi, com edição da Seloki Records. Reunindo nove temas criados ao longo de cinco anos, o disco carrega um forte sentido de continuidade e transição. Como o próprio artista explica, o título faz alusão ao “estreito como um lugar entre dois lugares” – metáfora que encapsula não apenas o conceito do álbum, mas também um momento existencial: a viagem sonora até ao presente.
As canções foram compostas entre 2019 e 2022, em voz e guitarra acústica, em diferentes momentos e estados de passagem. Músicas como Pássaro Cinza, Corpo Colado, Estreito e Mau Contato surgiram de forma fragmentada, acompanhadas por ideias iniciais de arranjo que amadureceram ao longo do tempo. Falando Nisso, com a participação de Nina Maia, foi a primeira a ser gravada e já foi, inclusive, lançada como single – ainda fora do contexto de um álbum. Em 2023, após esse lançamento, o repertório ganhou corpo. Das sessões de gravação nasceram também as vinhetas flnd, novo espaço, e Colado, esta última desdobrada a partir de Corpo Colado.
Gravado maioritariamente no Estúdio Mameloki, em São Paulo, entre julho de 2023 e agosto de 2024, o álbum teve suas bases — guitarra, baixo e bateria — registradas ao vivo numa única semana. Essas gravações formaram a espinha dorsal do disco, sustentando as texturas e arranjos acrescentados em camadas ao longo dos meses seguintes. Elementos adicionais foram captados em casa do artista, enquanto o vibrafone e o glockenspiel foram gravados no Departamento de Música da UNICAMP.
O disco transita entre o experimental e a canção popular brasileira. Na composição, Valentim cita como influências diretas nomes como Vovô Bebê, Maurício Pereira e Ana Frango Elétrico. Já na sonoridade, aponta para uma mistura de referências: “vejo o disco como um cruzamento entre João Donato, Jards Macalé e Arthur Verocai com Crumb, BADBADNOTGOOD e Yellow Days”.
Com as participações de Nina Maia e Sophia Chablau – artistas com quem Valentim mantém laços desde a infância – as interpretações foram pensadas a partir das características de cada tema e da relação musical construída ao longo dos anos. Em Falando Nisso, Nina contribui com vocais que nasceram de uma gravação caseira feita durante a pandemia e que, segundo o artista, “soavam como se sempre tivessem estado lá”. Já em Mau Contato, Sophia divide a voz principal com Valentim, além de ter criado uma melodia de voz que se transformou num grito distorcido no final da música — “acho que é a parte mais roqueira do disco”, comenta Valentim.
JonTravelz – Hang On (2025) (single)
JonTravelz – Hang On (2025) (single)
Olá, chamo-me João Daniel Marrazes Amaral Martinho da Silva, tenho 27 anos e sou da Marinha Grande, Leiria. Sou um produtor, compositor e intérprete de ondas mais alternativas que se caracterizam por Trap / Rock.
A minha vida como músico começou aos 10 anos. Fiz parte de um grupo de orquestra, sítio onde adquiri as verdadeiras bases da música e o meu primeiro instrumento: o trompete. Estive nesta orquestra durante cerca de 6 anos. Por essa altura, comecei a despertar o interesse por aprender a tocar guitarra, mas desta vez, por iniciativa própria. Graças a isso, eu e o meu grupo de amigos fundámos uma banda, e foi a partir daí que comecei a perceber o verdadeiro sentido de tocar livremente e por diversão. Nesse efeito, tomei a decisão de abandonar a orquestra e dar início à procura da minha sonoridade.
Graças a estes amigos, tive oportunidade de ter interação com a produção e captação de música. E isso foi o clique final para o começo desta caminhada. Entre instalações de programas, horas em tutoriais, imensos pedidos de ajuda, finalmente me lancei na plataforma SoundCloud em 2018. Depois em 2021 no Spotify, e cá estamos em 2025 a lançar música em todo o lado.
O EP “CHAMADA II” é composto por 3 músicas criado com uma perspetiva mais emotiva no que toca a saber dar e receber amor e “Donly Way” é a música que fecha este capítulo refletindo a emoção de ser e estar apaixonado.
Luster – Sou Do Porto (2025) (single)
Luster – Sou Do Porto (2025) (single)
Já está disponível “Destrambelhado”, o álbum de estreia a solo do músico e produtor Luster. Depois de anos de colaborações e atuações ao vivo, o artista nascido em Vila Nova de Gaia apresenta um disco profundamente pessoal, construído ao longo de cinco anos — entre 2020 e 2025 — e onde a identidade se faz da mistura entre vivências, sonoridades urbanas e rimas que não têm medo de mergulhar fundo. O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single e videoclipe “Sou do Porto”.
Com produção assinada maioritariamente pelo próprio Luster, o álbum conta também com a colaboração de Meireles (Caixa Cartão Collective), Boy Rodo (5DM) e Vilas Boas (2o Piso). Participam ainda Anta.Wav, Free Thirty, SPVSR, David Mourão (saxofone) e DJ Score, que contribuem para a riqueza de um disco que funde hip-hop, dub, jazz e uma linguagem lírica que oscila entre o humor, a crítica social e a introspeção. A mistura e a masterização do disco ficaram a cargo de D One.
O tema “Sou do Porto”, produzido por Meireles, é uma ode à cidade que viu crescer o artista. “As ruas, as pessoas, as tradições e as histórias, tudo misturado num prato bem temperado”, diz Luster sobre a canção, que é também uma afirmação de identidade e um gesto de revolta. “Ser do Porto também é um ato de revolta contra o centralismo e a desigualdade social”, reforça o artista. Com a participação de DJ Score nos cortes finais, o tema consolida-se como um manifesto musical com alma tripeira.
“Destrambelhado” é, nas palavras do próprio artista, “um mundo contado através do rap, um rap meio trapalhão na forma, mas sempre detalhado na mensagem”. Os três primeiros temas do álbum abrem a porta ao passado — família, memórias, crenças e desafios. Os restantes temas exploram o presente de Luster, personagem real que caminha pela cidade do Porto e retrata, em cada faixa, um retrato agudo da realidade local.
Fiel à sua identidade, Luster não esquece a sua ligação à exploração psicotrópica: “Abro ainda mais a cortina, como essa relação molda a minha realidade e pensamento. Mesmo sendo habitual, o consumo pode ser responsável e até vantajoso. Às vezes também, prejudicial… Mas nunca inconsciente.” A sonoridade jazzística, o pulsar urbano e a busca por uma mensagem positiva cruzam-se neste disco que propõe uma viagem tão crua quanto necessária.
Natural de Gaia, Luster iniciou-se na música com apenas 5 anos, na guitarra clássica. Ao longo de 15 anos de formação, sentiu que não bastava o que sabia e, de forma autodidata, explorou baixo, piano e bateria, desenvolvendo-se como produtor e multi-instrumentista. O hip-hop, o reggae, o jazz e o gospel são as suas referências — não como rótulos, mas como ferramentas para o seu verdadeiro propósito: “Transmitir para a sociedade presente uma mensagem positiva e de revitalização sonora e energética.”
O álbum “Destrambelhado” e o single “Sou do Porto” já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.
Cábula – Dança do Fogo (2025) (single) id
Cábula – Dança do Fogo (2025) (single) id
Os Cábula são uma banda rock portuguesa fundada a 1 de Janeiro de 2016 e formada por Ricardo Maravalhas (guitarra e voz), Leonardo Ferreira (bateria e segunda-voz) e Telmo Brandão (guitarra), elementos da bem sucedida banda Checkpoint, entretanto extinta. Após algum tempo de hiato, explorando outros projetos, os elementos fundadores retomaram o trabalho em 2024, acolhendo também Marcelo Oliveira (baixo) e César Silva (teclado) tendo, pouco tempo depois, lançado “Tempos Mortos”, o primeiro single do seu novo álbum, já em produção. A 15 de Agosto de 2025 foi lançado o segundo single do álbum, “Dança do Fogo”, e o terceiro e último single será divulgado em Outubro, a tempo do regresso da banda aos palcos, no Milheirós Fest 2025.
Maya – Chinfrim (2025) (single)
Maya – Chinfrim (2025) (single) id
“Nesta edição, a artista recifense MAYA apresenta a faixa “Chinfrim”, uma canção de ruptura, fatalismo e beleza, que evoca o universo sombrio e cinematográfico do trip hop com referências a Portishead, Ennio Morricone, Gal Costa e Queen. A música parte de uma exaustão emocional e encontra força na recusa: do amor, da performance e da submissão. Com letra carregada de imagens de palco, memória e colisões afetivas, “Chinfrim” faz do lamento um ato de liberdade. A produção musical de Habacuque Lima equilibra beats densos, arranjos eletrônicos e guitarras dramáticas, enquanto MAYA entrega uma interpretação intensa, crua e encantatória. Gravada em imersão no Trampolim Estúdio e Torii Synth Studio, a faixa recebe vídeo captado durante o processo criativo, lançado no canal oficial da Sound Department e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.”
Para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=F8rymooRtEA&list=RDF8rymooRtEA&start_radio=1
Rafa. – No meu mundo (2025) (single)
Rafa. – No meu mundo (2025) (single)
“no meu mundo.” já está disponível em todas as plataformas digitais e vem acompanhada por um videoclipe vibrante e cheio de personalidade, que começa num duche e vai até um estádio de futebol! 🫧🚿⚽🏟️
Uma celebração do conforto, da expressão livre e do poder de sonhar alto, sem limites quando estamos no nosso espaço sem ninguém a ver.
Nite Chimp – Morning Routine (2025) (single)
Nite Chimp – Morning Routine (2025) (single)
Depois da edição de singles como “Morning Routine”, os Nite Chimp editam o seu novo EP “Mold Scare”, já disponível em todas as plataformas digitais. O primeiro concerto de apresentação acontece a 27 de setembro na Casa do Comum em Lisboa.
Para conhecer Mold Scare é preciso antes a apresentação dos Nite Chimp, banda lisboeta de surf-garage rock que começou como um projeto a solo e de paixão de Csaba Simon (guitarra e voz) em 2020 em Pécs, na Hungria.
Nite Chimp bebe de artistas como Oh Sees, Wavves e The White Stripes, ao mesmo tempo que se inspira nas influências oceânicas dos Beach Boys, com uma pitada groovy da lenda do blues Bo Diddley. Desde o lançamento do EP de estreia Panel Hoopla em 2022 e o primeiro álbum Done Depot em 2023, Nite Chimp lançou dois singles em 2024 (Beach Country e Morning Routine), lançando agora em 2025 o EP Mold Scare.
“O projeto Chimp nasceu em 2020 no meio das horas mais desesperadas dos ‘blues’ do isolamento global, foi aí que aperfeiçoei a habilidade de fazer rock sozinho. Fui muito influenciado pelos meus heróis de música DIY e comecei a fazer música no quarto na altura em que o projeto ainda era exclusivamente a solo”, refere Csaba Simon.
Os Gorillaz também são parte fulcral na formação dos Nite Chimp – até como o nome indica na ligação primata entre os dois -, não só como influência direta na sonoridade como pela rejeição que Damon Albarn deu a Csaba Simon quando este se candidatou a uma vaga para xilofonista na mítica banda britânica.
É neste contexto que o artista ruma em direção ao ocidente, não só encontrando o Atlântico como também Lisboa pelo caminho e na sua música. Formam-se assim os Nite Chimp, já em formato banda e que se podem considerar alfacinhas de crescimento, mas com referências sonoras e líricas que combinam várias culturas tornando-se num híbrido luso-húngaro de afinidades britânicas.
Mold Scare é um EP de 5 canções e que representa bem o híbrido de referências que são os Nite Chimp, tanto na sua escrita, como nas temáticas que aborda e na sonoridade em que tudo é envolvido. Há faixas de surf rock da Costa da Caparica sobre solidão, hinos cínicos sobre rotinas, jornadas elétricas sobre algumas das maiores ânsias que vivemos, como a emergência climática, o extremismo político ou a injustiça de um sistema capitalista viciado. Tudo isto ganha corpo com instrumentos tão diversos que vão desde a guitarra elétrica aos bongos, da marimba à pandeireta.
A partir de 1 de agosto este novo EP já está disponível em todas as plataformas digitais e pode ser ouvido na sua totalidade.
A primeira apresentação ao vivo de Mold Scare acontece já no próximo dia 27 de setembro na Casa do Comum, no coração do Bairro Alto, em Lisboa. Os bilhetes já estão à venda.
Do. Prata – Aurifero (2025) (single)
Do. Prata – Aurifero (2025) (single)
Texto descritivo: “Aurífero” fala sobre o processo de procurar sentido através da criação — a tentativa de tocar algo maior através da arte. É uma reflexão sobre a exigência pessoal, a comparação, e a vontade de manter-se fiel a si mesmo no meio do ruído que possa existir. A música representa a transformação do pensamento em sentimento e do sentimento em algo que possa ser partilhado. É o fecho do meu EP Índice Temporal, e talvez o tema que melhor espelha aquilo que me move enquanto artista.
Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single)
Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single) id
O ser, o não ser, o sentir o existir e o viver. Quantos de nós saberemos a diferença entre estas definições que nos moldam o dia a dia? O foco está na consciência e na vontade que temos de viver em comunhão connosco e com os nossos ideais, seguindo os nossos princípios e lutando pelos nossos sonhos. Se assim não for, somos mais um número, uma pessoa que existe no meio de outras tantas.
O novo álbum dos Wipeout Beat é um manifesto! A sonoridade que o compõe só podia ter acontecido assim — não por cálculo, mas por necessidade!
O título It Happens Because We Are, Not Because We Exist vem de uma corrente filosófica: o acidentalismo.
O acidentalismo foi impulsionado por Bruno Simões (Tu metes Nojo, Sean Riley) e a referência a esta filosofia fica como homenagem a este grande amigo. Trata-se de uma forma de dizer que o mundo não segue caminhos previsíveis ou confortáveis, mas sim acontecimentos que sucedem por acaso.
O terceiro disco dos Wipeout Beat é cru, direto, sem clichês, adornos ou virtuosismos desnecessários. É o som do momento a acontecer, sem pedir licença.
Alimenta-se da energia punk, vai beber ao espírito electro, à estética synthwave e à pulsação hipnótica do krautrock. Ao mesmo tempo, encontram-se ecos do minimalismo de nomes como Philip Glass ou Steve Reich, onde a repetição é uma forma de meditação sonora. Também se sente a herança dos Suicide, crua e industrial, com o toque lo-fi muito próprio dos Wipeout Beat. Tudo isto filtrado através da sua velha companheira de guerra: uma caixa-de-ritmos Roland CR-8000, que dita o compasso com teimosia mecânica e groove inegável.
As músicas não se preocupam em ser acessíveis ou fáceis. São densas, exigem tempo e pedem entrega. Mas quem aceita o convite, encontra um mundo inteiro por explorar. Um universo onde o som é matéria viva, onde os teclados “meio a brincar” se transformam em armas emocionais e onde a guitarra e as vozes não comandam, flutuam.
Gravado entre jams, improvisações e obsessões sonoras, este terceiro LP arrisca e provoca. Apresenta musicas construídas como paisagens em mutação constante, onde a repetição se transforma em viagem. Não é só música — é textura, é tensão, é libertação! São peças onde cada camada é colocada com intenção, mas sempre com espaço para o erro criativo, para a emoção crua que só existe naquele instante em que carregamos no botão “record” e tudo pode acontecer.
Este disco é, também, o reflexo da liberdade que só uma banda madura, sem pressões externas, pode alcançar. Wipeout Beat não esão a tentar provar nada. Estão apenas a existir, a fazer o que mais gostam: criar música intensa, honesta e inclassificável.
“Isto é assim porque tinha que ser assim. Não seria a mesma coisa se fôssemos por caminhos já percorridos.”